Resumo: Este artigo possui o objetivo de resumir, ainda que brevemente, a história dos sonhos e seus avanços científicos ao longo dos séculos até a contemporaneidade, além de contar um pouco sobre como as antigas civilizações viam os sonhos e o que significava para as suas vidas. Será mostrado um levantamento histórico sobre antigas culturas até os tempos atuais e mostrará o que já foi avançado acerca desse curioso tema, sobre as atividades oníricas, que foram sempre um grande mistério para os povos de todos os tempos e, portanto, faz-se necessário uma pesquisa histórica a fim de levantar o que já se sabe sobre o assunto.

Palavras-chave: Sonhos, História, Civilizações.

Abstract: This article has the objective to summarize, even briefly, the story of dreams and their scientific advances over the centuries until nowadays, and tell a little about how the ancient civilizations saw dreams and what it meant to their lives. It will show a historical survey of ancient cultures to the present times and show what has already been advanced about this curious subject, about the dream activities, which have always been a great mystery for people of all times and therefore it is necessary historical research in order to raise what is already known about it.

Keywords: Dreams. Story. Civilizations.

1. Introdução

Sociedades antigas davam tamanha importância ao sonho que a primeira atividade diária era contar, coletivamente, seus sonhos a fim de esclarecimentos do que sonharam. Assim, aquele povo poderia saber se seriam agraciados por alguma benção ou amaldiçoados por doenças e pragas. Sonhos sempre significaram muito para a humanidade, mas ganhou cientificidade apenas no século XX, com a obra magna de Sigmund Freud, A Interpretação dos Sonhos. Como a Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica afirma em sua página eletrônica:

Os povos antigos, chineses, gregos, hindus e romanos consideravam os sonhos como mensageiros; para uns, mensageiros dos espíritos e demônios, para outros, mensageiros dos deuses. O comportamento desses povos era determinado pela compreensão dos sonhos. (REIS, 2015 p.1)

2. Os Sonhos na Antiguidade

Desde os tempos mais remotos a humanidade vem agregando diferentes significados sobre o que significa o sonho e, na maioria das vezes, como premonitórios. Segundo o artigo da revista Epistemo-Somática, a autora afirma que os povos assírios foram os primeiros que se têm registros pelo interesse em interpretar os sonhos.

Os primeiros registros de sonhos foram encontrados em forma de placas de argila na biblioteca do rei Assurbanipal pertencente ao império Assírio, na antiga Mesopotâmia no quinto ou sexto milênio a.C. Estes vestígios de linguagem escrita demonstram o interesse pelos sonhos e sua decifração revelou que as placas continham uma espécie de guia de interpretação de sonhos. (GONTIJO, 2006 p.1)

Os gregos antigos pensavam que seus sonhos eram, na verdade, a alma que vagava enquanto dormiam e que despertar antes que a alma pudesse retornar, poderia levar o sujeito à loucura. Os egípcios entendiam que sonhar podia ser mensagens dos deuses e, portanto, se dedicavam a decifrar o recado divino. Gostaria de citar o que a autora relata em seu escrito:

Para os gregos, a alma vagava durante o sonho e o despertar antes do retorno da alma poderia desencadear a loucura. Já os egípcios pensavam que os sonhos eram mensagens dos deuses contendo advertências ou conselhos, por isso se ocupavam com a decifração dos mistérios oníricos. (Ibid.)

