Resumo: A incessante busca pela imagem perfeita é um índice contemporâneo que aponta para anseios e assuntos da atualidade. O acréscimo dessa demanda leva a múltiplos recursos para alcançar tal objetivo, mesmo que estatisticamente o resultado cause danos à saúde do indivíduo. Pensando nisso, a presente pesquisa teve por objetivo, descrever quais os comportamentos de padrões femininos e masculinos determinados pela mídia, entender quais as consequências psicológicas que podem advir da obsessão pela aparência, compreender as influências do consumo, e especialmente da mídia, sobre os comportamentos sociais e por fim conhecer a forma de atuação do psicólogo aos portadores de transtornos alimentares e indivíduos com dismorfia corporal e excesso de cirurgias plásticas. O referido trabalho tratou de um estudo bibliográfico, onde foi utilizado livros e artigos científicos gratuitos, como Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Literatura científica e técnica da América Latina e Caribe (LILACS), Google acadêmico, Rede Psicologia (RedePsi),  e Biblioteca virtual em saúde (BV-Saúde).  De acordo com os objetivos propostos nesta pesquisa e com os autores citados nesse estudo, fica evidenciado que alcançar o ideal de beleza virou uma corrida pelo tempo, onde pode fazer de tudo para alcançar a perfeição, gerando consequências psicológicas nas pessoas, e doenças como transtornos alimentares além das situações de dismorfia corporal, cirurgias plásticas em excesso entre outros fatores.

Palavras-chaves: Mídias Sociais, Beleza, Comportamento.

1. Introdução

O padrão de beleza determinado pela mídia é um assunto polêmico e gerador de discussões, o que se vê nos dias atuais são indivíduos insatisfeitos com sua imagem e atrativos físicos. Deste modo, mulheres e homens absorvem muitas informações vindas de todos os lados, revistas, jornais, televisão, redes sociais entre outras, que mostram corpos lindos e formas perfeitas.

Segundo Conti, Bertolin e Peres (2010) a mídia é sinônimo de meios de comunicação social, pois retrata a respeito dos meios responsáveis pela transmissão das informações, como rádio, jornais, revistas, televisão, vídeo, entre outros. Configura-se, na contemporaneidade, como uma das instituições responsáveis pela educação no mundo atual, trazendo tanto benefícios como malefícios, contrapondo pela transmissão de valores e padrões de conduta e socializando muitas famílias.

Para Meurer e Gesser (2008) as novas formas de subjetivação na atualidade estão cada vez mais pautadas com os modelos idealizados de corporeidade. Corpos obesos, que um dia foi inspiração das obras de arte, como por exemplo, Rubens, Giotto, e Picasso são hoje bombardeados pelo contexto sociocultural e pela biomedicina, visto que a obesidade começa a ser conhecida como uma doença que prejudica o sistema cardiovascular. O culto à pessoa magra e a rejeição dos corpos fora dos padrões dominantes se engajam aos discursos atuais de disciplinamento e controle dos corpos femininos e masculinos como forma de reafirmar as relações de poder.

Sendo assim a pesquisa surgiu de uma percepção de que hoje há uma excessiva preocupação das pessoas com a imagem, com a exatidão de adotar corpos perfeitos e manter-se sempre jovem, numa procura incessante de superar os limites biológicos do próprio corpo.

Essa necessidade tem originado uma série de problemas de saúde, tais como bulimia [01], anorexia [02], vigorexia [03] e manorexia [04]. Esses aspectos nos induzem a alguns questionamentos. Quais os padrões de comportamentos femininos e masculinos determinados pela mídia? Na maioria das vezes, segue o estereótipo perseguido pela mídia: magra (o), alta (o), bonita (o), cheio (a) de músculos, se distanciando da realidade que é diversa.

Esse distanciamento faz com que mulheres e homens naturais com seus corpos esculpidos pelo trabalho, ou pela gestação de seus filhos, dentre tantos outros corpos, tenham sua autoestima reduzida ou mesmo extinta, ou ainda, faz com que muitas mulheres e homens tomem suplementos, construam corpo belo produzido nas academias, ou até busquem clínicas clandestinas, cirurgias plásticas, mediante implantes de silicone, entre outros, buscando corpo ideal onde o corpo é mutilado, quando não vem à morte em busca dos padrões de beleza instituídos pela mídia.

O estudo de pesquisa bibliográfica teve por objetivodescrever quais os comportamentos de padrões femininos e masculinos determinados pela mídia, entender quais as consequências psicológicas que podem advir da obsessão pela aparência, compreender as influências do consumo, e especialmente da mídia, sobre os comportamentos sociais e por fim conhecer a forma de atuação do psicólogo aos portadores de transtornos alimentares e indivíduos com dismorfia corporal e excesso de cirurgias plásticas.

A pesquisa bibliográfica buscou discutir os aspectos históricos a qual ganha características novas a partir do consumo de bens e produtos supérfluos e da formação de estilos de vida baseados numa cultura de consumo, abordou-se também a relação entre consumo, comportamento e saúde. Nela debate-se as implicações dos modelos de beleza, do consumismo e do culto ao corpo sobre a saúde, analisando as consequências psicológicas como, por exemplo, as doenças de transtornos alimentares e a multiplicação de cirurgias plásticas nos dias atuais, discutindo de que forma esse padrão de beleza e essa preocupação excessiva com a aparência recai sobre a imagem da mulher e do homem nas campanhas publicitárias. E por fim realizou-se uma discussão sobre o papel do psicólogo na atuação dos transtornos alimentares, Dismórfia corporal e cirurgias plásticas em excesso.

2 Metodologia

2.1 Tipo de Pesquisa

A referida pesquisa aconteceu por meio de estudo bibliográfico, que de acordo Marconi e Lakatos (2002) trata-se do levantamento de toda a documentação já divulgada em formas de livros, revistas, internet, jornais, entre outros. Sua intenção é colocar o pesquisador em convívio direto com tudo aquilo que foi escrito sobre determinado assunto com a finalidade de consentir ao investigador o reforço da comparação na análise de suas pesquisas ou manipulação de suas informações.

Dessa forma, compreende-se como pesquisa bibliográfica todo documento investigado como fonte bibliográfica para fundamentação teórica da pesquisa, permitindo um contato direto com a leitura de diferentes tipos, o que favorece uma análise e posteriormente uma explanação de material publicado em livros e outras fontes escritas de pesquisas.

2.2 Meios de Busca

Os instrumentos utilizados para o desenvolvimento da pesquisa foram livros contidos na biblioteca Prof. Roberval Lustosa de Aguiar do Centro Universitário UNIRG, e artigos científicos disponível em sites gratuitos como Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Literatura científica e técnica da América Latina e Caribe (LILACS), Google acadêmico, Rede Psicologia (RedePsi),  e Biblioteca virtual em saúde (BV-Saúde).

2.3 Critérios de Inclusão

No critério de inclusão foram utilizados artigos do ano de 2000 a 2012 publicado em língua portuguesa, em sites gratuitos com assunto que contribui para desenvolvimento da pesquisa. De acordo com a pesquisa foi possível identificar os seguintes descritores de busca (palavra-chave), Mídias Sociais, Beleza e Comportamento.

2.4 Critérios de Exclusão

Os critérios de exclusão foram aqueles que não estavam em conformidades com os critérios de inclusão, tais como, pesquisas em línguas estrangeiras, os que geram despesas e periódicos nos anos inferiores a 2000.

2.5 Aspectos Éticos

A pesquisa aqui descrita, não foi submetido à análise e aprovação do Comitê de Ética, segundo a Lei 196/96, devido o fato desta não ter como princípio o estudo com seres humanos, mais sim estudo bibliográfico em material escrito já publicado por escritores.

3. Revisão da Literatura

3.1 Sociedade de Consumo

A mídia e as tecnologias que adotam manifestações de interesses capitalistas determinariam de acordo com Gomes (2001) uma era de consumo. Este autor ainda cita o consumo como centralizador do costume de vida dito pós-moderno, fazendo com que as empresas edifiquem a cultura do consumo, construindo as identidades dos indivíduos.

