Artigos com o tema:

Psicanálise

Resumo: A intervenção precoce enquanto estratégia de prevenção de doenças psíquicas de crianças pequenas e também de suas mães, tem ganhado dimensão recentemente, a partir de inúmeros estudos internacionais e nacionais, visando prevenir doenças provocadas por problemas na relação da mãe com seu bebê. Desde os estudos realizados na segunda guerra mundial e o relatório de John Bowlby para a OMS, já notamos os efeitos danosos da ausência de cuidados à criança e suas repercussões. Com Lacan em sua formulação do estádio do espelho, notamos a significância que ganha o Outro no processo de estruturação do sujeito. É a mãe que inicialmente irá dar sentido ao choro, grito da criança, processo necessário para a instauração do circuito pulsional, como diz Laznik-Penot. No entanto nessa relação pode haver perturbações de diversas ordens, na mãe, estruturais ou episódicas e que irão interferir no processo de constituição subjetiva do bebê. Para que se instale no bebê a mãe precisará sustentar certas funções, o que para Kupfer consiste em estabelecer a demanda da criança, supor um sujeito, alternar presença-ausência, instalação da função paterna. Acompanhei durante seis encontros um bebê de três meses, e sua mãe, uma jovem de dezenove anos, intervindo também na relação mãe/bebê, intervenção precoce na perspectiva da psicanálise e da saúde mental.

Palavras-chaves: Intervenção precoce, mãe, bebê.

Leia mais: K. D. Minha Saúde Mental?: sobre a clínica da intervenção precoce

Resumo: Através de uma pesquisa bibliográfica pretende-se neste artigo traçar uma articulação sobre a velhice. Na cultura contemporânea, sabe-se que várias áreas de estudo, dentre elas, a psicologia, a antropologia, dentre outras, abriram um leque de possibilidades para os traçados de pesquisa para o percurso dos estudos sobre a velhice. A psicanálise se inclui como borda nesta escrita para pensar a velhice para além de um processo biológico, incluindo o valor simbólico dos diversos sintomas que aparecem nesta etapa da vida. A subjetividade fora pensada por Freud no momento em que este rompeu com a objetividade médica. Assim, entre a valorização do belo e a cultura a estética, é possível pensar na interrogação do velho diante do espelho, o que reflete nesta imagem seria o ideal conservado da lembrança? Além de Freud, autores como, Goldfarb, Elzirik, Barros, contribuem para as reflexões estabelecidas neste artigo. Afirma-se que uma intervenção psicanalítica com velhos é ressignificada pelo inventário de suas memórias, pois o sujeito se constitui na relação com a alteridade.

Palavras-chave: Cultura contemporânea. Psicanálise. Velhice.

Leia mais: A Psicanálise como Método de Se Pensar a Velhice



Resumo: A neurose obsessiva situa-se no campo de estudo da psicanálise de Sigmund Freud, podendo ser entendida a partir de uma experiência traumática que acomete a estrutura do sujeito. O presente artigo tem a finalidade de fomentar discussões sobre a utilização das terminologias usadas pelo DSM-IV, fazendo uma inter-relação com a psicanálise. Assim como apresentar algumas ideias psicanalíticas sobre a neurose obsessiva e introduzir o aspecto obsessivo no caso “homem dos ratos”. Nesse sentido, o estudo se torna relevante para apontar novas vertentes sobre a temática, bem como possibilitar diálogos com a psicanálise e a psicologia.

 Palavras-chave: Neurose Obsessiva, Sigmund Freud, Psicanálise.

Leia mais: Introdução ao Conceito de Neurose Obsessiva

O Suicídio se trata de uma importante questão de saúde pública no mundo.   Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 815 mil pessoas se mataram no ano 2000 em todo o mundo, o que significa um suicídio a cada 40 segundos. E que até o ano de 2020, mais de 1,5 milhões de pessoas vão cometer suicídio. O Suicídio encontra-se como a quarta causa de morte entre pessoas de 15 a 44 anos. O Ceará é o estado que possui a mais elevada taxa de suicídio no nordeste, sendo a Bahia a taxa mais baixa.

