Artigos com o tema:

Desenvolvimento Humano

Introdução

O ser humano tem uma capacidade cognitiva única no mundo. É ela que nos distingue dos outros animais, que nos faz perceber essa distinção, que nos dota da capacidade de comunicação, que nos dá subsídios para (tentar) entender o mundo. Mas como adquirimos essa inteligência? Como desenvolvemos essa inteligência, que desde bebês nos faz distintos dos outros animais?

É sabido que os primeiros anos de vida são fundamentais no desenvolvimento do ser humano. Essa concepção iniciou cientificamente apenas no começo do século XX, com os estudos da criança e do comportamento infantil. Desde então, vem-se estabelecendo uma série de pesquisas sobre diferentes aspectos da vida psíquica da criança, do seu desenvolvimento e da concepção de inteligência (e da formação dessa inteligência) na criança.

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Este texto tem como objetivo descrever alguns fatores importantes no desenvolvimento humano e, demonstrar de que forma estes exercem sua influência. Os fatores são divididos em internos – a hereditariedade e a maturação – e externos – meio ambiente. O desenvolvimento humano aqui referido vem dizer da “estrutura física, o comportamento e funcionamento mental” (DAVIDOFF, 2001 p. 419), estudado pela psicologia do desenvolvimento.

Com o argumento de que não devemos confundir a criança com um adulto em miniatura, a autora Ana Bock (1999) demonstra em seu texto a importância do estudo do desenvolvimento humano. É necessário conhecer as características comuns de cada faixa etária e reconhecer a individualidade do sujeito para adquirir aptidão na observação e interpretação do comportamento.

Leia mais: Sobre o Desenvolvimento Humano

A velhice é uma etapa da vida que pressupõe alterações físicas, psicológicas e sociais, e estas ocorrem de forma gradativa e natural, não sendo correto afirmar que há uma idade exata para ser considerado velho, pois essas alterações variam de pessoa para pessoa. Envelhecer é um processo inevitável para aqueles que vivem, entretanto os efeitos do envelhecimento podem ser reduzidos a partir de alguns fatores, tais como, “alimentação adequada, a prática de exercícios físicos, a exposição moderada ao sol, a estimulação mental, o controle do estresse, o apoio psicológico, a atitude positiva perante a vida e o envelhecimento” (ZIMERMAN, 2000, p.21).

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Jean Piaget foi um biólogo suíço que viveu entre os anos de 1896 e 1980. Durante seus 84 anos de idade, interessava-lhe desvendar como acontece e como se processa o conhecimento lógico-abstrato do homem, desde o início da sua vida até a idade adulta. Preocupou-se com o rigor científico de seus trabalhos, trazendo uma série de livros e artigos produzidos a fim de construir uma teoria do conhecimento baseada na biologia e em que as especulações filosóficas estivessem embasadas na pesquisa empírica, culminando, então, no que hoje se conhece como uma psicologia do desenvolvimento.

Ele sustenta que o conhecimento não procede nem da experiência única dos objetos nem de uma programação inata pré-formada no sujeito, mas de construções sucessivas com elaborações constantes de estruturas novas (PIAGET, 1976). Dessa forma, o processo evolutivo das características genéticas do homem tem uma origem biológica que é ativada pela ação e interação do organismo com o meio ambiente - físico e social - que o rodeia, existindo uma relação de interdependência entre o sujeito conhecedor e o objeto a conhecer. (TERRA)

Leia mais: Introdução aos Estágios de Desenvolvimento de Jean Piaget

Resumo: O presente artigo tem por objetivo relacionar a prática de dinâmicas de grupo com idosos e verificar se essa relação contribui para o aumento da qualidade de vida dessas pessoas. Através de uma pesquisa bibliográfica, buscou-se apontar os conceitos e implicações de dinâmica de grupo e qualidade de vida, e fazer uma interação desses temas com a questão da gerontologia, confirmando que essas dinâmicas possuem influência positiva na qualidade de vida da terceira idade.

Palavras-chave: Dinâmica de grupo. Idosos. Qualidade de vida.

Leia mais: Dinâmica de Grupo e sua Contribuição para a Qualidade de Vida na Terceira Idade

Resumo: A autora, através dos recursos utilizados no filme Eu, Christiane F. -13 anos- Drogada e Prostituída, propõe uma análise do comportamento adolescente da década de 70 em analogia com a contemporaneidade. Fundamentada em Freud, Eric Erikson, Peter Bloss, Arminda Aberastury e Maurício Knobel, discute as manifestações das várias identidades criadas pelo adolescente, procurando o esclarecimento à suas sintomatologias bem como a maneira de se ver e tratar o adolescente diante de suas transformações.
Palavras-chave: Adolescência, conflitos, drogas, satisfação, moratória social, individuação e mal estar na civilização.

Leia mais: Um Retrato da Adolescência: Eu, Cristiane F., 13 anos, Drogada e Prostituída

O adolescente contemporâneo encontra-se atrelado ao movimento consumista muito grande tanto manipulado pela mídia e ele busca nos idolos “teens” midiáticos o conteúdo referencial para seus comportamentos, conteúdo este que lhes dá credibilidade no olhar contra o mundo adulto, “contra o adulto do qual não se sente mais descendente, nem solidária” (BAUDRILLARD apud VITELLI, 2005, p 114).

Sobre isto Vitelli (2005) nos afirma que

“O que o adolescente tem nos mostrado através de sua aparência, gestos, falas, dependendo do grupo a qual ele pertence, pode ser um desafio aos cânones estéticos construídos e apreciados pelo mundo adulto. Muitas vezes esses jovens se enfeiam, contradizendo desta forma o conceito estético tão arraigado no mundo adulto.” (p. 130)

O grupo adolescente então, na busca de uma figura referencial que esteja na posição de ídolo, adere ao movimento estético e “ideológico” trazido por ele. Os grupos se formam a partir dos diversos referenciais “ideológicos” que permeiam as figuras-idolos, mas apesar das diferentes “tribos” todos trazem em seu conteúdo características que os afastam da norma-padrão adulta e se insere naquilo em que os adolescentes desejam o diferente.

Leia mais: O Idolo Teen como Referencial Comportamental em Adolescente

Resumo: Através de histórias fantásticas, as crianças são capazes de se identificar com os personagens, expressar seus sentimentos, angústias e necessidades infantis e resolver conflitos psicológicos de acordo com a fase de desenvolvimento que estão passando. Assim como os contos, as cantigas de ninar trazem à tona questões humanas que todos devem elaborar, como a separação, a morte, o desamparo. Muitos adultos acreditam que os contos de fada são prejudiciais para a criança, pois exigem explicações racionais para tudo o que fazem. Dessa forma, impedem as crianças de lidar com seus próprios medos e ansiedades.

1. Introdução

Quando ouvimos uma história, lemos um livro, uma história em quadrinhos, ou mesmo quando assistimos a um filme ou a uma novela de televisão, nos identificamos com heróis. Isso porque eles nos trazem admirações e sonhos com aventuras e não apenas por acomodar valores (POSTIC, 1993).

Segundo Ressurreição (2007), “a capacidade de simbolizar é fundamental pra a nossa natureza psíquica e emocional, e é um atributo desejável para um desenvolvimento intelectual pleno, saudável e criativo”. A criatividade, a fantasia e a imaginação tornam o ser humano mais autônomo e independente (RADINO, 2003).

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