Para Barbosa (2004) o consumo tem se tornado uma posição que vai além da satisfação de necessidades básicas, pois está presente em toda sociedade como um fator imprescindível para sua representação social, com isso a sociedade contemporânea evolucionou, para uma forma de consumo desnecessário, indo além das necessidades básicas de qualquer sociedade, ocasionando, assim, uma cultura de consumo.

Vivarta (2009) ressalta que a sociedade virou uma produção de consumo, as atividades de descanso, arte e a cultura foram englobadas a indústria cultural, onde o que ganha importância é a quantidade do que compra e não essencialmente a sua necessidade.

Essa cultura da sensação, ou seja, onde o prazer e a alegria pessoal estão acoplados ao consumo de produtos, valores e estilos de vida, leva nossa sociedade à utopia de que a felicidade e o conhecimento são frutos do consumo, gerando assim um consumo desenfreado, com altos investimentos em busca da aparência perfeita, Moreno (2008) ainda compactua expondo, você é o que consome, diz a sociedade de consumo, destilando propaganda por todos os lados.

Desta forma, a mídia, lança suas campanhas ligadas à beleza e culto ao corpo, envolvendo em suas matérias figuras da mulher e de homem bem sucedidos, moderno (a), de beleza encantador (a), por meio de mensagem subliminar, que transmita sensações de qualidade pessoal, felicidade, entre outros (ANDRADE E BOSI, 2003).

Silva (2005) ressalta que com o aumento da globalização e o aumento de publicidade focando em belas modelos magras e esbeltas, cada vez mais adolescentes e jovens adultos desencadeiam transtornos alimentares, quando não buscam modelar o corpo com academia e cirurgias plásticas, onde muitas vezes esse caminho não tem mais volta.

De acordo com Andrade e Bosi (2003), residimos em um tempo de modificação em nossa sociedade, gerado pelo processo de globalização da economia, o qual gera uma forte influência mútua entre os países, especialmente nas áreas tecnológica, científica e crenças, contraindo novos valores importados de países economicamente dominantes, já que a maioria dos produtos e serviços apreciados pela nossa sociedade vem de fora. Portanto, tais valores, têm grande influência na nossa sociedade, corrompendo subjetividades e criando incertezas e diversidades.

Andrade e Bosi (2003) expõem que a sociedade vive um período em que predomina o individualismo, no qual o corpo e a aparência se tornam discernimentos fundamentais para nossa subjetividade, prevalecendo assim, à importância não do fato de quem somos e sim de como somos enxergados pela sociedade, que estima acima de tudo o aspecto estético.

O corpo belo é um padrão estabelecido socialmente, pautados em comportamentos distintos, classificados como apropriados ou ideais. As mensagens conduzidas pela mídia entram no dia a dia das pessoas, determinando os padrões de aparência física ideal (CAMPANA, FERREIRA E TAVARES, 2012).

Dalgarrondo (2008) compreende que a mídia coloca a imagem como uma questão crucial, para ser aceito na sociedade principalmente em países ocidentais, tem que ser atraente, sexy e bem sucedido diz respeito á magreza aparente da pessoa.

O papel que a mídia provoca na mente e na subjetividade de cada um varia, embora quase sempre cheguem ao mesmo objetivo, estabelecer um padrão de beleza, Serra e Santos (2003) ressaltam que no mundo globalizado em que vivemos, a mídia é fundamental para o papel de estrutura e construção dos transtornos alimentares e cirurgias plásticas.

No entanto, Campana, Ferreira e Tavares (2012) relatam que há diferenças na internalização de mensagens exposta pela mídia, pois cada indivíduo interpreta de forma diferente, com isso, traz alguns impactos, como por exemplos, no comportamento, na cognição e no afeto relativo à própria aparência.

3.2 Consumo, Comportamento e Saúde

A influência dos fatores socioculturais na etiopatologia dos transtornos alimentares faz com que nossa sociedade cultive a magreza, pessoas musculosas, associando, a esse ideal estético, valores como felicidade e beleza, como resultado do consumo. Ou seja, nesse mundo que vivemos ser esguio é ser belo, e para chegarmos tal padrão de perfeição, necessitamos comprar numerosos cosméticos, fazer muitas dietas, apelar a cirurgias plásticas, entre outros. (ANDRADE E BOSI, 2003)

Com esse padrão de beleza contemporâneo da mulher magérrima, com medidas cada vez pequena a mulher passou a acreditar que pode obter qualquer arquétipo estético almejado, desconsiderando fatores genéticos e biológicos, existindo assim uma busca incansável pela representação perfeita. (ANDRADE E BOSI, 2003)

Ainda o autor citado anteriormente, salienta que esse descontentamento crônico faz com que a mulher viva uma busca traiçoeira pela estética perfeita, constituindo deste modo resultados frustrantes no que diz respeito à subjetividade, pois vive uma verdadeira desordem contra uma certeza que temos nossos limites humanos.

Segundo Simas e Guimarães (2002), nos dias atuais percebe-se que as mulheres e homens estão insatisfeitos com seus corpos mesmo quando estão com o peso abaixo do normal ou corpos esculpidos pela academia.

Morgan, Vecchiatti e Negrão (2004) relatam que o corpo magro vem sendo sinônimo de beleza, poder e sensualidade e dessa forma leva cada vez mais adolescentes e jovens adultos a grandes regimes, onde o principal foco é estar bonito e ser aceito pela sociedade.

Para Moreno (2008), essa busca pela estética perfeita tem graves implicações, pois todo esse desejo de se tornar belo, vem aliado à angústia, baixa autoestima, podendo até originar um quadro de bulimia e anorexia. Na Inglaterra o governo interferiu nas bonecas Barbie, que é um modelo de beleza cobiçado pelas mulheres, e que ocasionou impacto na rede de saúde pública do país, pois foi responsabilizada por gerar problemas de anorexia e bulimia.

Outro exemplo citado por Moreno (2008) esta relacionado ao impacto de modelos de comportamento sobre a saúde, sobretudo das mulheres, refere-se ao progresso da moda nas roupas íntimas, que são cada vez menores, sensuais e desconfortáveis, sutiãs de renda, calcinha fio-dental, entre outros.

Assim pouco importa se calcinhas de náilon e fibra sintética aumentam a temperatura local, que assim se torna ideal para a proliferação de bactérias, corrimentos e afecções vaginais. O que importa é que essas peças sejam belas e modernas, relegando a modelos antiquados o bom e velho algodão e os demais tecidos naturais. (MORENO, 2008, p. 21).

A autora vai mais além quando ressalta que a mídia propaga os agravos originados à saúde, lançando produtos, como os absorventes, ou produtos de higiene íntimos que têm fragrância e sabores agradáveis, que inibem odores desagradáveis. Tudo isso com um só objetivo o consumo e não da saúde do consumidor.

Campana, Ferreira e Tavares (2012) relatam que a preocupação e o investimento em relação à aparência modificam desde os cuidados indispensáveis ao corpo até o excesso, no qual a saúde é colocada em risco e o sujeito, experimenta danos sociais e afetivos, sendo assim pode até evoluir para um quadro de dismorfia corporal.

Para Amâncio, et.al. (2002) o transtorno dismórfico corporal é determinado como uma apreensão exagerada com uma distorção fantasiosa na aparência física. O Manual diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais (DSM-IV 1994) classifica como um transtorno isolado e designado transtorno dismórfico corporal (TDC).

As distorções reais ou fantasiosas do corpo, na dismorfia corporal, tornam-se o foco da vida do sujeito, na sua existência social, afinidades afetivas e sua vida financeira podem arruinar em busca do corpo perfeito, por meio de dietas, exercícios e cirurgias plásticas. (CAMPANA, FERREIRA E TAVARES, 2012).

