Resumo: Este presente artigo visa contribuir e analisar um novo instrumento de avaliação no âmbito psicopedagógico onde sua base é desenvolvida a partir da teoria cognitiva comportamental, e seu principal objetivo é permitir novas compreensões e práticas mediante o processo de aprendizagem. O método é uma descoberta recente, porém, já viaja mundo a fora, e é apresentado como um novo instrumento de avaliação psicológica, podendo ter a possibilidade de adapta-lo para uso psicopedagógico, pois regulamenta as emoções do sujeito, bem como a sua intensidade. Essa terapia visa ainda contribuir para o bem estar emocional, qualidade de vida, empatia, situações de estresse e ansiedade, e ainda a conversação, desobediência e ajuda a convivência social. Usando o símbolo de reciclagem, para absorver a ideia de reciclar seus pensamentos e emoções.

Palavras-chave: avaliação, método, instrumento, emoções. 

1. Introdução

Com a psicopedagogia tomando maiores proporções mediante a avaliação de quem á procura, é necessário entender a função da psicopedagogia na avaliação do sujeito que aprende.

O destaque que a psicopedagogia é de caráter interdisciplinar, que oferece estrutura para educar e ensinar, portanto o processo de intervenção ocorre combatendo o fracasso escolar.

"No uso do método clínico, o psicopedagogo intervém no processo educativo durante as conversas com a criança, buscando investigar o seu desenvolvimento psicológico, e, também, procura conhecer a forma como o individuo organiza sua estrutura intelectual. (Balestra, 2012. p. 26).

A importância do psicopedagogo frente às dificuldades de aprendizagem começa a configurar-se quando se toma consciência das dificuldades dos alunos e cuida-se em apresentar os objetivos, os temas de estudos e as tarefas numa forma de comunicação clara e compreensível, juntamente com o professor e na escola, em um todo. As formas adequadas de comunicação concorrem positivamente para a interação professor-aluno e outros que fazem parte do contexto escolar.

De acordo com o Código de Ética da Psicopedagogia, no Capítulo I, Artigo 1 º, afirma que "A Psicopedagogia é um campo de atuação em Educação e Saúde que se ocupa do processo de aprendizagem considerando o sujeito, a família, a escola, a sociedade e o contexto sócio histórico, utilizando procedimentos próprios, fundamentados em diferentes referenciais teóricos".

O novo método de abordagem clínica, chamado de terapia de reciclagem infantil, trás consigo uma ampla bagagem dos autores, que contendo em sua prática de aplicação vários casos que deram certos, que utilizam diversos parâmetros teóricos, embasando sua aplicação. O método de reciclagem surgiu a partir de uma demanda observada em consultório clinico de psicologia, sendo particularmente novo no mercado, mais que já trouxe excelentes resultados.

Foi criado a partir da deficiência de informações onde ocorria casos que precisavam de mais detalhes, observações minuciosas, e passou a ser um dispositivo psicoterapêutico desenvolvido e formado por duas modalidades de intervenção. "A primeira utilizada para o tratamento de contextos clínicos como depressão e ansiedade e a segunda com aspecto preventivo para trabalhos em grupo em instituições escolares, postos de saúde ou grupos comunitários".  Sua composição é feita por três instrumentos denominados pelos autores como ferramentas de acesso a criança:

"Baralho das Emoções, Baralho dos Pensamentos e Baralho dos Comportamentos. Instrumentos esses que dão base à psicoterapia cognitiva, sendo ainda preventivo no que se diz os comportamentos, que é o objeto de estudo desse trabalho, um novo método que vise a prevenção de possíveis comportamentos indesejáveis" (acesso: tritreinamentos.com.br).

O método de reciclagem infantil foi formatado no intuito de formalizar uma intervenção do início ao fim do processo avaliativo da criança, levando em conta que os protocolos de infância, de um modo geral, são parciais e direcionados a um funcionamento psicopatológico específico.

A emoção não é uma ferramenta menos importante que o pensamento e, portanto, necessita de estímulos. Afirma, ainda, que a educação sempre implica em mudanças nos sentimentos e a reeducação das emoções vai na direção da reação emocional inata. (Vygotsky, 2003, p.121.).

Portanto é necessária uma visão mais ampla do sujeito que aprende, podendo esclarecer suas emoções através de seus pensamentos. Conhecê-lo de forma eficaz verificando sua bagagem até a sua primeira avaliação, e diante disto formatar as possíveis abordagens e intervenções. Lembrando ainda que os instrumentos aqui abordados terão um caráter preventivo, onde os resultados podem ser conclusos ou não, devendo assim, ser encaminhado ao profissional competente.

