Resumo: Este artigo tem por objetivo apresentar a avaliação psicológica como uma atividade primordial para a obtenção da carteira nacional de habilitação e os testes psicológicos aplicados para a avaliação das capacidades apresentadas pelo candidato à carteira nacional de habilitação. Sendo a atenção em seus diferentes tipos uma das capacidades a serem apresentadas pelo candidato, apresentaremos a atenção concentrada com a sua devida importância, bem como os testes psicológicos como o BMF1, BFM4, TEACOFF e o AC que são aplicados para a avaliação da atenção concentrada durante o processo de avaliação psicológica para obtenção da CNH.

1. Introdução

A avaliação psicológica é entendida como o processo técnico-científico de coleta de dados, estudos e a interpretação de informações a respeito dos fenômenos psicológicos resultantes da relação do indivíduo com a sociedade, utilizando-se para tanto de estratégias psicológicas (métodos , técnicas e instrumentos) que servem para avaliar o funcionamento psíquico de uma pessoa num dado momento e que através da avaliação psicológica é possível estudar a personalidade, competências cognitivas e as competências de memória entre muitas outras dimensões da psique.

Os resultados das avaliações devem considerar e analisar os condicionantes históricos e sociais e seus efeitos no psiquismo com a finalidade de servirem como instrumentos para atuar não somente sobre o indivíduo, mas na modificação desses condicionantes que operam desde a formulação da demanda até a conclusão da avaliação psicológica. (Resolução 007-2009 Conselho Federal de Psicologia).

Estando inserida na prática profissional do psicólogo em diversas áreas de atuação (avaliações terapêuticas ou não, avaliações para o trânsito). Essas avaliações feitas para o trânsito deveram ser aplicadas técnicas e instrumentos psicológicos (entrevistas diretas individuais, testes psicológicos, dinâmicas de grupo e escuta e  intervenções verbais) (Resolução CONTRAM 425-2012).

A Avaliação Psicológica no contexto do Trânsito é uma exigência do código de trânsito e do conselho nacional do trânsito. Foi regulamentada pelo conselho federal de psicologia e é fiscalizada pelos conselhos regionais de psicologia, pois se trata de uma atividade exclusiva dos psicólogos.

Sendo hoje os seguintes resultados: apto quando o candidato apresenta desempenho condizente para condução de veículo automotor; inapto temporário quando o candidato não apresenta desempenho condizente para a condução de veículo automotor, porém passível de adequação e inapto quando o candidato não apresenta desempenho condizente para a condução de veículo automotor (Resolução 007-2009 Conselho Federal de Psicologia).

A psicologia do trânsito estuda, portanto, o comportamento dos pedestres - de todas as idades -, do motorista amador e profissional, do motoqueiro, do ciclista, dos passageiros e do motorista de coletivos, e num sentido mais largo ainda, de todos os participantes do tráfego aéreo, marítimo, fluvial e ferroviário. De modo geral, no entanto, a Psicologia do Trânsito se restringe ao comportamento dos usuários das rodovias e das redes viárias urbanas.

Este comportamento, aparentemente simples, é na realidade bastante complexo. Ele pode incluir processo de atenção, de detecção, de diferenciação e de percepção, a tomada e o processamento de informações, a memória a curto e a longo prazo, a aprendizagem e o conhecimento de normas e de símbolos, a motivação, a tomada de decisões bem como uma série de automatismos percepto-motores, de manobras rápidas e uma capacidade de reagir prontamente ao feedback, a previsão de situações em curvas, em cruzamentos e em lombadas, e também, uma série de atitudes em relação aos outros usuários, aos inspetores, às normas de segurança, ao limite de velocidade, etc. Uma análise detalhada da tarefa do condutor de veículos revela uma infinidade de fatores, cada um dos quais pode ser importante para evitar um acidente, merecendo portanto ser assunto de um estudo aprofundado.

Um marco legal que estabeleceu explicitamente as bases para a futura prática do psicólogo no contexto do trânsito foi o primeiro Código Nacional de Trânsito (Decreto Lei 2994-1941) que estabeleceu os exames para obter a licença de praticagem ou de habilitação para condutor de veículo. Após oito meses do decreto lei 2994-1941 foi alterado o referido decreto em algumas partes através do decreto lei 3.651 criando assim o Conselho Nacional de Trânsito(CONTRAN), que é o órgão máximo normativo e consultivo coordenando o Sistema Nacional de Trânsito(SNT), responsável pela elaboração das regulamentações em forma de resoluções muitas delas com impacto no trabalho do psicólogo.

