Resumo: Partindo de uma metodologia baseada em revisão bibliográfica, este artigo traz em seu conteúdo uma abordagem sobre o comportamento humano no trânsito, trabalhos penosos relacionados ao trânsito, motoristas de caminhão, motoristas de ônibus urbano e os principais problemas de saúde dos profissionais que exercem trabalhos penosos no trânsito, medidas para a minimização dos problemas. Concluiu-se que a qualidade de vida dos motoristas de caminhão e de ônibus urbano ainda encontra-se no nível de esquadrinhar transformações, existindo várias situações a serem estudadas, analisadas e principalmente implantadas.

Palavras-chave: Problemas de Saúde. Trabalhos Penosos. Trânsito.

1. Introdução

O surgimento dos automóveis trouxe inúmeros benefícios, como a maior facilidade de locomoção, mas, por outro lado, trouxe inúmeros prejuízos, como a poluição do ar, os congestionamentos (que tornaram a vida dos indivíduos mais estressantes), os acidentes de trânsito (que aparecem em larga escala na atualidade), dentre outros fatores.

A expansão da quantidade de automóveis em circulação foi algo que ocorreu de forma rápida, visto que se tornou artigo de consumo e de status social, em contrapartida, o sistema viário não acompanhou o crescimento da frota de veículos e, consequentemente, do tráfego. Em decorrência disso, houve aumento dos engarrafamentos, do tempo de percurso, o que contribuiu para uma maior agressividade dos motoristas no trânsito e também para o aumento significativo do número de acidentes automobilísticos.

O tema foi escolhido pelo fato de que o trânsito é um dos maiores causadores de morte na atualidade, principalmente por causas humanas, e o risco de quem desempenha trabalhos penosos e acarretar acidentes é grande, já que esses indivíduos ficam expostos a este ambiente estressante cotidianamente e em grande parte do tempo do seu dia.

O objetivo geral deste artigo é apresentar questões referentes aos profissionais que exercem trabalhos penosos no trânsito, como é o caso dos motoristas de caminhão e de ônibus urbano. >Quanto aos objetivos específicos, estes incluem: comentar sobre o comportamento humano no trânsito; focalizar os trabalhos penosos; pesquisar sobre trabalhos penosos relacionados ao trânsito; discorrer sobre a função de motoristas de caminhão e de ônibus urbanos; apontar medidas para a minimização dos problemas apresentados. >

Para tanto, a metodologia teve início com ampla pesquisa de materiais que abordassem os trabalhos penosos no trânsito que, depois de selecionados, lidos, analisados e resumidos, passaram a ser parte integrante da pesquisa, sob a forma de introdução, desenvolvimento e considerações finais.

2.Fundamentação Teórica

2.1 Comportamento Humano no Trânsito

A Psicologia do Trânsito atualmente manifesta uma orientação cada vez mais nítida para os problemas de análise do comportamento das pessoas, mas que de qualquer forma não deixa de ser relacionar com o ambiente físico e com o veículo. Apesar da psicologia do trânsito ser recente, o estudo do comportamento dos indivíduos no trânsito já aparecia antes.

Contudo, o que é importante abordar aqui não é o surgimento do estudo do comportamento das pessoas no trânsito, mas a relevância do estudo dos mesmos, já que se constata que o ser humano é um fator causal na maioria dos acidentes de trânsito. “O comportamento do condutor é, sem dúvida, o mais importante fator contribuinte de acidentes, pois se estima que 90% das ocorrências sejam causadas por erros ou infrações à lei de trânsito” (HOFFMANN, 2005, p. 2).

Hoffmann (2005, p. 3) coloca que o comportamento dos indivíduos no trânsito é estudado pelas seguintes questões:

O comportamento do condutor tem sido estudado em relação a uma diversidade de questões, tais como: procura visual, dependência de campo; estilo de percepção; atitudes; percepção de risco; procura de emoções, atribuição, estilo de vida, e carga de trabalho/trabalho penoso; estresse e representação social.

