1. Introdução

Em primeira instância, é importante salientar que este projeto de intervenção visa um breve ensaio para a disciplina de Estágio Básico III (que será posto em prática no 7° período do curso de Psicologia, podendo o projeto ser alterado em algumas de suas perspectivas, já que permite esta flexibilidade em sua aplicação). Tendo em vista nesta atual disciplina de Psicologia Educacional alguns teóricos e suas metodologias de "ensino/aprendizagem" juntamente com as informações adquiridas na escola campo de observação, vemos o quanto se faz necessário um psicólogo escolar/educacional agindo juntamente com a equipe pedagógica e gestora por uma meta em comum, a de proporcionar o bem-estar dos educandos e consequentemente afetar seu desempenho e desenvolvimento mediante as expectativas esperadas também pela instituição.

A escola campo de estudo que foi utilizada para elaboração deste trabalho é da rede estadual, atende apenas ao ensino médio, com funcionamento integral. Antes de falar um pouco sobre o tema de afetividade e aprendizagem, é válido conceituar e compreender o termo adolescente, já que se trata do público alvo da instituição.

A concepção vigente na psicologia sobre adolescência está fortemente ligada a estereótipos e estigmas [...] algumas abordagens psicanalistas que a caracterizaram como uma etapa de confusões, estresse e luto também causados pelos impulsos sexuais que emergem nessa fase do desenvolvimento. (OZELLA, 2002, p. 16)

Tendo como base a citação expressa anteriormente, dar-se por entender que a adolescência é de fato uma fase de grande metamorfose e cheia de conflitos justamente pela transição da infância onde supostamente o indivíduo permanecia em sua zona de conforto e de certo modo tinha atenção e o afago de seus pais, para a vida adulta onde ele próprio terá que começar a se responsabilizar pelos seus atos e por seus deveres. Sendo assim, é válido frisar que essa é uma fase cheia de controversas, porém é um momento decisivo para a condição de desprendimento de muitas coisas que o faziam sentir-se seguro até então.

Partindo do pressuposto aqui já argumentado e tendo visto na prática o comportamento dos discentes na escola campo de estudo, foi possível detectar a má comunicação (por vezes) e a relação em termos de atenção e contato um com o outro, entre, principalmente docente/educando. Mediante algumas breves observações realizadas, pôde-se notar que o "problema" não se encontra apenas nos adolescentes, porém necessita trabalhar a equipe gestora e pedagógica da instituição para então desenvolver uma intervenção com cada turma. Teremos como referenciais teóricos básicos Piaget e Vygotsky, focando em suas metodologias e conceitos de aprendizagem sobre adolescência, adaptando-as a realidade apresentada pela escola, com o intuito de melhorar o convívio afetivo e de aprendizagem no campo institucional, tendo o psicólogo escolar/educacional como peça fundamental de mediação para atingir as metas previstas e relatadas tanto pela equipe gestora, pedagógica como pelo próprio corpo discente.

Os indivíduos possuem dentro de si vastos recursos para a auto-compreensão e para modificação de seus auto-conceitos, de suas atitudes e de seu comportamento autônomo. Esses recursos podem ser ativados se houver um clima passível de definição, de atitudes psicológicas facilitadoras. (ROGERS, 1983, p.38)

Para que um bom projeto ou uma meta de fato seja alcançado é preciso conhecer a demanda, público alvo e saber as possíveis atividades/ intervenções que se adapta melhor a cada situação. No caso deste presente trabalho acadêmico, iremos utilizar os professores (principalmente) como ponte intermitente das práticas que o projeto terá ao decorrer de sua aplicação, motivando e buscando refazer o conceito que os adolescentes têm sobre a escola e seus "facilitadores" (professores), com o foco sempre na perspectiva de melhorias para um ambiente educacional saudável esperado por todos. 

2. Desenvolvimento

As vastas mudanças decorrentes do período de transação entre infância e vida adulta é de estrema peculiaridade e também fragilidade de cada ser. Como já não bastasse a própria subjetividade em conflito concomitantemente, o adolescente ainda tem que lidar com uma gama de responsabilidades que anteriormente não lhes "pertencia", incluindo uma nova realidade no âmbito escolar.

