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Resenhas

A Psicologia Junguiana teve início quando seu criador, Carl Gustav Jung rompeu a amizade com Freud (1914), visto que apesar de estudar várias questões da Psicanálise não concordava que todos os desejos e pulsões do inconsciente tinham fundo sexual, como Freud acreditava. Para Jung a Psicologia Analítica é singular, e mesmo utilizando-se de conceitos como o consciente e inconsciente da Psicanálise, traz um novo entendimento acerca deles, e principalmente quando menciona a existência de um inconsciente coletivo.

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“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam ouvir a música” (Friedrich Nietzsche)

A famosa frase de Nietzsche já nos remete à ideia de que a insanidade é apenas uma questão de ponto de vista. Claro que alguns podem parecer mais loucos que os outros, e algumas vezes, será necessário olhar com mais atenção, mas o que vai se descobrir por fim é que, como disse Caetano Veloso, “de perto ninguém é normal”. Difícil mesmo é definir o que é ser normal. O conceito de normalidade vem se modificando no decorrer do tempo, e se na idade média queimar mulheres na fogueira era tido como algo normal, hoje tal feito torna-se inimaginável. Para os chineses, comer gafanhotos, grilos e baratas é normal, já para o brasileiro comer aquela feijoada com rabo, orelha e pé de porco é normal. Para os indianos a vaca é sagrada, para muitos brasileiros, a carne da mesma vaca torna-se um apetitoso churrasco de domingo. Então como definir o que é certo e o que é errado? Parece haver uma linha muito tênue entre a normalidade e anormalidade, a sanidade e a loucura, a doença mental e a saúde mental.

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No romance “A Revolta de Atlas”, de Ayn Rand, a autora mostra os valores morais fundamentais de sua filosofia, a qual chama de  Objetivismo. Os valores éticos positivos são apresentados pelos personagens heroicos da trama, e os negativos ficam por conta de seus antagonistas. Francisco D´Anconia, Dagny Taggart, Hank Rearden e o personagem principal John Galt representam os valores que Rand considera o ideal ético para a humanidade: racionalismo, egoísmo, coragem e liberdade individual, e os antagonistas são personagens que, por algum motivo, negam e não possuem tais valores.

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O livro “O Bebê do Amanhã” atravessa com seus postulados questões substanciais da contemporaneidade, como: o desenvolvimento saudável e desenvolvimento de transtornos psicológicos, as questões educacionais na formação da criança até questões éticas e filosóficas, como aborto e o início da vida. As teses de Verny e Weintraub mostram a força da relação entre o ser e o mundo, na construção da personalidade, desde o início da vida. Logo, são ferramentas preciosas para pais e educadores.

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Em seu livro A Psicanálise dos Contos de Fadas, publicado pela Editora Paz e Terra 3ª edição, em 1980, Bruno Bettelheim discute como os contos de fadas podem intervir nos processos evolutivos da criança, ajudando-a na compreensão do que esta acontecendo com si mesma, e ainda, resolvendo de forma mais saudável seus conflitos internos. O autor busca nas histórias infantis mais conhecidas, um sentido que não é visto por todos, fazendo uma análise psicanalítica de algumas delas e por consequência, trazendo a tona uma linguagem simbólica, dessa maneira, demostrando um conflito psíquico por traz de todo o encantamento dos contos de fadas.

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Desde a publicação de “A interpretação dos sonhos” de Sigmund Freud, em 1900, a compreensão sobre a natureza humana ganhou novos significados. Ao incluir o conceito de Inconsciente no paradigma científico, o médico austríaco abriu as portas para a desconstrução de mitos e formalidades que ainda persistiam na sociedade de seu tempo. Seguindo um princípio determinista, típico da ciência forjada em fins do século XIX, Freud colocou o Inconsciente no centro das ações humanas, sendo tal componente o responsável pela configuração mesma do ser, influenciando todo o seu psiquismo e suas ações no mundo. Nesse contexto, os sonhos tomam papel primordial para o conhecimento do verdadeiro homem, de sua natureza profunda, que molda toda sua realidade exterior.

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O artigo “O Conceito de Motivação na Psicologia”, escrito por João Cláudio Torodov e Márcio Borges Moreira (2005), publicado pela Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, discute o uso do termo motivação na psicologia. Moreira é bacharel em Psicologia pela PUC-MG e doutor em Ciência do Comportamento pela UNB. Também coordena o curso de Psicologia no Instituto de Educação Superior de Brasília. Torodov é licenciado em Psicologia pela USP e doutor em Psicologia. Desde 2006, ele trabalha como pesquisador na UNB.

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1. Contextualização da Obra

A obra O Pequeno Príncipe de Antoine de Sainte-Exupery, da edição de 1988 da editora Agir, conta a historia de um aviador que viaja e para no deserto do Saara, em que lida com varias aventuras filosófica e poética ao lado do Pequeno Príncipe, podendo estas jornadas encontrar-se relacionadas com temas de abordagens da Psicologia. Sainte-Exupery, que era piloto civil escreveu a obra por volta de 1943, momento que ocorria a segunda guerra mundial. Pode-se destacar que ao escrever o livro em um período catastrófico que de certa forma envolve conflitos globais, o autor queria destacar os valores que o homem dá as coisas, o sentido da vida, o voltar-se a si mesmo numa relação de reflexão de como estou vivendo o aqui e agora, em um momento em que só era percebida a angustia, o sofrimento, a morte, isto é, a pureza e a verdade da existência na angustia. O livro que de certa maneira é escrito às crianças, e traduzido e publicado em mais de 150 línguas (perdendo apenas para a Bíblia Sagrada) tem dedicatória do autor em homenagem a Lèon Werth, que é um adulto, mas, que o escritor o dedica desculpando-se e, justifica por não ser esta dedicação voltada a criança de fato, no entanto, destina a obra à criança que um dia foi Léon Werth. O que remete a pensar que é destinado a todos aqueles que desejam voltar-se a si, e trazer tudo o que está oculto a nossa consciência, - não como uma forma psicanalítica de satisfazer nossos instintos – mas, para saber as bases epistemológicas do que o faz muitas vezes até morrer por crenças ideais e valores. Desta forma, o autor afirma que: Se não quiseres compreender, se não te interessas pelo seu drama, aqui fica a sentença do príncipe: - “Tu não és um homem de verdade. Tu não passas de um cogumelo!” (SAINTE-EXUPERY, 1988)

Palavras-chave: Sentido da vida, voltar-se a si mesmo, angústia, desespero, ser-no-mundo, Pequeno Príncipe

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