Rozestraten (1988, p. 29) atenta que há causas de acidentes diretas e indiretas por seres humanos:

Causar um acidente, por derrapar numa estrada com chuva, andando com pneus carecas, sem dúvida envolve o fator humano. Neste caso, deve-se fazer uma distinção entre causar direta e indiretamente. Não é o engenheiro que construiu a estrada, nem o fabricante que produziu o pneu, mas o motorista que continuou andando com pneus carecas que é o culpado pelo acidente que indiretamente causou.

Então, além das causas apontadas, Rozestraten (1988) atribui problemas no automóvel também como causa humana, uma vez que poderia ter sido evitado o acidente se o motorista tivesse “cuidado” de forma correta do seu automóvel. 

Corassa (2006), em relação ao comportamento das pessoas no trânsito, delimitou de maneira genérica a existência de cinco tipos de motoristas no trânsito:

  • Os donos do mundo – são aqueles indivíduos ditos como briguentos, que se consideram os donos da verdade, não admitem estar errados nunca. Acreditam que o mundo gira em torno deles.
  • Os de comportamento mascarado – são os indivíduos que parecem adequados no trabalho ou na família. Contudo, no trânsito, adotam uma postura contrária.
  • Os cautelosos – as pessoas cautelosas possuem um comportamento harmonioso, calmo e de respeito ao próximo.
  • Os ansiosos (fóbicos) – esses indivíduos apresentam um excesso de cautela, têm medo de dirigir.
  • Os perigosos por natureza – são pessoas com transtornos de personalidade. Estudiosos defendem que eles não deveriam ter carteira de habilitação, mesmo tendo acompanhamento psiquiátrico e tomando os medicamentos adequados, pois podem alterar sua percepção e capacidade de julgamento.

Percebe-se que há inúmeros fatores que interferem no comportamento do indivíduo no trânsito e que apesar de haver divergências entra alguns estudiosos, em um ponto todos concordam: que o ser humano é responsável pela maior parte dos acidentes de trânsito. 

2.2 Trabalhos Penosos

Sato (1993, p. 189) coloca que “as atividades profissionais consideradas penosas são: mineiros, motoristas e cobradores de ônibus, motoristas e ajudantes de caminhão, motoneiros e condutores de bonde, professores e telefonistas”.

Sato (1991) define a penosidade não simplesmente como exigência de esforços que provoquem incômodos e sofrimento.

[...] a penosidade existe quando os esforços exigidos pelo trabalho provoquem incômodos e sofrimento que ultrapassem o limite do suportável. A violação do limite suportável dá-se quando sobre estes esforços, sentidos como demasiados, o trabalhador não tem controle (1991, p.55).

O controle do trabalho é um dos principais requisitos para que o trabalho seja saudável e, portanto, não penoso. Sato (1993) coloca que para que seja possível o controle são necessários três requisitos que devem estar presentes simultaneamente: familiaridade, poder e limite subjetivo.

  • A familiaridade – é um processo de aproximação gradativa com o trabalho, o qual é possibilitado pela construção de um conhecimento específico dos próprios trabalhadores. >
  • O poder – o poder sobre o trabalho implica a possibilidade de o trabalhador interferir e mudar prescrições que definem normas no nível da tarefa a ser por ele executada.
  • O limite subjetivo – refere-se ao quanto, quando e o que é possível um indivíduo aguentar no trabalho.

Em suma, o trabalho é penoso quando o trabalhador não tem conhecimento, poder e instrumentos para controlar os contextos de trabalho que desencadeiam vivências de desprazer, dadas as características, necessidades e limites subjetivos de cada indivíduo.

2.3 Trabalhos Penosos Relacionados ao Trânsito

Aqui, os trabalhos considerados penosos relacionados com o trânsito, mais especificamente com a direção que será apresentada são o do motorista de caminhão e o do motorista de ônibus urbano.

Os problemas de sofrimento físico desses trabalhadores correlacionam-se com os problemas psicológicos e neurológicos, na medida em que contribuem para o desencadeamento dos mesmos nos indivíduos.

O trabalho desenvolvido pelos indivíduos não reflete apenas na sua própria vida, mas em questões sociais, visto que o trabalho deles é desempenhado em um espaço totalmente público e democrático.