Mediante a visão de Ozella sobre a relação da vivência do indivíduo no contexto social se concerne de contradições e rótulos onde:

[...] significações que compõem a adolescência: a rebeldia, a moratória, a instabilidade, a busca da identidade e os conflitos. [...] Entende-se, assim, a adolescência como constituída socialmente a partir das necessidades sociais e econômicas e de características que vão se constituindo no processo. (2002, p. 21)

Assim, de certo modo começamos a compreender a construção da identidade do adolescente sob influências biopsicossociais, onde os próprios jovens a partir de um turbilhão de informações transmitidas e absolvidas simultaneamente constitui sua personalidade. Esta fase do desenvolvimento, reflete no desempenho escolar tanto como forma de excelência nos estudos, como do fracasso, podendo essa situação ser perpassada pelo mesmo adolescente. Para clarear as ideias a respeito do que foi dito, vejamos o ponto de vista de Clegert (2004, p.188): As dificuldades escolares sobrevêm em todas as idades. Mas a puberdade marca um período de mudança em relação à escolaridade. E pode-se observar uma piora ou fracassos escolares que atingem os alunos até então excelentes.

A partir do quadro e da demanda apresentada parcialmente pela escola campo de observação, se tornará de suma relevância avaliar juntamente com a equipe pedagógica e gestora os métodos pelos quais estão utilizando, o que está sendo dificultoso na relação entre corpo doscente e  discente e quais possíveis modificações poderá ser posta em ação como um teste em primeiro momento e em seguida reavaliar as conquistas obtidas tanto na aprendizagem, como na afetividade, respeito, participação, dentre outros aspectos, sempre trabalhando de forma flexível e atendendo as necessidades que irão surgir durante a aplicação do atual projeto de intervenção.

Cunha, mostra sua concepção relacionada aos métodos que Piaget abrangia em sua prática e como filosofia. Ele diz que:

[...] a perspectiva piagetiana vai ao encontro de processos pedagógicos em que os alunos são tratados de acordo com suas particularidades cognitivas. O que está em causa não é o binômio acerto-erro nas atividades escolares, mas sim o potencial dessas mesmas atividades para promover o progresso intelectual de cada um dos educandos. (2003, p. 73, grifo nosso)

O Psicólogo escolar/educacional trás um olhar mais amplo e acolhedor referente ao próximo e neste caso se dá pela forma de relacionar-se com a equipe gestora, pedagógica e discentes, frisando e pondo em destaque as especificidades que cada um apresenta no âmbito institucional sem generalizar e punir os comportamentos  dos adolescentes ou criando estratégias mecanicistas onde seu espaço de criticar e expor suas opiniões sejam privadas, por exemplo. Mas juntamente com eles, levantar sugestões de práticas inovadoras e criar um olhar diferencial de que o professor está no contexto escolar como facilitador e mediador e que da mesma forma que ele aprende ao ensinar, ele ensina ao aprender e vice-versa, como já dizia Paulo Freire.

Nos dias atuais ainda existe uma grande resistência sobre o trabalho do profissional de psicologia no âmbito escolar, tão como uma neo prática pedagógica e institucional que vise o bem estar dos estudantes estimulado-os a serem sujeitos críticos e expressivos. Levando-se em conta a transição desse período da adolescência, é possível claramente focar à necessidade afetiva e acolhedora que possuem quando adentra a escola, principalmente quando essa realidade se dá por uma instituição de ensino integral (como no caso da escola campo de estudo). Freitas & Assis (2007, grifo nosso) diz que, muitas das produções científicas ainda guardam elementos de uma sociedade moderna, focalizando sua atenção nas dimensões cognitiva e intelectual, deixando em aberto a lacuna da afetividade, a qual concentra importância crucial na caminhada constitutiva do sujeito. Destrinchando esse entendimento dos autores, pode-se propor a ideia de que a singularidade de cada individuo infelizmente ainda é deixada de lado, evidenciando seu desempenho apenas por números, notas, avanços... sem questionar o porquê do comportamento apresentado em sala de aula (seja por aqueles discentes mais "bagunceiros", desatentos, com dificuldade de aprendizagem ou até mesmo pelos mais "comportados", que sempre se destacam pelas boas condutas e notas sempre altas). Cada um têm suas mudanças constantes e se não forem guiadas da forma mais apropriada refletirá mais a frente na vida do indivíduo. O professor também é cobrado e possui seus problemas pessoais, só que por vezes muitos não são trabalhados de forma que entrem em um possível equilíbrio emocional, e por isso ocorre fatos de conflitos quase que constante entre docentes e aprendizes, dificultando as relações afetivas e interpessoais. Em seus estudos aprofundados, e mesmo tendo sido criado há algum tempo, porém encontrando-se em uma linguagem contemporânea para realidade vivenciada ainda nas escolas e no contexto social, Vigotsky abrange a respeito dessas relações sociais no processo de desenvolvimento, o aspecto subsequente:

A separação das dimensões cognitiva e afetiva enquanto objeto de estudos é uma das principais deficiências da psicologia tradicional, uma vez que esta apresenta o processo de pensamento com um fluxo autônomo de pensamentos que pensam a si próprios, dissociados da plenitude da vida, das necessidades e dos interesses pessoais, das inclinações e dos interesses pessoais, das inclinações e dos impulsos daquele que pensa. (1993, p. 6)

Mediante o conceito acima relatado, o teórico por sua vez desenvolve uma forma concisa de entender o pensamento do indivíduo por intermédio de suas bases afetivo-emocionais, tendo em vista que além de influenciar, originam aos processos de pensamento. Por isso é crucial buscar manter sempre o "equilíbrio" emocional do ser, já que suas emoções afetam diretamente e indiretamente em seus comportamentos posteriores.

No decorrer de todo o embasamento teórico aqui relatado, ficou explícito que afetividade e aprendizagem andam paralelamente e que ambos de forma integrada têm domínio sobre as consequências uma da outra. Ressaltaremos no momento um pouco mais sobre os deveres que a instituição de ensino possui para com o corpo docente, discente e equipe gestora, lembrando que todos necessitam "dar-se as mãos", ou seja , contribuir fazendo sua parte e tendo como metas novos objetivos, trabalhando desta forma como uma grande teia na qual se algum membro não estiver em sintonia com os fatos, prejudicará os demais. Esta situação é destacada por Vigotsky (2007), no seguinte contexto: "[...] a escola também exerce essa função de propiciar elementos facilitadores não só restritos às construções de conhecimento, mas também atrelados à constituição do sujeito como um todo." Entrelaçando esse ponto de vista, podemos acrescentar outra perspectiva como complemento da ideia primordial na qual se fez a elaboração prévia deste projeto interventivo.

[...] é possível depreender que o potencial de contribuições da Psicologia da Educação está marcado por duplo aspecto. O primeiro advém de sua condição epistemológica, ou seja, do conhecimento científico que é o conhecimento psicológico. O segundo, do fato de que este conhecimento deve servir à Educação (como prática social multifacetada), colocando-a no centro das análises e definindo, portanto, o seu papel na construção de um projeto social. (LAROCCA, 1999, p. 17)

Daí mais uma vez, salienta-se a relevância do profissional de psicologia no âmbito educacional como facilitador e mediador para estruturação de novas metodologias concatenadas ao projeto político pedagógico da escola, ampliando os horizontes em termos de olhar para o adolescente (ou público alvo pertencente a demanda que a própria escola apresenta), trabalhando o indivíduo e suas singularidades, e não como uma forma generalizada na qual a visão tradicional de ensino estabelecia até então.  

[...] Piaget apresenta uma tendência hiperconstrutivista em sua teoria, com ênfase no papel estruturante do sujeito. Maturação, experiências físicas, transmissões sociais e culturais e equilibração são fatores desenvolvidos na teoria de Piaget.Vigotsky, por outro lado, enfatiza o aspecto interacionista, pois considera que é no plano intersubjetivo, isto é, na troca entre as pessoas, que têm origem as funções mentais superiores. (BOCK, 2002)

Por fim, chega-se a um consenso de que as relações sociais são fundamentais e de extrema necessidade para o desenvolvimento em geral do indivíduo em relação ao meio. Construindo com suas experiências diárias e inter-relações, novos aprendizados, seja eles por interseção emocional, psíquica e até mesmo como forma de aderir o próprio conhecimento, estando sempre aberto à experiências inovadoras e transformando/ elaborando constantemente seu modo crítico de ser. Ampliando o leque de possibilidades, prevemos na aplicação deste projeto uma metamorfose relacionada a interação de toda circunstância desagradável e que impede contatos proximais e igualitários entre funcionários em geral e estudantes, para uma experiência e possível conversão do quadro das demandas inicialmente manifestadas, envolvendo sempre uma reavaliação de atividades para ter um feedback e assim saber se a proposta está causando o efeito esperado ou não, ajustando-se e experimentando práticas distintas para as peculiaridades que possivelmente surgirão em sua aplicação.

