Resumo: Este presente estudo tem como objetivo compreender e analisar quais crenças a respeito da Psicologia envolvem o imaginário dos evangélicos integrantes de diferentes denominações. Sabendo que as crenças são inerentes ao ser humano e capazes de conduzí-lo em sua vida, importa entender como os evangélicos percebem a Psicologia. Para tanto, participaram desta pesquisa 40 indivíduos dos 11 aos 60 anos de idade de ambos os sexos prevalecendo o sexo feminino, pertencendo a 4 tipos diferentes de denominações tais como Batista, Metodista, Adventista e Pentecostais. Este estudo utilizou-se do método quantitativo e para análise dos dados, a análise de variância (ANOVA), Teste T, Correlação, Média e Frequência todos calculados através do programa SPSS 15.0 para Windows. Os resultados mostraram que não há uma diferença significante entre o modo de pensar destas 4 denominações, contudo fatores como idade, sexo, cargo na igreja e profissão irão influenciar naquilo que os evangélicos creem a respeito da Psicologia. Concluiu-se então que os evangélicos não veem a Psicologia como algo totalmente adverso e perigoso, mas sim algo que pode auxiliar as questões da fé protestante, mesmo tendo algumas ideias divergentes.

Palavras-chave: Psicologia, Religião, Protestantismo, Crenças.

1. Introdução

As crenças acompanham a vida humana desde os seus primórdios. Grandes civilizações foram erguidas ao redor de um sistema de crenças sólido e estável. Segundo Krüger (1995), as principais realizações humanas se deram através de mitos, religiões, doutrinas filosóficas, sistemas morais, códigos legais e arte constituindo assim inúmeras culturas.

Para Krüger (1995) as crenças se articulam na subjetividade de valores e atitudes que formam na sociedade ideologias, utopias, sistemas morais, teorias científicas e outros sistemas de influência. Crenças e sistemas de crenças fazem parte da cultura e são elementos de representação mental nascidas de vivências tanto individuais como coletivas.

Segundo Rangé (2001), as crenças se desenvolvem ao longo da vida e é a partir delas que o indivíduo forma sua visão de mundo, de si mesmo e do futuro.

As crenças se relacionam com o que é bom ou ruim, falso ou verdadeiro, bonito ou feio, relacionando-se ao mundo social e físico onde o indivíduo se insere (ROKEACH, 1981). Elas não dependem de comprovações e não se baseiam na aceitação crítica, portanto, nem sempre tem relação com o verdadeiro (AMARAL, 2004 apud CRUZ E RIBEIRO, 2008).

Cabe ressaltar que o termo crença não se refere a relatos verbais, mas são inferências feitas por um observador acerca de estados de expectativas básicos. Uma pessoa dizer que acredita nisto ou naquilo pode ou não significar que ela realmente acredite, pois normalmente, razões sociais e pessoais constrangedoras, conscientes ou inconscientes irão impedi-la de contar. Portanto, as crenças não são observáveis. (ROKEACH, 1981).

Entendendo a importância das crenças para o ser humano e seu dinamismo social, permite-se concluir que são elas que dirigem a vida humana e geram no homem  conceitos,  preconceitos  e  reações  diversas  diante  de  vários fenômenos sociais, entre eles a própria Psicologia que é cercada de opiniões e  crenças oriundas de determinados grupos sociais.

Segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP) (1992), o psicólogo estuda e analisa as relações intra e interpessoais, permitindo compreender como o ser humano se comporta sozinho ou em grupo. Aplica conhecimento teórico e técnico da Psicologia, objetivando encontrar questões que determinam o modo de agir das pessoas e então praticar intervenções. Cabe lembrar que estas ações devem estar unidas a condições políticas, históricas e culturais.

Ainda de acordo com o CFP, o psicólogo contribui na construção do saber científico da Psicologia observando, descrevendo e analisando como o indivíduo se desenvolve, sua inteligência, como ele aprende e a sua personalidade  como também outros aspectos do comportamento humano e animal. Também promove a saúde mental na prevenção e no tratamento dos distúrbios psíquicos.

Contudo, nem todos os atributos da ciência Psicologia são coerentes com algumas ideias de determinados grupos sociais/religiosos, portanto este trabalho se propôs a verificar quais crenças acerca da Psicologia giram em torno dos membros destes grupos visando construir uma ligação entre a Psicologia e a  religião buscando um diálogo racional entre ambas as partes.

1.1 Objetivo Geral

Verificar as crenças de membros de diversas denominações evangélicas em relação à Psicologia.