A questão central do transtorno dismórfico corporal (TDC) é a crença de ser deformado, feio ou não ter atrativos em algum aspecto. Na realidade, o defeito na aparência é mínimo ou inexistente. Essa distorção cognitiva torna-se uma obsessão, e os pensamentos causam estresse e são difíceis de resistir e controlar, ocupando grande parte do dia. Na realidade, o "defeito" frequentemente é imperceptível a um interlocutor que esteja a uma distância normal de conversação. São percebidos pelo paciente como devastadores, causando ansiedade e estresse, fazendo com que busquem constantemente e de modo irracional a perfeição e simetria na sua aparência. Para diferenciar o TDC das queixas normais com a aparência, que são comuns na população geral, a preocupação deve causar estresse significativo ou prejuízo no funcionamento cotidiano (CONRADO, 2010, p. 571).

Segundo reportagem feita no programa do Gugu, na rede Record no dia 22 de fevereiro de 2011, a modelo Sheyla Hershy, (Figura 1) era considerada a mulher com os maiores seios do mundo e para ficar com o corpo ideal, teve que tirar a costela flutuante, e passou por 30 cirurgias em todo o corpo, onde ganhou o livro dos recordes. Devido uma infecção bacteriana, teve que retirar os seios, a mesma sofre de transtorno bipolar [05] e devido à retirada das próteses de silicone entrou em depressão, desencadeando anorexia e queda de cabelo.

Figura 1 - Sheyla Hershey

Fonte: Programa do Gugu (2011)

Andrade e Bosi (2003, p.120) abordam queo avanço da tecnologia da beleza, através do apelo, midiático, o qual modela subjetividades e impulsiona o lucrativo mercado da indústria da magreza”. Para alcançar o corpo perfeito os indivíduos não se preocupam com a qualidade de vida e nem com a saúde, fazendo de tudo para atingir a perfeição.

Diante desse quadro a sociedade vivencia um quadro conflitante. De um lado, a mesma recomenda o padrão de beleza magro; de outro, está à mídia bombardeando também com suas publicidades de fast-food, alimentos hipercalóricos. Todos esses fatores, acrescidos ao avanço da tecnologia da perfeição cooperam ainda mais para a procura por cirurgias plásticas estéticas e anorexígenas [06]. Tem-se então a ilusão de que pode-se ingerir grandes quantidades de calorias em uma má nutrição e depois apelar a plásticas ou remédios anoréxicos. (ANDRADE E BOSI, 2003).

3.2.1 Cirurgias Plásticas

De acordo com Cordás (2005), nos últimos tempos houve um aumento abusivo por procura de cirurgias estéticas, procedimentos médicos e cosméticos, os quais aumentam de maneira exorbitante, pois a maior parte das mulheres que escolhe esse tipo de tratamento, seja ele cosmético ou cirúrgico, está procurando resolver algo de sua subjetividade, que crêem que será resolvida por meio desses métodos, e então depois de submetidas aos mesmos, continuam em um ciclo vicioso e contínuo pela busca de um corpo perfeito.

A busca pela perfeição física pode ser tão intensa que as pessoas sentem a necessidade de mais cirurgias para reparar partes do corpo que consideram imperfeitas. Segundo a Folha de Vitória (2009) dá exemplos de celebridades que se deram mal após cirurgias plásticas, sendo Jocelyn Wildenstein, (Figura 2) que se submeteu a tantas cirurgias plásticas que ficou com o rosto desfigurado, gastou mais de US$ 4 milhões de dólares em procedimentos cirúrgicos e conquistou o título das celebridades mais assustadoras do mundo dos tabloides britânicos e o cantor Michael Jackson (Figura 3) que obteve diversas deformidades faciais como consequência do abuso na realização de cirurgias plásticas.  Alteração no formato do rosto, assimetria das estruturas faciais e o desgaste na cartilagem do nariz após rinoplastias mal sucedidas.

Figura 2 -  Jocelyn Wildenstein                            Figura 3 - Michael Jackson

Fonte: Folha de Vitória (2009)                              Fonte: Katie (2008)

A cirurgia plástica estética é um procedimento cirúrgico escolhido, para melhorar a aparência, modificando os traços próprios do rosto ou as siluetas do corpo que desagradam o indivíduo. Segundo levantamento de dados realizado, em 2009, pela International Society of Aesthetic Plastic Surgery (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética) o Brasil ocupa o terceiro lugar em número de cirurgias plásticas estéticas, atrás somente dos Estados Unidos e da China (CAMPANA; FERREIRA; TAVARES, 2012).

Os mesmos autores citados anteriormente abordam que existem cinco tipos de tendência mundial, na estética, sendo os mais realizados no Brasil são, em ordem crescente: lipoaspiração, mamoplastia de aumento, blefaroplastia, rinoplastia e abdominoplastia, a seguir serão descrito significado de cada uma.

Franco, et. al. (2012) relata que a lipoaspiração é realizada como processo estético para retirada de gordura em pessoas saudáveis tem como intuito diminuir o acúmulo de gordura localizada. A mamoplastia de aumento é um método cirúrgico instituído em aumentar o tamanho dos seios (MUNHOZ; ALDRIGHI; ALDRIGHI, 2005)

Para Meyer, et. al. (2010) a blefaroplastia é um processo de opção de reparar a aparência estética das pálpebras e aprimorar o campo de visão, por meio da excesso de pele e gordura, sendo os superiores e inferiores. Pochat, Alonso e Meneses (2010) a rinoplastia é uma das técnicas que têm por finalidade a manutenção das estruturas de base do nariz.

Por fim a abdominoplastia é uma técnica cirúrgica de estética desempenhada para remover gordura e pele em exagero do abdômen, na maioria das vezes por motivos estéticos. (MÉLEGA; ZANINI; PSILLAKIS, 1988).

Estima-se de acordo com Campana, Ferreira e Tavares (2012) que, em 2009, tenham sido realizados 8.536.379 processos estéticos cirúrgicos no planeta, sendo 1.054.430 deles no Brasil, um estimável aumento comparativamente aos 363.609 processos cirúrgicos de 2004, calculados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Diante do aumento apreciável de cirurgias plásticas estéticas realizadas no Brasil, em 2009, e do papel das propagandas sublimares direcionadas ao público na constituição do padrão de corpo ideal, ressaltando o corpo magro de bustos fartos para a mulher e forte e viril para o homem. (CAMPANA; FERREIRA; TAVARES, 2012).

Para Machado, et. al. (2011) o homem atual é vaidoso, quer estar em evidência, assim como as mulheres, este é um perfil masculino muito distante do passado, o processo civilizador buscou determinar o controle das emoções por meio dos costumes. Prova dessa mudança é o crescimento do comércio para a beleza e estética voltada para acolher o consumidor masculino, há uma infinidade de produtos e tratamentos, instituições, e academias especializadas.

Essa busca cada vez maior por corrigir más deformações pelo público feminino e masculino, habitualmente ocorre por estarem descontentes com sua feição estética e seu peso, tendo como decorrência desse desgosto, a baixa auto-estima, levando-as à busca por procedimentos cirúrgicos. Cordás (2005) relaciona esses fatores com hábitos e transtornos alimentares, devido à grande busca por cirurgias plásticas.

Andrade e Bosi (2003), afirmam que o Brasil é um dos campeões em cirurgias plásticas por motivos estéticos e o maior importador de femproporex. De acordo com Caetano (2010/2011) femproporex é uma substância anorexígena inibidora de apetite que age como auxiliar no tratamento da obesidade.

3.2.2 As Consequências Psicológicas

O termo corpo perfeito para Silva (2005) já vem sendo usado no cotidiano das pessoas há bastante tempo, cada vez mais a magreza excessiva vem se destacando pelos meios de publicidade no país e no mundo através de jornais, revistas, outdoors e internet, e assim levando a uma arriscada busca por dietas, remédios milagrosos e chegando aos transtornos alimentares mais graves.