Leia mais: Reflexões Psicanalíticas sobre o Suicídio

Resumo: O presente estudo tem como objetivo analisar e refletir acerca das concepções que os estudantes de graduação em psicologia têm sobre o ciúme por meio de uma pesquisa descritiva. Com relação à metodologia, foi empregado o procedimento Desenho-Estoria com Tema em 65 alunos da graduação do curso de psicologia, 58 mulheres e 7 homens entre 18 e 58 anos, com a instrução: “Desenhe o que você pensa ser o ciúme e, em seguida no verso da folha, faça uma estória sobre o desenho.” As produções foram analisadas a partir dos métodos qualitativos e quantitativos. Como resultados, os desenhos temáticos, de maneira geral trazem que a representação social de ciúme para homens e mulheres está ligada basicamente a relacionamentos amorosos, sendo este sentimento de fundamental importância mesmo causando dor, sofrimento e rompimentos. Não pode deixar de estar presente nos relacionamentos, pois funciona como termômetro em relação aos sentimentos do companheiro. Os desenhos mostram que a ausência do ciúme nas relações significa consequentemente a ausência do amor, mas deve ser controlado, pois pode tornar-se doentio podendo destruir o outro física e psicologicamente.  Portanto, constata-se que a representação de ciúme está presente apenas nas relações amorosas como demonstração de sentimento, como amor e quando exagerado toma a forma de posse ou aprisionamento sobre seu parceiro podendo ser motivo de rompimento. Com base nesses dados concluímos que se faz necessário dar maior importância ao assunto e que os conhecimentos relacionados ao tema sejam melhor estudados pelos alunos que terão de lidar com o sentimento em sua futura pratica profissional.

Palavras-chave: Concepção. Ciúme. Desenho-Estoria com Tema.

Leia mais: A Concepção de Ciúme dos Alunos do Curso de Psicologia da Unigran

Resumo: O diagnóstico atualmente remete a questões como formação profissional e critérios diagnósticos utilizados por quem acompanha pessoas com grave sofrimento psíquico. O diagnóstico médico está baseado no tripé alterações anatomopatológicas, encontro do agente etiológico e descrição de sinais e sintomas, privilegiando exclusivamente o sentido do olhar médico, e visando a abolição dos sintomas causadores de sofrimento; o diagnóstico psicanalítico leva em consideração aspectos da particularidade de cada sujeito, sua história de vida, para tal contará com o momento das entrevistas preliminares, momento em que detectará a viabilidade ou não de uma análise, a noção de estrutura clínica e seu referente à psiquiatria clássica em neurose, psicose e perversão e de uma ética em seu trabalho clínico, que permitirá a fala do sujeito, privilegiando o sentido da escuta como ferramenta de trabalho e direcionando à cura.

Palavras-chave: diagnóstico médico; diagnóstico psicanalítico; sintoma.

Leia mais: Sobre o Diagnóstico Clínico: Diagnóstico Médico e Psicanalítico

Resumo: O presente artigo tem como objetivo evidenciar as consequências emocionais da paternidade precoce em adolescentes. O delineamento metodológico do estudo foi à pesquisa bibliográfica baseada nos aportes teóricos de Levandowski (2002), Freitas e Faustino (2009) e Luz (2010). Os resultados apontam que a paternidade precoce é um caso que merece atenção, pois os pais assim como as mães, também têm sentimentos em relação a esse filho, e muitas vezes ele não é levado em consideração, sendo sempre considerado como o culpado e incapaz de ser um bom pai. Algumas das consequências encontradas foram: a falta de apoio familiar; as obrigatoriedades do trabalho; e a responsabilidade de ser provedor de sua própria família, deixando de ocupar o lugar de filho, para torna-se pai, Desta forma, pode-se considerar que o pai adolescente necessita ser estimulado a evidenciar seus sentimentos e ir reconhecendo suas responsabilidades e participação na vida e desenvolvimento do filho.

Palavras-chave: Consequências emocionais, Paternidade precoce, adolescentes.

Leia mais: As Consequências Emocionais da Paternidade Precoce em Adolescentes

Resumo: O presente trabalho pretende apresentar os resultados de um estudo das obras de Sigmund Freud e Melanie Klein, sobre o luto e melancolia. A metodologia utilizada foi baseada em pesquisa teórica e duas entrevistas que possibilitaram a coleta de dados de uma profissional da Psicologia, especialista no tratamento das psicopatologias citadas e um individuo enlutado que descreve sua dor pelo ente perdido. Segundo os autores Entende-se que luto é uma fase transitória em que o sujeito, se depara com a perda do objeto de amor, e a superação desta fase se dá com a substituição do mesmo, e é, a libido antes investida no material perdido, será emprega em um novo objeto. Já melancolia é classificada como uma patologia descrita por Freud como psiconeurose narcísica, nesse quadro o individuo se identifica com o objeto perdido, o que proporciona o empobrecimento do ego. Freud e Melanie Klein relataram que no luto há dois aspectos o de preservação da espécie humana, ou seja, a sensação de ter perdido “o objeto” introjetado no ego desencadeia no individuo o temor de sua própria morte e um triunfo sobre o objeto perdido, ou seja, o fato de ter permanecido vivo produz inicialmente no individuo certo gozo satisfatório diante do que perdeu.

Palavras-chave: luto, melancolia, triunfo, preservação da espécie.

Leia mais: Luto e Melancolia nas Teorias de Freud e Melanie Klein