1.2 Objetivos Específicos

  1. Investigar a funcionalidade da Psicologia entre os membros de determinadas denominações evangélicas;
  2. Conhecer as crenças da origem natural ou sobrenatural da Psicologia;
  3. Analisar possibilidades de conciliação entre Psicologia e a religião evangélica ou protestante;
  4. Comparar as crenças a respeito da Psicologia entre estas diferentes posturas religiosas, tempo de conversão, cargo na igreja e variáveis sócio-demográficas.

2. Crenças

Segundo Rangé (2001) as crenças são responsáveis em moldar o modo  que o indivíduo vê o mundo, vê a si mesmo e vê o seu futuro.

Relacionam-se com aquilo que se considera bom ou ruim,  falso ou verdadeiro, bonito ou feio que por sua vez se relacionam com o mundo onde se insere o indivíduo (ROKEACH, 1981) sem necessitar ser comprovado ou se basear em aceitação crítica (AMARAL, 2004 apud CRUZ e RIBEIRO, 2008).

Estas crenças unidas em conjunto denominam-se sistema de crenças que segundo Rokeach (1981) se define como algo interno que se organiza psicologicamente, não havendo a necessidade de ser lógico. É impossível que as crenças existam fora do sistema.

De tal modo, o indivíduo será conduzido por este sistema em sua vida, pois conforme diz Metzger (1974 apud PERES, SIMÃO e NASELLO, 2007), as crenças sujeitam a percepção de mundo do indivíduo assim como sua história de vida afetando com isso a sensibilidade para certos estímulos, escolhas e o limiar de observação.

Tudo o que um indivíduo é, sempre estará envolto naquilo que acredita ser verdade, já que as crenças de um homem geram conseqüências comportamentais observáveis (ROKEACH, 1981).

Ainda segundo Rokeach (1981), as crenças se dividem em três suposições: A primeira diz que não são todas as crenças que são importantes para a pessoa e estas variam. A segunda suposição de Rokeach diz que quanto mais central for a crença, maior será sua resistência em mudar, pois sua mudança iria modificar todo o sistema. Segundo Woods (1996 apud BARCELOS, 2007), a mudança de uma crença torna-se difícil porque por estarem ligadas, é preciso desconstruir algumas delas para que outras ocupem o lugar. E a terceira suposição diz que, quanto mais central for a crença que mudou, mais difundida ela será.

Crenças centrais são aquelas que não são derivadas de outras, mas mantêm um contato direto com o objeto da crença sendo reforçadas por um consenso social unânime entre pessoas e grupos (ROKEACH, 1981). Elas possuem quatro características: são mais ligadas a outras se comunicando mais entre si e, dessa forma, trazem mais conseqüências para outras crenças; se relacionam com a identidade e com o “eu” do indivíduo; são compartilhadas com outros; e derivam   de uma experiência direta. Estas crenças centrais seriam crenças às quais nos apegamos e das quais não nos desfazemos facilmente (BARCELOS, 2007).

As crenças surgem da experiência, o que segundo Krüger (1995) pode ser exemplificado por ações como conversar, ouvir, pensar, ler e raciocinar. Tais ações produzem representações mentais.

Por sua vez, Bem (1973 apud KRÜGER, 1995) admite que as crenças possuam duas origens possíveis: as experiências pessoais e a da autoridade, ou seja, pessoas que dispõem de condições cognoscitivas mais vantajosas ou superiores. É daí que se originam as crenças primitivas, responsáveis por fornecer fundamentos para outras.

Um dos sistemas de crenças mais influente são as ideologias, idéia que ganhou maior relevo graças à influência de Karl Marx (1818-1883). A ideologia se aproxima dos ídolos de Francis Bacon (1561-1626) conhecidos como teatro (theatri) que são representados por sistemas filosóficos antigos e crenças religiosas (KRÜGER, 1995).

Geiger (1972 apud KRÜGER, 1995) dá importância à análise do valor de verdade das ideologias, pois ainda que existam enunciados verdadeiros, o conjunto formador da ideologia é incongruente com o real.

Por fim, ainda citando Krüger (1995), entende-se que doutrinas religiosas e morais, ideologias, códigos legais, regulamentos, utopias e teorias científicas tornam-se sistemas de crenças.

Fica compreendida então a força de uma crença central sobre a sociedade e na dinâmica das comunidades, fazendo com que se entenda que quanto mais firme for o sistema de crenças, seja ele qual for, pode reger a vida daqueles que se encontram inseridos em determinado contexto.