3. Objetivos

3.1 Geral:

Contribuir com o processo de desenvolvimento emocional, afetivo e psíquico de toda comunidade escolar, através de ações que possibilitem diálogos entre alunos, professores, gestores e funcionários.

3.2 Específicos:

  • Estimular o convívio afetivo de toda comunidade escolar;
  • Atuar na prevenção/interação de possíveis conflitos entre acadêmicos e professores;
  • Promover um ambiente favorável e harmônico para o desenvolvimento do ensino-aprendizagem.

4. Metodologia

Compreendemos que para alcançar os objetivos propostos nesse projeto de intervenção, será necessário considerarmos alguns princípios norteadores. É importante ressaltarmos que toda intervenção realizada na escola terá como norte esses princípios:

  • O papel ou função do psicólogo escolar/educacional não é apenas aplicar técnicas cientificas aprendidas na academia. É, sobretudo, construir valores e conhecimentos e preparar as pessoas para a vida, atuando como um analista facilitador.
  • O psicólogo e a comunidade escolar precisam incorporar a crença de que os aprendizes são capazes de elaborar ideias próprias, que já trazem conhecimentos aprendidos na vida familiar, social e de trabalho, ou seja, considerar que eles são seres biopsicossocial.  
  •  Professores, gestores e funcionários precisam desenvolver  autoestima, autoconfiança e autocontrole, pois precisam interagir com os discentes para que os mesmos também construam esses valores.

5. Informações Relevantes da Instituição

A escola campo de observação tem em média 450 alunos, atendendo a demanda apenas de ensino médio. Possui em seu projeto político pedagógico atividades que incluem a participação quinzenal entre professores e educandos em oficinas de aprendizagem, incluindo reuniões bimestrais com pais e reunião da equipe gestora e pedagógica.

Por ser uma escola pública de referência (ou seja, com ensino integral), é composta por uma equipe de coordenadores e pedagogas que desenvolvem projetos e compartilham com os demais profissionais com o intuito de incentivar e melhorar o ensino/aprendizagem da instituição de acordo com a demanda. Possui em média 30 professores, incluindo os da educação especial (que atende a uma estudante com deficiência visual e três com deficiência auditiva).

A estrutura física da escola é constituída por: 11 salas de aula, secretaria, diretoria, biblioteca, coordenação pedagógica, sala dos professores, coordenação sócio-educacional, coordenação especial, laboratório de matemática e física, laboratório de ciências, laboratório de informática, auditório, pátio, 9 banheiros femininos e 9 masculinos, almoxarifado, refeitório. Possui também uma sala onde funciona a rádio da escola que é monitorada pelos próprios corpo discente bem como o desenvolvimento e distribuição do jornal mensal. Ainda não há psicólogo na escola, porém sempre que necessita o município faz a disponibilização do profissional de psicologia para dar suporte em casos específicos.

