Resumo: A presente pesquisa teve como foco, descrever os motivos que levam as pessoas que possuem Carteira Nacional de Habilitação a não dirigir, bem como analisar as consequências do medo de conduzir veículos. Para tanto, foi realizada uma  busca teórica sobre o assunto e sobre os aspectos relacionados ao tema. Sabe-se que o ato de dirigir tornou-se fundamental na sociedade contemporânea, facilitando a mobilidade e a independência das pessoas. Porém para alguns indivíduos o dirigir ocasiona sensações de limitação, estresse emocional, ansiedade e fracasso. De acordo com os objetivos propostos nesta pesquisa e com os autores citados nesse estudo, fica evidenciado que cada ser humano é único, pois algumas pessoas têm medo de dirigir, sentem-se ansiosas ao se depararem com uma situação de trânsito e não conseguem encará-la, enquanto outras pessoas, apesar do medo e das reações físicas causadas por ele, enfrentam a situação e dirigem com frequência. Portanto, sugere-se que pesquisas mais profundas e exploratórias sejam realizadas, a fim de encontrar resultados mais esclarecedores  sobre o medo de dirigir e a maneira como as pessoas lidam com isso.

Palavras-chaves: Ansiedade, Carteira Nacional de Habilitação, Fobias, Psicologia do Trânsito.

1. Apresentação

Os problemas gerados pelo trânsito configuram-se na perspectiva do meio ambiente que influenciam na qualidade de vida das pessoas, onde em determinados momentos prevalece o medo de dirigir um automóvel. Mais do que um sentimento, o medo é uma emoção. Uma vez que o mesmo consiste em um limite e uma proteção importante em várias situações da vida que pode vir a funcionar como um alerta diante de alguma situação nova ou perigosa.

Há, no entanto, situações que ocorrem na vida de muitas pessoas, em que o medo se manifesta de uma forma exagerada ou mal direcionada, causando assim, prejuízos e complicações. Refletindo de forma exagerada e desproporcional, é chamado de fobia.

Desde modo, sabe-se que o aumento de veículos automotores no mundo vem tendo aumento significativo e com isto ocorrem congestionamentos e os indivíduos ficam mais estressados e sem paciência, aumentando as fobias e medos no trânsito e muitos motoristas iniciantes sentem insegurança ao dirigir, por medo de errar ou de serem julgados, caso cometam alguma falha.

Segundo Caló (2005) existem vários casos de pessoas que tem medo de dirigir e muitas vezes acabam se privando de fazer as coisas que gostam, pelo simples fato de dependerem sempre de alguém. O ato de dirigir facilita a mobilidade e a independência. Por essa razão, aqueles que sentem dificuldades em conduzir um veículo experimentam sensações de limitação interpessoal e ocupacional, estresse emocional e fracasso (Barbosa, Santos e Wainer, 2007).

De acordo com Carvalho e cols (2011) já existem várias pesquisas sobre o medo de dirigir. Esses estudos são importantes, já que esses problemas podem  ter repercussões  negativas  nas  áreas  pessoal  e  social  do  indivíduo,  tendo  em  vista  as limitações que podem originar, assim como suas consequências, como por exemplo a baixa autoestima, dependência de outras pessoas e dificuldade de enfrentamento de situações no cotidiano.

Portanto, a presente pesquisa é de grande importância para  o esclarecimento sobre os diversos motivos que levam pessoas a terem medo de dirigir. Cabe ressaltar que cada indivíduo tem uma experiência diferente de vida, o que influência diretamente na forma de dirigir, visto que o comportamento muda de acordo com as necessidades e condições vivenciadas no cotidiano.

Os objetivos propostos nessa pesquisa é descrever as causas que levam as pessoas que possuem Carteira Nacional de Habilitação a não dirigir e analisar as consequências do medo de dirigir. Com esses objetivos, pretende-se focalizar quais são os motivos que levam as pessoas que possuem a Carteira Nacional de Habilitação a não dirigirem.

2. Fundamentação Teórica

2.1 Psicologia do Trânsito

No ano de 1962 o Presidente João Goulart proclamou, em 27 de agosto, a Lei nº 4.119, que dispõe sobre os cursos de formação em Psicologia e regulamenta a profissão de psicólogo (ANTUNES, 2001). Desse modo, a Psicologia do Trânsito e definida como uma área da Psicologia que investiga os comportamentos humanos no trânsito, fatores e processos externos e internos, conscientes e inconscientes que os provocam ou os alteram (ROZESTRATEN, 1988).

