Resumo: As demências e doenças degenerativas estão cada vez mais frequentes na terceira idade, deixando idosos e família de certo modo desestabilizada emocionalmente. O presente artigo buscou juntamente com os cuidadores de idosos com a Doença de Alzheimer diante de uma rotina repleta de cuidados e dificuldades, descobrir os fatores causadores do estresse em quem cuida. Verifica-se neste artigo a presença de sintomas psicológicos e físicos relacionados ao estresse em cuidadores de idosos com Alzheimer que podem ter como fatores principais a idade dos cuidadores, o tempo e as atividades que realizam junto ao idoso com DA e também a ajuda e apoio que recebem de familiares e amigos. Para alcançar os objetivos dessa pesquisa, foram utilizados como instrumentos o Inventário Sintomas de Stress (ISS) que tem como objetivo analisar os principais sintomas que ocorreram no último mês, semana e nas últimas 24 horas e também um questionário com perguntas objetivas que foram muito coerentes. Utilizando dos métodos supramencionados conseguiu-se analisar que existe um teor de estresse na fase de resistência, sendo minoria os casos que não o apresentaram, tendo empate nos casos com sintomas de predominâncias físicas e psicológicas.

Palavras-chave: Demências, Doença de Alzheimer, Estresse, Cuidadores.

1. Introdução

As fases que o corpo humano sofre no decorrer dos anos, traz consigo surpresas e transformações, fazendo com que mudanças físicas, hormonais e psicológicas ocorram. Os anos inicias, a infância e adolescência são mágicos, cheios de descobertas e mudanças físicas, a fase adulta pressupõe-se ser é a das grandes conquistas e responsabilidades, a terceira idade é a fase onde de certo modo volta-se a ser dependente dos cuidados de alguém.

A idade é algo que não temos como mudar o seu curso. Hoje a expectativa de vida está em média 73,4 anos, o que está gerando preocupação, devido à população não se sentir preparada para cuidar dos idosos. Infelizmente assim como a expectativa de vida está mais alta, aumentou também a ocorrência de demências e doenças degenerativas, preocupando ainda mais a população.

A falta de preparo e de estrutura muitas vezes leva uma família que possui um idoso com demência sentir-se totalmente perdida em sua própria casa, sem saber como devem proceder e com os sintomas e características da doença de seu familiar. O cuidado implica depender de dedicação atenção que a maioria a maioria

A pesquisa foi realizada com a intenção de investigar junto aos cuidadores, familiares de cuidadores de idosos com a Doença de Alzheimer a possível existência do estresse e as causas e fatores que o desencadeiam nas pessoas que cuidam de idosos com a Doença de Alzheimer, que dedicam todo seu cuidado ao idoso com a demência.

2. Cuidadores de Idosos com Alzheimer na Família

O ato de cuidar é executado muitas vezes por obrigação e porque as leis hoje obrigam que a família do idoso dê o suporte necessário para uma boa vivência, mas também existe quem cuida pela admiração e carinho que sente pela pessoa, por algum motivo e ligação pessoal que lhe é transmitida.

Segundo Watanabe (2005), o cuidado é uma ciência, exercida nos hospitais principalmente pelos profissionais enfermeiros, mas também é exercido histórica e culturalmente, por pessoas sem formação profissional, tanto no âmbito familiar/comunitário quanto nas Instituições de Saúde. Porém, sabe-se que o mesmo também é exercido, histórica e culturalmente, por pessoas sem formação profissional, tanto no âmbito familiar/comunitário quanto nas Instituições de Saúde. Para denominar essas pessoas, utiliza-se a expressão ‘cuidadores leigos’.

De acordo com Gordilho apud Veras (s/d) o cuidador é a pessoa, membro ou não da família, que, com ou sem remuneração, cuida do idoso doente ou dependente no exercício de suas atividades diárias, tais como alimentação, higiene pessoal, medicação de rotina, acompanhamento aos serviços de saúde e demais serviços requeridos do cotidiano - como a ida a bancos ou farmácias, excluídas as técnicas ou procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas, particularmente na área da enfermagem.

Segundo Bucher (1986), a família, enquanto unidade sistêmica, apresenta-se como sendo a base do processo de individuação de seus membros e, por sua vez, é também influenciada por eles. De acordo com Silveira 2000, a família funciona, na maioria dos casos, como uma totalidade, onde cada indivíduo desempenha um papel que irá influenciar no todo. A partir do momento em que um membro desse grupo adoece e não cumpre mais esse papel definido, a organização anterior sofre uma alteração que desencadeia uma crise, obrigando à reestruturação de papéis.

Watanabe (2005) aborda o familiar que cuida de um familiar enfermo como cuidador leigo. A prática de cuidar iniciou-se, tradicionalmente, no âmbito privado do domicílio, uma vez que a estrutura familiar era multigeracional e possibilitava, assim, essa prática. Os familiares eram reconhecidos como a fonte de cuidado para as pessoas dependentes, sendo que a figura feminina era eleita responsável por esse cuidado.

Segundo Caldas (2002), os cuidadores são denominados de acordo com os vínculos mantidos com a pessoa a quem endereçam os cuidados, ou seja, são classificados como cuidadores formais e informais, ou cuidadores principais, secundários e terciários. Utilizou a denominação cuidador formal (principal ou secundário) para o profissional contratado, e a de cuidador informal para os familiares, amigos e voluntários.

A literatura também aponta os seguintes fatores relacionados a quem exerce o papel de cuidador do idoso portador da doença de Alzheimer: proximidade física, por viver junto, e proximidade afetiva; condições financeiras e personalidade dos envolvidos (SANTOS, 2003); disponibilidade de tempo ou preparo para lidar com a situação (PENNING, 1991); e expectativa da família de origem em relação a eles, ou seja, como se fossem designados pelos familiares para desenvolverem essa atividade (GLOBERMAN, 1994). É possível ainda que a pessoa enferma escolha por quem quer ser cuidada dentro da família, ou seja, é como se esse papel já estivesse predeterminado e fosse endereçado a alguém (SILVEIRA, 2003).

