Resumo: A depressão tem alto impacto na vida do paciente e de seus familiares, com significativo comprometimento nos aspectos sociais, ocupacionais e em outras áreas de funcionamento. O presente artigo tem como objetivo evidenciar a depressão infantil no contexto familiar contemporâneo. Na década de 60 do século passado, Albert Ellis e Aaron Beck chegaram à importante conclusão de que a depressão resulta de hábitos de pensamentos extremamente arraigados e descreveram os conceitos fundamentais da TCC. O delineamento metodológico do estudo foi à pesquisa bibliográfica. Os resultados apontam que a depressão infantil é uma condição que merece atenção, pois está muito presente no contexto atual que vivemos. Desta forma podemos considerar que a família contemporânea junto a seus filhos necessita ser estimulada a evidenciar seus sentimentos e ir reconhecendo suas responsabilidades e participação na vida e desenvolvimento do filho frente ao contexto contemporâneo é extremamente importante diante das transformações vividas atualmente na sociedade e as metamorfoses que ocorreram com a cosmovisão do homem ao logo das eras.

Palavras-chave: Depressão Infantil, Família, Contemporaneidade.

Abstract: Depression has high impact on the lives of patients and their families, with significant impairment in social, occupational and other areas of functioning. This article aims to highlight the childhood depression in modern family life. In the 60s of the last century, Albert Ellis and Aaron Beck reached the important conclusion that depression results from extremely ingrained habits of thought and described the fundamental concepts of CBT. The methodological design of the study was to literature. The results show that childhood depression is a condition that deserves attention because it is very present in the current context we live in. Thus we can consider that contemporary family along to their children need to be encouraged to show their feelings and go recognizing their responsibilities and participation in the life and development of the child against the contemporary context is extremely important in light of the transformations currently experienced in society and the metamorphoses occurred with the worldview of man to right the ages.

Keywords: Children depression, family, contemporaneity

1. Introdução

A depressão vem se tornando uma patologia cada vez mais comum, com características crônica, recorrente e familiar, no qual seu início acontece geralmente durante a infância e a adolescência (BAHLS & BAHLS 2003).

É comum ouvirmos e discutimos sobre a depressão em adultos, porém o presente estudo objetiva trazer uma discussão acerca do tema depressão na infância e suas manifestações, buscando através deste uma reflexão sobre seu tratamento numa aproximação direta com a intenção de colher dados e descrever as possíveis formas de tomar conta de uma criança com depressão no contexto familiar contemporâneo. Todavia o interesse científico pelo transtorno depressivo maior em crianças e adolescentes parecer ser recente, pois até meados da década de 1970 acreditava-se que esta temática fosse algo raro ou inexistente nesta fase da vida. Nos dias de hoje a depressão representa uma doença com crescente prevalência na população e alta recorrência.

Foi apenas em 1975 que o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos oficializou a existência do Transtorno depressivo em população de crianças e adolescentes (BAHLS, 2002). Na atualidade, a depressão representa uma patologia que preocupante no qual nas próximas décadas, pode ser considerado como o mal dos séculos. Dados atuais apontam prevalência de 0,3 a 5,9% traços de depressão na população geral de crianças e adolescentes (POWELL, 2008). Frente a isso, o transtorno tem se tornado uma das principais preocupações em saúde pública (BAHLS S. & BAHLS F., 2003).

A sociedade contemporânea trouxe a nós muitas inovações úteis e surpreendentes, mas por serem excessivas, perdeu o controle sobre as mesmas e em consequência, a criança é, naturalmente, a mais afetada. Por conseguinte, há a possibilidade de abertura para a instalação da depressão infantil, pela busca incansável e descontrolada de sempre mais, sem saber o que e porquê das coisas, visto que o próprio adulto pode não saber lidar com as maneiras de educar neste novo contexto (BAUMAN, 1997).

O objetivo desse estudo é relatar e discutir sobre o tema a depressão infantil no contexto familiar contemporâneo e como ela se manifesta nas fases do desenvolvimento da criança.

2. O Caráter Institucional da Família

A família na atualidade carrega consigo considerações históricas de sua evolução, ideologia e organização. A questão da indagação da origem da espécie humana, que redunda na origem e evolução da própria família, que ainda é “tema tormentoso tanto para historiadores como para psicólogos, economistas e juristas, pois o ser humano nasce no seio dela como uma verdadeira semente que está predestinada a perpetuação da espécie” (OLIVEIRA, 2009).

