Artigos com o tema:

Psicologia Hospitalar

Resumo: O presente trabalho tem como objetivo discutir a importância da brinquedoteca no ambiente hospitalar, como ela influencia a saúde das crianças e a interação dos sujeitos envolvidos nesse processo. Assim, foi realizado um estudo teórico no qual foi possível perceber que, apesar da brinquedoteca ser uma aliada na recuperação dos pacientes, ainda não tem uma adesão significativa nos hospitais. Mesmo havendo uma obrigatoriedade para disponibilizar nas internações pediátricas. Este estudo salienta ainda que a brinquedoteca é uma forma terapêutica de tratamento que ajuda a criança a minimizar possíveis traumas inerentes ao período de internação. A dificuldade do processo de implantação de uma brinquedoteca está relacionada a uma variedade de fatores, dentre eles: a insuficiência de recursos que são destinados à saúde, a ausência de uma administração de qualidade que prime por anular os desperdícios e a falta de uma gestão administrativa com profissionais que supram essa demanda. Como a saúde é assegurada pela Constituição Federal os gestores dos hospitais precisam criar soluções para assegurar investimentos em terapias alternativas, como brinquedotecas, com a finalidade de humanização do espaço hospitalar. Visto que essas terapias exercem uma influência positiva na restauração da saúde das crianças submetidas a internação e auxilia o processo de interação entre os sujeitos envolvidos nesse estágio.

Palavras-chaves: Humanização, Gestão pública, Lúdico, Brinquedoteca.

Leia mais: A Contribuição da Brinquedoteca Hospitalar na Recuperação da Saúde da Criança Hospitalizada

Resumo: Este presente trabalho consiste em uma pesquisa bibliográfica sobre a psicanálise no contexto hospitalar. O objetivo é descobrir como a psicanálise se insere em um ambiente institucional orientado pelo discurso médico e capturado pela urgência do corpo. Com este estudo foi possível identificar onde a psicanálise se insere para contribuir na emersão de um sujeito além de sua doença. Considerando que em psicanálise teoria e prática são indissociáveis, pretende-se apresentar aqui as condições de possibilidade para o trabalho analítico no hospital.

Palavras-chave: Psicanálise, Hospital, Clínica do Sujeito.

Leia mais: A Psicanálise No Contexto Hospitalar

Resumo: Este artigo relata a experiência de um estagiário de Psicologia, aluno da disciplina de Estágio Supervisionado em Psicologia Hospitalar, do 10° bloco da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), em que sua prática se deu no único hospital de doenças infectocontagiosas da cidade de Teresina (PI). O artigo traz ao longo de seu desenvolvimento bases teóricas que informam um pouco da história da Psicologia Hospitalar, assim como sua prática e as atividades que envolvem o psicólogo hospitalar, além de, é claro, todo o processo que ocorreu no estágio, apresentando as opiniões do estagiário, exemplos de casos e reflexões frutíferas de sua vivência. A intenção maior deste artigo é oferecer aos leitores bases a partir de uma experiência prática para que se possa futuramente elaborar intervenções, avaliar possibilidades, levantar críticas a respeito dos casos relatados pelo estagiário, refletir sobre a prática e/ou ler sobre possíveis situações futuras que possam a serem encaradas dentro de ambientes semelhantes a este. Onde é neste espaço que se lida com um pouco de tudo e que leva estagiário, e profissional, a se reinventar como pessoa, ao lidar com o que se é visível, a doença, e ao que se é invisível, subjetividade, resiliência, emoções e sentimentos.

Palavras-chave: Psicologia Hospitalar; Estagiário; Infectocontagioso; Exemplo.

Leia mais: Início, Meio e Recomeços: Relato de experiência em um ambiente hospitalar

Resumo: A Resiliência é entendida como a capacidade do indivíduo de passar por experiências de adversidade e sair fortalecido delas. A partir desta compreensão, este estudo objetivou investigar os fatores que promovem a Resiliência em pacientes com câncer. De acordo com a vivência de uma paciente com doença ameaçadora da vida. A investigação era de cunho qualitativo, realizado com um paciente do Centro de Fundação de Controle de Oncologia do Estado das Amazonas. Participe do estudo de caso um paciente G. B. P, 29 anos atendida em visita domiciliar, religião cristã católica em fase de tratamento da patologia. Foi utilizada a técnica da História de vida para a coleta dos dados e posteriormente realizou-se uma análise de conteúdo. Como resultado, observou-se que as pacientes ao realizar valores vivenciais e atitudinais durante o processo de tratamento, conseguiram encontrar um sentido no adoecimento e na vida, favorecendo comportamentos resilientes.