Como coloca Corassa (2006, p. 48):

Por ser um lugar único, nenhum outro espaço se assemelha a ele. É com certeza um dos espaços mais democráticos: o rico e o pobre, o letrado e o analfabeto, a pessoa com sua religião e o ateu, tudo mais o que você lembrou, convivem ali. Pois, em outros lugares e situações, pessoas se agrupam por algum tipo de afinidade [...].

Como bem coloca Costa et al. (2003, p. 54): “pesquisas tem demonstrado que, no nosso meio, o motorista está sujeito a um trabalho extenuante, que compromete não só a sua saúde, mas também a segurança de passageiros e pedestres”.

Milosevic (1997) classificou a profissão de motorista como uma tarefa de vigilância, porque este mantém atenção contínua por tempo prolongado. Por isso é chamada de vigilância e é considerada uma das maiores sobrecargas do organismo humano. Verifica-se, ainda, que esses trabalhadores têm a sua qualidade de vida extremamente afetada, seja pela falta de tempo, seja pela indisposição que o trabalho cansativo lhes proporciona.

2.4 Motoristas de Caminhão

Como salienta Hoffmann (2003):

O motorista de caminhão é considerado um profissional importante no desenvolvimento econômico, político e social para o progresso do país, de que são os verdadeiros construtores, no sentido de movimentar os elementos essenciais para manter a sociedade (HOFFMANN, 2003, p. 21).

O trabalho dos motoristas de caminhão pode ser considerado como penoso pelos seguintes pontos: sofre pressão de horário; chega a trabalhar 20 horas seguidas; risco de acidentes; risco de assaltos; necessidade de atenção constante; horário incerto para as refeições; movimentos repetitivos; solidão; monotonia; problemas com o sono; condições ambientais; responsabilidade com a carga transportada; monitoramento do tempo; preocupação econômica; status do trabalho.

Segundo Dejours (2004), o reconhecimento no trabalho é um elemento-chave no processo de construção identitária. Os trabalhadores dessa área possuem uma desorganização social por falta de tempo, não tendo tempo suficiente para atividades de lazer e também para a família, com consequente baixa qualidade de vida, o que acarreta sofrimento psíquico, que acaba por desencadear problemas de saúde.

2.5 Motoristas de Ônibus Urbano

Os ônibus urbanos são o meio de transporte de boa parte da população brasileira, possuindo, então, uma responsabilidade social.  Assim como coloca Siqueira (1996, p. 18):

[...] merecem destaque as políticas urbanas para os transportes. Estes possuem elevada essencialidade e responsabilidade social, já que o consumo de vários bens intimamente ligados às condições de vida e aos direitos dos cidadãos depende dos transportes. Habitação, trabalho, saúde, educação e convívio social pressupõem condições de locomoção para sua satisfação.

Souza (1996, p. 39) coloca que o transporte coletivo é essencial por:

[...] requer intervenções cuidadosas não só no sentido da preservação do direito social ao acesso a um transporte de boa qualidade e, mais barato, mas também no sentido da preservação do direito dos trabalhadores à sua saúde. Estas duas questões devem ser compartilhadas e não antagonizadas. Até porque no caso de um maior estresse entre os motoristas de ônibus com a supressão do trabalho do seu auxiliar, pode-se ocasionar no limite, ao longo do tempo, um aumento do número de acidentes de ônibus e, aumentar os riscos de problemas de saúde entre motoristas.

Quanto aos motoristas de ônibus urbanos, pode-se dizer que é penoso pelos seguintes motivos: carga horária de trabalho; responsabilidade; necessidade de atenção redobrada com o trânsito; risco de acidentes e assaltos; desafio mental; claridade excessiva do reflexo do sol no vidro de outros veículos - tal aspecto consiste em desgaste laboral; temperatura; excesso de ruídos; conforto e higiene; mesma posição por tempo prolongado; status do trabalho; contato humano constante; problemas com o sono; bancos sem regulagem.

Em geral, assim como os motoristas de caminhão, esses trabalhadores não tem tempo para atividades de lazer, o que também faz com que desenvolva problemas de saúde.

