Resumo: Este artigo tem como finalidade descrever, através de um conto, o desenvolvimento de uma menina de nove anos, diagnosticada com autismo, estudante do primeiro ano de uma escola regular municipal, no Rio Grande do Sul. Conto: Era uma vez uma pequena lagarta que, diagnosticada com autismo, foi estudar em uma escola de fadas e borboletas especiais. Neste local, descobriu várias coisas, como um bosque encantado, nuvens fofinhas, um banheiro mágico. Aprendeu músicas novas, fez amizades, passou por dificuldades, chorou, sorriu, brincou. Sentiu a insegurança da borboleta-mãe, brigou, aprendeu a fazer o gesto de coração com as mãos, até cócegas ela fazia. Chorava na hora de voltar para casa, sentiu saudades e aprendeu a falar sua primeira palavra. Uma história real, transformada em conto e escrita em forma de artigo retrata a aventura vivida por uma linda menina, que aqui será chamada de lagartinha Rebecca, que aos poucos foi se transformando em borboleta e descobriu o mundo no qual está inserida.

Palavras-chave: Autismo, Transformação, Psicologia Escolar.

1. Introdução

Este artigo tem como finalidade descrever, através de um conto, o desenvolvimento de uma menina de nove anos, diagnosticada com autismo, estudante do primeiro ano de uma escola regular municipal, no Rio Grande do Sul. Neste processo, a escola foi essencial, como também a apoio especializado [01] que lhe auxiliou durante os meses que ficou no local, para seu desenvolvimento e descobrimento.

O apoio especializado é um facilitador que está presente durante o período escolar, auxiliando nas dificuldades da criança e sendo um grande aliado do professor durante as atividades em sala de aula, até mesmo para propor materiais e trocar informações diárias. Este apoio será a pessoa que a criança terá mais contato, podendo ser escolhido pela criança para ficar sempre ao seu lado até mesmo em uma brincadeira na educação física.

A narrativa traduz os detalhes de uma forma mágica e encantadora, passando pelo preconceito, proteção excessiva, o mundo novo que foi conhecido na escola, entre outros. As reações, como não querer voltar para a casa, ao permitir os abraços e cócegas, o amor em formato de coração com as mãos e a coragem.

O enredo da história busca não fantasiar a inclusão escolar, não o encaixar em um mundo de perfeição, onde tudo dará certo, mas sim promover com outros olhos como é encantador para as crianças e aos que estão envolvidos as descobertas e os desafios superados.

Deleite-se e se insira nas linhas transcorridas deste artigo, seja a fada Davey, seja a borboleta-mãe, seja Rebecca. Sinta na pele o vento com cheiro de algodão-doce, veja-se no espelho, sinta o medo de pular, então beba do líquido do copo da coragem e pule. Sinta as dificuldades da lagartinha, da mãe, das fadas e borboletas, sinta o encantamento do amor desenhado nas mãos, sinta como é bonito o desenvolver de um autista.

2. O Conto

Era uma vez uma lagartinha de nove anos que estava inserida em uma escola de fadas e borboletas especiais, ela havia sido diagnosticada com autismo algum tempo atrás pelo doutor Sapo Cururu. Nesta escola, muitas fadas e borboletas perceberam que a lagartinha conseguia somente usar suas pequenas patinhas para se comunicar, não se servia sozinha na hora do almoço, muito gostoso, por sinal, pois era preparado com muito carinho pela borboleta Maribel. No banheiro mágico, a lagartinha precisava da ajuda da fada Davey e também para outras coisinhas básicas que ainda não conseguia realizar.

“Em 1943, Léo Kanner identificou e nomeou a síndrome do autismo [..] as seguintes características [...] elas sofriam de uma inabilidade inata de se relacionarem emocionalmente com outras pessoas e com os objetos e apresentavam desordens graves no desenvolvimento da linguagem, sendo que a maioria delas não falava e, nas crianças que falavam, era comum a ecolalia e a inversão pronominal. Suas condutas eram caracterizadas por atos repetitivos, e estereotipados; não suportavam mudanças no ambiente e preferiam o contexto inanimado ao contexto humano (CASTRO E ÁLVARES, 2009, p.287).”