Freud afirma em seu livro A Interpretação dos Sonhos que, antes de Aristóteles, os antigos não consideravam que o sonho pudesse ter alguma relação com a psique, mas apenas uma origem divina. Para esses povos da antiguidade existiam dois tipos de sonhos: os de natureza divina que eram considerados verdadeiros e valiosos e tinham como função advertir ou anunciar o futuro e sonhos insignificantes e fúteis que serviam apenas para desorientar e arruinar o sonhador. Como consta na obra magna do criador da psicanálise:

Como se sabe, antes de Aristóteles os antigos não consideravam o sonho um produto da psique que sonha, e sim uma inspiração de origem divina, e as duas correntes antagônicas que sempre encontraremos na apreciação da vida onírica já tinham se afirmado entre eles. Fazia-se distinção entre sonhos verdadeiros e valiosos, enviados à pessoa que dorme para adverti-la ou lhe anunciar o futuro, e sonhos insignificantes, enganadores e fúteis, cuja intenção era desorientá-la ou precipitá-la na ruína. (FREUD, 2012 p.17)

Portanto, nota-se que os povos da humanidade sempre deram muito valor ao sonho, mas foi com Aristóteles que as atividades oníricas começaram a tomar contornos mais psicológicos. Isso só foi possível, porque o filósofo grego era muito a frente de seu tempo e seu conhecimento era vasto, mas a interpretação dos sonhos somente foi retomada com seriedade e cientificidade séculos mais tarde com Sigmund Schlomo Freud, como veremos mais tarde.

3. Os Sonhos para a Igreja

Durante os séculos V ao XV, período da Idade Média, onde a Igreja Católica teve muito poder, principalmente entre os séculos V ao X, foi um tempo de muita dedicação à religião. Pode-se dizer, também, que foi onde os sonhos voltaram a ter espaço no pensamento das pessoas. Naquela data, muitos pensadores fizeram um grande esforço para fins de conciliar ao pensamento católico, a filosofia grega, principalmente os ensinamentos de Aristóteles, como explica a página eletrônica do UOL Educação “[...] no interior da Igreja, diversos pensadores se esforçaram para conciliar a religião cristã com a filosofia grega, em especial a de Aristóteles.” [01]

Para a ordem religiosa da época, alguns sonhos podiam ser interpretados como demoníacos, levando muitas pessoas a serem condenadas por bruxaria ou ligações com o Demônio. Para os católicos, nenhuma forma de adivinhação ou interpretação dos sonhos deve ser aceita, porque contradizem o respeito a Deus, pois somente a Ele possui o futuro e todos os cristãos devem abrir mão de sua curiosidade sobre o tempo, pois a Ele devem entregar suas vidas e seu vindouro, como afirma o professor em sua reportagem no sítio da Rede Globo.

Os sonhos sexuais, muito comuns, eram interpretados como tentações diabólicas e deveriam ser suprimidos, o que é impossível, mas pelo menos confessados para obter um perdão, ou passar por um exorcismo. Na Antiguidade, a interpretação de que o sonho era uma comunicação com Deus foi suprimida pela Igreja, pois isso era considerado um privilégio somente dos sacerdotes. (SABBATINI, 2012 p.1)

Na Bíblia, muitos relatos de sonhos são mencionados e, mais uma vez, tratam-se de um deus que se comunica com a humanidade para dar uma missão ou predizer algo, como o caso de José, pai de Jesus. Segundo a bíblia cristã, ele foge para o Egito com sua família, após ser alertado enquanto sonhava, para não cair nas mãos do rei que queria matar todos os recém-nascidos da região. Há também o caso do pedido de clemência da esposa de Pilatos, no qual pede que não condene Jesus, pois Deus havia lhe pedido isso em sonho, podendo ser verificado em Mateus 27:19, do livro sagrado.

Portanto, mais uma vez, os sonhos, são mostrados como premonição e contato de um deus com seus fiéis, destacando novamente o que os sonhos significavam para a humanidade em tempos mais remotos e que sentido tinha, culturalmente na vida dessas pessoas, descartando qualquer cientificidade.

4. Os Sonhos no Pensamento Cartesiano

René Descartes foi, entre outras dedicações, um filósofo francês durante a idade média, conhecido também pelo seu nome latino, Renatus Cartesius, por esse motivo, que suas ideias são conhecidas como Pensamento Cartesiano. Para seu tempo, seu modo de pensar foi muito produtivo, pois a sociedade ainda era muito influenciada pela Igreja e o maior legado intelectual até então era o de Aristóteles, o qual a organização religiosa se encarregava de disseminar.