2.1 A Religião e o Protestantismo

A religião se inclui numa das mais importantes partes de uma cultura (CARONE e BARONE, 2001 apud PERES et. al, 2007). É um “sistema organizado de crenças, práticas, rituais e símbolos projetados para auxiliar a proximidade do indivíduo com o sagrado e/ou transcendente como uma busca pessoal de respostas sobre o significado da vida” (KOENIG, 2001 apud PERES et. al, 2007). Silva (2004) diz também que a religião é um sistema de crenças “dentro de universos históricos e culturais específicos”.

Para Jung (1978), a religião é “uma das expressões mais antigas e universais da alma humana”. O autor diz que toda Psicologia que se ocupa da personalidade humana deve verificar que a religião é importante para grande número de pessoas além de ser um fenômeno social e histórico.

Segundo James (1994 apud SIQUEIRA, 2008), todas as civilizações que possuem documentação confiável apresentaram ou apresentam algum tipo de manifestação religiosa.

Esta busca incessante do homem em se conectar com uma entidade suprema e sobrenatural que pode trazer alívio às suas angústias e respostas às suas dúvidas produziu as inúmeras religiões existentes hoje no planeta. Agostinho (354-430) abriu o caminho para a ideia de uma união que se baseia em ser submisso a Deus e a amá-lo. O mais comum é o uso da palavra “religare”, que pode significar uma religação com um deus ou com o invisível, o divino e o misterioso (SIQUEIRA, 2008).

Worthington, Kurusu e McCullough (1996 apud FARIA e SEIDL, 2005) definem uma pessoa religiosa como aquela que possui crenças religiosas e que valoriza a religião como instituição, o que caberia ressaltar que é diferente de uma pessoa espiritualizada que acredita em algum ser superior, mas não possui crenças religiosas e nem é necessariamente devoto de alguma religião institucionalizada.

Contudo, o foco deste artigo são as pessoas religiosas que possuem um sistema de crenças e estão inseridas em instituições religiosas, em especial as protestantes ou evangélicas.

O Protestantismo envolve um conjunto de costumes que apareceram após a Reforma. As igrejas evangélicas nasceram na Europa, no século XVI, com o teólogo cristão Martinho Lutero quando este criticou diversas práticas católicas. Rompendo ligações com o Vaticano, Lutero causa a Reforma Protestante, resultando a divisão da Igreja entre os "católicos romanos" e os "reformados" ou "protestantes" de outro, fato que provocou o surgimento de doutrinas cristãs diferentes. A maioria das igrejas protestantes rejeita o culto mariano (devoção a Maria, mãe de Jesus), aos santos  e o celibato clerical, além de concordar com o divórcio e os métodos contraceptivos (MALHEIROS, 2008).

O protestantismo representou um corte com a ética católica tradicional. A retirada dos santos, de certos sacramentos e um novo relacionamento com o sagrado formaram uma religião menos ritualística e mais intelectualizada (DALGALARRONDO, 2008).

A respeito da Reforma, Weber (2001) diz que esta não resultou apenas em uma eliminação do domínio da Igreja sobre a vida cotidiana, mas sim em uma mudança de dominador. Antes, o domínio eclesiástico católico reinava sobre o modo de viver de cada pessoa, depois da Reforma, o domínio foi transferido para a Igreja Protestante que a partir de então iria guiar os seus fiéis em suas crenças. Houve uma mudança de crenças onde as centrais foram modificadas e, portanto, mais difundidas. (ROKEACH, 1981).

2.2 As Denominações Evangélicas

Inúmeras denominações protestantes surgiram depois da Reforma e apesar de terem semelhantes padrões de fé e sistema de crenças, se diferem em alguns pontos de vistas, principalmente no que diz respeito à interpretação da Bíblia Sagrada, regra de vida e fé para todos estes, e de conduta cristã para seus adeptos. Toropov e Buckles (2006, apud MALHEIROS, 2008) dizem que o protestantismo  é  como  uma  colcha  de  retalhos,  cujas  partes  são igualmente importantes.

Segundo Dalgalarrondo (2008), os grupos que vieram ao Brasil no século XX trazidos por europeus que nos Estados Unidos conheceram a  teologia do avivamento e da santificação pelo batismo no Espírito Santo são os evangélicos pentecostais. Já os evangélicos de missão são as denominações originadas nos Estados Unidos que foram a outros países a fim de converter novos adeptos. Os outros grupos denominacionais são os evangélicos históricos como os luteranos e anglicanos, os neopentecostais como a igreja Universal e os neocristãos como os mórmons, mas que não nos atentaremos neste artigo.

Os Metodistas, Batistas, Adventistas (evangélicos históricos de missões) e as denominações pentecostais serão os objetos de pesquisa deste trabalho.