Ao contrário do que se pensam, doenças que parecem ser excepcionalmente femininas são cada vez mais frequentes nos homens, como anorexia nervosa, manorexia, bulimia nervosa e vigorexia. Tanto nos homens quanto nas mulheres, numerosos fatores, sejam biológicos, genéticos, ambientais, socioculturais ou psicológicos, podem desencadear transtornos alimentares, comenta Giacomini (2010).

Segundo Saito e Silva (2001) não é possível definir um exclusivo motivo para o aparecimento dos transtornos alimentares. De fato, a multicausalidade com aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais. Várias anomalias biológicas foram descritas como alterações do metabolismo de certos hormônios, alterações de certos neuromoduladores e neurotransmissores.

 Os desempenhos endócrinos podem alterar em pessoas com transtornos alimentares pela influência de fatores como transformação do peso corporal, jejuns demorados, desordens do sono, depressão e uso de drogas. Os fatores psicossociais parecem ter grande estima na gênese e conservação desses distúrbios, uma vez que ultimamente se nota uma supervalorização da pessoa magra como o padrão estético ideal. Influências sociais muitas vezes unificam a imagem de mulheres e homens, magros com sucesso profissional (SAITO E SILVA, 2001).

O constrangimento com o próprio corpo parece ser comum na sociedade. Entretanto, o grau de preocupação ocasionado pelo descontentamento com o corpo pode mudar entre os sujeitos e atingir um nível em que estas apreensões ocasionem influência no seu funcionamento do dia-a-dia. O constrangimento com a figura corporal exerce extraordinária função em uma grande percentagem de transtornos psiquiátricos, compreendendo os transtornos alimentares, fobia social, transtorno de identidade de gênero, mas especialmente na categoria psiquiátrica que é muito acentuada para os dermatologistas; o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) (CONRADO, 2009).

3.2.2.1 Anorexia

Segundo Pinto e Guimarães (2006) a anorexia é uma doença que atinge 20% dos adolescentes em todo o mundo, normalmente, a idade em que procede a existir o problema é por volta dos 17 anos e a maior incidência é em mulheres. Muitas vezes dificuldade do dia a dia e acontecimentos inesperados desencadeiam a anorexia, como: perda de emprego, mudança de cidade, relacionamento conturbado em casa, entre outros.

A maioria das pessoas que tem anorexia pertence às classes médias e altas, o que apresenta a forte relação e influência entre a doença e o acesso aos meios de comunicação de massa. O padrão de corpo e de beleza recomendado pelas diferentes capas de revistas, novelas e programas de estética é almejado por todos (PINTO E GUIMARÃES, 2006).

Segundo a Folha de São Paulo (2006) a modelo Ana Carolina Reston Macan (Figura 4) de 21 anos morreu de anorexia, quando veio a óbito estava pesando 46 quilos, adquiriu a doença quando estava trabalhando no Japão quando a obsessão pela magreza começou a se tornar uma doença.

Figura 4 - Ana Carolina Reston Macan

Fonte: Revista veja (2006)

O anoréxico de acordo com Pinto e Guimarães (2006) apresentam um peso corporal abaixo das condições esperados para sua estatura, mas ainda assim tem uma percepção distorcida quanto ao próprio corpo; apesar das pessoas em volta observarem que está muito magro, o indivíduo persiste em negar e se sente gordo.

De acordo com Saito e Silva (2001) na anorexia as pessoas têm uma grande preocupação em relação ao peso, forma física e especialmente com o desejo de se sentirem magras.

O mesmo autor citado anteriormente relata que na fase de anorexia as pessoas sentem-se gordas, distorcendo a realidade da imagem corporal. A diminuição de peso torna-se o grande objetivo e para atingir, faz algumas restrições alimentares, pratica exercícios físicos de forma exagerada, uso de medicamentos ou inibidores de apetite.

Para Barlow e Durand (2008) uma pessoa que tem anorexia nunca esta contente com o peso que perde. Continuar com o mesmo peso de um dia para o outro ou ganhar algum peso em qualquer episódio é algo que pode ocasionar pânico, ansiedade e depressão, o fato de perder peso continuadamente, todo dia por semanas, é aceitável.

Na anorexia, os pensamentos desagradáveis concentram-se no ganho de peso e a pessoa exibe uma variedade de comportamentos, alguns ritualísticos e se ridicularizam em relação a tais pensamentos (BARLOW E DURAND, 2008).

A anorexia traz inúmeras dificuldades clínicas que vai de um ressecamento de pele e enfraquecimento dos fios de cabelo à infertilidade, amenorréia[07], anemia, problemas cardíacos e pulmonares, além da falta de todos os nutrientes. A pessoa fica totalmente desnutrida, devido à ausência das vitaminas, minerais, açúcares, proteínas e gorduras. (PINTO E GUIMARÃES, 2006).

Saito e Silva (2001) apontam duas formas de anorexia, sendo elas tipo restritivo, quando o indivíduo não alternam períodos de jejum com episódios recorrentes de descontrole alimentar, dietas, jejuns e exercícios físicos em excesso e a forma ingestão compulsiva que acontece em episódios periódicos de voracidade alimentar e vômitos como técnicas purgativas.

A anorexia acontece em jovens de 13 a 17 anos, embora existam casos após os 40 anos, em relação ao sexo acontecem mais em mulheres do que em homens (SAITO E SILVA, 2001).

3.2.2.2 Bulimia

Espíndola e Blay (2006) definem a bulimia nervosa por uma grande ingestão de alimentos de modo rápido e com a sensação de perda de controle, os chamados episódios bulímicos. Estes são seguidos de métodos compensatórios impróprios para o controle de peso, como: vômitos auto-induzidos, uso de medicamentos como, por exemplo, diuréticos [08], laxantes e inibidores de apetite, dietas e exercícios corporais, excesso de cafeína ou uso de cocaína.

Segundo Saito e Silva (2001) a bulimia ocorre por um acesso súbito de aumento de ingestão alimentar, e uma apreensão excessiva com o domínio do peso corporal, induzindo o sujeito a seguir graus extremos, a fim de impedir o ganho de peso de ingestão de alimentos.

A sociedade exerce influência sobre como deve ser a construção corporal das pessoas. A autopercepção do peso pode estar pautada com a distorção da imagem corpóreo (CAMARGO, et. al. 2008).

As pessoas que tem a bulimia apresentam história de constrangimento com o corpo, mesmo exibindo peso e forma corporal dentro da normalidade. Centralizam seus valores, excepcionalmente em sua aparência, cercando-se das mais variadas e insensatas dietas, exibindo anseios de baixa autoestima e tendem com isto a se isolar socialmente (SAITO E SILVA, 2001).

Para Barlow e Durand (2008) a bulimia destaca por comer uma enorme quantidade de comidas, na maioria das vezes, mais alimentos inúteis do que frutas e vegetais, em comparação ao que a maioria dos sujeitos comeria em ocasiões semelhantes.

3.2.2.3 Vigorexia

No homem, a preocupação exagerada com o corpo pode desencadear transtornos alimentares, além de um novo transtorno comportamental denominado Vigorexia. (CAMARGO, et. al. 2008)

Também conhecida como Dismorfia Muscular e Anorexia Nervosa Reversa, a Vigorexia de acordo com Camargo, et.al. (2006) foi atualmente descrita como uma modificação da desordem dismórfica corporal e adapta-se entre os transtornos dismórficos corporais (TDC).

Para Assunção (2002) a dismorfia muscular abrange uma preocupação de não ser suficientemente forte e musculoso em todas as partes do corpo, o oposto dos TDC's típicos, que a principal preocupação é com áreas específicas.