A partir dessa observação, indagamos o quanto é importante pessoas da família estarem com os enfermos durante seu tratamento, visando um ambiente familiar, parecido com o seu próprio lar, mostrando o quanto isso faz bem para a sua melhora. Ainda, podemos observar o quanto esses cuidados são desvalorizados, a estrutura que encontramos nos ambientes de saúde pública é muito preocupante, muitas vezes faltam leitos para os enfermos, tão pouco terá para quem cuida deles, ou os acompanha. Nota-se ainda que devido ao vínculo de parentesco com o ser cuidado, os cuidados são centrados em um único cuidador familiar, o qual se sobrecarrega, em muitos casos, com tal responsabilidade.

De acordo com Pelzer e Fernandes (1997), a Doença de Alzheimer pode ser considerada uma doença familiar por mudar profundamente o cotidiano das famílias. Em estudo realizado pelas autoras com duas famílias que possuíam idosos com alta dependência em função da doença, observaram que as mesmas estavam sujeitas a uma constante carga de tensão que as tornava exaustas, desgastadas física e emocionalmente, ao mesmo tempo em que se apresentavam desestruturadas financeiramente.

Para Anderson (1998), cuidar de um idoso com DA pode ser uma das tarefas mais difíceis para a família, razão pela qual o cuidador necessita não só de informações sobre a doença e suas manifestações, mas, sobretudo, que suas limitações e inseguranças sejam conhecidas e valorizadas pela equipe de saúde. Por isso, as instituições de saúde, por meio de seus profissionais, deveriam buscar conhecer quais as necessidades do familiar cuidador, já que ele é quem irá se responsabilizar pelo cuidado do doente no domicílio e necessita ser apoiado para que consiga viver a situação de forma mais tranquila, a fim de garantir a dignidade da pessoa doente.

De acordo com Silva e Neri (2000), os cuidados oriundos de redes informais de apoio constituídas por filhos, por outros parentes e por amigos representam a mais importante fonte de atenção ao idoso. Em culturas como a americana, por exemplo, foi constatado que 80% dos cuidados aos idosos provêm de tais redes, em que cerca de um terço dos cuidadores são representados por uma única pessoa, em geral, o cônjuge também idoso, ou filhas de meia-idade e viúvas.

De acordo com Gastaldo (1997), espera-se que o cuidador leigo tenha adquirido autonomia suficiente para cuidar de si e da pessoa que está acompanhando. Todavia, para isso, necessita-se de um intermediador. Acredita-se que o enfermeiro pode desempenhar esse papel de facilitador, pois é um profissional que presta cuidados próximos à díade pessoa adoecida/cuidador leigo, além de estar envolvido diretamente com as questões educativas em relação aos cuidados com a saúde, também por ser conhecedor e já experiente no assunto de demências.

A partir do que os autores e a literatura nos trazem, podemos analisar que existe uma preocupação com a saúde do cuidador, visando que este esteja preparado para cuidar do idoso com Alzheimer e também da sua própria saúde, indagando a necessidade do amparo de um profissional da saúde que tenha essa capacidade.

2.1 O Envelhecimento e a Doença de Alzheimer

O corpo humano sofre no decorrer dos anos surpresas e transformações, fazendo com que mudanças físicas, hormonais e psicológicas ocorram. As fases inicias, infância e adolescência são as mais mágicas e cheias de descobertas e mudanças físicas, a fase adulta é a das grandes conquistas e responsabilidades, a terceira idade é a fase onde de certo modo volta-se a precisar de atenção dobrada, de carinho e principalmente volta-se a ser dependente do cuidado de alguém.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2003), com base no censo de 2000, considera como idosas as pessoas com 60 anos ou mais, critério de idade estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para os países em desenvolvimento, enquanto os países desenvolvidos utilizam como parâmetro a idade de 65 anos.

Firmino (2006) argumenta que o envelhecimento fisiológico compreende uma série de alterações nas funções orgânicas e mentais devido exclusivamente aos efeitos da idade avançada sobre o organismo, fazendo com que o mesmo perca a capacidade de manter o equilíbrio homeostático e que todas as funções fisiológicas gradualmente comecem a declinar. Tais alterações têm por característica principal a diminuição progressiva da reserva funcional, ou seja, um organismo envelhecido, em condições normais, poderá sobreviver adequadamente, porém, quando submetido a situações de stress físico, emocional, etc., pode apresentar dificuldades em manterá sua homeostase e, desta forma, manifestar sobrecarga funcional, a qual pode culminar em processos patológicos, uma vez que há o comprometimento dos sistemas endócrino, nervoso e imunológico.

Envelhecer é uma condição inerente à natureza humana cujas mudanças ocorrem, de maneira dinâmica, nos âmbitos biológico, psicológico e social do indivíduo, em função do tempo (TORTOSA 2002 apud FALCÃO (s/d)). Segundo Caldeira (2004), a base da pirâmide etária brasileira está cada vez mais estreita, ou seja, a população do país envelhece; concomitante a isso surge também doenças crônico-degenerativas como o Alzheimer.

De acordo com Pereira (2006), o Alzheimer é uma das principais doenças que causam problemas de memória, perda de habilidades motoras, problemas de comportamento e confusão mental. Normalmente o paciente afetado pelo Mal de Alzheimer não consegue efetuar habilidades simples como se vestir, cozinhar, dirigir o carro ou lidar com dinheiro. Assim o idoso de torna completamente dependente de alguém, que sempre ou quase sempre é um filho ou familiar.

