Resumo: O presente trabalho tem como objetivo discutir a importância da brinquedoteca no ambiente hospitalar, como ela influencia a saúde das crianças e a interação dos sujeitos envolvidos nesse processo. Assim, foi realizado um estudo teórico no qual foi possível perceber que, apesar da brinquedoteca ser uma aliada na recuperação dos pacientes, ainda não tem uma adesão significativa nos hospitais. Mesmo havendo uma obrigatoriedade para disponibilizar nas internações pediátricas. Este estudo salienta ainda que a brinquedoteca é uma forma terapêutica de tratamento que ajuda a criança a minimizar possíveis traumas inerentes ao período de internação. A dificuldade do processo de implantação de uma brinquedoteca está relacionada a uma variedade de fatores, dentre eles: a insuficiência de recursos que são destinados à saúde, a ausência de uma administração de qualidade que prime por anular os desperdícios e a falta de uma gestão administrativa com profissionais que supram essa demanda. Como a saúde é assegurada pela Constituição Federal os gestores dos hospitais precisam criar soluções para assegurar investimentos em terapias alternativas, como brinquedotecas, com a finalidade de humanização do espaço hospitalar. Visto que essas terapias exercem uma influência positiva na restauração da saúde das crianças submetidas a internação e auxilia o processo de interação entre os sujeitos envolvidos nesse estágio.

Palavras-chaves: Humanização, Gestão pública, Lúdico, Brinquedoteca.

Abstract: This paper aims to discuss the importance of the playroom in the hospital, how it influences the health of children and the interaction of those involved in this process. Thus, we conducted a theoretical study in which it was revealed that, despite the toy be an ally in the recovery of patients, does not have a significant membership in hospitals. Yet there is mandatory to provide the pediatric hospitalizations. This study also points out that the toy is a therapeutic form of treatment that helps the child to minimize possible traumas inherent to hospitalization. The difficulty of the installation of a playroom process is related to a variety of factors, including: the lack of resources that are allocated to health, the lack of a quality management to press to undo the waste and the lack of administrative management with professionals that meet this demand. As health is ensured by the Constitution managers of hospitals need to create solutions. to ensure investments in alternative therapies such as playrooms, for the purpose of humanizing the hospital space. Since these therapies have a positive influence in restoring the health of children undergoing hospital and helps the process of interaction between the subjects involved at this stage.

Keywords: humanization, public management, playful, play .

1. Introdução

A hospitalização infantil é um processo dramático para a criança e seus familiares, pois altera de maneira relevante a rotina de toda a família, principalmente, a da criança. Como o espaço hospitalar possui regras específicas, a criança e sua família precisam se adaptar a estas condições, como cardápio diferenciado, falta de privacidade com a divisão do mesmo ambiente com pessoas desconhecidas, roupas diferenciadas, entre outros. Além disso, a criança ainda tem que se submeter a exames, às vezes invasivo, e a tratamentos muitas vezes dolorosos, como injeções, tratamento endovenoso, entre outros.

Outro fator relevante no período de internação é a ociosidade a que fica submetido o paciente. A criança, nesse caso, passa a ficar longos períodos em um leito, sem muitas opções para entretenimento, mudando, assim, de forma significativa a sua rotina. Essa mudança pode afetar de sobremaneira o fator psicológico e interferir negativamente para o reestabelecimento da sua saúde.

O processo de internamento hospitalar pode desencadear sentimentos confusos e dicotômicos, tanto na criança como na sua família. Tais sentimentos podem vir de experiências da cura, da alta, da morte, caracterizando o hospital como um ambiente de experiências, muitas vezes, dolorosas e significativas para toda a vida. Desse modo, a equipe de saúde tem de desenvolver uma assistência diferenciada e peculiar que prime por minimizar os impactos negativos ocasionados durante este processo (AZEVEDO et al., 2008).