Rebecca, como era chamada, conheceu muitas lagartinhas na sala da “profe” borboleta Samy. Todos a acharam diferente, pois interagia de outra forma e até mesmo não os deixava lhe tocar no primeiro momento. Muitas vezes, abraços não eram permitidos quando uma das lagartinhas abria os braços, já em outros, o abraço era tão gostoso que ficava difícil se desvencilhar dele. Entretanto, teve um colega que não achou legal Rebecca na sala, ficou com ciúmes, queria atenção e reclamava que agora os olhos de todos eram somente para a Lagartinha. Por outro lado, Rebecca foi bem recebida pelo restante do grupo na sala de aula e foi lá que, do seu jeito, cantava: “1,2,3,4...lá na rua 24...” acompanhada das mãos que batiam nas mesas, gritos com todo gás e sorriso de orelha à orelha.

Camargo e Bosa (2009) afirmam que quando uma criança autista interage com a mesma faixa etária, esta auxilia no desenvolvimento das habilidades sociais, através do que é vivenciado em sala de aula. Foi o que aconteceu quando a lagartinha começou experienciar em sala de aula abraços, cócegas e músicas. Já ao colega que não havia gostado da presença dela, Carneiro (2006) informa que através de uma mediação, é possível esclarecer conflitos que possam surgir, desmistificando algum mal-entendido que ali esteja.

Desde cedo, fada Davey percebeu que a borboleta-mãe não estava contente com a escola de fadas e borboletas, não por causa da estrutura e política de ensino do local e sim, por ficar insegura. Por muitas vezes, não queria levar a desbravadora lagartinha para escola, não confiava na fada Davey e em todos que trabalhavam ali.

A fada entendeu que a mãe necessitava de auxílio para compreender todas as mudanças que estavam ocorrendo, principalmente pelo medo que tinha de sua lagartinha se machucar, pois entendia que a melhor solução era ficar embaixo de suas asas protegida de tudo e de todos.

Prado (2004) informa que famílias com pessoas com deficiência possuem grande tendência em infantilizá-los, não deixando que avancem em seu desenvolvimento e enfrentar suas dificuldades. Por isso, acredita-se que além da insegurança por parte da borboleta-mãe, havia o desejo de não querer obter resultados positivos no desenvolvimento da lagartinha.  

As fadas e as borboletas especiais da escola auxiliavam muito Rebecca, incentivavam, brincavam, preocupavam-se, apesar da insegurança da borboleta-mãe, a menina continuava indo na escola. Porém, certo tempo ela ficou sem comparecer, preocupando a fada Davey e a Borboleta Cristal, que foram até sua casa. Ao chegar, encontraram uma lagartinha com saudades e que ao vê-las, saiu correndo com suas inúmeras patinhas e deu um abraço gostoso nelas, acompanhado de um belo sorriso carregado de amor.

Com o retorno à escola, a fada Davey percebeu que a lagartinha Rebecca era muito esperta, que ela fazia algumas peraltices com as pessoas do local, mas também queria crescer, desbravar aquele mundo mágico e novo em que estava inserida. Queria brincar, sorrir e se tornar uma bela borboleta, e foi assim que a fada resolveu ajudá-la.

A fada Davey resolveu que ensinaria para a lagartinha o símbolo, moldado com as mãos, do amor. Após algumas tentativas, o símbolo foi tendo forma em suas pequenas mãos e, claro, tudo do seu jeito. Até porque não era bem o símbolo do amor que fizera, mas ali demonstrava algo, o significado para ela não sabemos, mas expressava para a fada Davey, que retribuía com o mesmo gesto, o coração.

As palavras não saíam da pequena boca de Rebecca. Ela cantava, contava histórias, brigava através de balbucios e de gestos com suas patinhas. Nem sempre queria conversar ou brincar, mas, às vezes, queria carinho, dar beijinhos, fantasiar que tinha uma aranha subindo na patinha, queria brincar de cócegas.

As cócegas eram feitas nos colegas e na fada Davey, algumas vezes machucava, não por querer machucar e sim, por não saber a força que deveria pôr em suas patinhas para brincar. Entretanto, era muito divertido, as risadas eram gostosas e ela sempre pedia mais quando paravam de brincar.

Um dia, Rebecca resolveu contar uma história para Davey através de mímicas, tinha polícia, carro, água, até a Davey estava, porém ela não conseguiu entender que história era essa. A fada acreditou que fosse algo que ela viu em algum filme e ficou muito impressionada com o que assistia.

Certa vez, indo ao banheiro mágico, a lagartinha se deparou com uma imagem no espelho encantado, por um segundo se assustou com a imagem, não sabia o que a espionava quando estava lavando suas patinhas. Fada Davey acreditou que, do jeito dela, nossa heroína deveria ter pensado: Espelho, espelho meu, mas quem é você?