Os indivíduos acometidos pela Vigorexia, frequentemente se deparam como fracos e pequenos, quando na verdade apresentam musculatura desenvolvida em graus acima da média da população masculina, caracterizando uma distorção da figura corporal. Eles se preocupam de maneira anormal com sua massa muscular, o que pode levar ao exagero súbito de peso, prática de dietas e uso indiscriminado de suprimentos protéicos, além do consumo de esteróides anabolizantes (CAMARGO, et. al. 2008).

Segundo Camargo, et. al. (2006) a prevalência da Vigorexia afeta com maior frequência os homens entre 18 e 35 anos, mas pode também ser notada em mulheres, sendo expressa por fatores socioeconômicos, emocionais, fisiológicos, cognitivos e comportamentais. A condição socioeconômica destes indivíduos é variada, mas na maioria das vezes é mais frequente na classe média baixa.

3.2.2.4 Manorexia

Manorexia é a Anorexia Nervosa masculina, esse tipo de transtorno vem sendo pesquisado uma vez que, de acordo com um recente estudo da Universidade de Harvard, 25% dos homens apresentavam Bulimia ou Anorexia Nervosa (PAULINO, 2009).

A manorexia pode se apresentar na forma de restrição alimentar pura, uma preocupação exagerada com a composição calórica e com a preparação dos alimentos ou na forma purgativa. Nas duas formas, surge também o receio de adquirir peso e uma perturbação na imagem corporal (GIACOMINI, 2010).

 Um exemplo de pessoa que teve marorexia foi o ex modelo Jeremy Gillitzer (Figura, 5) de 38 anos que faleceu em 2010, pesando apenas 29 kg (FOLHA DE SÃO PAULO, 2006).

Figura 5 - Jeremy Gillitzer

Fonte: Menezes (2010)

Giacomini (2010) expõe que existem poucas pesquisas no mundo que investigam a relação entre os homens e este distúrbio, mas estima-se ultimamente que os homens representem de 15% a 20% do total de casos de anorexia nervosa e bulimia nervosa, ou seja, em cada cinco sujeitos com esses sinais, uma é homem.

3.3 O Estereótipo do Corpo Perfeito

A sociedade exerce forte pressão sobre qual deve ser a estrutura corporal de indivíduos de ambos os sexos. Enquanto para mulheres o corpo magro é estimado ideal e representa sua aceitação na sociedade, para homens este padrão obedece a músculos cada vez mais desenvolvidos, muitas vezes alcançados somente com o uso de substâncias como os esteróides anabolizantes (DAMASCENO, et. al. 2005).

No Brasil, corpo de mulher belo é magro, de pele clara, cabelos loiros e lisos, com poucas curvas. O corpo feminino utópico, na visão dos homens, constitui-se de curvas, seios grandes, empinados e firmes, e nádegas bem torneadas. Já o corpo ideal do sexo masculino constitui-se de traços da face bem marcados e equilibrados, altura em torno de 1,80 m, baixa gordura, abdome definido, tórax e ombros largos. Alcançar o ideal seria obter a perfeição e a beleza; seria a realização da essência do homem divino no corpo, o que aproximaria da vida eterna. (CAMPANA, FERREIRA E TAVARES, 2012).

Novaes e Vilhena (2003) concretizaram um estudo sobre a feiura, buscando explicar se a feiura afeta a maneira de lidar com o corpo, que por sua vez produzem vínculos sociais até então não evidenciados.

Para as autoras, a feiúra é uma forma de exclusão social feminina, e a imagem da mulher persiste em ficar agregada aos modelos estéticos socialmente estabelecidos, havendo cada vez menor tolerância a anormalidades de tais padrões. A gordura é assumida como um modelo de feiura e apontada como um meio de supressão vivenciado por aqueles que nela se enquadram constatações semelhantes às apontadas por Serra e Santos (2003).

Novaes e Vilhena (2003) também consideram que a beleza, a aparência física e o corpo têm uma enorme importância no discurso da mulher e do homem de hoje, e o consumo de tecnologias de embelezamento podem de fato potencializar a maturidade da mulher, mas por outro lado, levar ao risco de um perspicaz deslizamento para a patologia, quando a beleza se torna um fim em si mesmo.

3.4 Publicidade e a Indústria de Beleza

Para Boris e Cesídio (2007) o corpo, nos tempos modernos, é pouco dotado de espontaneidade, de naturalidade e de erotismo, pois foi condicionado, ou seja, regulado pelos interesses da sociedade capitalista, que somente visa o consumo e lucro.

De acordo com Rockenback (2009) a divulgação e exploração das imagens do corpo da mulher e sua admissível forma de pensar são assuntos elaborados pela publicidade que contribuem para reafirmar o poder simbólico em nosso contexto social, uma vez que reforçam os mecanismos de dominação masculina.

Rockenback (2009), afirma que os textos publicitários, em sintonia com o contexto histórico, social e cultural, influenciam intensamente na formação e transformação de hábitos e formas de pensar. Com seus poderes persuasórios criam e impõem, direta ou indiretamente, ideais, valores, crenças, sonhos e expectativas. Interferindo nos aspectos psicológicos, antropológicos e sociológicos de uma sociedade.

A linguagem publicitária é basicamente persuasiva e carregada de ideologias, que para, Rockenback (2009) ela está sendo usado muitas vezes como instrumento de controle social, pois consegue impor-se e interferir nas atitudes de seus receptores.

Rockenback (2009) relata que além da apreensão com os aspectos comerciais do produto, as propagandas buscam estar em conformidade com o contexto histórico, social e cultural, buscando sempre as melhores estratégias para agir sobre os mesmos.

O corpo da mulher passou a atrair interesses econômicos de grandes empresas, que investem na moda e nas propagandas publicitárias, passando a ser exigido como um objeto de feminilidade. Foi a partir, das décadas de 1950 e de 1960, que as estratégias do mercado, como forma de atrair os consumidores, se basearam na insaciabilidade do desejo de consumir, ou seja, os indivíduos passaram a consumir bens independentemente de seu valor de uso, ou seja, além de sua utilidade, mesmo quando não necessitavam deles ou quando não podiam comprá-los (BORIS E CESÍDIO, 2007).

No século XXI, começa-se a observar, mais fortemente, imagens de corpo masculino fora dos papéis sociais tradicionais anteriormente mencionados: corpos nus, em posições sensuais, com um ideal diferente de beleza do que até então era visto. (JANUÁRIO E CASCAIS, 2012)

Segundo Boris e Cesídio (2007) a publicidade leva o consumidor a pensar que ela se preocupa com o melhor para ele. Há sempre, implícita numa propaganda, uma preocupação com a realização dos sonhos e dos desejos mais íntimos do consumidor, mas o real objetivo é o interesse comercial.

O consumo tenta preencher as necessidades, não apenas as objetivas, mas, principalmente, as subjetivas do ser humano contemporâneo, que está inserido numa época cada vez mais individualista e que reproduz seus ideais emancipadores, atribuindo à mulher completude e realização individual. Ou seja, hoje, a mulher, ao consumir um produto da moda, por exemplo, tem a sensação de sentir-se mais bonita, mais desejada, mais atraente e mais completa, chegando a um alto nível de satisfação pessoal. (BORIS E CESÍDIO, 2007)

Como estratégia de persuasão, vê-se cada vez mais o uso da imagem feminina. A exposição quase total do corpo da mulher e o exagerado culto à beleza estão constantemente em cena, tanto em cartazes, anúncios de revistas, e programas de TV. Essa constante exposição do corpo feminino, nos diferentes gêneros textuais, acaba se tornando algo natural e perfeitamente aceitável para o contexto atual da sociedade brasileira (ROCKENBACH, 2009)

As propagandas de cerveja são dirigidas principalmente ao público masculino, por isso utilizam corpos femininos para seduzir e, ao mesmo tempo, reforçar o papel das mulheres como objetos sexuais, subordinadas aos desejos do homem. (ROCKENBACH, 2009)

A publicidade trabalha com as crenças de seu público e com isso contribuem para a manutenção da dominação masculina. Isso se dá através da maneira em que a mulher é representada nas peças publicitárias, como responsável pelas atividades domésticas e pela família, ou como objeto sexual quando a propaganda é dirigida ao público masculino. Dessa forma, a posição subalterna da mulher é reforçada e entendida como resultado de uma construção social, natural, uma vez que é incorporada pelos sujeitos sem que percebam. (ROCKENBACH, 2009)

Rockenback (2009) o poder de sedução da publicidade, concretizado pela exposição do corpo feminino, tornou-se uma estratégia eficiente nos dias atuais e tem influenciado cada vez mais na construção social do conceito de beleza. Isso porque vale-se de belos corpos, pouco vestidos, para vender produtos.