A atividade de brincar pode ocasionar um efeito terapêutico auxiliando na superação de dificuldades e conflitos emocionais, intelectuais e sociais da criança. Ao associar esse momento a uma situação especial, como é a da internação hospitalar, a criança terá um tempo para que possa preencher com suas fantasias, experimentar seus limites de tolerância, encontrar e desenvolver estratégias de enfrentamento ao sofrimento, à dor e à doença (BRITO, 2014).

Pesquisa realizada na Universidade da Catania, na Itália, em 2001, com 32 crianças com leucemia, constatou que, submetidas a atividades lúdicas, elas tornavam-se mais colaborativas em seu tratamento. O Centro Infantil Boldrini, em Campinas, São Paulo, especializado no tratamento de doenças onco-hematológicas, realizou uma pesquisa com 40 crianças, com idades entre 4 e 17 anos, em dezembro de 2000 e junho de 2001. Os resultados obtidos demostraram que os pacientes submetidos a ludicidade eram mais colaborativos, tornavam-se menos hostis ao ambiente hospitalar e a angustia diante de alguns tratamentos invasivos era amenizada (FORTUNA, 2004).

A brinquedoteca hospitalar tem como finalidade preservar a saúde emocional da criança, preparar a criança para a situação nova que irá enfrentar, levando-a a familiarizar-se com roupas e instrumentos cirúrgicos de brinquedo através de situações lúdicas.  Além disso, visa dar continuidade à estimulação de seu desenvolvimento, pois a internação poderá privá-la de oportunidade e experiência de que necessita. (CUNHA 2001, citado por BRITO, 2014).

A criança hospitalizada, além do direito de brincar, também possui o direito à educação nessa fase. Assim, a pedagogia hospitalar tem como finalidade promover a criança hospitalizada à continuação das atividades educativas.  A importância de levar para dentro dos hospitais a educação e, além de garantir um direito, também proporciona a criança ou ao adolescente hospitalizado um bem estar e propicia o retorno à escola regular sem traumas ou minimizando-os.

A brinquedoteca hospitalar é obrigatoriedade nas instituições hospitalares, porém alguns fatores influenciam na sua efetivação. O primeiro fator está relacionado com as sérias dificuldades enfrentadas pelo setor de saúde que não consegue financiá-la para toda a coletiva, sendo que o segundo fator está relacionado a uma ausência de administração eficiente principalmente na redução de desperdícios (GONZALO & FILHO, 1998).

Assim, a escassez de recursos financeiros e a falta de uma gestão dos recursos que são destinados para os hospitais afetam o atendimento das pessoas que precisam de cuidados médicos e de tratamentos alternativos, como a brinquedoteca hospitalar.

Outro ponto relevante segundo Barquin (1992) apud Seixas & Melo (2004) é que a maioria dos hospitais são dirigidos por médicos que frequentaram cursos de especialização para obtenção dos conhecimentos sobre administração e organização de empresa. Porém, a função de gestor hospitalar exige: saber coordenar as atividades para se atingir os objetivos; promover programas de capacitação dos profissionais para acompanhar as inovações; promover a motivação do pessoal para trabalhar com entusiasmo.

Dessa maneira, o presente trabalho tem como objetivo discutir como a brinquedoteca, no ambiente hospitalar, pode contribuir para a melhoria da saúde da criança hospitalizada.

2. Breve Contextualização da Brinquedoteca e da sua Importância

A brinquedoteca compreende um espaço destinado a facilitar o ato de brincar e tem como finalidade estimular a criatividade, desenvolver a imaginação, a comunicação e a expressão. Além disso, possibilita a estimular a brincadeira de faz-de-conta, a dramatização, a socialização. As ludotecas surgiram primeiro que as brinquedotecas. Entre essas duas existem uma diferença sutil. A brinquedoteca é um espaço destinado para que as crianças e adolescentes possam desenvolver as atividades ligados ao lúdico. Já a ludoteca tem a mesma função da primeira, porém esta, também, empresta os brinquedos disponíveis no seu espaço (SILVERIO & RUBIO, 2012).