Após mais algumas visitas, ela percebeu que aquela bela imagem era ela, descobriu quando se tocou: bochecha aqui, bochecha ali no reflexo, beijo “jogado” daqui e beijo “jogado” dali. Rebecca ficou encantada e todas as vezes que ia ao banheiro mágico “se jogava” um beijo cheio de carinho, acredita-se que naquele momento ficou sabendo como era a sua imagem através de um reflexo.

Di Napoli e Bosa (2005) informam que a criança necessita, quando está em frente do espelho, tocar seu corpo ou até mesmo o espelho para compreender que a imagem refletida é sua. Desta forma, Rebecca aos poucos foi identificando aquela imagem como sendo sua, identificou que aquela pessoa que retribuía no mesmo instante o carinho, era a sua identidade.

Um dia, a fada Davey levou a pequena lagarta para desbravar o bosque mágico, cheio de árvores e flores falantes, pássaros cantores e mesinhas dançantes. Essas mesinhas convidaram Rebecca para subir nelas e pular alegremente até o chão, porém a desbravadora lagartinha sentiu medo, apesar das mesinhas pararem de dançar logo após o convite. Entretanto, incentivada pela fada, a lagartinha Rebecca tomou um gole do líquido do copo da coragem e resolveu subir na mesinha mais alta, olhou para um lado, olhou para o outro, respirou fundo, abriu os braços e...pulouuuu! Claro, segurando o dedo da fada Davey.

As gargalhadas foram contagiando Davey e Rebecca, que muitas vezes mais pulou com o auxílio do dedo da fada. Porém, um dia tudo mudou. A fada espichou seu dedo para que a lagartinha segurasse, mas corajosa, levantou a patinha e fez sinal de que não queria ajuda, pois havia bebido do copo da confiança e já conseguia pular sozinha.

O medo está presente em todas as pessoas, o que não é diferente com as crianças autistas e, para confrontar o medo, é necessário conhecê-lo e enfrentá-lo, já que existe uma gama de mistério, curiosidade e coragem. Assim, foi com Rebecca que apesar de ter medo, a floresta encantada era misteriosa e lhe causava curiosidade, após sua exploração e incentivo, foi corajosa para enfrentar seu medo ao pular sem auxílio.

Em um dia de sol brilhante e nuvens fofinhas escorregando no céu, Rebecca foi para a fila do almoço, juntamente com as outras lagartinhas. Estava impaciente, queria furar a fila e se servir primeiro que todos. A fada Davey foi ensinando a “pitoca” que deveria esperar os colegas e seguir a fila, pois todos almoçariam também. Igualmente, aos poucos foi deixando a pequena se servir sozinha, o que no começo era muito difícil.

A fada Davey sempre se preocupou com a independência de Rebecca, desde quando se conheceram, ela percebeu que a menina era dependente, não conseguia se higienizar corretamente, não conseguia servir os alimentos em seu prato de comida, entre várias coisas. Com essa decisão, foi promovida a independência e autonomia durante as atividades na escola, auxiliando ainda mais o desenvolvimento da menina.

O balanço colorido da pracinha Tibum era concorrido, mas Rebecca sempre conseguia andar. Ela gostava de fechar os olhinhos, levantar a cabecinha e sentir o vento, com cheiro de algodão doce, bater de leve em seu rosto enquanto o balanço andava pra lá e pra cá.

O brincar traz de volta a alma da nossa criança: no ato de brincar, o ser humano se mostra na sua essência, sem sabê-lo, de forma inconsciente. O brincante troca, socializa, coopera e compete ganha e perde. Emociona-se, grita, ri, perde a paciência, fica ansioso, aliviado. Erra, acerta. Põe em jogo seu corpo inteiro: suas habilidades motoras e de movimento vêem-se desafiadas (FRIEDMANN, 1996, p. 88).

Um dia aconteceu algo surpreendente, a fada Davey, que informava diariamente quando o “papá” (a comida) estava quase na hora, foi surpreendida pela lagartinha Rebecca que olhou e disse “papá” à fada. Esta, por sua vez, ficou radiante como o sol, tamanha era a sua felicidade. Vários “papás” naquele dia foram ditos e, surpreendentemente, um par de asinhas apareceu nas costas da lagartinha, coloridas e vibrantes.

