1. Introdução

O entrelaçamento do ser humano com sua família, inicialmente é construído a partir do planejamento dos pais, o grau de envolvimento afetivo, onde é possível perceber idealizações desde o sexo, características físicas, até a profissionalização, ou seja, ao desejar ter um filho, os pais geralmente transferem para esse filho ainda planejado, seus desejos, frustrações ou expectativas. Ninguém deseja ou idealiza um filho com problemas e quando isto aparece dentro do âmbito familiar as reações são as mais diversas.

No desenvolvimento da criança, um dos problemas que pode ser desencadeado é o autismo infantil. De acordo com o CID 10 (1991), o transtorno autista é um transtorno global do desenvolvimento, caracterizando assim, um desenvolvimento anormal ou alterado, o qual deve se manifestar antes da idade de três anos e apresentar uma perturbação característica nas interações sociais, comunicação e comportamento.

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) na versão IV (1995). No Transtorno Autista suas manifestações na primeira infância são mais sutis e mais difíceis de definir do que aquelas vistas após os dois anos. Em uns poucos casos, a criança pode ter-se desenvolvido normalmente durante o primeiro ano (ou até mesmo durante os dois primeiros anos) de vida.

Esse transtorno no desenvolvimento foi primeiramente estudado pelo psiquiatra austríaco Leo Kanner que, na década de quarenta, em plena segunda guerra mundial, descobre uma nova síndrome na psiquiatria infantil, que denominou a princípio de “distúrbio autístico do contato afetivo” e depois de autismo. Ao observar algumas crianças, percebeu que estas apresentavam uma patologia que não afetava suas funções mentais e capacidades de inteligência, mas demonstravam resistência para contatos afetivos e raras expressões de linguagem sem finalidade de comunicação.

Segundo Kanner, através do estudo de casos de crianças portadoras de autismo, foi possível observar o perfil de algumas mães denominadas à época de “emocionalmente frias” e “pais intelectuais” que demonstravam mais zelo na observação de seus filhos do que no contato físico e, por perceberem uma criança sempre quieta e “desinteressada” por qualquer demonstração de afeto, também se limitavam em expressar seus sentimentos de carinho.

A escolha deste tema surgiu do desejo de compreender a criança com autismo. Mesmo com o conhecimento geral que se tem e os procedimentos/tratamentos que podem favorecer a superação deste quadro, consideramos importante, investigar a função do investimento da família na construção da subjetividade da criança e no processo que poderá levar a criança autista a desenvolver comportamentos mais adaptados e integrados socialmente.

O propósito de nossa pesquisa é investigar a relevância da participação da família no tratamento psicanalítico bem como as intervenções interdisciplinares dos profissionais envolvidos neste processo. Iremos investigar a relação mãe-bebê e suas repercussões no desenvolvimento da criança na faixa etária de 0 a 3 anos, analisando o impacto familiar diante do diagnóstico para autismo e finalmente, compreender a importância do diagnóstico precoce para o processo de tratamento do autismo.

Este estudo aponta atribuições para que o profissional de psicologia possa trabalhar melhor para minimizar o sofrimento da família e sensibilizar os profissionais de saúde no sentido de entender a importância do diagnostico criterioso desse transtorno do desenvolvimento.

 1.1- Objetivos

Geral

  • Analisar a importância da família no tratamento precoce do autismo numa perspectiva psicanalítica.

Específicos

  • Analisar a relação mãe-bebê e suas repercussões no desenvolvimento da criança na faixa etária de 0 a 3 anos;
  • Investigar o impacto familiar diante do diagnóstico para autismo;
  • Compreender a importância do diagnóstico precoce no tratamento deste transtorno.

2. O “Humano” Constitui-se a Partir da Relação com o Outro

Sabe-se que o estado emocional das mães afeta diretamente os bebês, em seu momento intra-uterino, e que são sensíveis ao som, ao tom da voz, a palavra e ao sentimento que tudo isso traduz.

O bebê humano tem a necessidade de cuidados de um adulto, onde sem o qual não pode sobreviver, uma vez que nasce desprovido de meios que possibilita o auto-cuidado, diferente da espécie animal que sem o auxílio da mãe ou de um cuidador, desenvolve um instinto de sobrevivência que carrega em sua carga genética. Assim, podemos entender que na espécie humana vários processos de humanização vão se desenvolvendo desde a concepção do bebê.