Os principais problemas desencadeados pelo trabalho dos motoristas de ônibus urbano são: estresse, ansiedade, problemas gastrointestinais, pressão alta, angústia, problemas osteomusculares, obesidade, visão irritada, agressividade, problemas respiratórios, problemas auditivos, dentre outros.

2.6 Principais Problemas de Saúde dos Trabalhadores que Exercem Trabalhos Penosos no Trânsito

Os impactos oriundos das condições de trabalho refletem-se nos trabalhadores, na empresa e na sociedade.

Segundo Dejours (2001), a organização do trabalho exerce impacto sobre o aparelho psíquico do trabalhador, decorrente do choque entre a sua história de vida pessoal (projetos, esperanças e desejos) e a relação com o exercício de suas tarefas dentro das empresas, que, de maneira geral ignoram esses anseios. >

É válido destacar que os problemas físicos também podem afetar o psicológico, e o contrário também ocorre.

Alguns problemas de ordem mental/psicológica:

  • Estresse: segundo Bayeh (s/d) trata-se do estado causado pelas mudanças maléficas nos hábitos de vida e na interação com o meio ambiente, no qual se perde a naturalidade das reações de estresse.
  • Ansiedade: “A ansiedade é a sensação de estar sempre fora do horário ou fora do lugar. Quando a pessoa está num lugar, tem a sensação de que deveria estar em outro” (CORASSA, 2006, p. 100).
  • Problemas neurológicos: devido à exposição a situações desagradáveis, solidão, preocupações, fadiga, estresse, os motoristas de caminhão podem desenvolver problemas neurológicos. Estes problemas podem ser neurose, atitudes psicóticas, problemas com o sono, dentre outros.
  • Problemas com o sono: referem-se a problemas como insônia, pesadelos, interrupções do sono, os quais resultam do medo de acidente, assalto e medo de demissão, e outros que podem ser classificados como problemas neurológicos.
  • Agressividade: pode surgir no indivíduo como uma forma de extravasar o estresse, a fadiga ou outros problemas psicológicos resultantes do seu trabalho.
  • Fadiga: Bruns apud Corassa (2006, p. 110) descreve a fadiga como: “uma espécie de cansaço permanente que acompanha certas doenças como estresse e esgotamento, e pode ser proveniente de uma má distribuição entre as horas de trabalho e as de descanso”.
  • Angústia: segundo Corassa (2006, p. 101): “é uma sensação de extremo desconforto psicológico, que aos poucos passa a exercer um desconforto físico. É como se ‘a alma estivesse doendo’, pois tudo incomoda e não se sabe por que”.

Alguns problemas físicos:

  • Obesidade: surge em função da idade, extensão da jornada, inexistência ou duração das pausas de descanso, inexistência ou pouco tempo de pausa para refeição, bem como o sedentarismo.
  • Pressão alta: Almeida (1999, s/p) coloca que o fato de se alimentar na rua, com alimentos gordurosos e salgados, é uma causa. O estresse das viagens e das preocupações com o sustento da família também favorecem o quadro.
  • Problemas gastrointestinais: causados principalmente pela extensão da jornada, a ausência de pausas de descanso, falta de pausa para refeição, o medo de assalto, medo de demissão, e consumo de bebida alcoólica.
  • Problemas osteomusculares: englobam dores nos ombros, braços, pernas e problemas de coluna,e também varizes.
  • Problemas renais: tem como principais causas a hipertensão arterial, diabetes mellitus e antecedentes familiares de doenças renais.
  • Problemas auditivos: decorrem, na maioria dos casos, da presença de muitos ruídos dentro dos veículos, principalmente nos motoristas de ônibus urbano.
  • Vista irritada: problema pode resultar a emanação de gases tóxicos dentro do ônibus, a inexistência ventilação ou ventilação inadequada e o hábito de fumar.
  • Problemas respiratórios: variações de temperatura ao qual estão sujeitos os motoristas são causas de doenças do aparelho respiratório, além da emanação de gases tóxicos e a ventilação inadequada.

