Resumo: O presente artigo aponta o movimento de sublimação do sujeito por meio da arte, como um caminho para atividades psíquicas superiores, caminho por onde sempre transitará a libido vinculada às suas origens sexuais, porém pela sublimação tal libido é elevada por meio de atividades idealizadas socialmente e aceitas pela cultura, a saber: a ciência, a intelectualidade e a arte. Pretende-se focar na atividade artística, mais delimitadamente às artes plásticas e pinturas, numa comparação da plasticidade psíquica revelada na concretude da obra, resultado do movimento de sublimação, o qual é por sua vez sublime, pois transcreve a outro nível o psiquismo do artista, usando a linguagem plástica das cores e texturas para falar de amor, castração e morte, enquanto um retorno mais refinado e em ressignificação do horror no fato de se estar em desamparo e perpetuamente em falta.

Palavras-chave: Morte, pulsões, elevação, arte.

Abstract: This article points out the sublimation of movement of the subject through art as a path to higher mental activities, the way that he always carried over the linked libido its sexual origins, but by sublimation such libido is high through idealized activities socially and accepted by the culture, namely: science, intellect and art. It is intended to focus on artistic activity, more delimitadamente to plastic and paintings arts, a comparison of psychic plasticity revealed in the reality of the work, due to the sublimation of movement, which in turn is sublime, as transcribed to another level the artist's psyche using the visual language of colors and textures to speak of love, castration and death, while a more refined return and horror reframing the fact of being in helplessness and perpetually missing.

Keywords: Death, drives, lift.

O termo sublimação possui uso metafórico anterior à psicanálise, porém transposto à psicanálise por Freud por ter coerência semântica para com a linguagem estruturante do psiquismo. Anzieu (1979) explica que a sublimação, em química, por exemplo, trata-se de uma operação onde é depurado um corpo em estado sólido convertendo-se em vapor, o qual teria possibilidade de ser recolhido, se solidificando pelo contato de uma superfície fria. Ao deslocar tal ideia comparando-a ao psiquismo humano enquanto estrutura pulsional e erotizada, pode se compreender que assim como ocorre comparativamente no conceito químico, o processo de culturalização possibilita que, em nível de psiquismo ocorra um tipo de “depuração” das pulsões sexuais descolando-as de seus componentes biológicos direcionados instintivamente à reprodução da espécie, elevando-as (vaporizando) como ideal, para um nível mais elevado que se constrói pela estética, pela intelectualidade e produções artísticas. O que era meramente instintivamente “animalesco” representado pelo sexo com fins de preservação da espécie, é depurado se elevando aos ideais sublimes da cultura.

O florescimento da vida sexual infantil está condenado à extinção porque seus desejos são incompatíveis com a realidade e com a etapa inadequada de desenvolvimento a que a criança chegou. Esse florescimento chega ao fim nas mais aflitivas circunstâncias [...] A perda do amor e o fracasso deixam atrás de si um dano permanente à autoconsideração, sob a forma de uma cicatriz narcisista..." (FREUD, 1920)

Portanto, ao pensarmos no processo civilizatório sob o olhar da psicanálise, não se deve dissociá-lo do desenvolvimento libidinal do sujeito e suas pulsões; partindo de um pressuposto em que o ser humano ao nascer encontra-se em desamparo; e logo em sua primeira mamada, funda-se o inconsciente, pois ali são criadas as primeiras marcas significantes, constituindo-se a partir dali por meio desses traços mnêmicos o sujeito; os instintos pertencentes à espécie humana são de algum modo, atenuados, surgindo assim as pulsões.

[...] Parece, então que um instinto é um impulso, inerente a vida orgânica, a restaurar um estado anterior de coisas, impulso que a entidade viva foi obrigada a abandonar sob a pressão de forças perturbadoras externas, ou seja, é uma espécie de elasticidade orgânica, ou, para dizê-lo de outro modo, a expressão da inércia à vida orgânica. (FREUD, 1920)

As pulsões, por meio de energia libidinal vão constituindo o corpo erógeno do ser pulsional, sujeito constituído na falta não existente anteriormente em dimensão fetal, mas logo ao ser “expulso” do útero materno, inicia-se um processo de quebra de simbiose que a nova cria começará a sofrer por meio dos incômodos orgânicos tal como fome, frio, calor, dor entre outros, onde a partir dali necessitará entrar num movimento civilizador de reivindicação por meio do choro/olhar/toque e toda a relação mãe/bebê através da qual se constrói uma “malha significante de sentidos/afetos” no psiquismo do novo membro da espécie humana - sentidos e afetos diretamente entrelaçados em meio a fase fálica que é permeada pela dinâmica sexual infantil - Agora não mais instintivamente, mas em um movimento pulsional de evitação da falta/desprazer e busca do prazer.