A característica dos adeptos ao metodismo é o caráter sistemático, “metódico”. O Metodismo tinha um caráter emocional e foi especialmente na América onde encontrou mais solidez. Este caráter levava as pessoas ao arrependimento e à “conversão”. Os metodistas acreditavam no “puro sentimento da absoluta certeza do perdão, derivado imediatamente do testemunho do Espírito, cujo advento podia ser estabelecido com precisão de dia e hora”. Criam também na doutrina da santificação de Wesley (o pai do metodismo), que partia do pressuposto que uma pessoa remida pela graça passaria por uma transformação espiritual ainda nesta vida concebendo assim a certeza da libertação do pecado (WEBER, 2001).

Wesley apoiava-se em ideias de santidade completa, amor perfeito, perfeição cristã e pureza do corpo. Estas ideias também se vincularam ao pensamento pentecostal (OLIVEIRA, 2004 apud DALGALARRONDO, 2008).

A doutrina batista difere da metodista. Desejavam ser a Igreja irrepreensível e acreditavam que apenas os redimidos (salvos) eram irmãos de Cristo. Eles queriam tomar a vida dos primeiros cristãos como modelo e se alienar do mundo. Sua racionalidade se apoiava na ideia da “espera” pela ação do Espírito. Esta espera tinha a finalidade de superar os impulsos, a irracionalidade, as paixões e os interesses do homem “natural”. Eles acreditavam que para ouvir a Palavra de Deus, o homem deve se calar para conseguir a paz interior (WEBER, 2001).

Chegaram ao Brasil a partir de 1850 (MENDONÇA e VELÁSQUES FILHO, 1990 apud DALGALARRONDO, 2008) e após a liberdade religiosa republicana e o crescimento urbano, tornaram-se a principal denominação evangélica histórica no Brasil chegando a ter 3.162.700 membros no ano 2000, o que equivale a 37,3% dos evangélicos históricos (DALGALARRONDO, 2008).

A Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) faz parte do grupo dos evangélicos históricos e surgiu através da pregação de Guilherme Miller (1782-1849) que acreditava na segunda vinda de Cristo à Terra e a anunciava a todos os seus conterrâneos convencido por um longo período de estudo bíblico.  Os adventistas têm como crença central a segunda vinda de Cristo e em sua doutrina seguem uma série de preceitos e regras tais como a guarda do sábado, um dos dez mandamentos mosaicos, e a abstenção de certos alimentos.

Os primeiros adventistas brasileiros surgem no Brasil em 1879 e a primeira igreja foi instalada em Gaspar Alto no ano de 1896 (DALGALARRONDO, 2008).

Cabe ressaltar que a IASD deu origem a outros grupos, os Adventistas da Reforma e os Adventistas da Promessa.

Para Campos (1999, apud MALHEIROS, 2008), o pentecostalismo surgiu no início do século XX e prega o batismo no Espírito Santo.

Malheiros (2008) cita que este movimento teve início em um antigo prédio em Los Angeles na Rua Azuza, onde um grupo de crentes disse ter tido experiências sobrenaturais. Acerca disto, o jornal Los Angeles Times apresentou uma manchete em 18 de abril de 1906:

Gritos estranhos e palavras que nenhum mortal em seu juízo normal pudesse entender. Foi dessa forma que teve início, em um prédio decadente da Rua Azusa, e os devotos de doutrinas praticam os ritos mais fanáticos, pregam as mais extravagantes teorias e se colocam em um estado de louca euforia quando se entregam ao fervor pessoal (STEFANO, 2004 apud Malheiros, 2008).

Dalgalarrondo (2008) diz que o pentecostalismo é uma religião de fácil penetração nas camadas populares e suas doutrinas se basearam nas ideias de John Wesley que enfatizava a santificação como um passo importante para uma vida cristã autêntica unida com a espiritualidade dos escravos do sul dos Estados Unidos (OLIVEIRA, 2004 apud DALGALARRONDO, 2008).

É dividida por alguns autores em ondas, como explica Malheiros (2008) citando Freston (1993), o primeiro a dividí-la:

A primeira onda, o pentecostalismo clássico, surgido no Brasil na década de 1910, é representada pela Assembléia de Deus (1911) e pela Congregação Cristã no Brasil (1910). A segunda onda insere-se no país na década de 1950 e 1960, com a Igreja Quadrangular (1951), Brasil para Cristo (1955) e Deus é Amor (1961), surgidas dentro do contexto paulista (p. 15).

