Artigos com o tema:

Psicanálise

4.0862068965517                     Avalie este Artigo:

Resumo: O objetivo da função paterna é estabelecer a lei, sendo, portanto, reconhecida como um símbolo. Este artigo visa compreender como ocorre o declínio da função paterna envolvido na dependência química. Para isso foi necessário identificar como se constitui este declínio e como se desenvolve a dependência química, segundo a psicanálise. O método utilizado nesta pesquisa foi análise qualitativa das informações. Quanto ao procedimento de coleta de dados foi realizado através de entrevistas semi-estruturadas, que segundo sua intenção é fornecer informações de pacientes em recuperação devido ao uso abusivo de drogas. Conclui-se que a maioria dos participantes desta pesquisa não teve a participação da figura paterna na infância, ou a função paterna não foi exercida de uma forma adequada, como representante da lei. Visto que é através do pai que ocupa o lugar da lei que vai determinar os limites necessários para o seu filho. No entanto, se isso não ocorrer por quaisquer que seja as razões, futuramente esse filho poderá se tornar um adulto problemático no seu meio social, com grande dificuldade para lidar com normas, regras e consequentemente chegar ao uso e abuso de álcool e drogas. Observamos que a cada dia o pai vem perdendo o seu poder, não conseguindo desempenhar sua função de uma forma eficaz, surgindo assim o declínio da função paterna. O resultado disso é devido às transformações que estamos passando na atualidade, entre elas as novas estruturas familiares que vem se formando, principalmente mães chefes de famílias. É importante destacar que mesmo com todas essas transformações, a função paterna é indispensável para constituição psíquica do sujeito.

Palavras-chave: Função Paterna, Dependência Química, Psicanálise.

Leia mais:Declínio da Função Paterna Relacionada à Dependência Química

4.25                     Avalie este Artigo:

A prática clínica infantil constitui-se em grandes desafios para o psicanalista. Embora a Psicanálise seja a clínica do sujeito, a clínica com crianças nos coloca frente a algumas questões relevantes. Receber uma criança para tratamento já nos coloca diante da interrogação: de quem se trata, quando se trata de uma criança?

Há que se considerar a relação de transferência, fundamental num processo analítico, atravessada por algumas especificidades que são diferentes para o sujeito adulto. A demanda, comumente, não nos chega enquanto demanda da criança, mas do casal parental, de um técnico ou de uma Instituição. Sendo necessário que haja um desdobramento transferencial para possibilitar o surgimento da demanda da criança.

Leia mais:Psicanálise Infantil: nuances do atendimento à criança com necessidades especiais

4.1923076923077                     Avalie este Artigo:

Resumo: Este artigo aborda alguns dos principais aspectos da concepção winnicottiana sobre a agressividade e a destrutividade humana, à luz da teoria do amadurecimento. Salientando ser esse um dos temas em que melhor se pode constatar a mudança paradigmática operada por Winnicott com relação à psicanálise tradicional, Também examina a posição do autor segundo a qual, em vez de manifestação de forças intrapsíquicas ou de afetos, a agressividade e destrutividade humanas estão intrinsecamente relacionadas à questão da constituição do sentido da realidade externa. Atendo-se, sobretudo aos estágios iniciais, em que se mostram as raízes da agressividade. O estudo explicita a natureza múltipla do fenômeno segundo a sua raiz no processo de amadurecimento, descrevendo o caráter das manifestações agressivas no estágio de dependência absoluta do bebê em relação à mãe e nos estágios em que a dependência se torna relativa.

Palavras-chave: Agressividade, Destrutividade, Realidade, Amadurecimento.

Leia mais:O Conceito de Agressividade na Obra de Winnicott

3.875                     Avalie este Artigo:

1 Introdução

O presente trabalho tem por objetivo realizar uma análise do texto Totem e Tabu (1913), conferindo ênfase à discussão acerca da gênese da moralidade e, mais especificamente, à relação estabelecida entre Lei e desejo.

Estruturado em quatro partes, que seguem a divisão do texto freudiano, procurou-se articular a leitura do original, a obra de uma comentadora e as anotações feitas durante as aulas da disciplina “Ética da Psicanálise”, ministrada no curso de Psicologia da Universidade Federal do Paraná.