Palavras-chave: resiliência, câncer de mama, sentido de vida.

Leia mais: Resiliência em Pacientes com Doença Ameaçadora da Vida: o Sentido da Vida como Mecanismo de Proteção

Resumo: O câncer de mama é uma patologia que ainda hoje, é permeada por tabus e estereótipos sociais. Por isso, ser diagnosticada com esta doença, pode levar ao desenvolvimento de angústias, medos e questionamentos, no que diz respeito à sua própria identidade feminina e em relação à sua aceitação social. Este quadro pode ser agravado quando durante o tratamento, faz-se necessário a realização de uma intervenção cirúrgica, conhecida como mastectomia. No que diz respeito ao câncer de mama, a mastectomia consiste no tratamento primário de maior utilização no combate a essa patologia, sendo que esse procedimento quase sempre desencadeia prejuízos físicos e emocionais nas pacientes que vivenciam esta realidade. Diante disso, o presente artigo visa analisar os benefícios que o acompanhamento psicológico pode proporcionar a essas mulheres. Para isso foi realizada uma revisão de literatura, baseada em onze artigos retirados da base de dados do Scielo, compreendidos entre 1993 e 2008. Tais documentos foram capazes de fornecer os subsídios necessários para uma análise acerca da importância de tal intervenção psicológica e de que forma isso pode beneficiar o processo terapêutico de tais pacientes.

Palavras-chave: Psicologia, Mastectomia, Câncer de mama.

Leia mais: Os Benefícios do Acompanhamento Psicológico em Mulheres Mastectomizadas devido ao Câncer de Mama

Resumo: Este estudo discute as possíveis implicações físicas e psíquicas do trabalho do técnico de enfermagem em sua subjetividade. Com base na experiência de vida como profissional, em um hospital de grande porte, foi realizado um estudo teórico, no qual foram abordadas questões referentes à subjetividade, aos mecanismos defensivos utilizados no enfrentamento do processo do cuidar, as manifestações físicas e psíquicas decorrentes desse trabalho, que apresenta nível de envolvimento emocional elevado e auto responsabilização pelo  adoecimento e sofrimento das pessoas. Este estudo justifica-se no sentido de haver pouco espaço para os trabalhadores dessa área colocarem questões referentes às dificuldades que encontram em sua atividade, que são geradoras de ansiedade, de sentimentos de impotência, incompetência e indignação, que podem acarretar doenças físicas e psíquicas, recorrentes nesse meio. Entre estas se destacam dores musculares, cefaleias, perturbações gástricas, esgotamento emocional, estresse, que aparecem com maior frequência. Por fim, propõem-se reflexões a fim de que novas medidas estratégicas possam ser implantadas para dar conta dessa demanda.

Palavras-chave: Enfermagem, Subjetividade, Adoecimento, Trabalho.

Leia mais: Subjetividade e Adoecimento: Implicações Físicas e Psíquicas do Trabalho no Técnico de Enfermagem

1. Introdução

A certeza humana da morte aciona uma série de mecanismos psicológicos. E são através desses mecanismos que o homem lida com a morte, seus medos, suas angústias, suas defesas, suas atitudes diante da morte. Falar sobre morte, ao mesmo tempo em que ajuda a elaborar a ideia da finitude humana, provoca certo desconforto, pois encaramos essa mesma finitude, o inevitável, a certeza de que um dia a vida chega ao fim.

Leia mais: O Perfil dos Profissionais da Enfermagem no Âmbito Oncológico Terminal do Hospital Santa Casa de...

1. Introdução

O Cuidado Paliativo utiliza uma visão humanitária de cuidados com o enfermo em estado terminal, possibilitando o alívio de sua dor e sofrimento. Proporciona uma assistência interdisciplinar ao paciente e aos familiares que compartilham deste processo de terminalidade da vida. O trabalho do psicólogo na equipe interdisciplinar consiste em atuar nas desordens psíquicas que acometem o doente e sua família nas diversas fases do tratamento, proporcionando escuta ativa e acolhimento para reconhecer as reais necessidades do paciente e de sua família.

Leia mais: Aspectos Psicológicos dos Familiares de Pacientes Idosos em Cuidados Paliativos