[...] é assim que surge no interior do sistema o impulso que sustenta toda a atividade psíquica. Conhecemos essa força como vontade - o derivado das pulsões. (Freud, 1895).
[...] (Pulsão) o representante psíquico dos estímulos que se originam dentro do organismo e alcançam a mente, como uma medida da exigência feita à mente no sentido de trabalhar em conseqüência de sua ligação com o corpo. (Freud, 1915).

Desse modo, o sujeito se encontrará em uma militância egóica de retorno ao estado inorgânico (pulsão de morte), porém frustrada; onde tal continuará por toda a vida em uma dinâmica de evitação de desprazer e uma corrida em direção ao principio do prazer. Em todo esse movimento desde os tempos mais remotos, no psiquismo humano, ocorre tal dinâmica: principio de prazer & principio de realidade, onde o princípio de prazer aparece como um mecanismo de preservação do sujeito desejante perpetuamente direcionado à satisfação parcial da pulsão.

O princípio de realidade é em geral introduzido por este simples reparo que, quando se busca demais o prazer, acontecem acidentes de todos os tipos – queimam-se os dedos, apanha-se gonorréia, quebra-se a cara. É assim que nos descrevem a gênese daquilo que se chama aprendizagem humana. E nos dizem que o principio de prazer se opõe ao princípio de realidade. Na perspectiva que é a nossa isto adquire, evidentemente, um outro sentido. O princípio de realidade consiste em fazer com que o jogo dure, ou seja, que o prazer se renove, que o [...] princípio de realidade consiste em resguardar nossos prazeres [...] cuja tendência é justamente atingir o cessamento. (LACAN, 1954-55)

O processo de quebra de simbiose iniciado desde o nascimento continua, atingindo seu ápice na dinâmica: complexo de Édipo e complexo de castração, onde é estabelecido o Nome do Pai e perpetuada a proibição do incesto, onde de forma resumida: a criança assimila que não é tudo para sua mãe e nem o contrário pode ser, considerando os diferentes efeitos do complexo da castração no menino e na menina.

O término do complexo de castração é para o menino também o término do complexo de Édipo, que não é simplesmente recalcado, ele desfaz-se literalmente em pedaços sob o impacto da ameaça de castração [...] nos casos ideais, não mais subsiste sequer no inconsciente (FREUD, 1908).
Já na menina, o complexo de castração inaugura seu complexo de Édipo que é uma formação secundária. Enquanto, nos meninos, o complexo e Édipo é destruído pelo complexo e castração, nas meninas ele se faz possível e é introduzido através do complexo de castração (FREUD, 1925).

Em meio a todo esse movimento traumático numa trama de amor e ódio, o sujeito a exemplo de neurotização recalca tais conteúdos como um tipo de mecanismo de defesa “anti-trauma” no ápice traumático da quebra simbiótica, estando assim condenado a se haver perpetuamente com o “guardião-herdeiro” do complexo de Édipo, a saber: o Superego.

O superego, na qualidade de herdeiro do complexo de Édipo, continuará a exercer a função de guardião dos interditos. Sua ligação com o complexo de castração é evidente: e devemos esperar que a angústia da perda do objeto venha a se manifestar de uma forma adequada às novas circunstâncias psíquicas [...] a angústia de castração se converte em angústia moral [...]. (MEZAN, 1990)

Conduzido a se posicionar mais superegoicamente em meio à cultura e suas relações sócio-funcionais, o sujeito precisará nessa relação sócio-cultural da civilização, mediar egoicamente conteúdos do Id que trabalham em prol do principio do prazer - desejos e pulsões - nem sempre aceitos na cultura; é justamente nesse ponto que a sublimação aparece, podendo ser um canal de reconciliação entre os desejos libidinais primitivos que trabalham a nível de Id; com a Cultura e seus ideais, arraigada ao princípio de realidade como alternativa de se manter a possibilidade de “prazer contínuo”, preservando responsavelmente o sujeito desejante de morte iminente e precoce, possivelmente causada pela “loucura” do não-controle das pulsões e da má administração psíquica no exercício da economia libidinal.

