Artigos com o tema:

Psicologia da Saúde

1. Introdução

A confirmação da gravidez a uma mulher é singular e cheia de significados positivos e negativos, independentemente se a mesma foi planejada ou não, com ou sem intencionalidade, consciente ou inconsciente, algumas têm condições psicológicas, sociais, financeiras e apoio familiar, enquanto outras se veem sozinhas perante as transformações e incertezas que estão por vir (SZEJER e STEWART, 1997)

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1. Introdução

No contexto da sociedade contemporânea, em que pessoas e estruturas se encontram em permanente transformação, temos consciência, que também os valores de referência sofrem uma profunda mudança que é necessário perceber e acompanhar.

Sabendo que a psicologia tem como objetivo promover e cuidar do bem-estar psicológico, temos, como profissionais de saúde que somos responsabilidades perante os indivíduos,  a  família e a  comunidade.  E sendo  a  Psicologia  essencialmente  “relação de  ajuda”,  marcada  pelo  dinamismo  e preocupação  com  os outros, devemos  aceitar  que ela é uma profissão que tem que se reger por normas ético-morais. Estas decorrem da convicção universalmente reconhecida de que a pessoa humana tem um valor incomensurável e de que a vida humana é inviolável. Por isso, há que refletir sobre as questões éticas, como referência para o exercício da profissão de Psicologia, onde a dignidade Humana (mulher/feto) é um valor fundamental a promover.

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Resumo: O tema saúde apresenta sempre certa complexidade ao ser discutido, pois necessita de olhares diferentes e adequações sobre este conceito, mais é de suma importância debater propostas, intervenções ou práticas que vêm agregar este tema de bem comum. A Psicologia e o trabalho em equipe no contexto da saúde pública têm contribuído para uma prática de ação. E o presente artigo visa propor uma reflexão a partir de pesquisa bibliográfica e fundamentação teórica sobre o significado da atuação em equipe, buscando refletir a prática da Psicologia na área da saúde, levando em consideração todos os erros e acertos, possibilidades e impossibilidades, apontando uma nova perspectiva que contribua para uma atenção à saúde mais digna e humana, pautadas nos próprios princípios do SUS: equidade, integralidade e universalidade. O estudo permitiu conhecer e refletir sobre a dificuldade encontrada diante da realização do trabalho coletivo, integrado, comprometido em equipe na área da saúde.

Palavras-chave: Psicologia, Trabalho em equipe, Saúde pública.

Leia mais: A Psicologia e o Trabalho em Equipe no Contexto Saúde Pública

Resumo: O câncer é uma doença que, tipicamente, caracteriza-se pela perda do controle da divisão celular e pela capacidade de invadir outras estruturas orgânicas (metástases), em um processo muito invasivo, determinando a formação de tumores. Ainda hoje, é uma doença associada a uma sentença de morte, cujo diagnóstico é acompanhado de sentimentos diversos, exigindo dos pacientes mudanças de papéis e de estratégias de enfrentamento [EE] (coping) para situação. O presente trabalho teve como objetivo avaliar os aspectos psicológicos e as estratégias de enfrentamento de pacientes oncológicos. Foram utilizadas as Escalas de Beck de Ansiedade (BAI) e de Depressão (BDI) e a Escala Modos de Enfrentamento de Problemas (EMEP). A amostra foi constituída por 20 pacientes oncológicos, sendo 10 homens e 10 mulheres que frequentavam o Hospital Santa Maria e uma instituição sem fins lucrativos, Brota Vida, ambas na cidade de Araçatuba, SP, Brasil. Esses pacientes tinham entre 21 e 83 anos de idade (M= 60 anos), com escolaridade predominante de Ensino Fundamental completo (35%), seguido de Ensino Superior (30%) e 25% com Ensino Médio completo. Os dados sugerem que, para os aspectos emocionais avaliados, possivelmente as EE utilizadas têm sido eficazes, uma vez que não foram encontrados níveis altos de depressão e de ansiedade na maioria dos pacientes. Outro aspecto relevante é o ambiente de saúde frequentado por eles, composto de equipe interdisciplinar, com trabalhos específicos do setor de Psicologia, sendo uma variável que pode estar diretamente ligada aos baixos níveis de sintomas emocionais apresentados pelos pacientes.

Palavras-chave: Sintomas psicológicos, Coping, Câncer.

Leia mais: Aspectos Emocionais e Coping em Pacientes Oncológicos Brasileiros

Introdução

A atenção à saúde é um assunto amplamente discutido não só nos estudos médicos, mas também em outras áreas como a psicologia, antropologia e sociologia. Esta preocupação das disciplinas humanas se dá no sentido de criticar o modelo hegemônico posto pela medicina, o modelo biomédico, e propor uma visão mais ampla dessa discussão ampliando, inclusive, o conceito de saúde, que no antigo modelo era visto como ausência de doença e passa a ser visto como um bem-estar subjetivo e a visão do “paradigma” saúde-doença não como um conceito dicotômico, mas como um processo, caracterizando outro modelo de atenção à saúde, o modelo psicossocial.