Januário e Cascais, (2012) compreendem que o corpo feminino tem sido objeto constante de especulação do mercado publicitário com ênfase no aspeto físico e da sexualidade, o masculino tem sido alvo de um crescente processo semelhante de disciplina corpórea. É pertinente destacar, ainda que além destas características citadas, o crescente narcisismo social e a necessidade do voyeurismo foram fatores auxiliares para essa exposição.

 Silva, Silva e Viana (2009) descrevem que o voyeurismo é um desvio sexual em que o saciamento do prazer é obtido pelas cenas eróticas e de contatos sexuais, frequentemente coligados á masturbação.

A indústria mediática descobriu no corpo masculino uma grande potencialidade de consumo e tornou-a um forte mercado a ser explorado pela cultura do consumo. O corpo masculino passa a desenhar um novo papel no cenário e debate mediático. A Publicidade voltou-se para uma produção de sentido diferente no que se trata do corpo masculino. (JANUÁRIO E CASCAIS, 2012)

3.5 Atuação do Psicólogo

De acordo com a Lei 4119/62 que destaca sobre os cursos de formação em psicologia e regulamenta a profissão do psicólogo, destaca que o psicoterapeuta pesquisa os fenômenos psíquico e comportamental dos seres humanos, emprega técnicas de observação, análise e avaliação de sentimentos, necessidades inferiores, competências motora e mental. Obtém diagnóstico para precaver e tratar doenças mentais, distúrbios emocionais e de personalidade, participa de ações de seleção e treinamento no campo profissional. (BRASIL, 1962).

Segundo Brasil (1964) o decreto n° 53464 de 21 de janeiro de 1964, sobre a atuação do psicólogo, ressalta que a profissão de psicologia é determinada como prática de emprego de métodos e técnicas psicológicas com finalidades de diagnóstico psicológico, orientação e seleção profissional, orientação psicopedagógico e solução de dificuldades de ajustamento.

Para Brasil (2002) a função de um psicólogo, para a Classificação Brasileira de Ocupações, é pesquisar, estudar e avaliar o desenvolvimento emocional e os processos mentais e sociais do sujeito, grupos e instituições, com a intenção de análise, tratamento, orientação, educação, diagnóstico e avaliação de distúrbios emocionais, mentais e de adaptação social, elucidar conflitos, acompanhar as pessoas durante e depois da ação de tratamento ou cura; averiguar os fatores inconscientes do comportamento subjetivo e coletivo, tornando-os conscientes; desenvolver estudos experimentais, teóricas e clínicas e coordenar equipes e atividades de área e afins.

Aimóra (2010) compreende que a apreensão com a figura corporal e distorção na percepção da mesma pode originar transformações de costumes alimentares, aderência a exercícios físicos, procura por intervenções plásticas estéticas e uso de outras técnicas que sustenta, restaura ou mesmo transforma a forma física. Estas maneiras, em certo grau podem ser saudáveis, suavizam desconfortos e erguem a autoestima. Contudo, quando essa procura por opções acresce em magnitude e torna-se obsessiva supera os limites da saúde e danifica a estabilização cognitiva, afetivo e comportamental, desencadeando quadros psicopatológicos ou psiquiátricos, como transtorno dismórfico corporal, alucinações somáticas, transexualismo, depressão, esquizofrenia e obesidade, mas é nos transtornos alimentares que contrai maior importância.

Conrado (2009) descreve que a técnica abordada para os transtornos alimentares, dimorfias corporais e excesso em cirurgias plásticas é a terapia cognitiva comportamental (TCC), que abrange o automonitoramento dos pensamentos e comportamentos à imagem, quanto tempo você gasta para se olhar no espelho; técnicas cognitivas como desafiar os pensamentos sobre sua autoimagem; e atividades comportamentais, como por exemplo, expor o indivíduo a uma circunstância de medo e precavendo o engajamento em comportamentos compulsivos.

A Teoria Comportamental (TC) relaciona aos vários transtornos psiquiátricos, modificáveis cognitivas particulares e se baseia em múltiplos princípios no emprego do processamento de significados aos episódios da realidade que instituem a chave para apreender o comportamento mal acomodado (SILVA E SERRA, 2004).

Duchesne e Almeida (2002) compreendem que a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma intervenção semiestruturada, prática e norteada para objetivos, que aproxima-se aos fatores cognitivos, emocionais e comportamentais no tratamento dos transtornos.

Segundo Aimorá (2010), os transtornos alimentares são muito comuns distorções cognitivas em relação ao corpo, o sujeito não gosta da sua aparência ou faz critica em relação a ela, acreditando que as outras pessoas estão falando dele em relação ao seu padrão de aparência.

Silva (2005) ressalta que o acompanhamento psicológico é preciso, embora muitos indivíduos se neguem a buscar ajuda por se sentirem fracas, muitas vezes até o auxílio chegar para essas pessoas já é muito tarde, por isso é de suma importância e urgência o tratamento de transtornos alimentares, pois boa parte dessas pessoas podem chegar a falecer, sendo importante destacar que o transtorno alimentar são patologias que necessitam ser diagnosticada e tratadas o mais rápido possível.

No processo da psicoterapia um dos fatores mais relevantes que o psicólogo tem que estabelecer é o vínculo terapêutico, entre terapeuta e a pessoa para que possa ocorrer essa mudança de pensamento entre ambos. Para que haja harmonia é preciso no primeiro momento de contato com o indivíduo, o terapeuta conquiste essa confiança (ABREU E FILHO, 2004).

A imagem do corpo humano é uma representação mental que trazemos do nosso próprio corpo. Esta reprodução não se reduz apenas a sensações ou fantasia, mas a aparência do próprio corpo. A percepção da nossa imagem procede do conhecimento que temos do nosso corpo. A atitude de cada ser humano evidencia como afeta a estrutura corpórea à imagem que temos de nós (PORTINARI, 2000).

Nos indivíduos com transtornos dismórficos corporal a psicoterapia é muito importante, pois essas pessoas submetem frequentemente a processos agressivos e nunca permanecem satisfeitos. Estes vão desde cirurgias plásticas estéticas até outros processos com maior risco à integridade física, na experiência de suavizar os sinais pautados à insatisfação crônica com determinadas partes do seu corpo (AIMORÁ, 2010).

A eficácia da terapia cognitivo-comportamental (TCC) para o Transtorno dismórfico corporal (TDC) vem sendo comprovada com estudos e ensaios clínicos controlados.

Entretanto o foco fundamental do trabalho psicoterapêutico no começo do tratamento, nos diversos transtornos, incide em suavizar os sinais pautados ao desgosto pela percepção que o sujeito tem de si. Os comportamentos compulsivos ou de perigo, necessitam ser identificados para que se possa ajudar quanto às técnicas de controle de impulso (AIMORÁ, 2010).

Nos indivíduos com transtornos alimentares, a prioridade está em reparar o arquétipo alimentar, atenuando os perigos, cardiovasculares e nutricionais originados pelas medidas purgatórias ou negativas. Os comportamentos compulsivos, as dietas rigorosas e a efetivação de exercícios físico excessivo nos episódios de anorexia; ilação de vômitos, uso de laxantes, mais frequente na bulimia nervosa; e a procura por operações plásticas nos grupos de dismorfia; simula uma tentativa de conforto ao sofrimento, uma maneira de passar com a emoção originada pela forma corporal percebida, que não acontece com a forma corporal fantasiada. (AIMORÁ, 2010).