Considerado como o primeiro pensador moderno, defendia que para se chegar ao conhecimento, o primeiro passo seria a dúvida. Entre seus diversos questionamentos, entrou na questão onírica, pois para ele, não havia garantias se estamos ou não sonhando, não há como garantir de que a vida, na verdade, não passe de um sonho. Para defender isso, exclama:

Em verdade, com que freqüência o sono noturno não me persuadiu dessas coisas usuais, isto é, que estava aqui, vestindo esta roupa, sentado junto ao fogo, quando estava , porém, nu, deitado entre as cobertas! Agora, no entanto, estou certamente de olhos despertos e vejo este papel, e esta cabeça que movimento não está dormindo, e é de propósito, ciente disso, que estendo e sinto esta mão, coisas que não ocorreriam de modo tão distinto a quem dormisse. Mas, pensando nisto cuidadosamente, como não recordar que fui iludido nos sonos por pensamentos semelhantes, em outras ocasiões! (DESCARTES, 2008 p.25)

Portanto, Descartes pôs em discussão uma nova maneira de ver os sonhos, diferentemente do que até agora se vinha acreditando, ou seja, sagrados recados divinos, como acreditavam os antigos e a Igreja cristã, que possuía muita influência na época. Para o filósofo francês, não havia provas convincentes que estamos realmente acordados, de fato e que a vida pode ser não mais que uma simples ilusão, lançando luz a uma maneira cética de ver os sonhos, contrariando tudo que se acreditava até então acerca desse assunto.

5. A Interpretação dos Sonhos de Freud

No ano de 1899, Sigmund Freud publicou (com data de 1900) o que considerava sua maior obra: A Interpretação dos Sonhos. No livro, afirmava que o sonho era uma tentativa de realização de um desejo reprimido inconsciente, pois durante o sono a repressão diminui, podendo então sonhar com aquilo que está sufocado.

O psicanalista lembrou em seu livro que poderia ser questionado sobre se o sonho for uma realização de desejo, porque não sonhar diretamente com o que se deseja, ao invés de ter que passar por uma interpretação para descobrir o que o sonhador realmente anseia. Ele então explica que o motivo se dá ao fato de que o desejo está reprimido, tendo como única maneira de passar pela consciência, distorcendo o sonho; vale a mesma explicação para a origem dos sonhos de angústia. Como escreve em seu exemplar:

Quando a realização de desejo é irreconhecível, quando é disfarçada, deve ter havido uma tendência à defesa contra esse desejo e, em consequência dela, o desejo não poderia se manifestar de outra forma a não ser distorcido. (FREUD, 2012 p.163).

Neste caso, por que os sonhos geralmente parecem tão confusos então? Freud dá a explicação que embora a repressão possa diminuir durante o sono, ainda continua em menor quantidade, fazendo uma comparação com um regime ditatorial, como por exemplo, no caso da mídia e das músicas que devem ser escritas de modo a não chamar a atenção dos censores do governo, com trocadilhos e figuras de linguagem. Na música brasileira do renomado cantor Chico Buarque, Cálice, há um trecho da canção: “Pai, afasta de mim esse cálice”, onde cálice é possível ser substituído por “cale-se”, que mesmo soando igual não é a mesma palavra, em alusão à repressão da ditadura.

