Artigos com o tema:

Psicologia da Família

1. Introdução

Diante das novas configurações de famílias, dadas durante o tempo, sentiu-se a necessidade do homem, como pai, sair do papel de provedor e assumir o papel de cuidador, ou seja, participar efetivamente dos cuidados parentais dos filhos. Com o passar dos anos, os homens que se viam como provedores e protetores do lar se viram na necessidade de também serem sensíveis, afetivos e a participarem efetivamente durante o crescimento dos filhos, o que provocou novas definições na constituição familiar.

Leia mais: Monoparentalidade Masculina: Homens como Cuidadores dos Filhos

Resumo: O presente artigo tem por objetivo refletir sobre as relações estabelecidas no seio familiar que favorecem o abuso sexual intrafamiliar entre pai e filha, trazendo à tona não apenas o que ocorre entre esses dois personagens que estão diretamente envolvidos na cena incestuosa, mas também a participação indireta da mãe na configuração deste cenário de violência. Sendo assim, abordaremos questões, tais como, a família enfraquecida e adoecida, a confusão das funções parentais e o lugar da filha abusada pelo pai em relação ao Édipo da mãe. Para dialogar com as reflexões da literatura especializada, no campo da psicanálise, também foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 08 profissionais de psicologia que trabalham nos âmbitos da clínica e da justiça, com tal problemática. Conclui-se que, nem sempre, a mãe se encontra ausente nas situações de abuso entre pai e filha, mas se faz presente por trás das cortinas dessa vivência, consentindo consciente e/ou inconscientemente, realizando os seus próprios desejos edipianos, através da relação incestuosa de sua filha com o seu marido.

Palavras-chave: Família incestuosa. Abuso sexual intrafamiliar. Funções parentais. Psicanálise.

Leia mais: Famílias Incestuosas: a Mãe nos Bastidores do Abuso Sexual Intrafamiliar



O presente artigo pretende propor reflexões sobre alguns dos diferentes modelos de autoridade paterna identificados em diferentes épocas até sua representação nos dias de hoje, visando compreender a evolução (ou involução) da autoridade masculina na família, bem como suas implicações na construção da imagem paterna atual.

Leia mais: Paternidade e Contemporaneidade: Pai ou Brother?

Resumo: O presente artigo tem por objetivo examinar algumas questões teóricas e achados de estudos recentes acerca do processo de adaptação vivenciado pelas famílias de indivíduos com Síndrome de Down (SD). A literatura revisada demonstrou que o nascimento da criança com SD, traz consigo dúvidas, incertezas e inseguranças, tanto no que tange à saúde da criança como sobre o seu potencial de desenvolvimento imediato. Além disso, a adaptação de como conviver com as dificuldades impostas pela Síndrome de Down é um processo lento e difícil conquistado pela família, especialmente pela mãe, que assume o papel de cuidadora direta do filho. Ressalta-se a existência de poucos estudos a respeito das estratégias adaptativas vividas pelas famílias, bem como a importância de programas que as ajudem em seu processo de adaptação à criança.

Palavras-chave: Síndrome de Down, Adaptação, Família.

Leia mais: O Processo de Adaptação da Família a um Integrante com Síndrome de Down: A Percepção da Mãe

Resumo: A educação, de maneira geral vem sendo discutida amplamente e, reconhecida como um dos fatores principais para um bom desenvolvimento de um País. Em relação à educação familiar, verifica-se que é na família que o indivíduo começa a conhecer e constituir os seus valores que influenciam diretamente em sua convivência social. Com efeito, sabe-se que a educação dos filhos é complexa e uma tarefa difícil para os pais. Muitos não sabem como lidar com as situações deparadas no meio familiar, e acabam recorrendo aos castigos físicos como práticas educativas frente à indisciplina e a agressividade. A presente pesquisa buscou identificar as relações entre as práticas educativas de pais, com palmada ou diálogo, com as consequências nos comportamentos de crianças do Centro Educacional Fé e Alegria Paroquial Bernardo Sayão da cidade de Gurupi-TO. Participaram como sujeitos de pesquisa 43 pais ou responsáveis pelas crianças indicadas pela coordenação da escola, quanto aos índices de comportamentos agressivos e não agressivos apresentados pelas crianças na escola. Assim, os dados foram coletados inicialmente junto à coordenação da escola e posteriormente foi realizada a entrevista na escola e em domicílio, conforme disponibilidade do participante. Os resultados possibilitam observar que existem diferenças significativas na maneira de educar entre os grupos, sendo que no grupo das crianças consideradas agressivas, elas recebem uma série de influências ambientais e sociais que estão diretamente ligados ao comportamento agressivo da criança na escola como: a escolaridade dos pais/responsáveis, o nível sócio econômico familiar, a composição familiar, a ausência dos pais/responsáveis em casa, outras referências de educação, a maneira de corrigir e a falta do diálogo. Existe assim, relação entre a maneira de educar com os comportamentos agressivos e não agressivos apresentados na escola.