 Caldeira (2004), também argumenta sobre as necessidades do idoso e a suas limitações, pois o Alzheimer causa dependência não apenas física, mas também financeira. (...) e um dos principais sintomas da doença é se esquecer dos fatos e das pessoas que fazem ou fizeram parte da sua vida. Os riscos trazidos pela doença não são só graves para o idoso, o familiar cuidador que está presente nesse dia-a-dia também sofre com a doença, principalmente por não saber lidar com a situação, o que pode vir a desencadear inúmeros problemas para a sua saúde.

Segundo Prado, Caramelli, Ferreira et al (2007) as demências são doenças com déficit cognitivo pronunciado e progressivo cuja incidência é maior nos idosos. Mas isso não quer dizer que, ao atingirmos certa idade, vivemos num estado pré-patológico que acaba na Doença de Alzheimer ou em outra forma de demência. Da mesma forma, ser criança não é um estado pré- patológico para a varicela ou a catapora. Simplesmente, nos idosos, uma série de razões (a principal das quais, que se saiba até hoje, a diminuição do número de neurônios e de sinapses que ocorre ao longo dos anos) reduz o limiar da aparição de um quadro demencial secundário a algum fator patológico determinado.

De acordo com os autores Caramelli e Barbosa (2002) a doença de Alzheimer é a causa mais comum de respostas cognitivas desadaptadas. Ela afeta, inicialmente, a formação hipocampal, o centro de memória de curto prazo, com posterior comprometimento de áreas corticais associativas. Além de comprometer a memória, ela afeta a orientação, atenção, linguagem, capacidade para resolver problemas e habilidades para desempenhar as atividades da vida diária. A degeneração é progressiva e variável, sendo possível caracterizar os estágios do processo demencial em leve, moderado e severo, mesmo considerando as diferenças individuais que possam existir.

Alzheimer ou Doença de Alzheimer (DA) é considerado uma demência, as demências enquanto “[...] síndrome do dano cognitivo persistente em adultos.” Green (2001), representa um significativo problema de saúde pública pela longa extensão e complexidade de manifestações funcionais, emocionais e consequências sociais, tanto para a pessoa idosa afetada quanto para seus familiares cuidadores. A doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência em idosos.

De acordo com Correa (1996) a Doença de Alzheimer foi diagnosticada pela primeira vez pelo neurologista alemão Alois Alzheimer em 1907, defendendo que o envelhecimento prematuro do cérebro e a degeneração neurofibrilar dos neurônios, pensou-se então que havia uma destruição acelerada das células do cérebro e que se acumulavam muitas proteínas dentro e fora dos neurônios. Esses processos podem aparecer debilmente em anciãos, mas são intensos na DA. Tenta-se impedir o desenvolvimento do processo de involução celular e da formação de placas, já que é muito lento (superior a 30 anos) e poderia realizar-se um bom trabalho de prevenção obtendo resultados na investigação em andamento.

Desde então, começaram outros estudos mais aprofundados, por exemplo, as pesquisas que foram realizadas em 1977, mostram-nos que 10% das pessoas maiores de 65 anos sofrem de lesões cerebrais orgânicas que se relacionam com a senilidade. Destas lesões em 75% se diagnostica como DA e em 25% do restante se corresponde com alterações cerebrais produzidas por infartos múltiplos (ARAÚJO, 2001).

As percepções supramencionadas sobre o envelhecimento, nos mostra como essa fase da vida é sensível a doenças degenerativas e também necessita de cuidados da família e principalmente de profissionais da saúde, diante de pesquisas e números nos deparamos com algo tão frequente e ao mesmo tempo grave e pouco tem-se conhecimento, e não há preparo algum caso aconteça com alguém próximo a nós, podendo causar problemas na nossa própria saúde.

2.2 O Estresse e os Seus Sintomas

O organismo humano é algo bastante acessível e influenciável onde o estresse pode ser causado por inúmeros fatores, o que diferencia são os níveis que ele acontece nos diferentes organismos.

Para Camelo e Angerami, (2004) cada indivíduo reage de forma diferente diante de uma mesma situação. Há pessoa que se irritam e se inquietam diante de um determinado acontecimento. Já outros o encaram com controle. Da formação da sua personalidade dependerá a sua atitude diante dos fatos.

Carvalho e Serafim (2002) buscaram a definição do estresse, podendo tê-la através da contribuição de vários autores, quando que em 1926. Hans Seyle utilizou o termo pela primeira vez, definindo o estresse como um conjunto de reações que o organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço para adaptação, e estressor “é todo agente ou demanda que evoca reação de estresse, seja de natureza física, mental ou emocional”.

Para Rio (1995), são vários os tipos de estresse: o estresse físico; o estresse psíquico; o estresse por sobrecarga; o estresse por monotonia; o estresse crônico, que persiste por mais tempo, sem encontrar meios que o desativem eficientemente e o estresse agudo que dura alguns momentos, horas ou dias e depois se dissipa, este estresse prepara o organismo para a luta ou fuga, através da ativação do sistema endócrino.

Segundo Lipp (2000) o estresse é uma reação do organismo com componentes psicológicos, físicos, mentais e hormonais que ocorre quando surge a necessidade de uma adaptação grande a um evento ou situação de importância. Esse evento pode ter um sentido negativo ou positivo.

Ainda, para descrever o Estresse, Lipp (2000) acrescenta-o em três tipos. O Estresse positivo que seria a fase inicial, produzindo adrenalina, onde dormir ou descansar talvez não seja tão importante, podendo se agravar a se tornar em Estresse excessivo. O estresse ideal que tem perfil mais controlado, onde existe uma homeostase do alerta e a recuperação. Começam aparecer as doenças por exaustão do organismo. E por fim o estresse Negativo, que ocorre quando a pessoa ultrapassa seus limites e esgota sua capacidade de adaptação. É o nível que a pessoa pode chegar a adoecer.