Para a interpretação de um sonho, ele centra sua teoria em 2 fatores, cuja estimável obra, Dicionário de Psicanálise explica primeiramente, é a Condensação como:

Termo empregado por Sigmund Freud para designar um dos principais mecanismos do funcionamento do inconsciente.  A condensação efetua a fusão de diversas idéias do pensamento inconsciente, em especial no sonho, para desembocar numa única imagem no conteúdo manifesto, consciente. (ROUDINESCO E.; PLON M., 1998 p.125)

O segundo, explicado pelos autores, é o Deslocamento como:

Processo psíquico inconsciente, teorizado por Sigmund Freud sobretudo no contexto da análise do sonho. O deslocamento, por meio de um deslizamento associativo, transforma elementos primordiais de um conteúdo latente em detalhes secundários de um conteúdo manifesto. (ROUDINESCO E.; PLON M., 1998 p.148)

Explicando melhor, a condensação é como se fosse uma maneira de disfarçar pensamentos tidos como desagradáveis pelo sonhador, enganando a consciência com uma mistura de outras emoções. Para chegar ao raciocínio principal, antes é necessário, com ajuda do analista, passar por um encadeamento de ideias até chegar ao núcleo.

Para melhor mostrar isso, Freud (1900, p.328) explica sobre seu sonho da monografia de botânica, no qual o conteúdo onírico central é a botânica, mas o verdadeiro sentido são as complicações e conflitos resultantes de serviços que exigem retribuição entre colegas. A disciplina com a qual sonhou, conforme menciona em sua obra, não é uma de suas favoritas, mas tornou-se o centro do sonho, como um deslocamento, para esconder o real conteúdo recalcado.

Além dos dois termos mencionados, o médico vienense explica que os sonhos devem ser interpretados por meio de associação livre, onde o paciente, ajudado pelo analista, associaria livremente o que cada parte do sonho lembra. Esse método era necessário, pois somente assim poderia ter acesso ao inconsciente, onde ficam os desejos represados pelo recalque.

O psicanalista falou também dos sonhos típicos, os quais possuem o mesmo significado para todos, pois são provenientes de uma mesma fonte em todas as pessoas, provavelmente. Assim, escreve em seu livro, com a costumeira maestria a qual escolhe as palavras, segue a sua geniosa explicação acerca do que observou:

Esses sonhos típicos também despertam um interesse especial porque supostamente provêm das mesmas fontes em todas as pessoas, parecendo portanto especialmente apropriados para dar esclarecimentos sobre as fontes dos sonhos. (FREUD, 2012 p.263).

Muito a contragosto, ele afirma em seu livro que sonhos típicos não dão os melhores resultados nas análises, dando a seguinte explicação:

Na interpretação dos sonhos típicos faltam em geral as ideias que ocorrem ao sonhador e que em geral nos levaram à compreensão do sonho, ou elas se tornam obscuras e insuficientes, de modo que não podemos resolver nossa tarefa com a ajuda delas. (Ibid.).

Freud em sua genialidade concedeu um novo sentido ao sonho, um sentido de cunho mais científico, com suas explicações fundamentadas em suas análises e experiências pessoais. O pai da psicanálise foi capaz de dar mais cientificidade aos sonhos, uma luz para novas pesquisas acerca do assunto que sempre esteve muito presente no pensamento humano.

6. O Sonho Lúcido

O sonho Lúcido é uma forma de sonhar tendo consciência de que tudo que está acontecendo é, de fato, sonho. Segundo a página eletrônica Sonhos Lúcidos, página especializada em materiais científicos acerca desse tema, diz a respeito dessa maneira de sonhar, o seguinte:

Trata-se de sonhar, mantendo a consciência de que tudo ali é um sonho. Em outras palavras: acessar o estado mental dos sonhos, com a capacidade de reflexão, sabendo que aquela experiência é meramente um sonho próprio. Disponível Em: <http://www.sonhoslucidos.com/2011/11/o-que-sao-sonhos-lucidos-uma-nova.html>. Acesso em 29 de Novembro de 2015.

Os Sonhos Lúcidos vêm sendo estudados por diversos pesquisadores, pois há evidências que isso pode ajudar a encontrar uma cura para doenças neurológicas. Segundo Rolim (2012 pp.25-26) problemas de transtornos de humor, como depressão, Transtorno de Estresse Pós-Traumático e esquizofrenia, poderia ser esclarecido seus processos fisiológicos com a terapia dos Sonhos Lúcidos.