O mesmo autor citado anteriormente ressalta que os comportamentos impróprios são decorrência das crenças disfuncionais que incluem a forma e o peso corporal à magnitude do afeto, desta maneira, também simulam uma tentativa de conseguir aceitação do outro. É imprescindível atenuar a ansiedade causada por estes sentimentos, o foco da terapia, está na identificação das crenças nucleares que amparam essa dinâmica, indicando alternativas ao sujeito para a compreensão de sua existência.

Na terapia deve-se trabalhar com o indivíduo as suas crenças e pensamentos disfuncionais que necessitam ser caracterizados para que perceba o ser subjetivo e comportamental que ele é, ou seja, que fique esclarecido como pensa, sente e age no que se referem os assuntos físicos do corpo, sendo necessário buscar subsídios reais que questionem essa percepção, aproximando o corpo fantasiado, ao peso, medidas, fazendo com ele perceba o seu corpo real. (AIMORÁ, 2010).

O mesmo autor ainda ressalta que esses indivíduos têm um descontentamento, permanente, independente do resultado alcançado com os métodos tomados. O corpo pode modificar, mas a percepção de si, as afinidades afetivas e a maneira como idealizam que são notados pelo outro não.

Segundo Pires e Santos (2012) os tratamentos que abrangem os transtornos alimentares abrangem a psicoterapia individual, ou grupo, a orientação nutricional, o acompanhamento de um médico geral e a psicofármacos são empregados na maior parte dos tratamentos, sendo que tem como finalidade a diminuição dos episódios de consumo alimentar impulsivo, assistência no controle dos comportamentos compensatórios, por exemplo, o uso de laxantes, e tratamento dos sinais do transtorno.

Diante disso o tratamento dos transtornos alimentares é de suma importância, para que o indivíduo possa compreender que estas doenças é um problema grave e necessita de ajuda para ser superado (GORGATI, HOLCBERG E OLIVEIRA, 2002).

Os mesmos autores citados anteriormente compreendem que o terapeuta comportamental deve estar atento aos sentimentos e comportamentos de vergonha e inferioridade, que são bastante comuns nesses indivíduos. É necessário que ele suavize sua exibição às qualidades que promovem a alimentação imprópria. Técnicas de precaução de recaída devem ser usadas, o tratamento também deve ser executado na presença de uma equipe multidisciplinar.

Delitti (2001) explica que a função do psicoterapeuta, por meio do impacto de suas particularidades pessoais e de sua interação sobre os comportamentos do indivíduo, é um fator primordial para a aceitação à terapia.

Sendo assim o ambiente clínico, assim como o psicoterapeuta, deve evitar sinalizar influência aversiva para as pessoas. O terapeuta deve ter cuidado ao esclarecer a proposta da terapia, fazendo-o de forma coerente e falando claramente sobre a terapia (VALE E ELIAS, 2011).

Os autores Aimorá (2010); Barbosa; Matos e Costa (2011) em suas pesquisas ressaltam que os problemas com a figura corporal esta aparecendo em ambos os sexos, pelas cobranças atribuídas pela cultura e mídia.

O papel do psicólogo é ajudar o sujeito a aprimorar sua autoestima, capacidades sociais, proporcionar conhecimento de si mesmo e suas reais motivações, auxiliando na aceitação de si e desenvolvimento de bem estar como ser humano (SATO, 2010).

Portanto a atuação do psicólogo é indispensável para essas pessoas que tem algum tipo de transtorno alimentar, dismorfia corporal e excesso de cirurgias plásticas, pois se trata de sérios riscos à saúde física e psicológica, e, nesse sentido, o desafio da psicologia é estudar, prevenir e tratar os diversos tipos de transtornos.

4. Discussão

Todos os autores referenciados nesta pesquisa foram unânimes em afirmar que a mídia é mediadora dos padrões de comportamentos tantos femininos como os masculinos.

Moreira (2008); Andrade e Bosi (2003) compreendem que a nossa sociedade é utópica onde a felicidade e o conhecimento são frutos do consumo, gerando assim um consumo desenfreado, com altos investimentos em busca da aparência perfeita, com isso a mídia, lança suas campanhas ligadas à beleza e o culto ao corpo, envolvendo em suas matérias figuras da mulher e de homem bem sucedidos, moderno (a), de beleza encantador (a), por meio de mensagem subliminar que transmita sensações de bem-estar pessoal, felicidade, entre outros.

Em relação às questões que envolvem o consumo, Silva (2005); Andrade e Bosi (2003) ressaltam que com o aumento da globalização e o aumento de publicidade focando em belas modelos magras e esbeltas, faz com que nossa sociedade cultive a magreza, pessoas musculosas, associando, a esse ideal estético, valores como felicidade e beleza, resultantes do consumo.  Ou seja, nesse mundo que vivemos ser esguio é ser belo, e para chegarmos tal padrão de perfeição, necessitamos comprar numerosos cosméticos, fazer muitas dietas, apelar a cirurgias plásticas, sendo que muitas vezes esse caminho pode não ter mais volta.

Morgan, Vecchiatti e Negrão (2004); Andrade e Bosi (2003) relatam que o corpo magro vem sendo sinônimo de beleza, poder e sensualidade e dessa forma leva cada vez mais adolescentes e jovens adultos fazerem regimes, onde o principal foco é estar bonito e ser aceito pela sociedade, mas diante desse quadro, nossa sociedade vivencia um quadro bastante conflitante, pois de um lado, está nossa sociedade recomendado o padrão de beleza magro; de outro, está à mídia bombardeando também com suas publicidades de fast-food, alimentos hipercalóricos. Todos esses fatores, acrescidos ao avanço da tecnologia da perfeição cooperam ainda mais para a procura por cirurgias plásticas estéticas e anorexígenas. Tem-se então a ilusão de que se pode ingerir grandes quantidades de calorias em nossa má nutrição e depois apelar a cirurgias plásticas ou remédios anoréxicos.

A partir dos resultados do referencial teórico, estima-se de acordo com Campana, Ferreira e Tavares (2012) e Cordás (2012) que, em 2009, tenham sido realizados 8.536.379 processos estéticos cirúrgicos no planeta, sendo 1.054.430 deles no Brasil, um estimável aumento comparativamente aos 363.609 processos cirúrgicos de 2004, calculados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Essa busca cada vez maior por corrigir más deformações pelo público feminino e masculino, habitualmente ocorrem por estarem descontentes com os aspectos estéticos e seu peso, tendo como decorrência desse desgosto, a baixa autoestima, levando-as à buscar por procedimentos cirúrgicos. Relacionando esses fatores com hábitos e transtornos alimentares, devido à grande busca por cirurgias plásticas.

A idealização do corpo perfeito é um dos temas mais discutidos na revisão de literatura, Giacomini (2010) compreende que as enfermidades que parecem ser excepcionalmente femininas, são cada vez mais frequentes nos homens, como anorexia nervosa, manorexia, bulimia nervosa e vigorexia. Tanto nos homens quanto nas mulheres, numerosos fatores, sejam biológicos, genéticos, ambientais, socioculturais ou psicológicos, podem desencadear transtornos alimentares.

Aimóra (2010) compreende que a apreensão com a figura corporal e distorção na percepção da mesma pode originar transformações de costumes alimentares, aderência a exercícios físicos, busca por intervenções plásticas estéticas e uso de outras técnicas que sustenta, restaura ou mesmo transforma a forma física. Estas maneiras, em certo grau podem ser saudáveis, suavizam desconfortos e erguem a autoestima. Contudo, quando essa procura por opções acresce em magnitude e torna-se obsessiva supera os limites da saúde e danifica a estabilização cognitiva, afetivo e comportamental, desencadeando quadros psicopatológicos ou psiquiátricos, como transtorno dismórfico corporal, alucinações somáticas, transexualismo, depressão, esquizofrenia e obesidade.