Palavras-chave: Família, Educação Infantil, Comportamento

Leia mais: Palmada x Diálogo: práticas educativas que trazem consequências

Falar sobre adoção no Brasil ainda gera polêmica frente a difícil situação do sistema de adoção presente, e ao grande número de crianças rejeitadas por pais que apenas desejam crianças entre 1 e 3 anos, essas são assim, obrigadas a ficar nos abrigos até completar a maioridade e a encarar a vida sozinhos.

Leia mais: Adoção Tardia por Casais que Já Possuem Filhos Biológicos

Resumo: O presente artigo pretende compreender os aspectos subjetivos que envolvem separação conjugal; busca refletir sobre noções de gênero, assim como a representação social do casamento. Será ainda evidenciado como as ideias junguianas podem proporcionar uma reflexão mais profunda sobre o tema. Partindo da noção de complementaridade entre a consciência e o inconsciente, jung estabelece que o homem tem uma alma feminina – a anima – e a mulher, uma alma masculina – o animus. Uma importante diferenciação deve ser feita, feminino não deve ser confundido com mulher e masculino não é o mesmo que homem. Quando é feita esta distinção feminina e masculina são vistos como princípios e não contaminados por diferenças de gênero, mais sujeitos às influencias culturais. O casamento passou a ter uma grande importância de estabilidade social e psíquica, mas na atualidade as pessoas não estão mais se sentindo tão acolhidas pelo casamento quanto em épocas passadas. O desejo de separação é uma consequência da não realização das projeções depositadas na nossa consciência. A separação conjugal não é um acontecimento raro, vivido por poucos, na maioria é uma das experiências mais dolorosas na vida do ser humano. É necessário ser indivíduo separado, com o ego firme e estruturado na individualidade. O que não irá nos garantir que não passaremos por futuras decepções ou novas separações amorosas sem vivenciar algum sofrimento, uma vez que não há como criar imunidade a dor de uma perda

Palavras chave: Separação, casamento, gênero.

Leia mais: Do Casamento à Separação: Aspectos Subjetivos na Vivência da Separação Conjugal

Resumo: O estudo que se apresenta tem como objetivo principal entender a relação existente entre a privação do vinculo afetivo materno e os atos infracionais do adolescente na atualidade. As relações afetivas estabelecidas entre a mãe e seu bebê são fundamentais para assegurar a construção do psiquismo da criança, possibilitando um desenvolvimento saudável da personalidade e dos comportamentos sociais. É através do relacionamento seguro, continuo e intimo que a criança desenvolve a construção da sua auto-imagem e toma conhecimento do mundo exterior, que lhe é apresentado pela diferenciação do corpo materno. No entanto, a instituição familiar tradicional, composta pela triangulação, pai, mãe e filho sofreu inúmeras modificações ao longo do tempo que possibilitaram também mudanças nas relações parentais. No período atual, em virtude dos dinamismos sociais com a inserção da mulher no mercado de trabalho, a dedicação materna aos cuidados com a criança através de uma relação de proximidade e de afetividade ficou comprometida, devido à dupla jornada diária de trabalho que as absorve inteiramente em suas funções. Com a ausência da mãe e a privação do vinculo afetivo materno, as crianças e posteriormente, os adolescentes sentem dificuldades de se apresentar para o mundo social. É justamente, na atualidade que se verifica o aumento dos atos infracionais do adolescente, por isso, a partir da pesquisa bibliográfica com referenciais da psicanálise, etologia e da psicologia do desenvolvimento humano, pretende responder o objetivo principal desse estudo. No decorrer dos estudos, verificou-se que a privação do vínculo afetivo materno tem efeitos duradouros sobre a personalidade dos adolescentes que apresenta uma conduta antissocial buscando através do ato infracional, a reorganização do caos interior vivenciado pela falta do carinho, amor e da afetividade negligenciada pela privação materna.

Palavras-chave: privação, vínculo, adolescente, atualidade, atos infracionais.

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