Leia mais:Totem e Tabu

5                     Avalie este Artigo:

Apresentação

O Estágio Profissionalizante I transcorreu em uma clínica de atendimento a deficiência múltipla. Os atendimentos aconteceram no Espaço Educativo desta instituição, com dois encontros semanais de três horas por dia. Além dos atendimentos semanais aos pacientes, há a supervisão local com uma psicóloga uma vez por semana, onde os estagiários tem a oportunidade de debater as atividades desenvolvidas, sendo um momento muito rico pela troca de impressões com os colegas e pelo espaço de ensino com a supervisora.  Este local também proporciona um ótimo campo de aprendizagem onde o estudante de Psicologia pode compreender a atuação do psicólogo enquanto membro da equipe interdisciplinar nas reuniões da Clínica e do Espaço Educativo que acontecem quinzenalmente.

Leia mais:Percepções Contratransferenciais do Estagiário de Psicologia em Atendimento à Pacientes com Deficiência Múltipla

3.75                     Avalie este Artigo:

“A primeira coisa que constitui o ser atual da alma humana não é senão a idéia de uma coisa singular existente em ato. Tudo o que acontece no objeto da idéia que constitui a alma humana deve ser percebido pela própria alma humana; em outras palavras, a idéia dessa coisa existirá necessariamente na alma. Se o objeto da idéia que constitui a alma humana é um corpo, nada poderá ocorrer com esse corpo que não seja percebido pela alma”, (Baruch Spinoza, Livro II da Ética, P.12).

“Não é à consciência que o sujeito está condenado, mas ao corpo” (Jaques Lacan).

Depois, de que modestamente possamos tentar desvendar e entender pensamentos como estes acima, fica mais claro e lógico, que o corpo físico, é que ocupa um lugar no espaço e é atraído pela força de gravidade, passa a existir. Já o corpo sob o ponto de vista biológico, que apresenta as características gerais dos seres vivos, tanto animais como vegetais, também existe, então o que nos resta? A busca do corpo criativo... O corpo em Artes. Ou seja, a procura de uma melhor reflexão crítica sobre o fazer artístico, problematizando-se sua inscrição na contemporaneidade.

Leia mais:Alguns Fundamentos e Questionamentos da Existência Corpórea e as Fobias Humanas Aplicada às Artes, Mídia e Tecnologia

4.4375                     Avalie este Artigo:

Observa-se na sociedade contemporânea uma busca desenfreada por explicações biológicas, fisiológicas e comportamentais que possam dar conta de diversos tipos de sofrimento psíquico, dentre estes, os mais frequentes são a ansiedade, estresse, depressão, síndrome do pânico, transtorno bipolar e fobias. Todos muito divulgados na mídia através de reportagens e documentários que pretendem ajudar os leigos a identificar os principais sinais e sintomas de seu mal estar, contribuindo assim para que muitos pacientes cheguem ao consultório buscando apenas uma validação da hipótese diagnóstica que obteve através de algum site.

Leia mais:A Medicalização da Vida

5                     Avalie este Artigo:

A história, a simbologia e a contemporaneidade do divã, móvel emblemático do ambiente psicanalítico com todos os seus significados 

"Meu eu interior derreteu-se, logo que me coloquei no sofá velho, esfarrapado. Como o meu corpo afundou no macio de algodão, a minha alma desmoronou com ela, as lágrimas encheram meus olhos. Não teria sido o mesmo se eu estivesse sentado em uma cadeira. Qualquer coisa que suporta minhas costas reforça minha resistência."

Essa ode ao divã – peça irremovível do cenário psicanalítico que nele persiste mesmo quando nele não está presente – foi entoada por um paciente, conforme descrito por Sebnem Senyener, jornalista e novelista turca, em seu artigo How the divan became the couch?“. Revela também o papel desse móvel – menos um mobiliário inerte, mais um interlocutor da dinâmica psicanalítica – que se tornou tão símbolo da psicanálise como o próprio Freud. Pode-se dizer mesmo que a psicanálise não se reconhece como tal sem o divã, em que pese a peça não ser exclusiva dos consultórios, nem ter “nascido” com o advento da psicanálise. Mas há que se reconhecer que sem a técnica criada, nominada, desenvolvida e difundida por Freud, essa peça de mobília – hoje com ares de vanguarda, art noveau, que serve como espreguiçadeira para o corpo e expansiva para a mente – não passaria de um sofá sem encosto, esquecido no canto da sala.

Leia mais:O Procusto Freudiano