A interpretação do jogo tornou-se então óbvia. Ele se relacionava à grande realização cultural da criança, a renúncia instintual (isto é, a renúncia à satisfação instintual que efetuara ao deixar a mãe ir embora sem protestar [...] Isso constitui prova convincente de que, mesmo sob a dominância do princípio de prazer, há maneiras e meios suficientes para tornar o que em si mesmo é desagradável num tema a ser rememorado e elaborado na mente. A consideração desses casos e situações, que têm a produção de prazer como seu resultado final, deve ser empreendida por algum sistema de estética com uma abordagem econômica ao seu tema geral. (FREUD, 1920).

Para Freud as pulsões em nível das neuroses, seguirão vários destinos, mas destaca-se aqui para delimitação do tema: o recalque enquanto mecanismo típico na neurose e a sublimação; A sublimação no caso precedida pelo recalque, seria um movimento psíquico através do qual se investe energia libidinal em outro tipo de satisfação que não seja o objeto sexual propriamente dito, mas entra como uma substituição por meio de satisfação simbólica ou imaginária virtualizando uma satisfação real; tal caminho pulsional proporciona certo amortecimento ao conflito social da sexualidade; Por meio dessa vicissitude é possível que atividades psíquicas superiores, científicas, artísticas e ideológicas se deem.

[...] A sublimação do instinto constitui um aspecto particularmente evidente do desenvolvimento cultural; é ela que torna possível às atividades psíquicas superiores, científicas, artísticas ou ideológicas, o desempenho de um papel tão importante na vida civilizada. Se nos rendêssemos a uma primeira impressão, diríamos que a sublimação constitui uma vicissitude que foi imposta as pulsões de forma total pela civilização (FREUD, 1930).

Parece razoável pensar que os grandes feitos, produções e realizações humanas, descobertas científicas e tecnológicas, diferentes modos de expressão artística só foram possível através de homens e mulheres que se permitiram de algum modo sublimar suas pulsões catexizando-as no investimento de grandes obras: cientistas, artistas, políticos, filósofos entre outros, onde o próprio Freud é incluído nesse contexto.

A vida, tal como a encontramos, é árdua demais para nós; [...] A fim de suportá-la, não podemos dispensar as medidas paliativas. “Não podemos passar sem construções auxiliares”, diz-nos Theodor Fontane. Existem talvez três medidas desse tipo: derivativos poderosos, que nos fazem extrair luz de nossa desgraça; satisfações substitutivas, que a dimuem; e substancias tóxicas, que nos tornam insensíveis a ela [...] a atividade científica constitui também um derivativo dessa espécie. As satisfações substitutivas, tal como as oferecidas pela arte, são ilusões, em contraste com a realidade; nem por isso, contudo, se revelam menos eficazes psiquicamente, graças ao papel que a fantasia assumiu na vida mental [...] (FREUD, 1930).

Entre as três medidas paliativas citadas por Freud (1930), como alternativas para “extrair luz de nossa desgraça” nos atentaremos a terceira, as quais são chamadas por ele de satisfações substitutivas e são oferecidas pela arte. Apesar de afirmar que tais satisfações, ou simplesmente produções artísticas são ilusões diante da realidade - realidade de desamparo, de que somos barrados, castrados e incompletos diante da vida, do amor e da morte –ainda assim são tidas por Freud como eficazes psiquicamente – “nem por isso, contudo, se revelam menos eficazes psiquicamente, graças ao papel que a fantasia assumiu na vida mental” [...] Freud(1930).