O objetivo dessa pesquisa é colocar na prática psicopedagógica mais uma possibilidade de intervenção, mais um método de avaliação, um projeto que ainda é jovem, mais que pode solucionar e mostrar grandes resultados. Esse instrumento psicoeducativo vem a contribuir na ação social do indivíduo.

O psicopedagogo tem nos espaços sociais uma intensa variedade de vertentes que lhe permitem e, simultaneamente, exigem renovação em sua base teórica, sua prática e metodologia a serem utilizadas, produzindo novos significados. (Maia, 2008, p. 50).

A partir da ação psicopedagogica diante do sujeito que necessita do aprender, essa prevenção é até mesmo um resgate de aspectos relativos ao desenvolvimento da aprendizagem, onde coloca o sujeito frente à motivação, a sua trajetória, o contexto em que vive, com a finalidade de ajudá-lo a compreender sua essência, a se descobrir como pessoa e consequentemente explorar o seu universo. 

Com a utilização do método e seus instrumentos que são baralhos, onde ainda será mais bem detalhado, podemos citar que esse material é composto de cartas ilustrativas, separadas por gêneros, e ainda trás consigo emoções que se sente, podendo ser agradáveis ou não. A seguir vamos observar que o método fica separado por três baralhos distintos e sua aplicação é necessária ainda um treinamento específico com os autores desse instrumento.

2. Desenvolvimento

A psicopedagogia envolve não só os problemas de aprendizagens, mais analisa como a criança aprende, e como ela absorve novos conhecimentos. É a partir desse processo de estímulos que devemos aprofundar e investigar se há algum obstáculo para que a criança não desenvolva. Essa intervenção foca o sujeito, e suas relações com a aprendizagem.

Para o psicopedagogo cuja atuação se volta especialmente para os problemas de aprendizagem é que a teoria nos permite conhecer as possibilidades de construção de estruturas mentais nos diferentes estagio dessa aquisição do conhecimento.

Com base na teoria cognitiva comportamental, o sujeito que aprende é levado a uma mudança de comportamento ou aquisição, que podem ser causados por estímulos internos ou externos. Ainda sendo estudando diversas modalidades de aplicações da aprendizagem.

“O aprendizado consiste em uma mudança relativamente persistente no comportamento do indivíduo devido à experiência. Esta abordagem, portanto, enfatiza de modo particular a maneira como cada indivíduo interpreta e tenta aprender o que acontece”. (Lakomy. 2008, p.16).

Portanto, aos profissionais de psicopedagogia compete à observação do sujeito que aprende suas interações sociais, seu ambiente familiar, educacional e pessoal, para que de tal forma deve ser aprofundado os instrumentos e novas práticas que auxiliam nessa descoberta.

A afetividade não é nada sem a inteligência, que lhe fornece meios e esclarece fins. É pensamento pouco sumario e mitológico atribuir as causas do desenvolvimento às grandes tendências ancestrais, como se as atividades e o crescimento biológico fossem por natureza estranhas à razão. Na realidade, a tendência mais profunda de toda atividade humana é a melhor é a marcha para o equilíbrio. E a razão - que exprime as formas superiores desse equilíbrio - reúne nela a inteligência e a afetividade. (Piaget, 2001, p . 65).

Os estudos a respeito da afetividade representam uma valiosa contribuição para a educação da criança e da família e, especialmente, na escola. O acompanhamento do seu desempenho escolar, ou seja, do processo cognitivo, é importante, mas o aspecto afetivo não pode ser negligenciado em nenhum momento do desenvolvimento infantil, principalmente na vida escolar.

O símbolo da reciclagem que é utilizado no método trás uma abordagem simples de se compreender, como é usado para respeitar a natureza e evitar poluição. Da mesma forma aplica-se com as crianças, para que possam entender que é possível reciclar seus pensamentos, para que ele não contamine as emoções e comportamentos, já que é natural do ser humano, e todos vamos sentir e pensar, mais que pode entender que não traga nenhuma consequência ruim.        

A seguir a formatação desse artigo está dividida por meio dos três baralhos, que irão ser apresentados com seus respectivos objetivos, como são utilizados, a faixa etária de aplicação e ainda indicarão qual a emoção que a criança está sentindo ou sentiu, se é pertinente ou momentânea, e sua intensidade, medida através de um termômetro ilustrativo.