Dalgalarrondo (2008) acrescenta ainda sobre o pentecostalismo:

Surgiu, assim, o pentecostalismo, em um contexto religioso, na virada do século XIX para o XX, em que vários fiéis começaram a ter a experiência de “entrar em contato” com o Espírito Santo, ser por ele tocado e falar em línguas (glossolalia [01]). Muitas vezes o fiel pede a seus irmãos que, impondo- lhe as mãos, orem por ele e peçam a intervenção do Espírito Santo. É o batismo no Espírito Santo, uma segunda (ou terceira) bênção que irá surgir como elemento central do pentecostalismo (p. 119).

Verifica-se que a crença central das igrejas evangélicas pentecostais é o batismo no Espírito Santo, fato que segundo os adeptos a estas denominações teve início em Jerusalém no primeiro século da era cristã e está descrito na Bíblia Sagrada:

Quando chegou o dia de Pentecostes, todos os seguidores de Jesus estavam reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho que parecia o de um vento soprando muito forte e esse barulho encheu toda a casa onde estavam sentados. Então todos viram umas coisas parecidas com chamas, que se espalharam como línguas de fogo; e cada pessoa foi tocada por uma dessas línguas. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, de acordo com o poder que o Espírito dava a cada pessoa (Bíblia de Estudo Despertar, Atos 2:1-4).

2.4 Psicologia e Religião

Davidoff (2001) explica que a palavra “psicologia” se origina da união das palavras gregas psiché e logos que respectivamente significam mente e estudo, ou seja, a psicologia é o estudo da mente. Atualmente, a Psicologia é uma disciplina única que se subdivide em diversas áreas com características e exigências próprias. Para Atkinson, Atkinson, Smith e Bem (1995) a Psicologia é definida como o estudo científico do comportamento e processos mentais. Apesar de ser uma ciência nova, a preocupação com as questões psicológicas perduram na humanidade durante séculos. Vários filósofos gregos como Platão e Aristóteles discutiram  sobre a temática. Platão acreditava que a verdade pertencia à alma, o princípio de todo movimento. “A alma é universal e existe independente do corpo”. Para ele, todo o organismo e seu funcionamento estão ligados a alma que é tripartida, ou seja, divida em três partes: a razão encontrada na cabeça, a bravura situada no coração e os apetites inferiores no ventre. Os trabalhos de Aristóteles se diferenciavam dos de Platão e seu pensamento defendia a ideia de que as informações da consciência eram experimentadas a  priori pelos  sentidos,  tendo  o homem uma  condição inata para a reorganização destas impressões (CARPIGIANI, 2002).

Não foram apenas os gregos que trouxeram contribuições para a Psicologia, mas Santo Agostinho (354-430 d.C.) foi também um grande precursor. Outros filósofos e pensadores também deram suas ideias e com isso deram embasamento teórico e ajudaram uma série de homens a consolidarem a Psicologia. Daí surgiram inúmeras escolas, abordagens e práticas psicológicas que visavam o bem estar humano e o entendimento dos processos psíquicos da alma platônica, ou seja, a mente humana.

Hoje em dia, o órgão máximo que controla e administra a Psicologia no Brasil, bem como o exercício dos psicólogos é o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e suas jurisdições regionais, os Conselhos Regionais de Psicologia (CRP).

Em contribuição do CFP enviada para o Ministério do Trabalho em 17 de outubro de 1992, foram identificadas as atribuições de um psicólogo e  se deixou bem claro para que “serve” a ciência Psicologia. O CFP propõe que a Psicologia estude e analise os processos intrapessoais e as relações interpessoais para que possam compreender o comportamento humano tanto individual como em grupo (1992).

No que diz respeito à religião, a Psicologia voltou seus olhos para este tema em dois campos, o da Psicologia Européia e o da Psicologia Norte Americana, que valorizaram as dimensões da experiência religiosa, a conversão e as atitudes dos adeptos a estas crenças. Para Dittes (1969 apud DALGALARRONDO, 2008), a religião representa um ótimo objeto de estudo. Os primeiros pesquisadores neste tema notaram que um estudo sobre os processos psicológicos básicos como o desenvolvimento e mudança de atitudes e crenças entre outros, seriam um riquíssimo campo a se aproveitar (DALGALARRONDO, 2008).

De fato pode ser entendido que estudar a religião é um vasto e rico trabalho, já que o senso comum considera impossível uma associação entre duas vertentes tão distintas entre si. Enquanto a Psicologia se centraliza naquilo que é humano e palpável, a religião transcende a razão e busca tocar no divino descartando uma hipótese física ou carnal. Portanto, esta pesquisa segue buscando descobrir o que os adeptos dos grupos evangélicos citados acima pensam e creem a respeito da Ciência de longo alcance conhecida pelo nome de Psicologia.