Ainda, para descrever o estresse emocional, Lipp (2000) acrescenta que o modelo teórico do estresse passou a ser quadrifásico com a adição da fase de quase exaustão recentemente descoberta. São elas a Fase do Alerta, a positiva do estresse, quando o ser humano automaticamente se prepara para a ação. É caracterizada pela produção e ação da adrenalina que torna a pessoa mais atenta, mais forte e mais motivada.

A segunda é a fase da resistência, onde o organismo tenta inconscientemente reestabelecer o equilíbrio interior, a homeostase que foi quebrado na fase de alerta. A produtividade cai dramaticamente. Caracteriza-se pela produção de cortisol. A vulnerabilidade da pessoa a vírus e bactérias se acentua (LIPP, 2000).

A terceira fase é a de Quase Exaustão seguindo a teoria de Lipp (2000), que foi recém- descoberta, é quando a tensão excede o limite gerenciável, a resistência física e emocional começa a se quebrar, ainda há momentos em que a pessoa consegue pensar lucidamente, tomar decisões, rir de piadas e trabalhar, porém tudo isto é feito com esforço e estes momentos de funcionamento normal se intercalam com momentos de total desconforto. Há muita ansiedade nesta fase. A pessoa experimenta uma gangorra emocional. O cortisol é produzido em maior quantidade e começa a ter efeito negativo de destruir as defesas imunológicas.

E a quarta e última é a Fase de Exaustão, é a mais negativa do estresse, a patológica. É o momento em que um desiquilíbrio interior muito grande ocorre. A pessoa entra em depressão, não consegue concentrar ou trabalhar. Suas decisões muitas vezes são impensadas. Doenças graves podem ocorrer (LIPP, 2000).

Boabaid (2001) refere que aproximadamente 50% a 75% de todas as consultas médicas estão direta ou indiretamente relacionadas no estresse, ou seja, se você força a máquina, vai acabar pagando por um preço muito auto, como uma gastrite, úlcera, ou mesmo infarto ou câncer. Isso sem contar o desiquilíbrio familiar, por se envolver tanto.

Para Carvalho e Serafim (2002), situações de profundo envolvimento com a pessoa enferma ou muito contato com esta contribuem para desencadear frequentes situações de estresse e de fadiga física e mental.  O estresse provoca algumas reações no organismo como tensão, taquicardia, sudorese, falta de concentração, de memória, irritabilidade e medo.

Camelo e Angerami (2004) trazem-nos a ideia que o estresse em termos psicológicos, demonstra vários sintomas, como: ansiedade, tensão, angústia, insônia, alienação, dificuldades interpessoais, dúvidas quanto a si próprio, preocupação excessiva, inabilidade de concentrar-se em outros assuntos que não o relacionado ao estressor, dificuldade de relaxar, ira e hipersensibilidade emotiva. Deve-se buscar uma postura onde o estresse seja um acontecimento positivo e não um empecilho ao desempenho pessoal, à saúde e à felicidade (CARVALHO E SERAFIM 2002).

Dados nos trouxeram um aviso alarmante, onde diz que grande número das consultas médicas está relacionado ao estresse, isso nos mostra que estudar a ocorrência dele em cuidadores de idosos com Alzheimer é coerente e principalmente, válido, pois existem diversos fatores nessa rotina de cuidados que merecem maior atenção, pois geram consequências a saúde dos cuidadores.

3. Metodologia

A pesquisa foi de caráter descritivo, baseado em dados quantitativos, pois de acordo com Machado (2010) os métodos quantitativos nas pesquisas voltadas à saúde, são de positivismo lógico, orientam-se à busca da intensidade e das causas dos fenômenos sociais, sem interesse pela dimensão subjetiva e utilizam procedimentos controlados. São objetivos e distantes dos dados (perspectiva externa), orientados à verificação e são hipotético-dedutivos. Adotam uma perspectiva de realidade estática e ainda são orientados aos resultados, são replicáveis e generalizáveis.

Os sujeitos alvo desta pesquisa foram os adultos de ambos os sexos e que ajudam a cuidar ou cuidam sozinhos de algum familiar idoso com a doença de Alzheimer, participantes da Associação Municipal de Alzheimer e Demências (AMAD) do município de Chapecó. A coleta dos dados foi realizada em um único encontro, onde foi aplicado com os colaboradores o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos (Teste de Lipp) que é um instrumento de avalição do estresse exclusivo da Psicologia que consiste no relato dos sintomas apresentados no último mês, na última semana e nas últimas 24 horas. Utilizou-se também um breve questionário com perguntas objetivas a respeito da rotina desses cuidadores. O presente trabalho possuiu risco mínimo, pois possibilitou a livre escolha de participação, deixando a critério do colaborador a opção de participar ou não da coleta de dados, onde todos receberam um termo livre e esclarecido dos riscos e benefícios que teriam em colaborar. Foram 7 cuidadores que leram e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido, cientes e dispostos a colaborar com o estudo.

A análise dos dados deu-se através do que o questionário nos trouxe e dos resultados do teste de Lipp, sendo assim interpretados e comparados para a construção dos gráficos e tabelas utilizados e principalmente à conclusão final.

4. Análise e Discussão dos Dados

4.1 Caracterizações da População

Foram analisados sete cuidadores de idosos com Alzheimer participante do grupo AMAD, onde com o questionário foram obtidos os seguintes dados mostrados na tabela 01.

Tabela 01 Dados pessoais dos cuidadores.

Cuidadores

Idade

Estado civil

Profissão

Filhos

Moram com idoso

Tempo que passam com o idoso

RFF

47

Casada

Do lar

2

Sim

24 horas

MDL

66

Viúva

Aposentada

3

Sim

16 horas

JMBC

60

Viúva

Aposentada

2

Sim

24 horas

JFD

65

Casado

Aposentado

3

Sim

7 a 8 horas

AR

55

Solteira

Do lar

3

Sim

24 horas

CS

84

Casado

Agricultor

7

Sim

24 horas

ASV

41

Casado

Médico

1

Sim

2 horas

Inicias dos nomes dos cuidadores, para proteger as suas imagens. (Fonte: o autor, 2014).