A psicologia do trânsito é uma "área da psicologia que investiga os comportamentos humanos no trânsito, os fatores e processos externos e internos, conscientes e inconscientes que os provocam e o alteram" (Conselho Federal de Psicologia, 2000, p. 10). Seu início ocorreu aproximadamente em 1920, e, em 1962, situa-se o importante marco para a área devido à criação de uma lei federal que tornou obrigatória a realização de exame psicotécnico por todas as pessoas que requisitassem a carteira de motorista (HOFFMAN; CRUZ, 2003).

Com o novo código brasileiro de trânsito a partir de 1998 e com a sua regulamentação foi exigido do profissional a capacitação específica para perito examinador de trânsito hoje com uma formação de 180 horas ou com a obtenção do título de psicólogo especialista no trânsito. Tendo como principal objetivo buscar segurança nesse contexto, através do conhecimento aprofundado dos aspectos comportamentais, perceptivos, cognitivos e racionais dos motoristas, visando dessa forma, à diminuição dos índices de acidentes e das mortes no trânsito (ROZESTRATEM 1981).

A Psicologia do Trânsito surgiu como consequência de numerosas pesquisas em dezenas de institutos, laboratórios e centros de pesquisa nas últimas décadas. Podemos defini-la como o estudo científico do comportamento dos participantes do trânsito, entendendo-se por trânsito o conjunto de deslocamentos dentro de um sistema regulamentado. Este tipo de psicologia estuda, portanto, o comportamento dos pedestres, motorista amador ou profissional e do motociclista.

O processo de avaliação psicológica realizado pelos psicólogos no trânsito além de complexo e com objetivo específico avalia candidatos que se encontram em diferentes fases da vida, incluindo candidatos jovens até os que se encontram na terceira idade, cada um deles com diferentes características, culturas e com seus valores próprios (MARIUZA e GARCIA 2010). Sendo usados para a avaliação no trânsito os instrumentos que permitam auxiliar na identificação das adequações psicológicas mínimas de suas capacidades gerais e específicas que indiquem assim seus indicadores para a tomada de decisões e para o correto e seguro exercício da atividade de conduzir um veículo automotor, ou seja, está apto ou inapto para ser um condutor (SAMPAIO e NAGANO, 2011).

Segundo a resolução 425-2012 do CONTRAM o candidato a carteira nacional de habilitação deverá apresentar: Tomada de informação com a atenção sendo definida como a visão consciente dos estímulos ou situações e seus diferentes tipos: atenção difusa ou vigilância definida como o esforço voluntário para varrer o campo visual a sua frente à procura de algum indicio de perigo ou de orientação; concentrada seletiva definida como a fixação sobre determinados pontos de importância para a direção, identificando-os dentro do campo geral do meio ambiente; distribuída definida como a capacidade de atenção a vários estímulos ao mesmo tempo; detecção definida como a capacidade de perceber e interpretar os estímulos fracos de intensidade ou após ofuscamento; discriminação definida como a capacidade de perceber e interpretar dois ou mais estímulos semelhantes; identificação definida como a capacidade de perceber e identificar sinais e situações específicas de trânsito. Processamento de informação, Orientação espacial e avaliação de distância: capacidade de situar-se no tempo, no espaço ou situação reconhecendo e avaliando os diferentes espaços e velocidades. Conhecimento cognitivo: capacidade de aprender, memorizar e respeitar as leis e as regras de circulação e de segurança no trânsito. Identificação significativa: identificar sinais e situações de trânsito. Inteligência: capacidade de verificar, prever, analisar e resolver problemas de forma segura nas diversas situações de circulação; Memória: capacidade de registrar, reter, evocar e reconhecer estímulos de curta duração (memória de curto prazo); experiências passadas e conhecimentos de leis e regras de circulação e de segurança (memória de longo prazo) e a combinação de ambas na memória operacional do momento. Julgamento ou juízo crítico: escala de valores para perceber, avaliar a realidade chegando a julgamentos que levem a comportamento de segurança individual e coletiva no trânsito. Tomada de decisão- capacidade para escolher dentre várias possibilidades que são oferecidas no ambiente de trânsito, o comportamento seguro para a situação que se apresenta; Comportamento-comportamentos adequados às situações que deverão incluir tempo de reação simples e complexo, coordenação audio-motora, coordenação em quadros motores complexos, aprendizagem e memória motora; capacidade para perceber quando suas ações no trânsito correspondem ou não ao que pretendia fazer; Traços de Personalidade-equilíbrio entre os diversos aspectos emocionais da personalidade; Socialização definida como valores, crenças, opiniões, atitudes, hábitos e afetos que considerem o ambiente de trânsito como espaço público de convívio social que requer cooperação e solidariedade com os diferentes protagonistas da cooperação e solidariedade com os diferentes protagonistas da circulação; ausência de traços psicopatológicos não controlados que podem gerar com grande probabilidade comportamentos prejudiciais a segurança do trânsito para si ou para outros.