2.1 Baralho das Emoções

Surgiu através das terapias cognitivas comportamental, que busca o bem estar e regulação das emoções. “Visa ainda o trabalho psicoeducativo com a criança e adolescente acerca do reconhecimento, evocação, verificação de intensidade e frequência de ativação dessas emoções” (TRI Treinamentos 2015), bem como sua adequação e respostas comportamentais. Ajudando o desenvolvimento da empatia e consequente incremento de socialização.

Diante deste instrumento na sua organização são utilizadas seis emoções básicas que podem ser observadas há qualquer momento, destacando ainda suas funções e como agem diante do sujeito. Divididas em emoções agradáveis e desagradáveis de sentir, onde a própria criança faz sua referência, podendo ainda estar livre para destacar outras emoções que sente em determinadas situações. Podendo ser medidas através de um termômetro que indica a intensidade que está sentindo determinada emoção, entre elas, muito fraca indo até muito forte. Sua composição é feita por quarenta e duas cartas dividas em dois baralhos, masculino e feminino, e um termômetro para cada baralho. Além disso, há mais vinte cartas extras com expressões de emoções representadas através de desenhos de meninos e meninas.  

Seus principais objetivos são ajudar no processo diagnóstico através do monitoramento da intensidade e frequência onde medida semanalmente; promover mudança dos estados patológicos, promovendo bem estar, e harmonizando os pensamentos como voz dessas emoções pseudoeducando para obter resultados positivos e assim promover a possível aprendizagem.

O presente estudo é um fruto de mais de uma década de trabalho dos autores com uma significativa população infantil através de práticas privadas e visa, objetivamente, ser um instrumento facilitador da prática clínica infantil, produzindo uma adaptação aos protocolos de psicoterapia cognitiva à infância e possibilitando um rapport, uma facilidade de acessarmos a criança na clínica. (Caminha & Caminha, 2007 p. 67).

Sua abordagem pode ser dividida em até 10 sessões, com crianças a partir dos sete anos de idades e que apresentam confusões e/ou perturbações eminentes, ou ainda que demonstrem um quadro comportamental diferenciado que busca investigação.

A terapia é contínua e deve apresentar as emoções vividas pelo sujeito, e que lhe ensina a dominar seus pensamentos. Através desde pressuposto a terapia ganha forma para buscar o bem estar do sujeito, em qual que seja sua primeira demanda emocional. Pois trabalha diretamente as suas emoções.  

Segundo Carvalho (2010), “cada emoção tem seu respectivo padrão de manifestação fisiológico e comportamental”. As manifestações fisiológicas variam de acordo com cada emoção evocada, envolvendo diversos sistemas orgânicos em seu processamento. As manifestações comportamentais resultam em respostas motoras, podendo ser de natureza voluntaria ou involuntária.

De acordo com fatores que problematiza a aprendizagem, as áreas que o método de reciclagem infantil aborda, tem total prevalência no aprender do sujeito. A aprendizagem não depende só de uma área que funcione bem, é necessário que o bem estar físico, corporal e mental esteja bem alinhado para que possa ter uma mudança de comportamento.

É necessário rever cuidadosamente cada relação do indivíduo e suas inicias dificuldades, pois a criança precisa estar segura para que enfrente essas dificuldades, pois os obstáculos são prováveis, não só as consequências vislumbradas em sala de aula: leitura, escrita, compreensão e interpretação de textos, problemas em relação à matemática, à atenção e ao comportamento, pois tais dificuldades podem ser agravadas ou mesmo geradas por questões sociais mais complexas advindas da história particular de desenvolvimento de cada um.

Por meio desses obstáculos, especifico o epistemofílico, que destacado acima, há ainda causas pelas questões emocionais, o sujeito que buscar aprender pode ser bloqueado ou até mesmo impedido de conhecer o novo devido a questões que ele mesmo não consegue expor, ou que não confidencie nas propostas que já conhecemos, para tanto é necessária uma investigação mais minuciosa, com uma maneira leve, porém, resultante de seus próprios questionamentos e sensações que possa estar a sentir.

Cabe ao terapeuta observar como o sujeito se comporta, caso demonstre alguma reação adversa, ou que não atende aos comandos, e ainda não tenha segurança, ou não confie em si próprio.

