Artigos com o tema:

Psicanálise

Resumo: O presente artigo aponta o movimento de sublimação do sujeito por meio da arte, como um caminho para atividades psíquicas superiores, caminho por onde sempre transitará a libido vinculada às suas origens sexuais, porém pela sublimação tal libido é elevada por meio de atividades idealizadas socialmente e aceitas pela cultura, a saber: a ciência, a intelectualidade e a arte. Pretende-se focar na atividade artística, mais delimitadamente às artes plásticas e pinturas, numa comparação da plasticidade psíquica revelada na concretude da obra, resultado do movimento de sublimação, o qual é por sua vez sublime, pois transcreve a outro nível o psiquismo do artista, usando a linguagem plástica das cores e texturas para falar de amor, castração e morte, enquanto um retorno mais refinado e em ressignificação do horror no fato de se estar em desamparo e perpetuamente em falta.

Palavras-chave: Morte, pulsões, elevação, arte.

Leia mais: Sublimação & Arte: dos Desejos Sexuais a um Ideal Sublime

Resumo: O presente trabalho pretende fazer uma comparação entre a teleologia filosófica de Raimundo de Farias Brito e a psicanálise de Sigmund Freud acerca da insatisfação do homem na civilização, apesar de todos os avanços em ciência, tecnologia e conhecimento que esta proporcionou à humanidade. Ambos nasceram em mundos bem distintos, em países e até mesmo continentes com realidades sociais bem diferentes. Enquanto Freud nasceu em uma família e sociedade que propiciou sua independência de pensamento e ateísmo, Farias Brito nasceu em uma família com apreço muito grande pela religião. Tanto o ateísmo como a espiritualidade estará presente nos pensamentos de Freud e Farias Brito, respectivamente. Através deste trabalho, busca- se um melhor conhecimento de reflexões distintas, de dois pensadores contemporâneos, de realidades sociais igualmente distintas, acerca de um determinado tema.

Palavras-chave: Civilização, cultura,  Freud,  Farias Brito, psicanálise, filosofia

Leia mais: O “Mal-Estar na Civilização” em Freud e Farias Brito



1. Introdução

O termo família pode ser pensando a partir de diversos aspectos: como unidade doméstica, garantindo as condições materiais necessárias à sobrevivência, como instituição, referência e local de segurança, como formador, divulgador e contestador de um amplo conjunto de valores, imagens e representações, como um conjunto de laços de parentesco, como um grupo de afinidade, com variados graus de convivência e proximidade e de várias outras formas. Há uma pluralidade de formas e sentidos para a palavra família, construída com o aporte das Ciências Sociais e podendo ser pensada sob os mais diversos enfoques através dos diferentes referenciais acadêmicos.

Leia mais: Família Monoparental e o Desafio da Mãe Suficientemente Boa

Resumo: O presente artigo busca trazer uma contribuição acerca da compreensão do autismo, com enfoque principal na identificação precoce através da teoria psicanalítica. As considerações teóricas abordadas por Freud, Winnicott, Melanie Klein, Lacan e outros autores, presentes nessa revisão bibliográfica, foram importantes para se conjecturar que as identificações dos sinais dessa desordem afetiva têm sido realizadas, em muitos casos, tardiamente.  A identificação tardia dos sinais do autismo dificulta o tratamento, pois impede uma reconstrução da vida psíquica-emocional da criança, causando-lhe prejuízos consideráveis como o grave impedimento em estabelecer vínculos afetivos com acometimentos significativos no desenvolvimento, bem como grande sofrimento para a família. Por outro lado, a identificação precoce e a intervenção psicanalítica primária focada no restabelecimento dos vínculos oferecem a reinserção da criança no campo do afeto-linguagem com consequências positivas na ampliação da área cognitiva e do restabelecimento dos relacionamentos socioafetivos.  

Palavras-chave: Autismo, Psicanálise, Identificação precoce, Relação mãe-bebê.