Os dados contidos na Tabela 1 demostram que o Brasil, em relação aos outros países, não teve muita brevidade na criação de uma brinquedoteca. Atualmente, mesmo com a obrigatoriedade da lei, em relação as brinquedotecas hospitalares, ainda não é prioridade destas instituições e muitas delas atribuem esse fator ao orçamento 

Tabela 1: Origem das brinquedotecas no Brasil e no mundo

Ano

Local

Fato

1934

Los Angeles

Devido aos furtos que uma loja de brinquedos estava sofrendo, o diretor de uma escola municipal conclui que isso acontecia devido ao fato de as crianças não terem brinquedos em casa. Assim, decidiu implantar a primeira brinquedoteca do mundo.

1956

Suécia

No hospital Universitário a enfermeira Lindquist desenvolvia atividades com brinquedos na enfermaria pediátrica.

1963

Estocolmo

Duas professoras, mães de crianças portadoras de necessidades especiais criam uma ludoteca

1967

Inglaterra

Criação da ToyLibraries com empréstimos de brinquedos

1990

Itália

Criação de uma ludoteca

1971

Brasil – SP

Criação da APAE de São Paulo com o setor de recursos pedagógicos

1974

Brasil

Congresso internacional de Pediatria, na cidade de São Paulo, destacou a importância do brinquedo

1979

Brasil            

Elaboração do livro Material Pedagógico-Manual a qual apresentava brinquedos como instrumento enriquecedor do processo de aprendizagem

1981

Brasil

Criação da primeira brinquedoteca, em São Paulo, com características relacionadas às necessidades especificas das crianças.

1981

Suécia

II Congresso Internacional de Brinquedotecas

1982

Brasil

Criação da primeira brinquedoteca no Nordeste em Natal.

1985

Brasil

Inauguração da brinquedoteca da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

Fonte: adaptada de SILVERIO & RUBIO, 2012.

A Tabela 1 mostra que a primeira brinquedoteca no Brasil surgiu em 1981, porém a obrigatoriedade das brinquedotecas hospitalares só ocorreu com a promulgação da Lei n° 11.104, de 21 de março de 2005.

2.1 A Legislação Brasileira

A legislação Brasileira, em diversos dispositivos legais, assegura o direito que a criança tem de brincar, do lazer, da educação etc. Esses direitos estão dispersos tanto na Constituição da República, como em legislação infraconstitucional. Dentre elas, O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em seu Capítulo II, Art. 16, Inciso IV assegura, entre outros direitos, o de brincar, praticar esportes e divertir-se. 

A Constituição Federal de 1988 em seu capítulo II, Art. 6 assegura, de forma genérica, como direito social, entre outros, o lazer. A Declaração dos Direitos da Criança de 1959 no título o direito à educação gratuita e ao lazer infantil que a criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras os quais deverão estar dirigidos para educação; a sociedade e as autoridades públicas se esforçarão para promover o exercício deste direito.

A lei n° 11.104, de 21 de março de 2005 estabelece a obrigatoriedade de uma brinquedoteca em hospitais que disponibilizam atendimento pediátrico em regime de internação. Além disso, define que uma brinquedoteca é um espaço provido de brinquedos e jogos educativos, destinado a estimular as crianças e seus acompanhantes a brincar.

O Decreto No 99.710, DE 21 de Novembro de 1990 em seu Artigo 31 estabelece que os Estados Partes reconhecem o direito da criança ao descanso e ao lazer, ao divertimento e às atividades recreativas próprias da idade, bem como à livre participação na vida cultural e artística. Dessa forma, fica evidente a preocupação do legislador em assegurar e proteger os direitos relativos à criança e ao adolescente, entre eles, o de brincar.

Segundo Santos (2007 p. 09) assegura que:

Educadores, psicólogos, pais, ou qualquer pessoa que trabalhe com criança, interferindo, portanto, em seu desenvolvimento, não pode ficar alheio ao brinquedo, ao jogo, às brincadeiras, pois tais atividades são veículos do seu crescimento, possibilitando à criança explorar o mundo, descobrir-se, entender-se e posicionar-se em relação a si mesma e à sociedade de uma forma natural.