No processo de civilização apontado por Freud (1930), a humanidade tem de algum modo feito movimento para um ideal e ilusório controle das forças da natureza a qual dentre outros fatores nos remete a nossa impotência e falta o que nos remete ao mal estar. Nesse processo milenar de desatrelar-se de seu estado selvagem, a raça humana tem sustentado ideal de sociedade, ideologias, regulamentações e normas de convívio, onde “nossa civilização foi construída à custa das tendências sexuais que, sendo inibidas pela sociedade, são, com efeito, em parte reprimidas, mas, em parte, transformam-se utilizáveis em outros fins” Freud (1932). Porém em meio a esse frenético movimento em direção aos seus ideais sublimes, a raça humana cometeu barbáries e atrocidades, revelando assim a besta fera que há em si.  Cada ser humano ao nascer traz em si em nível de id sequelas biológicas e instintuais.

O que a biologia e os destinos da espécie humana realizaram no id e lhe deixaram como sequela é o que o eu assume através da formação do ideal e o que é revivido nele individualmente. O ideal do eu, como consequência de sua história de formação, tem as maiores relações com as aquisições filogenéticas, essa herança arcaica do indivíduo (Freud, 1998 [1923], p. 38).
Temos afirmado: "no sonho e na neurose reencontramos a criança, com as propriedades de seu modo de pensar e de sua vida afetiva". Completaremos: "também encontramos o homem selvagem, primitivo, tal como ele se mostra à luz da arqueologia e da etnologia" (Freud, 1998 [1911], p. 76).

Como método de refrear o “homem selvagem” e tentativa inútil de conter as forças da natureza, as sociedades criam seus mecanismos ideológicos: estado, família, igreja entre outros, e mesmo em meio a esses, é limitado pela deterioração do seu corpo, problemas nas relações sociais o que de algum modo se vê novamente em falta, castração e mal estar em meio à cultura; Em resumo, os seres humanos são seres desejantes sob uma perpétua realidade de insatisfação, presos sempre às pulsões sexuais e aos desejos intoleráveis pela cultura. Daí a sublimação, pela qual se desvia a força pulsional da finalidade primária da satisfação sexual para uma finalidade secundária e ideal aceita culturalmente, no caso através de produções artísticas, intelectuais ou morais.

No caminho da busca inútil de uma satisfação impossível, isto é, de uma descarga total, a sublimação é uma satisfação impossível [...] de uma descarga total [...] é uma satisfação parcial obtida graças a outros objetos que não os objetos sexuais eróticos. [...] plasticidade da força pulsional [...] a passagem de uma satisfação a outra. (NASIO, 1989)

Daí o pensar no sublime limitado a arte que ultrapassa muitas vezes as fronteiras do belo – O sublime aqui colocado enquanto conceito como elevação e triunfo – no sentido de se olhar para aquilo que é dor e já não senti-la, ou ainda que sentindo-a e materializando-a sintomaticamente em sua pintura ou obra, já estará de algum modo em plasticidade psíquica, num movimento triunfante de elaboração. A sublimação enquanto movimento psíquico de se catexizar energia libidinal para outro objeto tolerado socialmente e idealizado pela civilização, é, portanto um ato sublime, um ato de elevação e satisfação parciais. “A sublimação eleva um objeto [narcísico e imaginário] à dignidade da Coisa” (Lacan, 1959).

Elevar o objeto narcísico à dignidade da Coisa quer dizer, então, que a marca do eu do criador, objetivada na obra de arte, abre no outro a dimensão intolerável de um desejo de desejo, de um desejo em suspensão, sem nenhum objeto designado. (NASIO, 1989).

O sublime está sempre marcado pela morte, pelo espanto (castração e incompletude humana), mas também por um movimento de amar bem amado. Já o belo ainda que possa se agregar ao sublime, tenta ludibriar o desejo e o horror castrativo; mas o sublime o evoca com a possibilidade de transcendência ou ressignificação; traz uma comoção estética, não paralisante como faz o belo, mas ao contrário, promove um movimento outro de responsabilização diante do desejo. “O sublime comove, o belo encanta” (Kant, 1764).

