Artigos com o tema:

História da Psicologia

Resumo: Este artigo pretende problematizar a identidade, como uma convenção socialmente necessária que é, a partir dos conceitos relativos ao tema que estão relacionadas às teorias do campo dos Estudos Culturais e às idéias de autores como Hall (2001) e Bauman (2005), um processo não estanque de construção nos tempos “líquidos” e pós-moderno, e questiona a formação e a construção de identidade nacional. A difícil definição incide nas infinitas saídas e pelas urgentes necessidades de novos paradigmas conceituais, tanto para a identidade, a identidade brasileira, como para formação desta. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica onde aceitamos o critério sócio-histórico, por um caminho processual também histórico, onde se presentifica a dialética do singular-particular-universal.

Palavras-chave: identidade; identidade “líquida”; identidade brasileira.

Leia mais: A Formação da Identidade Brasileira e as Convenções Sociais: Um Beco Sem Saída?

Resumo: O conceito de loucura é uma construção histórica. A população que sofre de algum transtorno mental é reconhecida como uma das mais excluídas socialmente. Este trabalho faz um resgate histórico das políticas em saúde mental no Brasil. Mostra o longo percurso da Reforma Psiquiátrica e as mudanças na regulamentação e nas formas de atendimento ao portador de transtorno mental, que adotam atualmente os Centros de Atenção Psicossocial - CAPS como dispositivos estratégicos para a organização da rede de atenção em saúde mental o que possibilitou a organização de uma rede substitutiva ao Hospital Psiquiátrico no país, mas que ainda enfrentam grandes dificuldades em suas implementações e atuações.
Palavras-Chave: CAPS; loucura; saúde mental.

Leia mais: História da Assistência à Saúde Mental no Brasil: da Reforma Psiquiátrica à Construção dos...



Segundo Ariés (1991) o surgimento da imprensa proporcionou uma das experiências mais decisivas da modernidade: a difusão da leitura silenciosa. O século XVI vê surgirem diversos personagens, reais ou fictícios, donos de um “mundo interno” rico e profundo. Leonardo da Vinci, Dom Quixote, Hamlet. A leitura silenciosa possibilita que se escape ao controle da comunidade e cria um diálogo interno que desenvolve a construção de um ponto de vista próprio.

Leia mais: A consolidação de uma subjetividade privada

Os pais intelectuais da psicologia foram, sem dúvidas, a filosofia e a fisiologia. Apesar do interesse comum pelas questões relacionadas a interação mente-corpo, sensação-percepção, cada uma destas ciências tinha interesse muito voltado para sua respectiva área. Foi então que o alemão Wilhelm Wundt mudou este ponto, tornando a psicologia uma disciplina independente.

Leia mais: As Contribuições de Wundt e Hall para a Psicologia

A psicologia funcionalista surge nos Estados Unidos em oposição à psicologia titcheneriana. É representada por autores como J. Dewey, (1859), J. Angel (1869-1949) e H. A. Carr (1873-1954).

Leia mais: Funcionalismo

A psicologia surgiu como uma disciplina específica na Alemanha na segunda metade do século XIX. Atribui-se geralmente a Wundt o título de fundador da psicologia como ciência experimental.

A primeira edição do livro-texto de Wundt Grundüge der Phisiologische Psychologie (Fundamentos da Psicologia Física) foi publicado em 1873. Em 1879 ele criou um laboratório¹ de psicologia em Leipzing. Em 1881 lançou uma revista de pesquisa Philosophische Studien.

Leia mais: Wundt e a criação do Primeiro laboratório de Psicologia na Alemanha

Willhelm Maximiliam Wundt filho de um pastor protestante, nasceu em 16 de agosto de 1832 no Vilarejo de Nickarau, nas cercanias de Mannheim (sul da Alemanha). Aos quatro anos mudou-se com a família para Heidelsheim, onde passou a maior parte da sua infância e iniciou os seus estudos.

Em 1845, aos treze anos de idade mudou-se para a casa de uma tia em Heidelberg para freqüentar o ginásio. Começou o curso de medicina na Universidade de Tübingen, onde seu tio era professor de anatomia e fisiologia. Mas 1 ano depois se mudou para a Universidade de Heidelberg onde terminou o seu curso de medicina e começou sua brilhante carreira. Em 1855 ele finalmente conseguiu uma habilitação para a prática médica. Mas depois de um curto período trabalhando como assistente clínico em um hospital municipal, começou a ter dúvidas quanto a sua capacidade para a vida médica; e com isso voltou para a vida acadêmica. Em 1857 habilitou-se como docente (Privatdozent) e proferiu seu primeiro curso de fisiologia experimental.

Leia mais: Wundt - Biografia

A psicologia do século XIX, especialmente como se produzia na Alemanha no final daquele século (centro mundial de produção acadêmica e institucional deste saber nesse período) é completamente diferente do quadro atual da psicologia. Trata-se de uma psicologia que: devota-se à pesquisa pura; toma como objeto de estudo a experiência comum consciente; devota-se a esse objeto através da suspeita de ilusão da experiência comum, problema herdado da física e da filosofia do século XVII, sem buscar naquele momento qualquer forma de ajustamento dos indivíduos.

Leia mais: Titchener e a Psicologia nos EUA