De acordo com a tabela 01 pode-se analisar que 4 dos 7 cuidadores são mulheres que por Silveira, Caldas e Carneiro (2006) é algo da cultura, essas pessoas, chamadas cuidadores são, em sua maioria, mulheres que atuam como protagonistas anônimas nessa nova esfera de cuidados, o domicílio, onde estão presentes também dimensões emocionais e afetivas. Ainda a respeito do perfil do cuidador, Neri e Carvalho (2002) aponta que na grande maioria dos países ocidentais, o desempenho das tarefas de cuidar em família é, geralmente, atribuição feminina, e a idade média, no geral, é de 46 anos. Outra observação importante que pode-se fazer, é que todos moram com esse idoso, tendo sobre ele total responsabilidade e fazendo isso de 2 a 24 horas por dia.

Segundo Bulla apud  Lawal e Rezende (s/a) a responsabilidade que os filhos têm com seus pais é uma forma de solidariedade entre as gerações. Os adultos cuidam de seus filhos e de seus pais idosos na perspectiva de serem amparados na velhice pela geração mais nova. Com relação ao estresse encontrado, deve-se reforçar ainda que, quanto se trata da doença de Alzheimer, o familiar cuidador enfrenta a possibilidade e o temor de também vir a ser portador da enfermidade. A literatura revela também que as filhas são as principais responsáveis em prover o cuidado ao idoso enquanto os filhos são responsáveis por fornecer ajuda financeira.

O questionário abordou assuntos do cotidiano dos cuidadores perante as idosos com Alzheimer, se recebem ajuda de alguém para executar as atividades, quais as dificuldades encontradas por eles para efetuar esses cuidados e se esses cuidadores possuem ou não momento de lazer podendo descontrair-se e descansar nesse período. Foram ao todo juntamente com as questões pessoais, 8 perguntas que fizeram parte do questionário, onde percebeu-se que de 7 cuidadores, 3 cuidam da mãe, 2 cuidam da esposa, um cuida da sogra e um cuida do irmão. Segundo Karsch (2003), a literatura internacional apresenta quatro fatores presentes na designação da pessoa que assume o cuidado ao idoso dependente: parentesco (cônjuges), gênero (principalmente mulher), proximidade física (vive junto) e proximidade afetiva (conjugal, pais e filhos), o que se comprova nesse estudo também.

Abordaram-se as atividades desenvolvidas pelos cuidadores no cotidiano, obtendo-se os resultados apresentados no gráfico 01 Atividades realizadas pelos cuidadores aos idosos com Alzheimer.

Gráfico 01 Atividades realizadas pelos cuidadores aos idosos com Alzheimer.

Atividades realizadas pelos cuidadores aos idosos com Alzheimer

(Fonte: o autor, 2014).

Os dados obtidos referentes as atividades mais frequentes que os cuidadores fazem aos idosos, destaca-se os cuidados com os remédios, de 7 cuidadores 6 deles tem essa missão de cuidar dos horários, dos remédios que devem ser tomados, pois os idosos tornando-se dependentes de ajuda e também de atenção voltada as emoções, assim como em seguida tem as refeições e o banho, a higiene pessoal, o vestir e as consultas médicas que são frequentes para acompanhamento da evolução da demência.

De acordo com Pereira (2006), o Alzheimer é uma das principais doenças que causam problemas  de  memória,  perda  de  habilidades  motoras,  problemas  de  comportamento  e confusão  mental. Considerando o comprometimento cognitivo e funcional progressivo da doença de Alzheimer, decorrente do processo fisiopatológico neurodegenerativo Souza, Chaves E Caramelli (2007), o idoso passa a necessitar de auxílio para desempenhar atividades, como por exemplo, deslocamento, higienização pessoal, acompanhamento, tornando-se cada vez mais dependente de cuidados. Karsch (2003) afirma que “o cuidador é a pessoa que chama para si a incumbência de realizar as tarefas para as quais o doente lesado não tem mais possibilidade, tarefas que vão desde a higiene pessoal até a administração financeira da família”.

Ainda, como podemos analisar no gráfico 02 Comportamentos dos idosos que complicam os cuidados, existem comportamentos dos idosos que dificultam os cuidados prestados por esses cuidadores:

Gráfico 02 Comportamentos dos idosos que complicam os cuidados.

Comportamentos dos idosos que complicam os cuidados

(Fonte: o autor, 2014).

A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença degenerativa, transformando o idoso de certa forma em uma criança novamente, ele precisará de alguém pra tomar conta dele, alguém para ajudar nas suas atividades. O Alzheimer causa alguns comportamentos de resistencia e negação. De acordo com os dados do Gráfico O2, em um número de 7 cuidadores, 4 deles sofrem com o esquecimento e a resistência ao que lhe falam ao idoso com Doença de Alzheimer, 3 sofrem com a resistência ao banho e a agressividade e um sofre  com as tentativas de fuga do idoso. De acordo com Caovilla e Canineu (2002), ao procurar atendimento para um idoso com demência, grande parte dos familiares o fazem em virtude do paciente apresentar declínio importante na execução das atividades de vida diária ou porque estão surgindo alterações do humor e comportamento, como agitação e agressividade.

Pode-se observar ainda, o índice dos cuidadores que possuem momento de lazer, onde podem cuidar um pouco de si e deixar o idoso aos cuidados de outro familiar ou até mesmo um profissional que o faça. Dentre os 7 cuidadores, 4 disseram que possuem momentos de lazer e que conseguem se distrair e descansar nesses momentos, desses 4, 3 desses idosos recebem visitas de outros familiares e apenas um relatou o idoso não receber visitas, mostrando-nos que a família está acompanhando a evolução da doença e esta servindo de algum modo de suporte a este cuidador, para que este possa ter um tempo de cuidados consigo mesmo ou estar fazendo atividades que muitas vezes não são possíveis quando se está cuidando do idoso.