3. Método

3.1 Participantes

Participaram desta pesquisa 40 indivíduos todos evangélicos de ambos os sexos com prevalência do sexo feminino. Os participantes possuem entre 11 e 60 anos de idade tendo estes de 11 a 45 anos de conversão, entre estes alguns são evangélicos de berço, ou seja, nasceram em lares evangélicos e permanecem até hoje em determinada denominação. Entre os participantes da pesquisa, 10 fazem parte da denominação batista, 10 fazem parte da denominação metodista, 10 fazem parte da denominação adventista e 10 fazem parte de outras igrejas evangélicas pentecostais. Estes possuem as mais variadas profissões, desde estudantes a aqueles que trabalham fora.

3.2 Instrumentos

Foi aplicado um questionário contendo 24 questões que foram elaboradas a fim de investigar os objetivos da pesquisa. Foram elaborados 3 grupos de perguntas, cada grupo envolvendo a temática de um dos objetivos específicos referentes ao conteúdo da crença. O primeiro grupo de perguntas dizia respeito às crenças na funcionalidade da Psicologia, o segundo grupo dizia respeito às crenças das origens sobrenaturais ou naturais da Psicologia e a terceira relativa às crenças da possibilidade de conciliação entre religião e Psicologia. Cada questão possuía uma escala tipo Likert de 5 pontos, onde 1 era para discordo totalmente, 5 para concordo totalmente e os números de 2 a 4 para concordar ou discordar de forma relativa. Após a construção do questionário fez-se um sorteio para estabelecimento da ordem das perguntas. O questionário também consta de questões sócio-demográficas contendo as seguintes informações: Denominação evangélica, idade,  sexo, profissão e cargo ocupado na igreja que frequenta.

3.3 Procedimentos

Os questionários foram entregues através de abordagem direta às pessoas que após concordarem em responder a entrevista, tiveram contato com o Termo de Consentimento Informado, o que após sua completa leitura e aceitação, foi assinado pelo respectivo entrevistado. Depois da assinatura do Termo e a concordância com os itens prescritos, a pessoa passou a responder suas questões apresentando suas crenças a respeito da Psicologia e sua relação com a denominação evangélica que frequenta.

4. Análise dos Dados

4.1 Resultados e Discussão

4.1.1 Perfil sócio-demográfico dos participantes

Com base na análise obteve-se os seguintes resultados sobre o perfil sócio- demográfico dos participantes. De 40 indivíduos, 25% são do sexo masculino e 75% são do sexo feminino.

No que diz respeito à idade dos participantes houve uma variação entre 11 a 60 anos e o tempo de conversão varia entre 1 ano de convertido a 45 anos.

Quanto ao cargo que o indivíduo ocupa na igreja, 46,2% são membros comuns, ou seja, não têm nenhum tipo de função, apenas frequentam e assistem aos cultos. 35,9% são ministros, ou seja, ocupam algum cargo na igreja como músicos, tesoureiros, etc. E 17,9% possuem alguma função de liderança dentro da igreja.

Dos 40 participantes, 10 são adeptos da igreja Batista, 10 da igreja Metodista, 10 pertencem a igreja Adventista e 10 são de igrejas pentecostais.

4.1.2 dados gerais referentes ao questionário

Como já foi dito, foi aplicado um questionário com escala tipo Likert  contendo 24 questões referentes aos objetivos específicos descritos neste trabalho. Os resultados obtivos mostraram que não há relação entre denominação e crenças, pois até então, todas terão crenças compatíveis entre si. No entanto, fatores como a idade, o sexo, função na igreja e profissão foram variáveis que influenciaram nas respostas. A depender da idade ou do sexo da pessoa, ela irá concordar mais ou menos com as premissas apresentadas.

4.1.3 relação entre idade e crenças

Através do teste de Correlação de Pearson, verificou-se que a idade tem relação direta com aquilo que a pessoa irá pensar a respeito de alguma questão. As questões em que tiveram mais variações de idade foram as questões 4 e 11 que objetivam investigar se é possível para os evangélicos a conciliação entre Psicologia e Protestantismo e se a Psicologia de fato funciona para eles.

 

Participantes

Correlação

Significância

Questão 4

38

,388

,016

Questão 11

38

,371

,022

Tabela 1: Idade e Crenças

Observando a tabela acima (Tabela 1), verifica-se que ambas as correlações são positivas, o que indica que a variável idade vai crescendo junto às outras variáveis, ou seja, quanto mais velha for a pessoa, mais ela irá concordar com o proposto das questões 4 e 11.