2.2 Brinquedoteca hospitalar: um fator para a humanização do processo de internação

A brinquedoteca tem como papel garantir que na fase de internação a criança tenha o direito de brincar assegurado. Ela dispõe de jogos e brinquedos dispostos em um ambiente alegre, agradável e colorido, garantido, assim, a ludicidade (CARMO, 2008).

A brinquedoteca de um hospital consiste em um meio terapêutico, o qual as crianças melhoram seu estado de ânimo, bem como aceitam melhor o tratamento disponibilizado nos hospitais e os cuidados oferecidos pelos profissionais da área de saúde. O brincar no hospital se tornou importante em decorrência do aumento da sobrevida de crianças portadoras de doenças crônicas, que ficam hospitalizadas por longos períodos (OLIVEIRA, 2012).

Na implantação de uma brinquedoteca no hospital, é necessário que o espaço estimule a imaginação, provoque a curiosidade, dever ser convidativo e ter atrativos para as diferentes idades dos usuários. Os brinquedos devem ter sua qualidade assegurada, bem como indicação da faixa etária de cada brinquedo (OLIVEIRA, 2012).

Os brinquedos presentes numa brinquedoteca necessitam de alguns cuidados especiais para evitar que eles sejam fonte de proliferação de doenças. Os profissionais de saúde devem estar atentos para o processo de higienização desses brinquedos, com a finalidade de evitar que esses brinquedos ao invés de trazer benefícios para saúde da criança, agravem o seu estado de saúde (SILVA & MATTOS, 2009). Apesar desses riscos a brinquedoteca hospitalar apresenta uma gama de benefícios para a criança internada.

2.3 Benefícios de uma brinquedoteca no ambiente hospitalar

A integração entre os sujeitos envolvidos no processo de internação hospitalar é um dos benefícios que a brinquedoteca proporciona. Dessa forma,a criança cria laços afetivos enquanto brinca e torna o ambiente hospitalar, um ambiente mais seguro e confiável para a criançano contexto de cuidado. Outro ponto importante é que a brinquedoteca pode ajudar a criança a diminuir a tensão enquanto espera a realização de algum procedimento (SOBRINHO; BARBOSA & DUPAS, 2011).

A atividade de brincar da criança desenvolve seu senso de companheirismo, nos jogos com amigos aprende a conviver, ganhando ou perdendo, procura entender regras. (SILVA & MATOS, 2009). A brincadeira dentro do contexto hospitalar cria condições para que a criança possa desenvolver sua imaginação, criatividade e percepção, permitindo sua manifestação quanto aos sentimentos desencadeados por estar hospitalizada. O brincar é uma atividade inerente ao comportamento infantil e essencial ao bem estar da criança, colaborando efetivamente para o seu desenvolvimento físico, motor, emocional, mental e social (FONTES et al., 2010 apud AMTHAUER & SOUZA  2014).

A brinquedoteca no ambiente hospitalar torna-o mais descontraído, através de atividades pedagógicas, jogos e brincadeiras que possam auxiliar no desenvolvimento das habilidades das crianças internadas (ABREU & FAGUNDES, 2010).Outro benefício proporcionado pela brinquedoteca é a estratégia de humanizar o cuidado à criança. Um percentual dos profissionais de saúde traz a brincadeira para dentro do contexto hospitalar, proporcionando condições para que a criança possa desenvolver sua imaginação, criatividade e percepção.

Dessa forma, o brincar é uma atividade inerente ao comportamento infantil e essencial ao bem estar da criança, colaborando efetivamente para o seu desenvolvimento físico, motor, emocional, mental e social (FONTES et al., 2010 apud AMTHAUER & SOUZA  2014).

2.4 Desafios da Gestão Pública Hospitalar

Atualmente, as instituições públicas vivenciam a transição do modelo de administração burocrática para o modelo gerencial com ênfase no alcance dos resultados, metas e objetivos. Esse novo modelo de gestão não veio contrapor a administração burocrática e sim torná-la eficiente (VILLAS BOAS 2015 apud PAULA 2005).