No decorrer da discussão percebe-se que a sociedade exerce forte pressão sobre qual deve ser a estrutura corporal de indivíduos de ambos os sexos. Enquanto para mulheres o corpo magro é estimado ideal e representa sua aceitação na sociedade, para homens este padrão obedece a músculos cada vez mais desenvolvidos, muitas vezes alcançados somente com o uso de substâncias como os esteróides anabolizantes (DAMASCENO, et. al. 2005).

Alguns estudiosos como Rockenback (2009); Boris e Cesídio (2007) explanam que os textos publicitários, em sintonia com o contexto histórico, social e cultural, influenciam intensamente na formação e transformação de hábitos e formas de pensar. Com seus poderes persuasórios criam e impõem, direta ou indiretamente, ideais, valores, crenças, sonhos e expectativas. Interferindo nos aspectos psicológicos, antropológicos e sociológicos de uma sociedade. A publicidade leva o consumidor a pensar que ela se preocupa com o melhor para ele. Há sempre, implícita numa propaganda, uma preocupação com a realização dos sonhos e dos desejos mais íntimos do consumidor, mas o real objetivo é o interesse comercial.

Como estratégia de persuasão, vê-se cada vez mais o uso da imagem feminina. A exposição quase total do corpo da mulher e o exagerado culto à beleza estão constantemente em cena, tanto em cartazes, anúncios de revistas, e programas de TV. Essa constante exposição do corpo feminino, nos diferentes gêneros textuais, acaba se tornando algo natural e perfeitamente aceitável para o contexto atual da sociedade brasileira, dessa maneira a indústria mediática também descobriu no corpo masculino uma grande potencialidade de consumo e tornou-a um forte mercado a ser explorado pela cultura do consumo. O corpo masculino passa a desenhar um novo papel no cenário e debate mediático, a publicidade voltou-se para uma produção de sentido diferente no que se trata do corpo masculino. Autores como Rockenbach, (2009) Januário e Cascais (2012).

Para finalizar essa discussão é fundamental ressaltar as possibilidades de atuação do psicólogo onde Silva (2005); Aimorá (2010) afirmam que o acompanhamento psicológico é preciso, embora muitos indivíduos se neguem a buscar ajuda por se sentirem fracas, muitas vezes até o auxílio chegar para essas pessoas já é muito tarde, por isso é de suma importância e urgência, buscar tratamento, sendo que o foco fundamental do trabalho psicoterapêutico no começo do tratamento, nos diversos transtornos, consiste em diminuir os sintomas relacionados ao sofrimento pela percepção que o indivíduo tem de si. Os comportamentos compulsivos ou de risco, precisam ser identificados para que se possa orientar quanto aos métodos de controle de impulso. 

Nos indivíduos com transtornos dismórfico corporal a psicoterapia é muito importante, pois essas pessoas submetem frequentemente a processos agressivos e nunca permanecem satisfeitos. Estes vão desde cirurgias plásticas estéticas até outros processos com maior risco à integridade física, na experiência de suavizar os sinais pautados à insatisfação crônica com determinadas partes do seu corpo (AIMORÁ, 2010).

Já nas pessoas com transtornos alimentares, a prioridade está em reparar o arquétipo alimentar, atenuando os perigosos metabólicos, cardiovasculares e nutricionais originados pelas medidas purgatórias ou negativas. Os comportamentos compulsivos, as dietas rigorosas e a efetivação de exercícios físico excessivo nos episódios de anorexia; ilação de vômitos, uso de laxantes, mais frequente na bulimia nervosa; e a procura por operações plásticas nos grupos de dismorfia (AIMORÁ, 2010).

O acompanhamento psicológico é de suma importância, pois auxilia o indivíduo a aprimorar sua autoestima, capacidades sociais, proporcionando conhecimento de si mesmo e suas reais motivações, auxiliando na aceitação de si e desenvolvimento do seu bem estar como ser humano (SATO, 2010).

Por meio dos dados obtidos na pesquisa bibliográfica foi possível descrever quais os comportamentos de padrões femininos e masculinos determinados pela mídia, Campana; Ferreira e Tavares (2012) ressaltam que corpo ideal da mulher bela é ser magra, ter pele clara, cabelos loiros e lisos, com poucas curvas. O corpo feminino utópico, na visão dos homens, constitui-se de curvas, seios grandes, empinados e firmes, e nádegas bem torneadas. Já o corpo ideal do sexo masculino constitui-se de traços da face bem marcados e equilibrados, altura em torno de 1,80 m, baixa gordura, abdome definido, tórax e ombros largos.

Alcançar o ideal de beleza virou uma corrida pelo tempo, onde pode fazer de tudo para alcançar a perfeição, devido isso é onde geram as consequências psicológicas nas pessoas, como as doenças, transtornos alimentares, Dismorfia corporal, cirurgias plásticas em excesso entre outros fatores, por fim a pesquisa ressalta que a mídia tem uma grande influencia na vida dos indivíduos, onde coloca que a imagem corporal é decisiva para ser aceito na sociedade, entendo assim que a atuação do psicólogo é crucial, pois a apreensão com a figura corporal e distorção na percepção do indivíduo pode originar transformações de costumes alimentares, aderência a exercícios físicos, cirurgias plásticas estéticas em excesso e uso de outras técnicas que sustenta, restaura ou mesmo transforma a forma física.

5. Considerações Finais

Depois de realizada a pesquisa notou-se que tem poucos estudos e pesquisas sobre esse assunto atualmente, mesmo sendo uma preocupação forte no mundo, não apenas na moda, mas em questão de saúde.

A influência da mídia foi vista no decorrer dessa pesquisa como um dos fatores que levam as pessoas a terem, dismorfia corporal, anorexia, bulimia, vigorexia e manorexia. Compreende-se que estamos vivendo em uma sociedade, onde o consumo é valorizado, e os valores materiais e estéticos governam nossas vidas como mandamento a serem seguidos. A mídia influencia na concepção de normas, comportamento e padrões de beleza, ligadas à indústria do corpo.

Verifica-se então que essa busca pela perfeição faz com que homens mulheres e adolescentes escravizam seus corpos, tendo muitas vezes mutilações, mortes, doenças, baixa autoestima, por uma corrida pelo belo que leva as pessoas muitas vezes a não se importarem com as consequências visando somente à beleza.

Esta incongruência absurda do padrão contemporâneo da beleza feminina e masculina foi inventada e mantida pelo comércio mundial da moda. Hoje são os comércios que ditam o padrão de beleza a ser adotado causando frustrações e gastos sem fim, pois para ser bela (o) a mulher e o homem devem permanecerem sempre jovens, musculosos, magros, bonitos entre outros adjetivos. A confusão que a mídia provoca na cabeça dos indivíduos no decorrer do trabalho e na discussão, nota-se o quanto a percepção da imagem corporal é o que induz ao desenvolvimento dos transtornos alimentares, cirurgias plásticas e excesso na academia.

Percebe-se então que a vaidade era coisa peculiar da mulher, mas cada vez mais, homens de todas as fases estão preocupados com os aspectos físicos. Nos tempos atuais, é crescente e incessante a busca por um corpo perfeito. Inúmeras são os sujeitos que excedem seus limites na tentativa dessa conquista e compra a ideia de obter uma aparência, imposta pela mídia por meio de um corpo esbelto, magro, que julgam ser mais importante que o sustento da própria saúde.

Conclui-se então que o fator psicológico deve ser bastante estudado, pelos psicólogos frente a esses indivíduos, pois essas pessoa têm uma apreensão obsessiva com alguma deformidade inexistente ou no mínimo na aparência física. O tratamento é bastante complicado, pois grande parte dos sujeitos não aceita estar doente. O tratamento incide em psicoterapia intensa e duradora e, muitas vezes é indispensável o uso de remédios.

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