A Psicologia e o protestantismo podem andar juntos

Figura 1: “A Psicologia e o protestantismo podem andar juntos”.

No gráfico (Figura 1), 70% dos participantes concordam com a afirmativa, 12,5% discordam e 17,5% permaneceram neutros. Diante do que foi compreendido pelo teste de correlação, a maioria que concorda com a premissa tem uma idade maior que os que não concordaram demonstrando o fato de que a maturidade conta como um fator na hora do estabelecimento das crenças.

A respeito desta relação idade e religião, Dalgalarrondo (2008) explicita algo interessante quando diz que a experiência religiosa muda ao longo da vida. Cada idade irá apreender a religião de maneiras diferentes, mudando de intensidade e de qualidade durante a vida.

Para mim, a função da Igreja é semelhante a da Psicologia, só mudam de personagens

Figura 2: “Para mim, a função da Igreja é semelhante a da Psicologia, só mudam de personagens”.

Contudo, na questão 11 (Figura 2) ocorre o contrário. 72,5% dos participantes não concordam com a ideia de que a Psicologia e a religião têm a mesma função, 10% concordam com tal afirmativa e 17,5% concordam de forma relativa. Nesta questão a correlação obtida foi menor (0,371), indicando que a significância não foi tão forte, já que tal correlação está mais próxima do 0 (zero).

4.1.4 gênero como determinante de crenças

Outra variável relevante para a pesquisa foi a questão do sexo. Usando o Teste t ficou entendido que homens e mulheres apresentarão diferenças no modo de pensar ou crer a respeito da funcionalidade da Psicologia e de suas origens. O resultado encontrado foi que as médias de mulheres nas questões 15 (2,67) e 19 (3,20) são maiores que as médias de homens (1,70 e 2,0) (Figura 3). Isto sugere que os homens e as mulheres pensam diferente a respeito da origem da  Psicologia e da autosuficiência da Igreja em alguns aspectos.

Os resultados mostram que as mulheres irão concordar mais que os homens que a Igreja não precisa da Psicologia, assim como concordarão mais com o fato de que a Psicologia não tem ligações com o cristianismo, ou seja, são incompatíveis. Os homens concordam bem menos com estes fatores. Isto significa que as mulheres têm uma postura mais “protecionista” em relação à religião.

Dalgalarrondo (2008) comenta que na maior parte das culturas, há uma considerável diferença na intensidade religiosa entre os gêneros. Argyle (1966, apud DALGALARRONDO, 2008) relatava que nos Estados Unidos já na década de 1960, as mulheres frequentavam mais os cultos que os homens, oravam mais em casa e assumiam mais atitudes religiosas. Assim como no Brasil, na década de 1950, Azzi (1956, apud DALGALARRONDO, 1956) percebeu em pesquisa que as jovens universitárias tinham atitudes mais fervorosas para com a religião.

Média entre homens e mulheres que responderam as questões 15 e 19

Figura 3: Média entre homens e mulheres que responderam as questões 15 e 19

A Igreja por si só já responde questões sem precisar da ajuda da Psicologia

Figura 4: “A Igreja por si só já responde questões sem precisar da ajuda da Psicologia”.

Na questão 15 referente à funcionalidade da Psicologia, 57,5% não acreditam que a Igreja possa responder questões sem a Psicologia, assim como 22,5% acreditam. 20% ficaram neutros (Figura 4).

A Psicologia não tem ligação alguma com o cristianismo

Figura 5: “A Psicologia não tem ligação alguma com o cristianismo”.

Na questão 19 (Figura 5) referente às possíveis ligações entre Psicologia e cristianismo, 35% não concorda que as duas vertentes não possam se interagir. 27,5% acreditam que sim, a Psicologia e o cristianismo são totalmente opostos.

Lembramos então que homens e mulheres vão pensar de maneiras diferentes a respeito destas questões concernentes a origem e função da Psicologia.

4.1.5 igreja e crenças

Através do teste ANOVA descobriu-se que o cargo ocupado pelo indivíduo dentro da Igreja também irá influenciar suas crenças. A questão que apresentou significância foi a 15ª (Figura 7). Compreende-se que pessoas que não ocupam nenhum cargo, vão concordar mais com a premissa do que pessoas que ocupam lideranças (Figura 6).