Nesse modelo, tem-se que os serviços públicos devem ser prestados ao cidadão-cliente.  Apesar disso, a nova gestão centraliza o processo decisório, não estimula a elaboração de políticas públicas com a participação da sociedade e implementou o modelo de administração do setor privado (VILLAS BOAS 2015 apud PAULA 2005).

O gerenciamento na área de saúde é mais complexo do que em outros tipos de organizações por envolver união de recursos humanos e procedimentos diversificados.   A insuficiência de pessoal, a “insuficiência de recursos econômicos e materiais”; a administração antiquadas; e “locais e equipamentos inadequados são problemas relacionados com a gestão pública da saúde (SEIXAS & MELO, 2015).

O Sistema único de Saúde – SUS é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo e garante assistência integral e gratuita para a totalidade da população.  A gestão do SUS está dividida em três esfera do governo, são elas: federal, estadual e municipal. Essas esferas têm as seguintes funções: de coordenação, articulação, negociação, planejamento, acompanhamento, controle, avaliação e auditoria (BRASIL, 2003).

O SUS ainda é um dos maiores problemas existentes na administração pública do Brasil e encontra-se entre os piores na qualidade, estrutura e atendimento. Essa problemática está relacionada com a necessidade de implantar um sistema de gestão eficiente baseado nas ferramentas de planejamento e da gestão qualificada da saúde. Apesar do milhões em reais que são movimentados para a saúde, esses montantes são mal aproveitados devido à falta de uma gestão bem planejada (ALMEIDA, 2011).

Os problemas relacionados à saúde no Brasil são múltiplos, desde a falta de leitos, médicos e remédios, como a falta de estrutura de boa parte dos hospitais ou até mesmo a sua ausência em alguns municípios. A Constituição Federal de 1988 assegura a saúde como um direito de todos e um dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Neste contexto, o que se pode observar é que a realidade é muito divergente do que está especificado na Constituição. Os recursos destinados para a saúde no Brasil não são suficientes para promover uma gestão pública eficiente para a população. Dessa forma, apesar da legislação assegurar diversos direitos, entres eles, a saúde e a brinquedoteca hospitalar, esses diretos nem sempre são assegurados.

3. Conclusão

A atividade lúdica é extremamente importante para a criança, principalmente, no processo da internação hospitalar. Diante da importância dessa atividade o legislador instituiu a obrigatoriedade da brinquedoteca hospitalar. A brinquedoteca é uma atividade terapêutica que proporciona as crianças enfrentar as dificuldades, inerentes ao processo de internação, de forma mais amena, possibilitando a diminuição dos traumas ocasionados pela hospitalização e ajudando no reestabelecimento da saúde do paciente.

A criança, que tem o direito de brincar na fase de internação, aceita de forma mais benevolente os procedimentos a que estão sujeitos. A brinquedoteca hospitalar, também, permite uma maior interação entre os sujeitos envolvidos nesse processo. Porém, apesar da quantidade de benefícios e da obrigatoriedade da lei, a brinquedoteca ainda não é uma realidade vivenciada por todos os hospitais. Esse fato pode ser atribuído a falta de gestão pública dos recursos destinados para a saúde, a insuficiência desses recursos, a falta de profissionais capacitados para essa gestão.

Uma dificuldade na realização desse trabalho foi a falta de dados quantitativos de brinquedotecas hospitalares no país e uma sugestão para futuros trabalhos é como os gestores podem facilitar o processo de implantação de brinquedotecas hospitalares mesmo com recursos escassos.

Sobre os Autores:

Ana Carolina do Vale Jucá - graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia, UNEB 2009. Estudante da pós graduação em Gestão Pública pela Universidade Federal do Vale do São Francisco.

Marcelo Silva Souza Ribeiro - Professor Doutor em Educação, coordenador do colegiado de Psicologia, Universidade Federal do Vale do São Francisco - Petrolina - PE.

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