Há uma certa relação do belo com o desejo. Esta relação singular é ambígua. Por um lado, parece ser possível que o horizonte do desejo seja eliminado do registro do belo. E, no entanto, por um lado, ele não deixa de ser manifesto [...] o belo tem por efeito suspender, rebaixar, desarmar, diria eu, o desejo. A manifestação do belo intimida, proíbe o desejo. [...] Parece todavia, que é da natureza do belo permanecer, insensível ao ultraje. (LACAN, 1988).

As produções de arte, assim como também as de nível científico e intelectual, elaboradas com energia sexual sublimada, se mostram como resultado de uma operação imaginária sob traços e formas significantes de nossa imagem do eu inconsciente narcísico – corpo erógeno. Portanto é importante pensar que a expressão concreta desses conteúdos inconscientes tanto na tela como em quaisquer receptáculos artísticos, podem emergir distorcidamente – assim como as experiências oníricas, necessitando ser decifrado pela contemplação, transferência/contra-transferência de quem os contempla – atingindo e “entrelaçando” a conteúdos inconscientes alheios.

A obra da sublimação corresponde a ideais sociais elevados, subjetivamente internalizados no ideal do eu do artista criador [...] As obras da sublimação, mais do que coisas materiais, são imagens e formas significantes novamente criadas [...] são capazes de produzir dois efeitos fundamentais no espectador: elas o deslumbram por seu fascínio e suscitam nele o mesmo estado de paixão e de desejo suspenso que levou o artista a engendrar sua obra. (NASIO, 1989).

Assim como quaisquer outros ideais da cultura que são ilusoriamente e fantasmaticamente construídos, frutos do psiquismo humano, também a arte concretamente revelada, a exemplo da pintura (arte plástica) também o é; a concretude visual do conteúdo inconsciente do artista, transcrito linguageiramente também – tal qual o inconsciente – só que agora manifesto na plasticidade das tintas, cores, e escrito pela instrumentalidade dos dedos, pinceis e espátulas.

Pintar é uma parte infinitamente minuta da minha personalidade. (Salvador Dalí)
Quando sinto uma terrível necessidade de religião, saio à noite para pintar as estrelas. (Vincent van Gogh)
Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se, a descobrir e a descobrir-se com lucidez.  (Pablo Picasso)
Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade. (Frida Kahlo)

Sobre o Autor:

José Henrique Monteiro da Fonseca - Acadêmico do 9º semestre da Faculdade de Psicologia. Universidade de Cuiabá - Unic, 2015.

Referências:

KANT, Emmanuel [1764]. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime. São Paulo: Papirus, 1993.

FREUD, S. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Rio de Janeiro, Imago, 1996:

______. Projeto Para uma Psicologia Científica (1895) 

______. Sobre as teorias sexuais das crianças (1908)

______. Observações psicanalíticas sobre um caso de paranóia (1911)

______. Os Instintos e suas Vicissitudes (1915) 

______. Além do Princípio de Prazer (1920) 

______. Dissolução do complexo de Édipo, A (1924)

______. Algumas conseqüências psíquicas da diferença anatômica entre os sexos (1925)

______. Totem e tabu (1930)

______. O mal-estar na civilização (1930)

______. Novas conferências introdutórias sobre psicanálise. “Conferência XXXII (Ansiedade e Vida Pulsional)”. (1933[1932]).

______. Análise terminável e interminável (1937)

LACAN, J. (1954-55) O seminário livro 2: o eu na teoria de Freud e na técnica da psicanálise. Versão Brasileira: Marie Christine Laznik. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

LACAN, Jacques [1959-1960]. O seminário – A ética da psicanálise. Livro VII. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.

“Prefácio” de Didier Anzieu à coletania La Sublimation – Les sentires de lacréation (s/l, Tchou, 1979) Tradução de Ines Loureiro e revisão da tradução de Martha Gambini.

NASIO, Os 7 conceitos cruciais da psicanálise, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1989.

MEZAN, R. Freud, pensador da cultura, SP, Ed. Brasiliense, 1990 (5a. edição)

SIMANKE, Richard Theisen. O Trieb de Freud como instinto 1: sexualidade e reprodução. Sci. stud.,  São Paulo ,  v. 12, n. 1, p. 73-95, Mar.  2014 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662014000100004&lng=en&nrm=iso>. access on  21  Nov.  2015.  http://dx.doi.org/10.1590/S1678-31662014000100004.