Neste sentido, a psicologia se faz valer, pois dentro da avaliação do trânsito, foi criado o primeiro Código Nacional de Trânsito (Decreto-lei n° 2.994/1941) o qual instituiu os exames para obter a licença de habilitação para os condutores de automóvel, fisiológico ou médico e psicológico. Depois de oito meses, o decreto-lei, n° 3.651, foi modificado o código Nacional de Trânsito em algumas partes, instituindo assim o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), órgão máximo normativo e consultivo que coordena ultimamente o Sistema Nacional de Trânsito (SNT), responsável pela preparação das regulamentações em forma de resolução (BRASIL, 1941).

Em seguida com as exigências do trânsito, na década de 1940 foi promulgado o decreto-lei, n° 9.545, que fez surgir às primeiras políticas nacionais de segurança no trânsito, por meio de decretos-lei que geraram impacto na futura profissão de psicólogo (BRASIL, 1946).

Silva (2012) relata que em 1962, a profissão de psicólogo foi regulamentada no Brasil, dando início ao Conselho Federal (CFP) e dos Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs).   Sendo a Psicologia uma ciência que visa buscar recursos, procura compreender o ser humano, o seu comportamento, para facilitar o convívio consigo próprio e com o outro (FERNANDES, 2008). Tal ciência divide-se em várias áreas, Psicologia educacional, Psicologia jurídica, Psicologia do trabalho, Psicologia do esporte, Psicologia social, Professor de Psicologia (ensino de segundo grau), Professor em psicologia (ensino superior), Psicologia clínica e dentre elas existe a Psicologia do trânsito.

No que se refere à Psicologia do Trânsito, para o profissional psicólogo que atua nesta respectiva área, existem algumas resoluções que preconizam a sua prática, tais como a resolução n° 80 compreende a efetivação dos exames de avaliação psicológica na alteração de categoria de habilitação e a denominação dos campos a serem avaliadas, área perceptoreacional, motora e nível mental, área do equilíbrio psíquico e habilidades específicas, anteriormente chamadas de áreas cognitivas e do equilíbrio psíquico (CONTRAN, 1998). E no ano de 2001, foi promulgada a Lei n° 10.350 que instituiu que a avaliação psicológica deve ser realizada no ato de renovação sempre que o indivíduo se submeter a exercer atividade remunerada ao veículo (BRASIL, 2001).

Um pouco depois em 2004, entrou em vigor a resolução do CONTRAN n° 168, que constitui, dentre outras acontecimentos, normas e procedimentos para a realização dos exames para a habilitação. Segundo o documento, o processo de habilitação do condutor, após o cadastramento dos dados informativos do candidato no Registro Nacional de Condutores Habilitados (RENACH), seguirá com a efetivação da avaliação psicológica, exame de aptidão física e mental, curso teórico-técnico, exame teórico- técnico, curso de prática de direção veicular e exame de prática de direção veicular (CONTRAN, 2004).

Por conseguinte, no ano de 2008 entrou em vigor a Resolução n° 267 que apresenta   os   processos   psíquicos   a   serem   avaliados,   tomada   de     informação, processamento de informação, tomada de decisão, comportamento, auto avaliação do comportamento e traços de personalidade e em relação à avaliação, o indivíduo poderá ser avaliado: apto, inapto temporário ou inapto (CONTRAN, 2008).

Silva (2012) explana sobre a resolução do Conselho Federal de Psicologia referente à prática da avaliação psicológica em motoristas:

Nº 012/2000 Institui o Manual para Avaliação Psicológica de Candidatos à CNH e Condutores de Veículos Automotores. Nº 007/2009: Revoga a Res. CFP nº 012/2000 e institui normas e procedimentos para avaliação psicológica no contexto do trânsito. Nº 009/2011: Altera a Res. CFP nº 007/2009. Nº 016/2002 candidatos: Dispõe acerca do trabalho do psicólogo na avaliação psicológica de à Carteira Nacional de Habilitação e condutores de veículos automotores. Nº 06/2010: Altera a Res. CFP nº 016/2002, que dispõe acerca do trabalho do psicólogo na avaliação psicológica  de candidatos à Carteira Nacional de Habilitação e condutores de veículos automotores (p.186).