Segundo a resolução 007-2009 do Conselho Federal de Psicologia o psicólogo perito examinador deverá usar para a avaliação psicológica do candidato a carteira nacional de habilitação instrumentos (a entrevista, os testes psicológicos, questionários) que deverão estar regulamentados pelo Conselho Federal de Psicologia e serem específicos para as habilidades avaliadas no candidato.

Sendo a atenção em seus diferentes tipos (tomada de informações) uma das qualidades a serem avaliadas pelo perito no candidato a carteira nacional de habilitação pode-se entender a atenção como a atitude psicológica em que há a concentração da atividade psíquica em um estímulo específico, seja este uma sensação, uma percepção, uma representação, um afeto ou desejo, a fim de elaborar conceitos e o raciocínio.

Uma definição de atenção proposta por Sternberg (2000 pág.78):¨fenômeno pelo qual o ser humano processa ativamente uma quantidade limitada de informações do enorme montante de informações disponíveis através dos órgãos dos sentidos, de memórias armazenadas e de outros processos cognitivos. Pode ser considerada ainda a capacidade de o indivíduo selecionar e focalizar seus processos mentais em algum aspecto do ambiente interno ou externo, respondendo predominantemente aos estímulos que lhe são significativos e inibindo respostas aos demais estímulos (LIMA, 2005).    

No processo da atenção, o sistema nervoso é capaz de manter um contato seletivo com as informações que chegam através dos órgãos sensoriais, dirigindo a atenção para aqueles que são comportamentalmente relevantes e garantindo uma interação eficaz como meio (BRANDÃO, 1995). Desse modo, a atenção está relacionada ao processamento preferencial de determinadas informações sensoriais (BEAR, CONNORS e PARADISO, 2002). Aquilo que nós percebemos depende diretamente de onde estamos dirigindo a nossa atenção. O ato de prestar atenção, independente da modalidade sensorial, aumenta a sensibilidade perceptual para a discriminação do alvo, além de reduzir a interferência causada por estímulos distratores (PESSOA, KASTNER e UNGERLEIDER, 2003).

No campo funcional da atenção é demandada as seguintes tarefas: focar a atenção; varrer o campo perceptivo; atenção seletiva e reagir a eventos inesperados (HAKAMIES e BLOOMQVIST, 1996).

As situações de trânsito exigem dos condutores atitudes que demandam atenção, percepção e habilidades motoras. Como por exemplo, reagir a eventos inesperados repentinamente um buraco na pista. Neste caso a variável velocidade deve-se ser considerada, pois quanto maior ela for menor o tempo de reação do motorista

2. Tipos de Atenção

A atenção é um processo psíquico fundamental no trânsito, principalmente para o condutor, ao dirigir, por este se encontrar em um ambiente com muitos estímulos, como pedestres, ciclistas, sinalizações, sons diversos. A discriminação de estímulos é um fator de alerta na verificação de indícios de perigo ao se conduzir um veículo.

Conforme Sternberg (2000), a atenção possui quatro funções principais: Atenção seletiva que é a capacidade de selecionar um estímulo dentre vários, permitindo checar previsões, geradas a partir da memória, de regularidade passadas no ambiente (ex: estudar ouvindo música). Capacidade de concentrar a atenção em alguns estímulos em detrimento de outros (JOU-2006); Vigilância expectativa de detectar o aparecimento do estímulo específico Touglet (2002) também denominada como atenção concentrada ou sustentada; Sondagem- procurar ativamente estímulos particulares (ex: procurar chaves perdidas); Atenção dividida que é a possibilidade de o indivíduo manter sua atenção em estímulos diferentes para executar mais de uma tarefa simultaneamente ( conversar facilmente enquanto dirige).

Conforme Strayer, Drews e Johnston (2003), a atenção é o processo cognitivo no qual seletivamente concentra-se o foco sobre um aspecto do ambiente, ignorando outros. Exemplos incluem ouvir atentamente o que alguém está dizendo, ignorando outras conversas em uma mesma sala ou ouvir uma conversa telefone celular enquanto estiver dirigindo um carro. Este último exemplo, conforme os fatores de alteração da atenção, prejudica a performance do condutor.