Cargos da Igreja

Figura 6: Cargos da Igreja

Fica subentendido que quanto mais alto for o cargo na igreja, menos ele acreditará que a religião precisará da Psicologia em determinados  momentos, crendo assim numa “autosuficiência” em resolver questões que a  Psicologia costuma intervir. Pessoas sem nenhum cargo na igreja como os membros, serão mais radicais em certos pontos como este de que a Igreja não necessita de ajudas exteriores, ela pode por si só resolver problemas. Já um líder, talvez por ter alcançado certa maturidade, já consegue acreditar que a Igreja pode precisar sim de outros meios para solucionar demandas e aceitar alguns tipos de profissionais para fazer parte de uma equipe dentro da Igreja.

A Igreja por si só já responde questões sem precisar da ajuda da Psicologia

Figura 7: A Igreja por si só já responde questões sem precisar da ajuda da Psicologia”.

4.1.6 A Profissão e sua influência sobre as crenças

Utilizando o Teste t e calculando a média, descobriu-se que a profissão pode influenciar naquilo que se acredita ou não. As categorias de profissão utilizadas para este trabalho foram: 1) Estudante/Sem profissão, 2) Autônomo e 3) Emprego formal. A variante “autônomo” não obteve o número necessário para a pesquisa, o que foi descartado, mas foi encontrado sugnificância entre os estudantes ou sem emprego e os empregados formais. A questão que obteve significância foi a 17 onde se afirma uma separação deixando as questões espirituais para a Igreja e as físicas para a Psicologia. A média encontrada foi de 3,63 para os Estudantes/Sem profissão e de 2,67 para os trabalhadores formais (Figura 8).

Média entre estudantes/sem profissão ou emprego formal

Figura 8: Média entre estudantes/sem profissão ou emprego formal

Isto implica que os estudantes ou as pessoas sem emprego irão concordar que deva haver uma separação entre questões espirituais ou físicas, enquanto que os que trabalham normalmente irão concordar menos que aqueles.

A Igreja lida com questões espirituais e a Psicologia lida com questões físicas

Figura 9: “A Igreja lida com questões espirituais e a Psicologia lida com questões físicas”.

Assim sendo, 32% dos participantes não concordaram que a Igreja só lida com questões espirituais e a Psicologia com questões físicas, mas que a Igreja também pode resolver problemas físicos. 45% concordaram, afirmando que realmente a Igreja lidará com questões ditas espirituais e a Psicologia com questões fisicas (Figura 9). Ressaltamos que estudantes ou sem profissão concordarão mais que os trabalhadores formais em tal quesito.

5. Conclusão

A partir dos dados obtidos nesta pesquisa fica evidenciado que as crenças podem vir a variar de acordo com o ambiente onde a pessoa se  insere, corroborando o que já foi dito por Rokeach (1981) a respeito de que as crenças podem ser ou não reveladas a depender das circunstâncias em que vive o crente:

Quando uma pessoa diz: “Nisto eu acredito.”, ela pode ou não estar representando exatamente aquilo em que verdadeiramente acredita, porque há, frequentemente, razões sociais e pessoais  constrangedoras, conscientes e inconscientes, por causa das quais ela não contará ou não nos pode contar (p. 1).

Assim sendo, muitas das respostas dadas podem ter sido influenciadas não só pelas variáveis apresentadas, mas por questões constrangedoras operantes no momento.

Ficou claro que a Psicologia, apesar de ter ideias divergentes do Protestantismo e vice-versa, é bem aceita no meio evangélico. É bem verdade que não há como se misturarem, mas é possível sim um acordo e uma ajuda mútua.

Não houve diferenças entre o modo de pensar das denominações, o que mostra certa unidade, ou seja, apesar de terem nomes diferentes, todas as denominações evangélicas partem de um mesmo pressuposto e de uma crença central semelhante. De tal modo, o que pesa na hora de crer em algo, é o contexto social de cada um e o nível de formação e comprometimento com a instituição.

Este estudo, todavia não é capaz de responder todas as dúvidas em relação ao tema, o que fica sugerido aqui uma nova pesquisa abrangendo um limite maior de participantes e outros grupos religiosos como católicos e espíritas, por exemplo, para que se conheça mais este campo de pesquisa tão vasto como a religião. Também fica a sugestão de se pesquisar outras denominações protestantes como as igrejas neopentecostais como a Igreja Universal do Reino de Deus ou a Igreja Internacional da Graça de Deus, que não entraram nesta pesquisa.

Sobre os Autores:

Yury Nunes Lima - Acadêmico do curso de Psicologia pela Faculdade de Tecnologia e Ciências, campus de Vitória da Conquista, BA.

Fernandes Santos - Orientador: Psicólogo, Mestre em psicologia pela UFBA, docente do curso de Psicologia da Faculdade de Tecnologia e Ciências, campus de Vitória da Conquista, BA.

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