Nunes (2004) diz que os autistas, muito poucos conseguem desenvolver a linguagem verbal e acredita que ao inseri-lo em uma linguagem mais alternativa, com meios de expressão, compreensão e linguagem oral, será mais adequado para auxiliá-lo na fala. Assim foi feito, ao aprender a palavra comida foi lhe ensinado a palavra “papá”.

Na hora de retornar para sua casa, Rebecca chorava compulsivamente, queria ficar ali, brincando, dançando e cantando do seu jeitinho. A borboleta-mãe ficava com vergonha de todos que, assim como ela, aguardavam as lagartinhas no portão Dó, Ré ,Mi, para voltarem aos seus lares no final da aula.

Cenas assim, vividas pela borboleta-mãe, são bem frequentes em famílias com pessoas com deficiência, pois além de terem de lidar com as emoções e frustrações na busca de recursos e atendimentos especializados, também necessitam lidar com o preconceito da sociedade. Um tempo depois, a borboleta-mãe resolveu que a lagartinha deveria ficar embaixo de suas asas, assim a retirou do colégio. Também achou que a fada Davey não estava cuidando bem de sua menininha, claro o que não era verdade, pois a fada conseguia, tranquilamente, acalmá-la quando entrava agitada e chorosa na escola e a alegria entre ambas era perceptível no local. Muitos dias, a desbravadora chorava e com a intervenção da fada tudo ficava bem e logo as brincadeiras e as cócegas retomavam para a felicidade de todos.

No final, as fadas e as borboletas da escola perceberam que Rebecca era pra lá de especial, era uma lagartinha em que a metamorfose era diferente, pois em vez de entrar no casulo, ela estava saindo e se transformando em borboleta. Quem sabe, um dia, ela possa borboletear pelo mundo mágico e novo em que se inseriu e possa concluir sua metamorfose, tornando-se uma linda e bela borboleta.

3. Considerações Finais

Conclui-se que a metamorfose da lagartinha Rebecca começou a se desenvolver no momento em que foi inserida naquele mundo mágico, cheio de borboletas, fadas e lagartinhas, dispostas a apresentarem um mundo que não conhecia, a desafiá-la sair do casulo em que estava presa e viver intensamente o novo que lhe provocava através de risadas, carinho e descobertas.

A inclusão faz parte do dia a dia de toda sociedade, porém, ainda é necessário debatermos mais sobre ela, principalmente em sala de aula, para que todos os colegas compreendam que em alguns momentos a atenção da professora se voltará ao colega que precisará de auxílio. Também é importante explicar o motivo pelo qual o colega de inclusão necessita de um apoiador especializado para auxiliá-lo nas atividades escolares e que, em muitos casos, não conseguirá acompanhar a turma em determinadas atividades.

A preparação tanto da escola, como dos professores, é de suma importância, já que em alguns momentos, não sabem como lidar com determinados diagnósticos e o que utilizar para que o aluno tenha a devida atenção e tratamento durante suas atividades na sala de aula.

A importância de compreender que cada pessoa tem seu tempo de aprendizagem, suas limitações, que terá ações e reações diversas e que nem sempre o planejado dará certo, é algo louvável para quem pratica o olhar diferenciado para não praticar a exclusão dentro da inclusão.  O preconceito é um tema que deve ser sempre debatido, inclusive com alunos e pais. A compreensão de que todos nós somos diferentes e que temos o dever de respeitar as diferenças, qual seja ela, é essencial para construirmos um mundo sem prejulgamentos. No conto, há um momento em que a borboleta-mãe passou por este preconceito ao presenciar os comentários de outras borboletas-mães sobre sua filha.

O mundo é mágico, apesar das dificuldades que enfrenta, pois a cada descoberta, no primeiro abraço do colega, o coração feito pelas mãos, a imagem no espelho, as cócegas, permitindo o toque, o pulo cheio de coragem, a primeira palavra, será sempre recompensador, independente de quanto tempo demore.

Por fim, os estudos sobre autismo e educação inclusiva é um campo amplo para pesquisas, podendo diversos autores serem relacionados a este trabalho. Entretanto, buscou não se aprofundar nestas informações para deixar o mais visível possível a narrativa sobre a lagartinha que queria ser uma borboleta.

Sobre o Autor:

Katiane Souza da Silva - Psicóloga Clínica no Núcleo de Atendimento Psicológico – NAP da cidade de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul. Graduada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos  

Referências:

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