Neste mesmo ano foram feitas algumas modificações no credenciamento dos psicólogos do trânsito, onde se destaca a obrigação de se ter, no mínimo, dois anos de formado; carga horária do curso de perito 180hs e que, a partir de 2013, só serão credenciados os psicólogos portadores de título de Especialista em Psicologia do Trânsito reconhecido pelo Conselho Federal de Psicologia (SILVA, 2012).

As definições regulamentadas pelo Conselho Regional de Psicologia da 9° região (2012) ressaltam, entre as atribuições do Psicólogo Especialista do Trânsito é desenvolver pesquisa no campo dos processos psicológicos, psicossociais e psicofísicos relacionados ao problema do trânsito. Além disso, tal profissional realiza exames psicológicos de competência profissional em candidatos a habilitação para dirigir veículos automotores, assessora no processo de preparação e fundação de sistemas de sinalização trânsito, de maneira especial no que se refere a assuntos de comunicação, recepção e retenção de dados, participa de equipes voltadas à precaução de acidentes de trânsito, desenvolvem, na esfera de sua aptidão, estudos e projetos de instrução de trânsito, colabora nos estudos e pesquisas relacionados ao comportamento humano individual ou coletivo na situação de trânsito.

O Psicólogo Especialista do Trânsito também aplica e analisa novas técnicas de mensuração da competência psicológica dos condutores, contribui com a justiça e quando solicitado faz laudos, pareceres, depoimentos, servindo como instrumento comprobatório para melhor aproveitamento da lei e justiça, além disso, atua como perito em exames de motoristas objetivando sua readaptação ou reabilitação profissional. Sendo que dentro destes, surgiu à avaliação psicológica destinada aos candidatos à carteira nacional de habilitação (Conselho Federal de Psicologia, 2008).

Cabe ao psicólogo o dever de avaliar o candidato nas diversas formas de dirigir, considerando assim, o tipo de veículo se é de passeio, transporte de carga, transporte coletivo, além de todas as situações externas possíveis de serem consideradas neste indivíduo (MARIUZA e GARCIA, 2010). Sabe-se que o profissional da área de psicologia que atua como perito examinador do trânsito quando detecta indícios na avaliação do sujeito, onde o mesmo pode representar perigo para sociedade na direção veicular, deve encaminhá-lo a outros profissionais de saúde, pois com isso ele está colaborando na prevenção de acidentes quanto na qualidade de vida e bem-estar deste indivíduo (PETTENGIL e ARMÔA, 2011).

Barp e Mahl (2013) complementa a fala ressaltando que o psicólogo perito examinador do trânsito deve encaminhar o candidato à psicoterapia quando detectar nas avaliações o medo de dirigir, pois com a psicoterapia será trabalhado os aspectos emocionais e práticos ao mesmo tempo, por meio do resgate da autoestima e da diminuição da ansiedade, valorizando os pontos fortes da personalidade, favorecendo o autoconhecimento e criando comportamentos eficazes na forma de dirigir.

O Conselho Federal de Psicologia (2003) relata que os Psicólogos Peritos Examinadores de Trânsito, utilizam testes psicológicos reconhecidos pelo Conselho Federal de Psicologia na avaliação psicológica. O reconhecimento deste teste segue a Resolução CFP nº 002/2003, que define e regulamenta o uso, a elaboração e a comercialização de testes psicológicos. Os testes psicológicos são padronizados e possuem requisitos como, fidedignidade e validade, que atestam sua qualidade técnico- científica e acontecem a partir de estudos realizadas com amostras brasileiras.

Portanto os testes são vistos como uma forma fidedigna de avaliação psicológica, que segundo Mariuza e Garcia (2010) é considerada uma das atividades pioneiras do psicólogo na área do trânsito, sendo esta uma atividade difícil, que exige conhecimento técnico-científico, capacitação adequada, além da responsabilidade social por seu caráter pericial e legal. Já o Conselho Federal de Psicologia (2003) compreende que o processo de Avaliação Psicológica é amplo, que envolve informações que são coletadas através, de entrevista psicológica, testes psicológicos, observações técnicas que o psicólogo avaliar importante serem consideradas.