Os sintomas mais frequentes nos cuidadores durante as últimas 24 horas foram a insônia, tensão muscular, a mudança no apetite, o aumento súbito de motivação e a vontade súbita de iniciar novos projetos. Os sintomas mais frequentes da semana foram o formigamento nas extremidades, o cansaço constante, a sensibilidade emotiva excessiva (estar muito nervoso), o pensar constantemente em um só assunto, a sensação de desgaste físico constante e a diminuição da libido. E por fim, os sintomas mais frequentes durante o mês foram, a insônia, os pesadelos, o cansaço excessivo e a perda do senso de humor.

Uma pesquisa realizada por Morais (2009) constatou que a marcante desestruturação do núcleo familiar, decorrente do impacto social e psíquico provocado a partir da confirmação do diagnóstico da doença em um ente querido, este fato desencadeia, entre os familiares, sofrimento e dor, principalmente por ser a doença de Alzheimer despersonalizante e incapacitante, emergindo a partir daí conflitos e estresses, que acometem os diversos membros da família, em especial, o cuidador familiar principal.

Embora possam ser muito onerados por questões físicas e emocionais, é importante salientar que nem todos os cuidadores desenvolvem doenças, insatisfação, estresse ou sentem-se sobrecarregados. Para Neri e Carvalho (2002) existem razões que indicam que o cuidar não é uma atividade que obrigatoriamente causa efeitos negativos ao cuidador familiar. Isso parece depender muito da qualidade da interação do cuidador com o idoso, da história passada de relações com a pessoa por quem o cuidador deve desvelar-se, dos conhecimentos sobre a condição enfrentada pelo idoso e das habilidades que tem para realizar as tarefas de ajuda. Como pode-se analisar os cuidadores da pesquisa, através do questionário.

Conforme Neri e Carvalho (2002), a ajuda recebida de outros membros da família, de amigos e de profissionais é igualmente importante para que não só desempenhe adequadamente o seu papel, como também se sinta apoiado, envolvido e amado. Em interação constante, essas condições são parte de um conjunto de possibilidades associadas ao bem-estar do cuidador.

4.2 Avaliações do Estresse nos Cuidadores

O teste de Lipp foi aplicado logo em seguida ao questionário, com os mesmos cuidadores. O Inventário de Sintomas de Estresse para adultos de Lipp, possui 3 quadros, onde as questões precisam ser assinaladas de acordo com os sintomas físicos e psicológicos apresentados durante as últimas 24 horas, durante a semana e durante o mês.

Com o resultado da análise do teste de Lipp, pode-se avaliar que num todo de 7 participantes, 5 apresentaram índice de estresse na fase da resistência e apenas 2 não apresentaram estresse. Ainda, desses 5 que apresentaram o estresse na fase da resistência, pode-se concluir que 3 possuem sintomas psicológicos e 2 sintomas físicos.

O termo estresse vem da física, e neste campo do conhecimento tem o sentido de grau de deformidade que uma estrutura sofre quando é submetida a um esforço, com isso França e Rodrigues (1996) afirmam que o estresse constitui-se de uma relação particular entre pessoa, seu ambiente as circunstâncias as quais está submetida, que é avaliada como uma ameaça ou algo que exige dela mais que suas próprias habilidades ou recursos e que põe em perigo o seu bem estar.

Para descrever o estresse emocional, Lipp (2000) acrescenta que o modelo teórico do estresse passou a ser quadrifásico com a adição da fase de quase exaustão recentemente descoberta, como já mencionado no trabalho, porém a fase que os resultou na pesquisa, foi a de resistência, onde o organismo tenta inconscientemente reestabelecer o equilíbrio interior, a homeostase que foi quebrado na fase de alerta. A produtividade cai dramaticamente. Caracteriza-se pela produção de cortisol. A vulnerabilidade da pessoa a vírus e bactérias se acentua.

Com isso, podemos destacar os principais fatores estressores do cotidiano desses cuidadores, enfatizando a sobrecarga de atividades e de tempo que estes passam em função dos idosos com Alzheimer, abrindo mão da sua rotina e da sua vida para cuidar deles. A sobrecarga física, emocional e socioeconômica do cuidado de um familiar é imensa. E não se pode exigir que os cuidados fossem corretamente executados sem que haja orientação desses responsáveis. É fundamental que profissionais de saúde treinem o cuidador e supervisione a execução das atividades assistenciais necessárias ao cotidiano do idoso até que a família se sinta segura para assumi-la (CALDAS, 2003).

Baseado no teste e também no questionário pode-se relacionar o quadro de estresse com a idade dos cuidadores, o grau de parentesco, o tempo que estes passam com os idosos e também se os fatores estressores podem ser relacionados às atividades que estes executam, os dados foram relatados na tabela 03 Comparação de dados coletados.

Tabela 03 Comparação de dados coletados.

Cuidadores

Possui estresse sintomas

(fase)

Idade

Parentesco

Há quanto tempo cuida do idoso

Tempo que passa com o idoso com Alzheimer

Possui ajuda de alguém para cuidar

RFF

Sim-sintomas psicológicos Resistência

47 anos

Mãe

1 ano

24 hrs

Sim (família)

MDC

Sim-sintomas físicos Resistência

66 anos

Irmão

1 a 3 anos

24 hrs

Não possui

JMDC

Sim-sintomas físicos Resistência

60 anos

Mãe

14 anos

16 hrs

Sim (cuidadora paga)

JFD

Sim-sintomas psicológicos Resistência

65 anos

Esposa

4 a 5 anos

7 a 8 hrs

Sim (filhos)

AR

Sim-sintomas psicológicos Resistência

55 anos

Mãe

1 e 3 anos

24 hrs

Sim (família)

CS

Não possui

84 anos

Esposa

24 anos

24 hrs

Sim (filhos)

ASV

Não possui

41 anos

Sogra

4 a 5 anos

2 hrs

Sim (esposa)

(Fonte: o autor, 2014).