2.2 Baralho dos pensamentos: reciclando ideias, promovendo consciência.

De acordo com CAMINHA & CAMINHA (2012, p. 18) o baralho “surgiu no intuito de instrumentalizar terapeutas cognitivos na sequência do baralho das emoções com uma ferramenta que aponta as principais cognições derivadas das emoções consideras as básicas”, e com a intensão de promover essa técnica de reciclagem de pensamentos, onde utiliza-se um cartão descrito como de enfrentamento, denominado de S.O.S (saque seu cartão; olhe seu cartão; e siga seu cartão).

É usado em três fases de aplicação, onde é mostrado completamente em seu manual do usuário. Tem como desenvolvimento a faixa etária que é a partir dos 6 anos de idade, denominada de modelo lúdico. Indo dos 9 anos até aos 14 anos sendo denominado de modelo completo.

Durante essa etapa, as crianças aprendem a relação existente entre aquilo que pensam e o modo como se sentem e como agem. Entendem que pensamentos não são, necessariamente, verdade. Podemos pensar coisas equivocadas a respeito de nos mesmo, dos outros, e da vida, de forma geral. NEUGELD, (2015).

A intervenção também busca diminuir problemas relacionados ao convívio social, como o bulling, o isolamento e a exclusão. Através do uso no caráter preventivo.  

O acompanhamento do aluno diante da dificuldade e as intervenções proposta pela psicopedagogia estão sendo a cada dia melhores estudada com o propósito de melhorias e práticas, sendo transformadas a partir de um pressuposto, como por exemplo, a caixa de trabalho, passou a desencadear a caixa de área, que também utiliza do material da entrevista operacional centrada na aprendizagem – EOCA, para iniciar o trabalho mediante uma consigna.  

Importante ressaltar que o baralho citado, vai conseguir de alguma forma estabilizar o sujeito diante de possíveis confusões de sentimentos e pensamento que passa a ser a voz das emoções. Para tanto o uso do instrumento tem a colaborar com a prática avaliativa, possa conhecer melhor o sujeito que busca excluir qualquer obstáculo para aprender.

O baralho contribui para que o terapeuta consiga identificar os principais pensamentos ativos, suas manifestações, permite ainda traçar metas e os objetivos, monitorando e acompanhando a cada sessão onde o sujeito obteve melhoras. 

Com a divisão das três fases desse processo, onde cada uma das fases analisa determinadas causas (patológicas ou não), aborda em sequência, os impactos negativos que a criança já convive, mantendo seu controle, podendo ser agradáveis ou desagradáveis de sentir; a equilibração das emoções e seus impactos positivos, onde se destaca as emoções agradáveis de sentir, como por exemplo, o amor e a alegria; ambientalizar e socializar a criança, buscando ainda ser empáticas, assertivas e colaborativas. 

2.3 Baralho do comportamento: efeito bumerangue

De acordo com Caminha e Caminha (2013, p.18) “O efeito bumerangue é uma metáfora que escolhemos para explicar ao paciente e aos seus pais que somos ativos em nossos processos cognitivos, afetivos, e comportamentais”.

Sabemos que o comportamento é a expressão visível do sujeito, e que é através dele que podemos observar a interação com o meio, a relação com os indivíduos da espécie, sua adaptação e progressão biológica.

Em seus momentos de aplicação a prática de psicoeducar abrange todos os indivíduos que estão envolvidos nesse processo e que vem possibilitar o bem estar e consequentemente a resposta positiva esperada pelo instrumento. O sujeito compreende que existem comportamentos que ajudam e que não ajudam durante o percurso da vida, e que esses são fundamentais para ênfase da resolução do problema.

O material que acompanha o manual de uso, onde destaca-se 33 cartas e 20 cartões de comportamentos. (Caminha, 2103) “É utilizado também o termômetro de intensidade e frequência, onde acontece o pensamento socrático, sendo monitorado por um diagrama, onde é possível observar o desenvolvimento comportamental do sujeito”. Na finalização do processo, é aplicado ainda técnicas de relaxamento, em participação dos responsáveis, onde contribui para benefício entre corpo e mente.

É de suma importância a inserção dos pais, para que o trabalho transcorra de um modo adequado e eficaz. Ainda se por ventura a emoção mais ativada pela criança for uma emoção secundaria, como por exemplo, preocupação ou ainda ansiedade, remeter sempre a emoção a sua respectiva emoção básica originária. (Caminha e Caminha, 2011).

O objetivo do instrumento é transformar as estratégias do sujeito, sendo possível identificar as classes do comportamento, como se apresentam, sua frequência. A aplicação é realizada em quatro momentos de maneira ampla e didática.