Mergulhando nesse universo de relações, pode-se então entender que, mesmo sem ter consciência, a mãe transmite diversas informações ao bebê, influenciando significativamente no que acontecerá depois do nascimento.

Entra em cena, então, mais uma vez, a mãe, através do que no senso comum é chamado “instinto materno”, e Cullere-Crespin (2004), define como “a reativação de traços mnésicos inconscientes da maternagem recebida”, ou seja, os registros inconscientes dos cuidados que recebeu. Passa, então, a suprir as necessidades de seu filho, tanto as evidentes (fome, sede, higiene, etc.), quanto as que ela passa a deduzir que existem, como por exemplo, quando o bebê começa a emitir os primeiros sons, ela deduz que está sendo chamada, solicitada e a partir daí, para a mãe, ele começa a “falar”, surgindo o que os psicanalistas chamam  de “pulsão” [01] , ou seja, a representação simbólica da necessidade fisiológica.

Essa necessidade de cuidados deve abranger o sentido amplo da palavra, pois não só de cuidados físicos, mas também é fundamental que o ambiente em que o bebê está inserido possa oferecer segurança e confiança. Segundo Winnicott (2006) essas primeiras experiências que são oferecidas ao bebê nos seus primeiros dias de vida, são armazenadas em seus sistemas de memória, esses cuidados iniciais voltados ao bebê, são realizados a priori pela mãe, mas se houver a ausência da mesma, poderá ser realizado por um cuidador que exercerá o seu papel podendo ser o pai, um avô, uma tia, se fazendo necessário então que esse bebê seja atendido em suas necessidades, estabelecendo então uma relação de segurança.

Winnicott (2006) refere que, quando ocorre de uma criança não receber atenção inicial, ou não ser segurada de forma satisfatória ou desconfortável, não lhe é transmitido então segurança e confiança, retardando o processo de desenvolvimento, podendo fragmentar a linha contínua que é uma criança.

Para a construção do universo simbólico do bebê, a mãe assume um papel fundamental. Por ter o bebê sido gerado dentro dela e após o nascimento continuar ela fazendo parte da nutrição, da manutenção física deste bebê através da amamentação, começa a também “adivinhar-lhe” algumas necessidades [...] “A mãe pensa seu bebê, ela lhe atribui conteúdos psíquicos” (Cullere-Crespin, 2004, p. 29; grifo do autor) tendo assim esse comportamento, um caráter atributivo e transitório. 

A intervenção paterna é também importante nesta relação parental, por não encarar o bebê como parte dele mesmo, e porque de certa forma vai operar como agente regulador da relação mãe-bebê, introduzindo assim, a dimensão da alteridade e garantindo que o psiquismo da criança possa desenvolver-se.

(...) a mudança de necessidade para desejo se opera em todos os registros da pulsão, quer dizer, em todos os registros de troca, no que concerne o recém-nascido ao seu Outro da relação primordial [...] Esses três registros fundamentais do primeiro ano de vida são respectivamente: a oralidade, que remete ao estatuto simbólico das trocas alimentares, a especularidade, que interessa a questão do olhar, e a pulsão invocante, que se refere à questão da voz. (Cullere-Crespin, 2004, p.32).

A oralidade é marcada pelas trocas alimentares, que vão para além da simples resposta às necessidades orgânicas de fome e sede; é uma troca de amor, um investimento. Na alimentação, o bebê absorve o leite para a sua sobrevivência e os sinais da presença materna, seu desejo, seu olhar, sua voz. O ritmo da amamentação é que vai introduzir a criança na ausência, entrando em jogo a presença/ausência.

A especularidade diz respeito ao olhar, olhar enquanto função psíquica, indicador de presença, corresponde ao ser visto. O acesso ao especular depende do reconhecimento da imagem de si construída no Estádio do Espelho. Antes mesmo do nascimento, já existe um bebê, uma antecipação de sua imagem; quando ele nasce, acontece o reconhecimento primordial, ele já possui uma filiação, um laço de parentesco, que corresponde, dessa forma, com o filho tão esperado.