6. Atividades Planejadas – Itinerário De Intervenção

  • Como ponto de partida - Roda de Diálogos coletivos e construção de uma pesquisa: Proporcionar momentos de escuta coletiva entre os acadêmicos, professores, gestores e funcionários (grupos separados). Em grupo, cada setor (aluno, professor, gestor e funcionários) irão responder as seguintes perguntas e refletir sobre elas: 
  • O que eu mais gosto na minha escola?
  • O que eu menos gosto na minha escola?
  • Qual meu papel na minha escola?
  • O que eu posso fazer para que a minha escola seja um espaço agradável?
  • De que forma eu contribuo com a minha escola?
  • Quais são os sentimentos positivos que tenho em relação a escola?
  • Quais são os sentimentos negativos que tenho em relação a escola?
  • Desdobramento – Montagem de um painel por grupo: Cada grupo irá organizar suas perguntas e respostas em um painel, consolidando as respostas iguais e fazendo suas observações.
  • Devolução/Apresentação dos conhecimentos produzidos para provocar uma ação coletiva: De forma sistemática e lúdica, os grupos trabalharão a apresentação desses dados. Serão dois grupos: Grupo 1 composto por professores, gestores e funcionários. Grupo 2 composto por discentes de anos diversos. O grupo 1 apresentará seus dados para o grupo 2 e vice-versa.
  • Avaliação do trabalho e plano de ação para a continuidade: Toda comunidade escolar será convocada a um momento de avaliação dos conhecimentos produzidos. Em seguida serão estimulados a construírem juntos um plano de ação visando melhorias nas relações afetivas, no desenvolvimento emocional e no ensino aprendizagem.

7. Considerações Finais

O desenvolvimento do projeto de intervenção não obteve resultados concretos devido a seu real intuito, que seria elaborar um rascunho com as possíveis probabilidades de intervenção na escola para "solucionar" a demanda até então relatada.

Deste modo, supõe-se que provavelmente com a aplicação efetiva desta proposta, a comunidade escolar será provocada a construir um plano de ação para dar seguimento as ações de interação escolar após a finalização das atividades traçadas. Esse plano de ação contínuo, deverá conter metas e objetivos a longo prazo, abrangendo todos que constituem a instituição escolar e a partir de então, desenvolver suas próprias intervenções, adequando-as de acordo com as necessidades e casualidades que venha ocorrer.

Compreendemos parcialmente que após esta intervenção, a comunidade escolar estará mais sensibilizada a produzir/construir conhecimento, considerando os próprios potenciais  afetivos, pois a instituição de ensino é de certo modo, uma extensão familiar, ou seja, é também um ambiente de relações e expressões afetivas, assim como a evolução/adaptação de aprendizagens emocionais e psíquicas.

É importante salientar que estudantes, gestores e professores se reconheçam como "pares", como referenciais para a construção de relações mais saudáveis e de seres humanos bem mais humanizados, sendo crucial a participação e contribuição de todos na obtenção desta meta.

Por fim, através deste projeto, compreendemos que a função primordial do psicólogo no ambiente escolar é proporcionar a autonomia dos saberes, dar voz aqueles/as que por muitos motivos não sabem ou não podem falar, tornar público desejos e ideias comuns, que por vezes parecem tão incomuns, proporcionar o bem-estar emocional, dentre outras funções cabíveis ao profissional de psicologia neste âmbito de trabalho. Quando a comunidade escolar entra em parceria com outros profissionais que dão suporte na melhoria do desempenho coletivo e assume a responsabilidade e conscientização de oferecer um ensino de qualidade e bem estar de todos, consequentemente as mudanças/evoluções começarão a acontecer.

Sobre os Autores:

Cleonice de Arruda Rodrigues - Acadêmica em Bacharel de Psicologia (FAINTVISA).

Cristina Maria de Albuquerque - Acadêmica em Bacharel de Psicologia (FAINTVISA).

Maria José da Silva - Acadêmica em Bacharel de Psicologia (FAINTVISA).

Orientadora: Dayse Arianne de Souza

Referências:

BOCK, A, M.; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. L. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 2002.

CLEGERT, S. Adolescência: a crise necessária. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.

CUNHA, M. V. da. Psicologia da Educação. 3. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

FREITAS, M. L. L. U. & ASSIS, O. Z. M. Os aspectos cognitivo e afetivo da criança avaliados por meio das manifestações da função simbólica. Revista Ciência & Cognição, 2007, pp. 91-109.

LAROCCA, Priscila. Psicologia na Formação Docente. Campinas, SP: Alínea, 1999.

OZELLA, S. Adolescência: uma perspectiva crítica. In: Adolescência e Psicologia-Concepções, práticas e reflexões críticas. Rio de Janeiro: Conselho Regional de Psicologia, 2002, pp. 16-23.

ROGERS, Carl R. Um jeito de ser. São Paulo: EPU, 1983.

VIGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

VIGOTSKY, L. S. Um estudo experimental da formação de conceitos. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1993, pp. 47-51.