De acordo com os autores citado anteriormente, a avaliação psicológica de candidatos à carteira nacional de habilitação, é responsabilidade delegada aos peritos examinadores de trânsito, cujo seu trabalho é investigar e avaliar os fenômenos psicológicos dos candidatos. A tarefa de averiguar as condições deste avaliado implica em buscar resultados que respondam a uma competência técnica, exclusiva do conhecimento psicológico, em atenção ao que a legislação determina quanto ao ato de dirigir.

2.2 Medo/Fobia

Segundo ideias de Tessari (2008) o medo é considerado uma das mais antigas emoções humanas,  onde  faz  parte  de  nossa  história  de  vida,  desde  primórdios  da civilização humana. Nota-se que ao longo de nossa história, o objeto do medo vai modificando. Antes o medo da civilização era de atravessar o atlântico e cair fora do mundo, no espaço vazio. Hoje em dia os medos são outros, mas nunca deixamos de tê-los, pois é algo inato e é por causa dele que sobrevivemos até os dias atuais, e o tipo de medo que desenvolvemos depende muito do meio em que vivemos, a forma como vivenciamos este meio.

O medo é uma emoção natural do ser humano. Funciona como um sinalizador que alerta as pessoas contra perigos reais, ou seja, é uma reação automática, que não precisa de aprendizagem e que visa provocar energia para a evitação ou afastamento do objeto que gera esta emoção (CORASSA, 2000).

Já Queiroz (2013) relata que as pessoas sentem medo, sendo uma sensação desagradável e incômoda. O medo é uma espécie de proteção, um sinal de alerta perante uma situação nova ou perigosa. O indivíduo que não sente medo, não é saudável emocionalmente. O mesmo é classificado como respostas comportamentais e neurovegetativas que avisa algum perigo ou ameaça (agressor ou um estímulo ambiental aversivo) que possa gerar danos psicofisiológicos.

Para Neto (2010), o medo é considerado algo saudável, que protege o indivíduo dos perigos do dia a dia, mas esta emoção deve estar presente em uma magnitude ideal, nem mais, nem menos. Pois quando o medo é exagerado, ou quando não o sentem, tornando-se exagerado ou irracional, passa a ser considerado um medo patológico. Já para Pastore (2008), o medo tem como papel nortear o indivíduo a perceber e sentir que não é onipotente, nem tudo pode e nem tudo é possível, respeitando desta maneira os seus limites físicos e emocionais.

Apreensão, medo, angústia, fobia, terror, pavor, pânico, apesar de designar condições parecidas e com diversos pontos em comum, não são parecidas. O medo ou temor  é  um  sentimento  ou  preocupação  que  resulta  de  qualquer  perigo  real,   bem localizado a apreensão seria o estágio inicial do medo, com menor intensidade. O terror é uma reação diante de um perigo generalizado, não localizado e mais intenso que o medo, com importante componente interior, já o pavor ou estupor seria o terror com componente paralisante (SILVA, 2006).

Conforme os critérios de diagnósticos do DSM-IV (Manual Diagnostico e Estatístico de Transtornos Mentais, 1994), a fobia é classificada como um medo excessivo, persistente e irracional, como por exemplo, medo de altura, ver sangue, voar e dirigir. Diante da situação fóbica é comum haver certa evitação, ou então, suportada com intensa ansiedade e sofrimento. Os sintomas característicos são: taquicardia, sudorese, tremores, tonturas, vertigem ou desmaio, mal estar gástrico, calafrios, dificuldade psicomotora, vontade de sair correndo e outros.

Com o desenvolvimento, as pessoas vão aprendendo com o ambiente e interiorizando aquilo que emoção e razão saberão identificar como objetos de temor. Há, no entanto, situações que ocorrem na vida de muitos indivíduos, em que o medo se apresenta de forma exacerbada ou mal direcionada, causando assim, prejuízos e complicações. O mesmo autor ressalta que o medo exagerado pode ser chamado de fobia. Há inúmeros tipos de fobias, ou seja, várias situações ou coisas que podem ser estímulos ou objetos aversivos para diferentes pessoas. Pois geralmente, as fobias se referem a objetos ou atividades que são normais e corriqueiras para a maioria das pessoas, e por isso, acaba gerando um sentimento de constrangimento (Bellina, 2005).