Para uma melhor contemplação do tema iremos expor aqui o suficiente de cada modelo para formularmos uma discussão sobre as criticas propostas ao primeiro modelo e a importância de tal movimento para uma atenção à saúde mais completa e eficaz.

Leia mais: Atenção à Saúde: Discussão Sobre os Modelos Biomédico e Biopsicossocial

Resumo: Este trabalho pretende observar a estrutura da dependência química, a configuração da atuação psicológica de ajuda ao dependente químico, bem como a possibilidade da contribuição religiosa, junto a abordagens psicológicas de apoio e orientação ao dependente químico e codependentes. Para isso apresentamos as características da pessoa enquanto ser humano e suas fragilidades. Fazemos um breve comentário acerca da pessoa enquanto Ser Dependente e pontuações sobre o processo de desenvolvimento e instalação da dependência química. Realizamos pontuações sobre a dependência química no que diz respeito a características socioculturais e familiares, além de fatores de risco para o abuso do uso de substâncias químicas. Apresentamos um breve histórico do desenvolvimento e validade do instrumento de avaliação psicológica, MINI, e da entrevista psicológica, acompanhado pelos teóricos mais reconhecidos nesse processo, que auxiliam no diagnóstico e orientação do processo terapêutico. Além da apresentação de características e especificidades de algumas abordagens psicológicas. Devido ao fato do tratamento a dependentes químicos no Brasil (por meio de comunidades terapêuticas) apresentar quase sempre uma perspectiva religiosa, pontuou-se sobre algumas linhas de aconselhamento psicológico, relacionando-os com processos de orientação cristã, na intenção de reconhecer as semelhanças básicas destes processos de ajuda, por meio da apresentação de idéias mais conhecidas da psicanálise, do behaviorismo, da logoterapia e do pessoalismo (ACP), seguidas da apresentação das orientações cristãs de cura do passado, aconselhamento pastoral, aconselhamento bíblico e aconselhamento cristão. Após a breve apresentação de cada orientação relacionada, são realizadas considerações sobre algumas das semelhanças encontradas. Por fim, apresentamos um breve relato sobre o processo terapêutico centrado na família e a compreensão sistêmica do processo terapêutico, bem como seus aspectos e alvos mais conhecidos. E seguimos com considerações sobre a funcionalidade das perspectivas terapêuticas centradas na família, quando relacionadas especificamente no trato de famílias compostas por dependentes químicos.

Palavras chave: Psicologia, Religião, Dependência Química.

Leia mais: Psicologia & Religião: Caminho Terapêutico para Dependentes Químicos?

Resumo: O presente artigo trata-se de uma pesquisa bibliográfica sobre o envelhecimento e uso de drogas psicoativas na terceira idade.  As pesquisas sobre a dependência química entre os idosos em nossa sociedade tem se mostrado um fenômeno relativamente novo mais real. Muitos acabam se tornando dependentes por algumas variáveis associadas a fatores de risco como: pobreza, exclusão social, abuso de medicamentos, perdas de entes queridos, debilidades físicas e psicológicas, abandono familiar, solidão, esses fatores podem ser visualizados não somete sob perspectiva isolada, mas principalmente como acúmulo de fatores. Por fim, buscou-se verificar quais os fatores potenciais de proteção ao indivíduo frente às adversidades.

palavras-chave: dependência química; idosos; envelhecimento; fatores de risco; fatores de proteção; tratamento.

Leia mais: Fatores de Risco e Proteção para Dependência Química em Idosos: desafios para a Psicologia da Saúde

Resumo : Esta pesquisa teve  como objeto um projeto piloto  implantado no município de São Paulo.Um conjunto habitacional residencial, que  oferece moradia para  idosos, acompanhados ou não de seus familiares. O objetivo foi  analisar o desenvolvimento de políticas públicas de habitação como forma de garantia dos direitos de autonomia dos idosos. Entrevistamos  nove , moradores do conjunto habitacional, escolhidos aleatoriamente, de ambos os sexos . Após análise das entrevistas, entendemos queo projeto  implantado em São Paulo, atende á necessidade de moradia, lazer,  e convivência social. No  entanto, não há infra-estrutura de apoio, como padarias, açougues, supermercados, farmácias, etc..., próximos ao local . O residencial , é um projeto piloto, sujeito a eventuais falhas a serem superadas em projetos futuros, mas mostra um caminho seguro no sentido de atender as principais demandas oriundas da 3ª idade.
Palavras –Chave : Envelhecimento, Promoção de Saúde, e Políticas Públicas 

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