A pulsão invocante, que concerne à palavra e à voz, tem como seu primeiro momento o choro do nascimento, choro ouvido como um apelo. A partir daí, já podemos considerar o bebê como um sujeito falante; sua movimentação, seus resmungos, gritos e choros serão elementos de comunicação e deverão ser interpretados pelo Outro como demandas a ele dirigidas para que possam ser interpretadas e respondidas; isso é muito importante para o desenvolvimento da criança. É dessa forma, através do som, da palavra, que se estabelece uma troca entre a mãe ou o cuidador e a criança, é através da voz que esses adultos a introduzirão no mundo simbólico.

Então surge a questão a respeito do lugar que está sendo oferecido à criança pela pessoa responsável pelos seus cuidados, como ela é tocada, segurada, a maneira como a alimentam, se a ordem temporal que lhe é imposta satisfaz ou não o seu ritmo biológico, como são escutadas as suas demandas, que significação são dadas aos seus gestos, entre outros. Tudo isso traz o quanto há possíveis sinais de risco psíquico, sabendo, no entanto, que não se pode pensar numa relação de causa-efeito, mas determinados fatores podem indicar que algo não está bem com o bebê, sem estabelecer, de modo antecipado, um diagnóstico específico.

2.1 - Autismo

A palavra “autismo” foi apresentada por Bleuler, Paul Eugen (1857-1939), psiquiatra suíço, estudioso  da esquizofrenia, também por Leo Kanner (1894-1981), psiquiatra austríaco, em 1943 e Hans Asperger, em 1943-1944, para descrever crianças com dificuldades de desenvolvimento, tendo como característica principal déficit grave de relacionamento interpessoal. Só após 40 anos, desde estas descobertas, o autismo foi listado no DSM – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. De lá para cá, estudos são realizados no sentido de refinar a descrição dos comportamento característicos, e mais recentemente, para investigar as causas e a fisiopatologia neurológica das manifestações do autismo.

O autismo decorre de uma falha dos atos de reconhecimento recíproco entre a mãe e o bebê. (CULLERE-CRESPIN, 2004). Essa falha pode ser causada, entre vários motivos, pela depressão que interfere na capacidade materna para cuidar e envolver-se emocionalmente com o seu filho.

O desempenho da função materna é possível de acontecer porque a mãe encontra-se num estado psicológico especial, denominado por Winnicott (1996) de ‘preocupação materna primária’. Segundo esse autor, a mulher tem uma tendência natural tanto para entrar quanto para sair dele, e o mesmo é marcado por um voltar-se para dentro de si mesma, por um retraimento. Neste período, verifica-se nela um aumento de sensibilidade, o qual se estende do final da gravidez até algumas semanas depois do parto. Esta sensibilidade lhe favorece identificar-se com o bebê, o que, por sua vez, facilita-lhe atender as suas necessidades de modo adequado. Para viver este estado, a mulher necessita, por um lado, do apoio do marido para realizar por ela aquilo que no momento ela tem de deixar de lado para ocupar-se do filho; e por outro, necessita também de um atendimento de saúde satisfatório que assegure as condições de segurança necessárias à saúde tanto sua quanto do filho. (LUKSYS; KNIEST, 2005)

Neste estado de “preocupação materna primária”, a mulher esquece que antes de ser mãe, era mulher e esposa, tinha tempo para dedicar a ela e ao seu marido. Com o advento desta criança, tende a esquecer das outras coisas e dedicar-se ao filho de uma forma integral. A mãe e o bebê se tornam uma díade, estado fundamental para o desenvolvimento da criança. Nessa relação, aquela que desempenha a função materna tomará a criança como um sujeito ligado de tal modo a ela própria que será possível “adivinhar” suas necessidades. Desse modo, quem ocupa a função em questão desempenhará um papel atributivo, ou seja, irá atribuir conteúdos psíquicos a criança, decifrando seus choros e movimentos. É assim que a mãe sabe pelo seu bebê como ela sabe por ela mesma. Em determinados momentos, parece que os afetos do bebê são também vivenciados pela mãe e vice-versa. Encontramos nesse momento a dimensão transitiva da função materna. O importante é que através desse exercício, a mãe supõe que existe um outro, que o bebê não é, portanto, mera extensão dela própria. Por exemplo, quando a mãe vê o mesmo chorando e supõe que é fome, ela está também supondo a existência de um sujeito. O problema é quando a mãe não consegue supor nada; quando ela toma seu filho como prolongamento dela própria. Isso geralmente ocorre por uma falência concomitante da função materna e paterna. (CULLERE-CRESPIN, 2004).