Através dos dados supramencionados, podemos analisar que dos 3 que apresentam estresse com predominância de sintomas psicológicos, dois passam 24 horas por dia em função de cuidar do idoso demenciado, a idade ficou entre 50 e 60 anos, sendo os cuidadores mais jovens, dois deles cuidam de suas mães com a doença, o período de cuidados variando de menos de um ano a 14 anos.

De acordo com os dados, os cuidadores que possuem sintomas psicológicos de estresse, são os mais jovens, e que o tempo de cuidados não demonstrou ser um fator estressor, pois tanto o cuidador com menos de um ano de convivência com a doença apresentou a predominância de sintomas psicológicos, como o que cuida a 14 anos, porém esse que cuida a 14 anos tem ajuda de uma cuidadora e o outro cuidador possui auxilio da família. Todos os 3 cuidadores estão na fase de Resistência do estresse.

Os 2 cuidadores que apresentaram estresse com predominância de sintomas físicos tinham idade de 65 anos e 66, tendo como idoso com DA a esposa e o irmão, cuidando desses em um período de 4 a 14 anos, considerado um longo período de cuidados. Um possui ajuda da família para cuidar do idoso, e o outro não possui ajuda de algum familiar ou profissional.

Os dois cuidadores que não apresentaram sintomas de estresse, tinham idade de 41 e 84, sendo um cuidador da esposa e o outro da sogra, num período de cuidados de 4 a 5 anos e 24 anos. Um possui ajuda dos filhos para cuidar da idosa com Alzheimer e o outro ajuda a esposa a cuidar da sogra. O tempo que passam com os idosos com DA é de 2 horas e o outro 24 horas.

5. Conclusão

Com base no estudo que mostrou-nos um índice alto de estresse entre os cuidadores, concorda-se com Gastaldo (1997) que enfatiza a importância da saúde destas pessoas, pois esperasse que o cuidador leigo tenha adquirido autonomia suficiente para cuidar de si e da pessoa que está acompanhando. Todavia, para isso, necessita-se de um intermediador. No caso, a ajuda de um Psicólogo como suporte a estes familiares cuidadores, visando os cuidados a sua própria saúde, pois foram evidenciados sintomas de predominância psicológica. Como a pesquisa nos trouxe, o estresse tem níveis que variam de acordo com os fatores estressores e também de pessoa para pessoa de acordo com o seu modo de enfrentar as mudanças, relacionando aos casos pode-se analisar um número parecido de sintomas físicos e psicológicos, sendo a minoria os casos que não apresentam estresse.

Sobre os Autores:

Daniela Cristiani Lucas - Acadêmica do 9º período de Psicologia da Universidade do Oeste de Santa Catarina, concluindo a graduação no segundo semestre de 2015.

Karine Schwaab Brustolin - Mestre, Professora, Psicóloga. Professora Orientadora do artigo.

Referências:

ANDERSON, M. I. P. Demência. In: CALDAS, C. P. A saúde do idoso: a arte de cuidar. Rio de Janeiro: UERJ, 1998. BARDIN, L. ANÁLISE DE CONTEÚDO. Lisboa: Edições 70, 1977.

ARAÚJO, P. B. ALZHEIMER: O Idoso, A Família E As Relações Humanas. 2ª ed. Rio de Janeiro: WSK; 2001

BOABAID, F. Sem stress. 3-ed. São Paulo. Elevação, 2001.

BUCHER, J.S.N.F.  (1986).  Mitos, segredos  e  ritos  na  família  ii:  uma perspectiva inter- geracional. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 2(1), 1-100

CALDAS, C. P. (2002). O idoso em processo de demência: o impacto nafamília. Em M.C.S. Minayo & C.E.A. Coimbra Júnior, (Orgs.), ANTROPOLOGIA, SAÚDE E ENVELHECIMENTO Rio de Janeiro: Fiocruz.

CALDAS CP. Envelhecimento com dependência: responsabilidades e demandas demandas da família. Cad Saúde Pública 2003; 19(3): 773-81.

CALDEIRA.  S. A. P.  O  enfrentamento  do  cuidador  do  idoso  com alzheimer. 2004  Disponível em:  http://www.cienciasdasaude.famerp.br/racs_ol/Vol-11-2/ac08%20-%20id%2027.pdf

CAMARGO, Renata Cristina Virgolin Ferreira de. Implicações na saúde mental de cuidadores de idosos: uma necessidade urgente de apoio formal. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.) [online]. 2010, vol.6, n.2, pp. 231-254. ISSN 1806-6976. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/smad/v6n2/2.pdf

CAMELO, s.  H.  H.;  ANGERAMI,  E.  L.  S.  Sintomas  de  estresse  em trabalhadores de cinco núcleos de saúde da família. Rev. LatinoAm.  Enfermagem.  Jan./Feb.  2004 vol.12, Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v12n1/v12n1a03.pdf

CAOVILLA VP, CANINEU PR. Você não está sozinho. São Paulo: ABRAZ; 2002.

CARAMELLI P, BARBOSA MT. Como diagnosticar as quatro causas mais frequentes de demência?  Rev. Bras.  Psiquiatria.  2002  Abr.;  24  (l):  7-10.Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v24s1/8850.pdf

CARVALHO, A. V. de; SERAFIM, O.  C. G. Administração  de  recursos humanos. Vol. II. São Paulo: Ed. Pioneira, 2002.

CORREA, A.  C.  DE  o.  Envelhecimento,  depressão  e  doença  de Alzheimer. Belo horizonte: health, 1996.