Segundo afirma LaBerge (1990) em seu livro sobre sonhos lúcidos, o primeiro relato histórico existente sobre esse assunto, nos remonta a uma carta de Santo Agostinho de 415 d.C. No escrito, um sonho de um médico em Cartago, chamado Genádio, que possuía muitas dúvidas acerca da vida após a morte, é descrito e conta que um jovem angelical lhe faz algumas perguntas como que em um diálogo socrático, mas tais interrogações, que mais pareciam uma introspecção, o Cartagiano é informado pelo garoto que tudo não passa de um sonho e, a partir de então, passa a ter lucidez de tudo o que está acontecendo enquanto sonha.

Nota-se, portanto, que essa área parece promissora e necessita de mais estudos e pesquisas para ser de grande contribuição para novas descobertas acerca das enfermidades neurológicas atuais. Atualmente, já existem técnicas que ensinam a sonhar lucidamente a quem interessar e fóruns de discussões na internet.

7. Conclusões Finais

Dadas às situações históricas mencionadas, podemos concluir que os sonhos de fato sempre estiveram presentes no imaginário humano. Discorrendo sobre a história da humanidade, concluímos que mesmo Descartes dando grande contribuição para o sentido dos sonhos, foi Freud quem realmente deu um primeiro significado científico para o assunto com sua obra magna, A interpretação dos Sonhos.

Atualmente, discute-se na área neurológica, a função dos sonhos lúcidos e sua promissora contribuição para alguns problemas do cérebro. Seguindo algumas técnicas, é possível sonhar lucidamente, mas seus benefícios ainda necessitam de mais estudos e pesquisas. Até onde mais poderemos avançar no nosso entendimento sobre as atividades oníricas?

Sobre o Autor:

Pablo Laffaet Stefanes Soares - Graduando do Curso de Psicologia na Faculdade São Francisco de Assis – UNIFIN. Autor da Página https://www.facebook.com/fatospsicologicos/

Referências:

DESCARTES, R. Meditações Sobre Filosofia Primeira. Campinas, Unicamp, 2008.

FREUD, S. A interpretação dos sonhos. Porto Alegre, L&PM Ed., 2012.

GONTIJO T. A Arte de Sonhar. Belo Horizonte, Epistemo-Somática, 2006.

Idade Média: "Idade das trevas", período medieval durou dez séculos. Disponível Em: <http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/idade-media-idade-das-trevas-periodo-medieval-durou-dez-seculos.htm>. Acesso em: 21 de Agosto de 2015.

LABERGE, S. Sonhos Lúcidos. São Paulo, Siciliano, 1990.

O que são sonhos lúcidos? - Uma Nova Introdução. Disponível Em: <http://www.sonhoslucidos.com/2011/11/o-que-sao-sonhos-lucidos-uma-nova.html>. Acesso em 29 de Novembro de 2015.

REIS, M. R. Sonhos na Antiguidade. Disponível Em: <http://sbpa-rj.org.br/site/?page_id=1661>. Acesso em: 25 de Março de 2015.

ROLIM, S. A. M Aspectos Epidemiológicos Cognitivo-Comportamentais e Neurofisiológicos do Sonho Lúcido. Natal: UFRN, 2012. 317 f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Programa de Pós-Graduação em Biociência, Centro de Biociência, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2012.

ROUDINESCO E.; Plon M. Dicionário de psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

SABBATINI, R. Do pecado à premonição: como os sonhos eram vistos na Antiguidade. Disponível Em: http://redeglobo.globo.com/globociencia/noticia/2012/07/do-pecado-premonicao-como-os-sonhos-eram-vistos-na-antiguidade.html>. Acesso em: 25 de Março de 2015.