Ultimamente, o termo fobia específica é mais utilizado e parece ser mais adequado por chamar a atenção sobre a natureza focal do problema e evitar, assim, a caracterização do quadro como algo leve ou simples (Neto, 2010). De acordo com as ideias de Caló (2005) a fobia de dirigir, é caracterizada como uma ansiedade ou medo intenso com reações físicas como tremores, sudorese, dores nos braços e pernas, taquicardia e boca seca.

A fobia é definida como um medo acentuado, imensurável na presença de um objeto, ou situação que causa ansiedade, no caso de dirigir um veículo ou só de pensar em chegar perto dele. As pessoas que tem fobia evitam ao máximo deparar com a situação ou com o objeto que lhe causa ansiedade, preferindo subir escadas a andar de elevador ou fazer longas viagens de ônibus ou de carro para não entrar num avião. Com relação a dirigir um carro, o que atormenta um fóbico na direção é a fobia social, que corresponde o medo da desaprovação do outro, ao medo de errar (CORASSA, 2000).

Queiroz (2013) explica a diferença entre fobia e ansiedade, como sendo quantitativa, ou seja, depende do tempo de duração e do episódio de ansiedade, do grau de intensidade e da frequência em que esta ocorre. Deste modo, a diferença entre ansiedade, medo e fobia de dirigir, estar relacionada ao estado psicofisiológico de ansiedade do indivíduo. Na ansiedade o sujeito fica apreensivo antes mesmo de dirigir. No medo a pessoa fica com estado de apreensão é elevado e estaria relacionado ao receio de dirigir. Já a fobia, o estado é mais alto, intenso, podendo até mesmo atrapalhar o indivíduo a dirigir, ou evitar em fazê-lo.

2.3 Medo no Ato de Dirigir

Bellina (2005) ressalta que as pessoas quando começam a dirigir é imprescindível praticar as aptidões aprendidas encarando o trânsito. Dirigir é um ato que envolve várias capacidades motoras e deve ser praticadas para que esse processo se torne automático. Enfrentar o trânsito não é uma tarefa simples, pois para muitos indivíduos ele provoca muito nervosismo, ficando expostas a diversas situações críticas que incomodam, como a avaliação dos outros diante ao volante.

A ação de conduzir um automóvel é uma necessidade na vida das pessoas, e o não dirigir pode gerar discriminação e desrespeito no meio social. Pois, dar partida, engatar a marcha, soltar o freio de mão e dirigir o carro até o local esperado é um costume rotineiro para a maioria dos indivíduos, mas, no entanto, para outras pessoas, isto é uma aflição e gera muita ansiedade (PASTORE, 2008).

Barbosa, Santos e Wainer (2007) relata que tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é um passo muito importante na vida das pessoas, pois, é uma fase com mais responsabilidades. Culturalmente, poder conduzir um automóvel representa amadurecimento, independência e liberdade. Mas por outro lado àqueles que, por alguma razão, não conseguem fazê-lo, experimentam sensações de fracasso, frustração, dependência e falta de liberdade.

O veículo é um transporte novo para o mundo das mulheres, devido a esse contato com a realidade se dá com atitudes cautelosas, mas que por algumas vezes, esta cautela gera medo, o que faz a mulher evitar dirigir um automóvel. Com isso, duas forças começam a se colidir, o desejo e o medo de dirigir, causando, assim, conflitos e sofrimentos. O mesmo autor relata em suas pesquisas que o número de homens com medo de dirigir é bem menor do que os das mulheres (CORASSA, 2006).

Há alguns anos o ato de dirigir era visto como uma tarefa somente masculina, os homens tinham a autoridade da casa e dos negócios. Esses padrões autoritários representavam, especialmente, para as mulheres mais velhas, figuras de grande poder. Isso acabava fazendo com que muitas instituíssem obstáculos ao dirigir, pelo fato de uma educação repressora, associando a ideia de domínio ao carro (CORASSA, 2006).