Sendo determinantes da atenção a intensidade (o silvo da sirene dos bombeiros); repetição (anúncios na televisão); isolamento (uma única palavra, na página da revista); movimento e mudança (o pisca-pisca no cruzamento da estrada); novidade (o desenho exagerado do último modelo de carro).

Dalgalarrondo (2000) acrescenta que a atenção sustentada é a capacidade de o indivíduo manter o foco atencional em determinado estímulo ou sequência de estímulos durante um período de tempo para o desempenho de uma tarefa. Em que um dos processos deva ser mediado pelo processamento automático da tarefa.

Neves e Pasquali (2007) a definiram como sendo a capacidade de selecionar apenas uma fonte de informação dentre outras que se encontram ao redor num determinado momento e manter o foco nesse estímulo alvo ou tarefa, ou seja, a atenção concentrada consiste na capacidade de selecionar o estímulo relevante do meio e dirigir sua atenção. No caso do motorista uma informação recebida de forma contínua são as placas de sinalização, em que deve concentrar sua atenção, sem ocasionar prejuízo aos outros tipos de atenção. A atenção concentrada é a capacidade de reagir aos estímulos do ambiente, sustentando o foco em um deles, com base em um determinado objetivo. Há uma quantidade enorme de estímulos que despertam nossa atenção, daí a importância de se ter um foco, um objetivo para que mesmo diante de tantos estímulos possamos prestar atenção no trânsito (Centro integração escola e mpresa-2000).

Sendo a atenção concentrada umas das capacidades do candidato a serem investigadas pelo psicólogo perito examinador em uma avaliação psicológica para a carteira nacional de habilitação. Podendo ser avaliada pelos seguintes instrumentos com o parecer favorável: AC15; TEACOFF E BPA COM OS TESTES TACOM forma A;B ;C e D ,BFM1 TACOM A E TACOM B e  BFM4.

O teste TEACO-FF (RUEDA; SISTO, 2008) foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a capacidade de atenção concentrada em pessoas que procuraram a avaliação psicológica pericial para obtenção da CNH, e fornece uma medida da atenção concentrada da pessoa que pode ser obtida pelo resultado dos estímulos que a pessoa deveria marcar e marcou subtraído dos erros mais as omissões. O instrumento possui 500 estímulos distribuídos em 20 colunas com 25 estímulos cada. Do total, 180 são estímulos-alvo, e cada coluna contém 9 alvos e 16 estímulos distratores, seu tempo de aplicação é de 4 minutos.  Sendo solicitado ao candidato marcar no verso da folha onde há várias linhas com desenhos e assinalar com uma linha todos os desenhos que forem iguais ao modelo, ou seja, uma cruz com quatro pontos em sua volta. Sua aplicação poderá ser individual ou coletiva sendo aplicado em adultos e idosos com o tempo determinado (LIMA 2010).

O teste de atenção concentrada (AC) tem como objetivo avaliar a capacidade do indivíduo de manter a sua atenção concentrada no trânsito por um determinado período sendo composto por símbolos que o candidato deverá localizar, entre todos símbolos da folhas, sendo apresentados 3 estímulos como exemplo. Sua aplicação poderá ser individual ou coletiva levando-se em conta o nível de escolaridade do candidato com o tempo determinado (ARAÚJO - 2011).

A coleção BFM1 com o teste TACOM A E TACOM B tem como objetivo investigar as funções mentais relacionadas ao ato de dirigir relacionadas à atenção concentrada com sua aplicação para adultos a partir dos 18 anos e podendo ser aplicados coletivamente ou individualmente com o tempo determinado (TONGLET-2007).

A COLEÇÃO BFM4 tem como objetivo investigar as funções mentais relacionadas ao ato de dirigir relacionadas à atenção concentrada. Sendo um teste composto por placas de trânsito. De acordo com os vários raciocínios. Sua aplicação poderá ser individual ou coletiva em adultos a partir dos 18 anos com tempo determinado (TONGLET-2003).

A Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção (BPA) tem como objetivo realizar uma avaliação da capacidade geral de atenção, assim como uma avaliação individualizada de tipos de atenção específicos, quais sejam, Atenção Concentrada, Atenção Dividida e Atenção Alternada. Sua aplicação poderá ser individual ou coletiva em adultos a partir de 18 anos e idosos seu tempo é determinado (MARIN e MONTEIRO-2013).