Falcão D. V.S. Doença De Alzheimer: Um Estudo Sobre O Papel Das Filhas Cuidadoras E Suas Relações Familiares. Disponível em: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/3742/2/capitulo1_2.pdf

FIGUEIREDO NMA, TONINI T, organizadores. Gerontologia: atuação da enfermagem no processo do envelhecimento. São Paulo: Yendis; 2006.

FRANÇA, A.C.L.; RODRIGUES, A.L. Stress E Trabalho: Guia Básico Com Abordagem Psicossomática. São Paulo: Ed. Atlas; 1996.

FIRMINO 2006 et al CANCELA. D. M. G. O processo de envelhecimento. 2007. Disponível em: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0097.pdf

GASTALDO, D. É a educação em saúde “saudável”? Repensando a educação  em  saúde  através  do  conceito  de  bio-poder.  Rev. Educação e Realidade 1997 janeiro-julho; 22(1): 147-68

GLOBERMAN, J. (1994) et al. FALCAO, D. V. S.  and  BUCHER-MALUSCHKE, J. S. N. Cuidar de familiares idosos com a doença de Alzheimer: uma reflexão sobre aspectos psicossociais. psicologia. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pe/v14n4/v14n4a18.pdf

GORINI. M. I. P. C. LUZARDO, A. R., SILVA. A. P. S. S. Características de idosos com doença de alzheimer e seus cuidadores: uma série de casos em um serviço de neurogeriatria. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v15n4/v15n4a06.pdf

GREEN, R. Diagnóstico e tratamento da doença de alzheimer e Outras demências. Rio de Janeiro: EPUC, 2001.

INSTITUTO BRASILEIRO  GEOGRAFIA  ESTATÍSTICA  (IBGE).  (2003)  Censo Demográfico 2000. Brasília, DF, 2003. Disponível em: http://www.IBGE.gov.br

KARSCH UM.  Idosos dependentes: famílias e cuidadores.  Cad. Saúde Pública.  2003; 19(3): 861-866. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csp/v19n3/15890.pdf.

LAWAL E REZENDE (s/a) O estresse em cuidadores familiares de idosos com doença de alzheimer. Disponível em: http://www.seer.ufu.br/index.php/horizontecientifico/article/viewFile/4145/3092

LIPP, M. E. N. (2000). Manual do inventário de sintomas de stress Para adultos de lipp (issl). São paulo: casa do psicólogo.

MACHADO M. F. 2010. Diálogo entre metodologias quantitativas e qualitativas no campo da saúde. Disponível em: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0218.pdf

MORAIS, C. (2000). Complexidade e comunicação mediada por computador. Tese de Doutoramento em Educação – Área do Conhecimento de Metodologia do Ensino da Matemática. Braga: Universidade do Minho.

NERI, A.L, CARVALHO V. O bem-estar do cuidador: aspectos psicossociais.In: Rocha S.M. (org). Tratado de geriatria e Gerontologia. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan 2002.

PELZER, M. T.; FERNANDES, M. R. Apoiando a família que cuida de seu familiar idoso com demência. Texto Contexto Enfermagem, Florianópolis, v. 6,n.2, p. 339-344, mai./ago.1997

PRADO. M. A. CARAMELLI P. FERREIRA. S. T. CAMMAROTA. M. IZQUIERDO. I. Envelhecimento  e  memória:  foco  na  doença  de  Alzheimer. Disponível em: http://www.usp.br/revistausp/75/04-izquierdo.pdf

PEREIRA,  J.  Projeto  de  Indicação  n°  22/06. 2006. Disponível em: http://www.al.ce.gov.br/legislativo/tramitando/body/pi22_06.htm

PENNING, M.G. (1991) apud FALCAO, D.V. S. e  BUCHER-MALUSCHKE, J. S.N. F. Cuidar de familiares idosos com a doença de alzheimer: uma reflexão sobre aspectos psicossociais. Psicol. estud. [online]. 2009, vol.14, n.4. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pe/v14n4/v14n4a18.pdf

TORTOSA J.M. 2000 et al Falcão D. V.S. Doença De Alzheimer: Um Estudo Sobre O Papel Da Filhas Cuidadoras E Suas Relações Familiares. Disponível em: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/3742/2/capitulo1_2.pdf

RIO, R. P. (1995). O fascínio do stress. Belo Horizonte: Del Rey. O inventário de sintomas de stress para adultos de LIPP (ISSL) em servidores da Polícia Federal de São Paulo. Diponível Em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbtc/v4n2/v4n2a08.pdf

SANTOS, S. M. A. (2003). idosos, família e cultura: um estudo sobre a construção do papel do cuidador. campinas, SP: Alínea.

SILVA, E. B. do N.; NERI, A. L. Questões geradas pela convivência com idosos: indicações para programas de suporte familiar. In: NERI, A. L. (Org.). Qualidade de vida e idade madura. 3. ed. São Paulo: Papirus, 2000. p. 213-236.

SILVEIRA TM. O sistema familiar e os cuidados com pacientes idosos portadores de distúrbios cognitivos. Textos sobre Envelhecimento 2000; 2º sem (3/4).

SILVEIRA, T.M. (2003). “Fomos escolhidos”: um estudo sobre cuidadores familiares principais. Tese de Doutorado, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

SOUZA, J. C.; CHAVES, E. C.; CARAMELLI,P. Coping em idosos com doença de Alzheimer. Revista Latino-americana de Enfermagem, v. 15, n. 1, 2007.

VERAS, R. Desafios a serem enfrentados no Terceiro  milênio  pelo  setor  saúde  na  atenção  integral  ao Idoso.  Rio de Janeiro (RJ):  UnATI/UERJ;  2000.  Disponível em: http://revista.hupe.uerj.br/detalhe_artigo.asp?id=186

WATANABE, HAW, DERNIL. AM. Cuidadores de idosos: uma experiência em uma unidade básica de saúde. Projeto capacidade. O mundo da saúde 2005.