Nesse sentido alguns autores buscaram compreender o ato de não dirigir, já que nos dias atuais, o ato de dirigir é considerado uma habilidade que facilita a manutenção da  independência  e  mobilidade,  a  qual  permite  o  contato  com  outras      atividades importantes. Pois a fobia de dirigir é um problema pessoal e social grave, com várias consequências, incluindo a repercussão da carreira, constrangimento social e restrições. Dentro deste contexto Taylor, Deane e Podd (2007) sugerem quatro categorias para classificar o medo de dirigir. A primeira refere ao medo de sofrer um acidente ou ferir a si ou aos outros; a seguinte menciona-se ao medo de circunstâncias, ocasiões ou manobras específicas; a terceira está pautada ao medo de sofrer um ataque de pânico ou sentir fortes sintomas de ansiedade e por último se refere a questões sociais, o medo de ser ofendido ou criticado.

De acordo com Pastore (2008), o medo de dirigir tem sua origem na história de vida de cada ser humano, na sua particularidade. Se no decorrer de sua vida a pessoa passou por algum acidente automobilístico, e não teve apoio adequado de sua família ou também do instrutor, poderá desencadear o medo de dirigir. Se no início do aprendizado, como andar pela primeira vez, escrever, ler ou nadar, não se sentiu protegido, pode gerar dificuldade, sentimento de inferioridade, criando de fato certa resistência para outros tipos de aprendizagens, inclusive, dirigir um automóvel.

O medo de dirigir está nos motivos particulares de cada pessoa, sendo assim o que pode gerar em um indivíduo, pode gerar em outro. Se o sujeito sofreu algum acidente automobilístico ou não existiu o suporte familiar durante esse período, isso pode desencadear o medo. Ou se, no período inicial depois do acidente, a pessoa sentir- se insegura e desamparada, tal fato pode originar um sentimento de inferioridade e resistência em dirigir um veículo. O mesmo autor verificou que mulheres entre 30 e 45 anos de idade na sua maioria sofrem de fobia de dirigir. No entanto essas mulheres possuem vida profissional e socialmente, são consideradas vitoriosas, pois, em geral, além de trabalhar, também administram a casa (Pastore, 2008).

Corassa (2006) relata que existem dois grupos de indivíduos que têm medo de dirigir. O primeiro é composto por sujeitos que já envolveram em algum acidente com automóvel automotor, seja conduzindo ou de carona, com algum familiar ou conhecido, nesse caso, a dificuldade está em voltar a dirigir. O segundo é constituído por indivíduos que ficam ansiosos simplesmente em pensar em sair com o carro, sendo assim, a problemática é em relação à fobia que faz com que a pessoa desvie a imagem do carro, transformando-o em um monstro.

Podem ser classificados alguns fatores que impedem as pessoas terem medo de dirigir, como, por exemplo, a falta de prática, a ocorrência de experiências negativas traumáticas, o comodismo, a falta de incentivo, recebimento de críticas constantes no período da autoescola, conduta adotada pelos instrutores, intolerância aos próprios erros e outros motivos, como adoecimento e mudanças para outros locais de moradia com o trânsito diferente de onde aprenderam a dirigir. Segundo Pastore (2008), o que pode acarretar o medo em algumas pessoas, pode não acarretar em outras (CANTINI e COLS, 2013).

De acordo com o DSM-IV-TR, (2000) o medo de dirigir é classificado como uma fobia específica. Corassa (2006) relata que existem alguns sintomas experimentados pelos indivíduos que têm medo de dirigir quando elas tentam  ou pensam em sair com o automóvel, sono agitado, o indivíduo dorme mal e acorda muitas vezes no período da noite; tremor nas pernas; transpiração intensa e batimentos cardíacos acelerados, pois as pessoas que tem medo de dirigir pensam que são as únicas que sentem dificuldade, devido a isso, sentem fracassada e sua autoestima fica fragilizada.

Caló (2005) explica que muitas vezes, o medo atrapalha as pessoas de exercer o ato de dirigir e conquistar sua independência e liberdade. Este medo atinge um  número considerável de indivíduos e muitas não buscam tratamento e acabam levando uma vida de dependência e privações.

Em relação ao perfeccionismo, quando se trata de dirigir, está no medo de cometer erros, mesmo que sejam erros comuns. A cada fracasso que comete, sua auto-imagem negativa aumenta. Analisando em relação a dirigir, o perfeccionista sente a necessidade de estar no controle, mas dentro do contexto do trânsito ele se torna uma ameaçada (BELLINA, 2005).