A atenção poderá ser afetada pela pouca concentração ou pela falta da concentração ao conduzir o veículo, alterando o tempo normal de reação, gerando, assim, comportamentos que ocasionam riscos no trânsito. A alteração da concentração e o retardo dos reflexos podem estar relacionados a alguns fatores como: consumo de bebidas alcoólicas; uso de drogas; uso de medicamentos que modificam o comportamento; participação recente de discussões fortes com a família, trabalho ou qualquer outro motivo; ficar longo tempo sem dormir, dormir pouco ou dormir mal; ingestão de alimentos pesados que acarreta sonolência. (DEPARTAMENTO NACIONAL DE TRÂNSITO-2005-PÁG 09).

3. Conclusão

Conforme a resolução 425-2012 do CONTRAN a avaliação psicológica é de suma importância na obtenção da carteira nacional de habilitação pelo candidato a condutor, pois, a mesma avalia capacidades importantes do candidato como a tomada de informação com a atenção definida, como a manutenção da visão consciente dos estímulos ou situações e seus diferentes tipos (atenção difusa, atenção concentrada seletiva e atenção distribuída).

Segundo a resolução 007-2009 do Conselho Federal de Psicologia determina os diferentes métodos (entrevista psicológica, os testes psicológicos e questionários) a serem usados pelo psicólogo perito, examinador do trânsito, na avaliação psicológica do candidato à carteira nacional de habilitação. Os testes psicológicos utilizados na avaliação das capacidades do candidato deverão apresentar seus estudos de precisão e validade e serem homologados e específicos para a capacidade que está sendo avaliada.

Na avaliação da atenção especificamente, poderemos usar testes como: BFMF1 e BFM4 AC, estes testes serão escolhidos de acordo com a preferência de uso pelo psicólogo perito examinador do trânsito.

Sobre o Autor:

Marco Antônio dos Santos da Fontoura - Psicólogo clínico credenciado junto ao DETRAN-RS para avaliações psicológicas a candidatos à obtenção da CNH.

Referências:

RUEDA, F.J, M (2009). Atenção concentrada e memória: evidências de validade entre instrumentos no contexto do trânsito, psicol. teor. prat. vol. 11 nº2 São Paulo-SP

SAMPAIO, M, H e NAKANO, T, C.(2009). Avaliação psicológica no contexto do trânsito: revisão de pesquisas brasileiras, psicol. Teor. Prat. Vol. 11 nº2 São Paulo-SP

RUEDA, F, J, M e GURGEL, M, G, A.(2008). Evidências de validade relativas ao contexto do trânsito para o teste de Atenção Concentrada TEACO-FF, Psic. v9 nº2 São Paulo-SP

ARAÚJO, R, S. (20011). Teste de Atenção Toulouse-Pierón, instituto de psicologia da universidade de São Paulo, São Paulo-SP

DE LIMA.T.H.(2010). Avaliação da atenção concentrada no contexto do trânsito, Psico-USF (Impr.) vol.15 nº1 Itatiba-Brasil.

BALBINOT. A, B e ZARO. M, A  e TIMM. M, I. (2010). Funções psicológicas e cognitivas presentes no ato de dirigir e sua importância para os motoristas no trânsito, Ciências e cognição 2011 vol. 16(2): 013-029 Porto Alegre-RS

E SILVA.F, H, V, C.(2012). A psicologia do trânsito e os 50 anos de profissão no Brasil, psicologia: ciência e profissão. 2012, 32, 176-193, Brasília-DF.

ROZESTRATEN, J, A (1981). Psicologia do trânsito: o que é e para que serve, psicologia ciência e profissão vol.1 nº1-Ribeirão Preto-SP.

LIMA, R, F(2005). Compreendendo os mecanismos atencionais, ciência cognição vol.5 nº1, Campinas, São Paulo.

Referências não Bibliográficas:

Resolução 425-2012 do Conselho Nacional do Trânsito;

Resolução 007-2009 do Conselho Federal de Psicologia;

Artigo: atenção concentrada e memória: evidências de validade entre instrumentos no contexto do trânsito.

Artigo: avaliação psicológica no contexto do trânsito: revisão de pesquisas brasileiras.

Artigo: evidências de validade relativas ao contexto do trânsito para o teste de atenção concentrada TEACO-FF

Artigo: teste de atenção toulouse-pierón

Artigo: avaliação da atenção concentrada no contexto do trânsito.

Artigo: funções psicológicas e cognitivas presentes no ato de dirigir e sua importância para os motoristas no trânsito.