Leia mais: As Contribuições da Psicanálise na Identificação Precoce do Autismo

Resumo: O presente trabalho tem como objetivo apresentar alguns dos principais conceitos que permeiam a psicanálise, no que se refere à adolescência e os conflitos envolvidos nessa importante fase da vida humana. Buscar-se-á desenvolver, com base em uma pesquisa bibliográfica, as relações existentes entre o fenômeno da adolescência e sua relação com a cultura ocidental contemporânea que tem feito da juventude, ao longo das décadas, o seu ideal cultural de realização e felicidade.

Palavras-chave: Adolescência, Psicanálise, Cultura, Sociedade Contemporânea.

Leia mais: Adolescência Estendida: um Fenômeno Psicanalítico Contemporâneo

Resumo: Este artigo foi escrito com o objetivo de contribuir com a discussão sobre a perversão na teoria psicanalítica, propondo a adoção do conceito de “posição perversa”, separando assim o conceito de perversões de normas de caráter biológico ou estruturais. A partir do conceito kleiniano de posição se propõe a “posição perversa” como conjunto de defesas do ego, sempre incluso a denegação, contra a ansiedade causada pela inveja.

Palavras-chave: Perversão, Parafilia, Norma, Libido, Pedofilia, Masoquismo, Voyerismo, Estrutura perversa, Posição perversa.

Leia mais: Posição Perversa - uma Contribuição à Teoria das Posições

Resumo: O presente trabalho busca refletir sobre as possíveis consequências da terceirização de crianças a partir da atribuição da responsabilidade das funções paterna e materna a terceiros: instituições de educação e/ou profissionais e familiares. O referencial teórico foi desenvolvido sobre a ótica da psicanálise, pelo recorte de pensamento distintos de autores com eixo comum na importância das funções materna e paterna (Klein, Winnicott, Dolto, Freud, Dor entre outros). Partindo do pressuposto de que o vínculo e a função familiar são de grande importância para o desenvolvimento saudável da personalidade dos filhos, buscamos entender como crianças são afetadas por essa terceirização. Para isso foi realizada uma revisão bibliográfica no sentido de compreender o lugar da criança na família e na sociedade, o papel social da família no cuidado dos filhos, a terceirização, as funções materna e paterna, e a importância do vínculo na formação da personalidade do sujeito. No decorrer deste levantamento bibliográfico, verificou-se também que a privação do vínculo afetivo materno tem efeitos duradouros sobre a personalidade e que o vínculo entre mãe e filho é a fonte de onde irão provir, todos os futuros vínculos. As mulheres estão vivendo cada dia mais cedo à interrupção de seu contato intimo com o bebê devido à grande demanda de realizações e de trabalho, o que requer uma parceria maior entre pai e mãe. O tema é de extrema importância visto que a terceirização pode trazer prejuízos ao desenvolvimento do indivíduo, e a possibilidade de investigar o tema nos possibilitou a oportunidade de reflexões que possam  ser uteis ao trabalho de educadores ou outros profissionais que se predisponham a trabalhar com crianças, em especial o psicólogo que trabalha com atendimento á criança e adolescente assim como orientações de famílias e pais.

Palavras-chave: Família, Desenvolvimento, Vínculo, Formação da personalidade, Maternagem, Paternagem.

Leia mais: Possíveis Consequências da Terceirização das Funções Materna e Paterna para a Formação da Criança

Resumo: Este artigo propõe-se a examinar a articulação entre a clínica psicanalítica e o trabalho com crianças autistas, utilizando a psicanálise como referencial teórico. O estudo é fruto de um trabalho de pesquisa suscitado pela clínica do autismo. A investigação parte da premissa de que há um sujeito no autista, ainda que não apareça como tal e apresenta uma abordagem indagando se há trabalho possível na clínica psicanalítica com esses sujeitos. Conta ainda com o exemplo de Naoki Higashida, que escreve o próprio livro em busca de dar respostas à sua forma tão peculiar de vida. Sob esse aspecto são apresentadas algumas possibilidades de trabalho clínico com crianças autistas.

Palavras-chave: Autismo, Criança, Clínica, Psicanálise.

Leia mais: A Clínica Psicanalítica com os Autistas: uma Possível Direção do Tratamento