A mesma autora ressalta um fator desencadeante do medo de dirigir que é o estresse pós-traumático. Porém Corrassa (2000) descreve um grupo de indivíduos que sofrem de estresse pós-traumático onde é composto por aqueles que já passaram pela experiência de um acidente, podendo este ter ocorrido com elas próprias ou com algum familiar ou amigo.

Devido a isso, as pessoas sentem medo de reviver aquele momento que lhe ocasionou tanto sofrimento. Este episódio pode ser entendido como um transtorno de ansiedade que se manifesta como uma resposta tardia a um episódio estressante de curta ou longa duração, de natureza ameaçadora ou catastrófica, na qual foram experimentadas sensações de pavor, angústia ou impotência (NETO, 2010).

Corrassa (2006) expõe que a superação do medo de dirigir após um acidente é mais rápida, uma vez que antes do evento traumático, o sujeito não apresentava uma figura desviada do carro, então, o problema está na retomada da direção, e não no domínio do automóvel. Porém os autores Taylor, Deane e Podd (2000) relatam que a cognição das pessoas com medo de dirigir está associada com os transtornos ansiosos, como por exemplo, medo de sofrer acidentes (fobia específica), medo de experimentar ansiedade e seus sintomas (transtorno do pânico) e o medo de constrangimento (fobia social). Ehlers e cols (1994) já relatavam que o medo é tanto em relação ao acréscimo da ansiedade quanto em relação às condições em que se dirige, muitos indivíduos tem medo de perder o controle do veículo, de ferir-se ou ferir os outros, ou de despertar impaciência em outros motoristas.

O medo ou fobia de dirigir tem algumas características típicas que não podem ser notadas em outros tipos de medo. Em primeiro lugar, o medo de dirigir pode ter diferentes vertentes ou estímulos, visto que dirigir é uma atividade múltipla e que envolve diversos comportamentos (CORASSA, 2006).

Desta forma, para alguns indivíduos, o medo é a perda do controle do veículo, enquanto que para outras só de pensar no ato de atropelar alguém ou passar por túneis e viadutos é o que causa a ansiedade, também, tem o fato da exposição, o qual pode despertar nas pessoas o medo de ser observado e criticado (CORASSA, 2000).

Fobia de dirigir é uma questão social e pessoal sério. Esta fobia tem consequências graves, como a restrição da liberdade, deficiências de carreira e constrangimento social (COSTA, CARVALHO e NARDI, 2010). No entanto segundo Taylor, Deane e Podd, (2007), descreve que as pessoas com medo de dirigir, muitas vezes envolver-se em comportamentos de segurança inadequadas, numa tentativa de se proteger dos perigos imprevisíveis durante a condução.

Corassa (2000) divide em dois grupos as pessoas que têm medo de dirigir, o primeiro grupo, são pessoas que já tiveram a experiência de passar por um acidente, podendo ser com elas próprias, com um familiar ou amigo. Após o acidente, a superação do medo de dirigir é mais rápida, pois a pessoa não apresentava uma imagem distorcida do carro, assim como ocorre na fobia, a dificuldade aqui será de retomar a direção do carro e não ao seu domínio. Já no segundo grupo, são pessoas com elevado grau de ansiedade só de pensar em sair com o carro, evitando até o contato com o mesmo. Apresentam pensamentos distorcidos da imagem do carro, devido à fobia de dirigir.

Cerca de um quinto dos sobreviventes de acidentes desenvolve reação de estresse agudo, fora deste subgrupo, 10% passam a desenvolver um transtorno de humor, 20% de desenvolver ansiedade fóbica de viagem e 11% desenvolvem o transtorno de estresse pós-traumático (Costa, Carvalho, Nardi, 2010). Nesse sentido Corassa (2000); Belina (2005); Tessari (2008) ressaltam sobre o perfil dos indivíduos que exibem medo de dirigir ou fobia, onde se pode destacar que são pessoas organizadas, detalhistas, sensíveis, inteligentes, extremamente responsáveis, exigentes em demasia consigo e com os outros, ansiosas, têm medo de errar e preocupam-se com problemas alheios. Quando são criticadas sentem-se irritadas e ressentidas, não admitem errar e se ocorrer desiste de tentar.