2.7 Medidas para a Minimização dos Problemas Apresentados

Para transformar um trabalho fatigante em um trabalho equilibrante, Dejours et al. (2000, p. 39) propõe:

Flexibilizar a organização do trabalho, de modo a deixar maior liberdade ao trabalhador para rearranjar seu modo operatório e para encontrar os gestos que são capazes de lhe oferecer prazer, isto é, uma expansão ou uma diminuição de sua carga psíquica de trabalho.

Uma medida que deveria ser tomada, mas não se pode fazer de maneira simplista devido à sua complexidade, é o resgate da função social do transporte, tanto para os motoristas, como para a população em geral, o que elevaria a representação desse trabalho, refletindo-se de forma satisfatória na autorrepresentação do motorista, na qualidade do serviço prestado e no respeito das pessoas para com esse profissional.

Considera-se que as empresas são as maiores responsáveis pelo bem estar dos seus funcionários, desse modo, o mais essencial é que as empresas tomem providências para o melhoramento das condições de trabalho em vários âmbitos, como ambiente, equipamentos, tarefas, jornada, organização temporal e remuneração. Além destes fatores, é relevante que se pense na saúde, englobando a alimentação saudável, exercícios físicos e o bem estar, como determinante para a qualidade de vida no trabalho.

No que se refere aos motoristas de ônibus urbano, pode-se perceber que várias queixas são relativas a medidas que somente a empresa pode tomar, como a questão do conforto e higiene, por exemplo.

Hoffmann (2003, p. 82) coloca a respeito da responsabilidade da empresa para com os motoristas que trabalham para ela:

Implantar novos modelos de atendimento, valorização e cuidados com a saúde dos motoristas de caminhão deve ser uma constante preocupação das empresas, pois, representará maior produtividade, menores custos de assistência médica e melhor imagem externa, gerando maior lucro. A saúde é o bem maior do ser humano e com ela se faz girar a roda da satisfação e gerar maior qualidade de vida.

Para Shephard (1994), os governos deveriam estar preparados para intervir com medidas que melhorem a saúde do trabalhador, apesar disto representar custos e gastos em investimentos onde o retorno não fosse imediato, mas difundindo a idéia de que um empregador sábio deveria aceitar a responsabilidade de investir na saúde e aptidão de sua força de trabalho, antecipando benefícios que incluem a melhora na saúde do trabalhador e da empresa, tendo como resposta o aumento de produtividade.

3. Conclusão

Percebe-se, que é importante valorizar e raciocinar sobre a importância do serviço que os motoristas profissionais prestam à sociedade. A melhoria das condições de trabalho destes profissionais é fundamental para que se possa ter um serviço de boa qualidade nos âmbitos aos quais pertencem, ou seja, além das melhorias das condições de trabalho, atender aos interesses individuais do trabalhador e também aos interesses da sociedade.

Pode-se concluir que a situação em que o trânsito atual se encontra é decorrente da rápida expansão de automóveis, os quais se tornaram necessários no cotidiano dos indivíduos, além de possuírem um status social atrelado a eles.

Há trabalhos que são considerados penosos devido aos transtornos que podem incidir na vida dos trabalhadores, e que esse tipo de trabalho no trânsito é um causador potencial de acidentes.

O trabalho no trânsito já é cansativo por si só, mas ainda há fatores relativos ao trabalho que agravam as condições físicas e psicológicas dos motoristas de caminhão e dos motoristas de ônibus urbano, cada função tem seus fatores particulares que causam o desgaste dos trabalhadores.

A rotina de trabalho dos motoristas é bem cansativa, como acordar bem cedo e seguir viagem por vários estados do Brasil, carregando, por vezes, produtos perigosos e cumprindo elevada carga horária.

A qualidade de vida dos motoristas de caminhão e de ônibus urbano ainda encontra-se no nível de esquadrinhar transformações, existindo várias situações a serem estudadas, analisadas e principalmente implantadas.

Sobre os Autores:

Karen Patrícia Ottani – Psicóloga especialista em Psicologia do Trânsito pelo Centro Universitário “Dr. Edmundo Ulson”.

Profª. Caroline Mazon Gomes Carlos – Professora orientadora.

Referências:

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