Além da função materna ser desempenhada na vertente atributiva e transitiva, Lacan (apud CULLERE-CRESPIN, 2004) destaca um momento essencial para a constituição psíquica que se situa entre o sexto e décimo oitavo mês de vida. Trata-se da fase do espelho. O estádio do espelho é o momento no qual o outro faz o papel de espelho, possibilitando que a criança antecipe o domínio sobre o seu corpo através da identificação com o modo pelo qual o outro a percebe. Percebendo a fase do espelho, a criança progressivamente estabelece uma diferença entre seu corpo e o mundo exterior.

Na relação mãe/bebê, a presença do pai é fundamental. O pai, ou aquele indivíduo que assume a função paterna, tem um altíssimo grau de responsabilidade na constituição psíquica da criança. Existe uma diferença entre o indivíduo assumir a postura de pai biológico (pai que gera) e de assumir a função paterna (pai que cria e funciona como um elemento que desvia a libido materna para outros alvos que não apenas a criança). O pai biológico é aquele que apenas contribui para formação biológica da criança. Já aquele que assume a função paterna contribui para o seu desenvolvimento psíquico.

A função paterna é uma quantidade de trabalho psíquico exigido do pai (ou de um terceiro) no contato com o bebê. Este trabalho psíquico consiste não só no investimento pulsional desse pai em relação ao bebê, mas também na limitação da loucura materna, sustentando assim uma distância entre a mãe e o bebê, necessária ao surgimento do sujeito psíquico. (ROCHA, 1996).

Durante a gravidez e nos primeiros tempos da vida, a mãe permanece numa sintonia quase alucinatória com o seu bebê. É sob o seu efeito que a mãe se oferece como objeto de investimento erótico para o filho, fomentando-lhe a vida pulsional. Mas, se por um lado, esse estado de loucura é indispensável para a constituição do sujeito, deve ser contrabalançada por outro aspecto da relação mãe-bebê para que não tenha efeitos nefastos. Assim, se por um lado a mãe exerce essa função de seduzir o bebê, de despertar-lhe a vida pulsional, por outro, deveria funcionar também como continente e como espelho para ele, o que só é viável se a ela for possível conter sua própria vida pulsional. Nesse sentido, seria impensável o exercício da função materna sem a função paterna que representaria, desde sempre, uma limitação à loucura materna, à medida que sinaliza permanentemente para uma inevitável separação. (CAVALCANTE, 1998)

De certa forma, gerar filhos representa também ter poder. Diferente da mãe, o pai que cria não vai ver seu filho como seu prolongamento e não vai exercer a sua loucura prioritariamente na criança, ele vai investir em outras coisas como no mundo, na vida cotidiana, no trabalho, com os amigos e com a preocupação do poder. De acordo ainda com Rocha (1996), essa loucura teria haver também com o desejo dos pais de afirmar a sua potência fálica na relação com a mãe. A posição do pai em relação ao filho é de suma importância. Quando o filho exerce uma função narcisante para o pai, o mesmo investe de modo mais significativo na criança, o que permite a triangulação na relação mãe-bebê. A função paterna é aquela que introduz a distância, distância esta que passa a funcionar como condição necessária para o surgimento de um terceiro e da lei. (MENDONÇA, 2000).

2.2 - Considerações Acerca do Tratamento Psicanalítico

Quando os pais levam as suas crianças autistas para algum centro de tratamento, chegam com um discurso cheio de angústia e desespero, relatando suas incompreensões perante os comportamentos realizados pelas mesmas. A primeira dúvida dos pais é o motivo pelo qual seus filhos apresentam tais sintomas. Em seguida, desejam saber o que fazer para mudar e curar seu filho. Após o diagnóstico, as crianças são encaminhadas para os tratamentos recomendados que vá variar de acordo com o caso e com quem diagnostica. Vale ressaltar que o diagnóstico nem sempre é realizado facilmente, demanda tempo e muita dedicação do profissional que atende.