Onde no primeiro momento acontece de com a presença dos pais ou responsáveis, de maneira que venha psicoeducar a família, e mencionar sobre o bem-estar de todos.

Em um segundo momento são utilizados diagramas, que possibilitam a criança identificar quais comportamentos que ajudam e os que não ajudam, sua intensidade, frequência, vantagens e desvantagens.

No terceiro momento acontece a ampliação do repertorio de comportamentos, em que se dá ênfase na resolução do problema.

No último momento, se trabalha a prevenção, manutenção, e os comportamentos estimulantes, onde pode ser trabalhado o processo psicoterápico por meio de técnicas de relaxamento (YOGA), respiração e ABCDE.

3. Metodologia

A metodologia abordada para esse trabalho é tipo bibliográfica, mas com uma pitada de inovação, trazendo uma nova proposta de trabalho para a área psicopedagógica, onde o principal objetivo é contribuir com a sociedade e suas necessidades.

Para formular a pesquisa foi necessário a princípio uma participar de curso com duração de vinte horas de treinamento de aplicação da terapia, onde os próprios autores que ministraram com duração de dois dias, realizado na cidade local. Ainda foram utilizadas pesquisas em livros, sites de busca, artigos já publicados, foram também revistos o código de ética da profissão, e suas possibilidades de acréscimo para embasamento do trabalho, pois, é direcionado a psicólogos infantis e escolares.

Sabendo das possibilidades da utilização desde método para acréscimo do nível de conhecimento da profissão, é de extrema importância novos instrumentos que façam avaliações corretas, éticas, precisas e que o sujeito que é investigado não fique acuado ou possível influenciado quanto aos métodos já existentes.

A terapia cognitiva comportamental, que é utilizada nesse instrumento de pesquisa, vem para ajudar as crianças a lidar com suas emoções, situações de estresse e ansiedade, ainda deve aprender regras concretas de convivência, a empatia também é trabalhada indicando o estado emocional do sujeito

Portanto, essa terapia busca a melhoria de qualidade de vida que pode ainda ser estudada na aplicação avaliativa do psicopedagogo que trabalha na construção das habilidades e que possam dar mais suporte na prática educacional e psicoeducativa, pois, sabemos da importância da profissão e suas peculiaridades.

4. Considerações Finais

Contudo para que possamos continuar os estudos sobre a terapia de reciclagem infantil será necessário maior incentivo para melhorias de aplicação do método dentro do consultório psicopedagógico, no entanto o primeiro passo já foi dado.

Por ser uma profissão ainda jovem, é necessária uma prática que dê bons frutos, para a sociedade entender que não é um profissional de reforço escolar, ou um professor especializado em reforço, é necessário, termos resultados positivos e satisfatórios, tanto para o sujeito aprendente, quanto para os pais e escolas.

O instrumento aqui citado, trás consigo um material que pode ser utilizado nas avaliações do psicopedagogo, uma abordagem teórica muito rica, feita por dois profissionais que a partir de sua rotina consegui ver muito além, utilizou diversas vezes em seus consultórios, e que hoje tem excelentes resultados, e em outro país, como Portugal, faz o uso deste método.

A psicopedagogia avança seus estudos a cada dia e é necessário que os profissionais estejam dispostos a ir em busca de novas abordagens, possíveis intervenção, de mais conhecimentos que possam ser aplicados no dia a dia, utilizar os novos recursos e pesquisas para que a prática da profissão seja por mérito, conceituada. Sabemos a importância do exercício da profissão, e o quão seu diagnóstico preciso mediante avaliação pode colaborar na vida desses usuários.

Sobre o Autor:

Monique Sampaio de Medeiros - Acadêmica de psicopedagogia clínica e institucional.

Referências:

BALESTRA, M. M. M. A psicopedagogia em Piaget: uma ponte para a educação da liberdade. Curitiba: Intersaberes, 2012.

CAMINHA, R.M.; CAMINHA, M.G. A prática cognitiva na infância. São Paulo: Ed. Roca, 2007.

CAMINHA, Renato Maiato. Baralho dos comportamentos: efeito bumerangue. Porto alegre: Sinopsys, 2013.

CARVALHO, S.Q. DA C. Atratividade facial e expressões emocionais: existe relação com o diâmetro da pílula? Dissertação de mestrado apresentado na universidade federal de Paraíba – UFP. João Pessoa, PB, 120 f. 2010.

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VYGOTSKY, L.S. Psicologiapedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2003.