Os mesmos autores relatam que são pessoas que possuem uma imagem distinta de si e de seu potencial, sentem-se inseguras e incapazes de dirigir mesmo tendo realizado em suas vidas tarefas mais complicadas. Ao dirigir, se ainda dirigem, sempre observam as falhas dos outros, como esquecer de acionar a seta para mudar de faixa. As mulheres estão sempre preocupadas, se estão atrapalhando o trânsito, atentas sempre à buzina dos outros carros, achando que estão fazendo algo de errado. Com tanta exigência, preocupação em errar, deixar falhar o carro na hora de subir uma ladeira, não consegue estacionar, tirar o carro da garagem, medo de atropelar alguém, tudo isso faz com que o sujeito desenvolva o medo de dirigir o que acaba provocando limitações, baixa autoestima e dependência de outras pessoas, dificultando no enfrentamento de situações do cotidiano.

Belina (2005) ressalta ainda, além do que foi dito, circunstâncias mais estressantes como trauma, um acidente, ou até começar as crises de pânico dentro do veículo, para a fobia se instalar até ser diagnosticada. Coloca também que a pessoa pode não perceber ou não se dar conta de alguns comportamentos típicos à fobia de dirigir, camuflando os sintomas, como por exemplo, inventando desculpas para não tirar o carro da garagem, usando a chuva, a falta de estacionamento de pretextos para não sair com o carro.

3. Considerações Finais

Depois de realizada a pesquisa, notou-se a existência de poucos estudos e pesquisas sobre esse assunto, mesmo sendo uma preocupação forte em diferentes países, não apenas na psicologia do trânsito, mas em questão de saúde.

As causas das pessoas que possuem carteira nacional de habilitação e que não dirigem, foram vistas no decorrer dessa pesquisa como um dos fatores que impedem os indivíduos a terem medo de dirigir. Como por exemplo, terem sofrido um acidente traumático, a acomodação, a pressão social do companheiro e/ou de familiares, a falta de paciência do instrutor, entre outros. Verifica-se então que esse medo de dirigir pode gerar uma fobia, sendo um problema pessoal e social grave, com várias consequências, incluindo a repercussão da carreira, constrangimento social e familiar.

Saber enfrentar o medo não é tarefa fácil, seja ele qual for, ainda mais quando se está dirigindo. É preciso muita força de vontade, e em muitos casos o papel do perito examinador do trânsito é muito importante, pois, ele vai detectar e tentar ajudar esse indivíduo, encaminhamento para o órgão responsável às vezes até mesmo para uma psicoterapia para a sua superação. Pois o medo, como muitos pensam, não é frescura ou bobagem, ou criação da pessoa. O medo apresentado em exagero é algo sério que precisa ser tratado, diagnosticando lá no fundo as suas causas.

Este estudo não finaliza pretendendo esgotar as discussões propostas. Espera-se que seja este um início instigador de novos estudos, que desperte interesse aos estudantes e pesquisadores, pois, pôde-se perceber a escassez de literaturas que possam fundamentar a atuação do profissional da psicologia do trânsito.

Sobre o Autor:

Laiana Melo de Araújo - Psicóloga, especialista na área do trânsito. Experiência como profissional no social e atualmente exerce sua profissão em consultoria empresarial.

Referências:

ANTUNES, M. A. M. (2001). A psicologia no Brasil: leitura histórica sobre sua constituição. 2º edição. São Paulo: EDUC/UNIMARCO.

BARBOSA, M. E., SANTOS, M., & WAINER, R. (2007). Terapia cognitivo-comportamental e medo de dirigir. In: Piccoloto, N. M, Wainer, R, Piccoloto LB. Tópicos especiais em terapia cognitivo-comportamental. (pp. 141-160). São Paulo: Casa do Psicólogo.

BARP, M. & MAHL, A. C. (2013). Amaxofobia: Um estudo sobre as causas do medo de dirigir. Revista Unoesc&Ciência - ACBS, 4, (1), 39-48.

BELLINA, C. C. (2005). Dirigir sem medo. São Paulo: Casa do Psicólogo.

BRASIL (1941). Decreto-lei n. 3.651 - de 25 de setembro de 1941. Dá nova redação ao Código Nacional de Trânsito.

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