A terapia não vai ser um interrogatório, os psicanalistas não estão preocupados em atribuir sentido a todos os comportamentos das crianças autistas. Na maioria das vezes, são comportamentos que parecem estar totalmente desvinculados com a realidade. O processo terapêutico não é somente realizado com as crianças, mas também envolve os pais. No tratamento psicanalítico, não adiantaria realizar alguma atividade com os filhos, deixando os pais de fora, porque o autismo é compreendido em relação a falhas na função paterna e materna, como foi explicado anteriormente.

Há uma preocupação do analista com o comprometimento dos pais no processo terapêutico. Por muitas vezes, os pais criam certa resistência pela dificuldade de mudar sua relação com o (a) filho (a), comprometendo assim o tratamento. É justamente, no processo terapêutico, que se torna possível perceber como se estrutura tal relação, elemento fundamental, inclusive, para levantar a hipótese de autismo.

Para que ocorra este reconhecimento da criança como sujeito, o analista tentará trazê-la para a realidade, retirando-a do seu mundo particular, fazendo com o que ela faça parte do meio social, interaja e reconheça os outros. O objetivo do analista é fazer com o que esta criança possa vir a ser alguém, ser sujeito com individualidade, com subjetividade. Retira-la, portanto, da posição em que era tomado e sufocado, pelo desejo do outro e, com isso, possibilitar o surgimento dos seus próprios desejos, suas próprias angústias para que possa vir a interagir com o mundo cheio de enigmas para serem descobertos.

Para que o analista consiga chegar ao seu objetivo, ele terá que trabalhar com o desenvolvimento das funções materna e paterna por parte dos cuidadores da criança para que possa ter resultados positivos na terapia com a criança autista. Em alguns momentos, o próprio analista poderá desempenhar estas funções, contribuindo com o individuo para que ele possa ter relações com outras pessoas e ter uma vida produtiva.

As psicanalistas atendem em contextos diversos que vão do consultório particular aos centros de atendimento público. Como exemplo destes centros, temos o CAPSI: (Centro de Atenção Psicossocial Infantil), onde são atendidas as crianças psicóticas e autistas. Esta clinica apesar de não seguir necessariamente a teoria psicanalítica, define-se como uma nova possibilidade de aplicação da psicanálise, por dirigir-se a sujeitos autistas e psicóticos.

Referências:

CAVALCANTI, Ana Elizabeth; ROCHA, Paulina Schmidtbauer. Autismo: construções e desconstruções. 3. ed. Rev. – São Paulo: Casa do Psicólogo, 2007

Classificação de transtornos mentais e do comportamento da CID-10: descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

CULLERE-CRESPIN, G. A clínica precoce: contribuição ao estudo da emergência do psiquismo no bebê. In ______. A clínica precoce: O Nascimento do Humano. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004, p. 13-45.

Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM IV-TR, 2002)

LAPLANCHE, Jean, PONTALIS, Jean-Bertrand Lefebvre. Vocabulário da Psicanálise; sob a direção de Daniel Lagache ; tradução Pedro Tamen – 4ª ed. – São Paulo : Martins fontes, 2001.

LUKSYS, M. I. A.; KNIEST, G. R. A ‘Preocupação Materna Primária’ de Winnicott: um estudo de caso com mulheres grávidas em uma unidade do PSF - Algumas considerações. Revista Conceitos, Paraíba, 2005, Nº 11, p. 61-69. Julho 2004/Julho 2005.

ROCHA, P. S. A função paterna revisitada. In: ROCHA, P. (ORG.) Autismos. São Paulo: Escuta 1997, p. 61-67.

WINNICOTT, Donald Woods. Os bebês e suas mães ; tradução Jefferson Luiz Camargo ; revisão técnica Maria Helena Souza Patto – 3ª ed. – São Paulo : Martins Fontes, 2006.

________________________Preocupação materna primária. In:________. Textos selecionados: da Psicanálise à Pediatria. 4. e. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1958/1993. p. 491-498.

Web

CAVALCANTE, A. E. O que a clínica do autismo pode nos fazer pensar sobre a constituição das subjetividades na contemporaneidade. XV Jornada do Círculo Psicanalítico de PE, “Feminilidade e subjetividade”, em outubro de 1998 no Recife. Disponível em <http://www.pulsional.com.br/ > Acesso em 24 de outubro de 2010.