Abraham Maslow acreditava que as pessoas se desenvolviam por vários níveis para alcançar o seu pleno potencial. E os poucos que conseguiam chegar a este nível são denominados de auto-realizadas. Os estudos de Maslow se voltavam para esse pequeno grupo de pessoas auto-realizadas, pois, segundo ele, elas seriam o farol que guiaria a humanidade rumo ao seu pleno potencial.

Maslow também mencionou que os métodos científicos utilizados pela psicologia dominante pouco esclareciam e impedia o conhecimento da natureza humana. Ele criticava as teorias que utilizavam experiências clinicas de pessoas que não atingiam o seu pleno potencial.

Também questionava o rigor cientifico que estava surgindo nos trabalhos da psicologia, pois, segundo Maslow, esse rigor estaria abalando os objetivos reais dos trabalhos psicológicos. A metodologia científica esá centrada no método, Maslow sugeriu que fosse centrada no problema, pois os problemas investigados deveriam sobrepor os métodos.

Contra essa metodologia tradicional, que existia na época, Maslow criou a Ciência Taoísta. Está ciência seria mais subjetiva e experiencial, seria interpessoal e estaria efetivamente implicada numa interação significativa com o objeto de estudo.

A hierarquia de necessidades de Maslow, é uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, em que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem que "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização. Essa hierarquia consiste de cinco níveis, que se dividem da seguinte maneira: quatro níveis de motivação por deficiência e um nivel denominado motivação existencial ou auto-realizado.

Hierarquia das Necessidades

Os quatro niveis da motivação por deficiência são: 

  • Necessidades fisiológicas: Constituem a sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie: alimentação, sono, repouso, abrigo, etc.

  • Necessidades de segurança: Constituem a busca de proteção contra a ameaça ou privação, a fuga e o perigo.

  • Necessidades sociais: Incluem a necessidade de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade, de afeto e amor.

  • Necessidade de estima: envolvem a auto apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, prestígio e consideração, além de desejo de força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e autonomia

O único nível da motivação existencial é a necessidade de auto-realização. Nesse nível as pessoas tendem a desempenhar o seu potencial. É o desejo de tornar-se tudo o que se é capaz de vir a ser.

Diferença entre motivação D e motivação B

A motivação D seriam as necessidades de ordem inferior, aquelas que não podem ser adiadas com tanta facilidade como as de ordem superior.

A motivação B não seria uma busca de um objeto para reduzir a necessidade e restaurar a homeostase. Ela estaria ligada as necessidade de ordem superior. Neste nível as relações interpessoais adquirem outra qualidade.  Elas se dividem em amor B e amor D. O amor B seria o não-possessivo e agradável, já o amor D seria o que é constantemente contaminado pelo ciúme e pela ansiedade.

O termo auto-realização foi empregado por Maslow e refere-se ao pleno potencial do ser humano. Para Maslow o termo auto-realização equivalia a saúde ou doença psicológica, exemplo, se uma pessoa tivesse preenchido todas as necessidades e chegado ao último nível, ela seria considerada uma pessoa saudável. No caso da doença ele sugeriu que falássemos  “interrupção ou diminuição humana”.

Quais as características de uma pessoa auto-realizada? Bem, segundo suas observações, Maslow identificou um certo números de características e elas são: Percepção eficiente da realidade, aceitação, espontaneidade, centradas nos problemas, necessidade de privacidade, independência da cultura e do meio, frescor da apreciação, experiências supremas, afinidade com os seres humanos, humildade e respeito, relacionamentos interpessoais, ética e valores, discriminação entre meios e fins, senso de humor, criatividade, resistência à aculturação e resolução da dicotomia.

Se a auto-realização é um potencial inato, por que não se desenvolve universalmente?

Existem fatores que impedem a auto-realização entre ele temos a pressão intrapsíquica contra a auto-realização. O indivíduo prefere satisfazer outras necessidades do que a de auto-realização, ele vai buscar aquilo que mais lhe atrai.

Outro fator é o contexto no qual a pessoa está inserida. Os fatores externos também influenciam na satisfação das necessidades. Quanto mais favoráveis forem as condições externa irá existir uma permissão para a satisfação das primeiras necessidades. Um meio social inadequado impede a auto-realização.

E também as pessoas que têm um complexo de Jonas, ou seja, elas acreditam que não fazem nada de importante e por está razão é impedido o desenvolvimento de seu pleno potencial.

Referências:

CLONINGER, Susan C. Teoria da personalidade. Tradução Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

FADIMAN, James; FRAGER, Kobert. Teoria da Personalidade. Sao Paulo: EPU, 1986.