Com o passar dos anos, a estrutura familiar vem se modificando. As mulheres passaram a ter um papel mais importante na educação dos filhos, visto que as famílias diminuíram consideravelmente de tamanho, e passou-se a valorizar a instabilidade infantil, sendo a mãe a grande responsável pelo cuidado emocional das crianças. O eixo central familiar deslocou-se da “autoridade patriarcal para a afeição maternal”, como escreveu Tavares (2010). Até muito recente, as mulheres deixavam a casa dos pais somente para casar-se. Nesta última geração, as mulheres passaram a valorizar sua independência financeira. Mesmo assim, a maioria ainda dá um valor fundamental às suas ligações afetivas sendo que ter um companheiro garante um certo prestígio social.

As várias mudanças e transformações sociais que foram construídas na segunda metade do século XX e reconstruídas no início do século XXI, trouxeram mudanças também nos laços familiares.

A individualidade vivida nos dias atuais pode ser o motivo de tantas mudanças, com implicações diretas nas relações familiares. Na sociedade contemporânea, a conjugalidade, geralmente, não é verdadeira. Hoje vemos nas famílias atuais a constante busca pela estabilidade financeira, a satisfação pessoal e a realização de um sonho. As dificuldades mais encontradas estão em coincidir a individualidade e a reciprocidade familiar. O impacto desses desafios influencia diretamente o cotidiano dessas relações (FERRARI & KALOUSTIAN, 2002).

Bauman (1997), junto com outros autores, destaca a liberdade individual como o predicado mais valorizado pela sociedade contemporânea, assim como o que mais está contribuindo para o atual mal-estar.

 “A entidade familiar é fundamental em termos de sustentabilidade das boas relações entre o indivíduo que compõe a comunidade ou agrupamentos, no sentido de se manter em paz e a harmonia de forma duradoura entre eles”. (AGOSTINHO, 1964, p.15.)

Foram os colonizadores portugueses, que deram origem a família tradicional brasileira com estilo familiar dos indígenas e nas estruturas familiares dos escravos africanos. “O assunto família no Brasil praticamente passou despercebido pelos responsáveis pela elaboração das primeiras Constituições nacionais (...) a realidade é que as primeiras Constituições que surgiram no mundo tido como civilizado, frutos do constitucionalismo liberal clássico” (OLIVEIRA, 2009).

E ainda, existe a contribuição dos colonizadores europeus e os imigrantes japoneses, contribuíram com certa influência. A família contemporânea apresenta mudanças significativas. “(...) Afastando-se dos laços formais, são valorizadas as relações de mútuas ajuda e afeto, com índices cada vez maiores de união não matrimonializadas” (FACHIN, 2003, p. 1-2). Uma agregação histórica e cultural como espaço de poder, de laços e de liberdade. Uma aliança composta para representar harmonia e paradoxos. O que era incomum no passado é totalmente aceitável atualmente.

3. A Depressão Infantil

A depressão infantil está aumentando com maior frequência em nosso cotidiano e seu início cada vez mais precoce o que passou a constituir atualmente uma das principais preocupações da área de saúde pública.

Nos anos 60 século passado, Albert Ellis e Aaron Beck concluíram que a depressão é resultante de hábitos de pensamentos extremamente persistentes. Aaron Beck ressalta que o humor e os comportamentos negativos eram frequentemente resultados de crenças e pensamentos distorcidos e não de forças inconscientes como proposto na teoria de Freud. Em suma a depressão podia ser compreendida como sendo decorrente das próprias cognições e esquemas cognitivos disfuncionais. Pacientes com depressão acreditam e agem como se as coisas estivessem muito piores do que realmente são. Beck propôs um modelo cognitivo para a depressão que pressupõe dois elementos básicos: a tríade cognitiva e as distorções cognitivas. A tríade cognitiva refere-se sobre a visão negativa de si mesmo, na qual a pessoa tende a ver-se como inadequada. E as distorções cognitivas, compreendidas como erros sistemáticos na percepção e no processamento de informações, ocupam lugar central na depressão (RIBEIRO, 2013).

É global que a infância seja entendida unicamente, como um momento na vida da criança de descobertas, alegrias, inocência e encantamentos, Todavia dados resultantes de estudos epidemiológicos afirma que o transtorno depressivo maior é um incidente comum na infância, podendo até estar acompanhado de ideações e tentativas de suicídio. (PETERSEN & WAINER, 2011).

Para Rodrigues (2000) a temática depressão na infância se caracteriza pela ligação de inúmeros sinais e sintomas, dentre eles os mais relevantes são a tristeza e a irritabilidade. Conforme a intensidade, a Depressão infantil pode acarretar uma falta de interesse pelas atividades diárias, baixo rendimento escolar, diminuição da atenção e hipersensibilidade emocional. Podem surgir ainda preocupações anormais da infância, como por exemplo, preocupação com a própria saúde e estabilidade dos pais, medo de separação e da morte, além de acentuada ansiedade.

De acordo com Almeida (2005), existem diversos fatores no ambiente familiar que estão presentes na maioria dos casos de Depressão Infantil, são eles: sentimento de frustração e culpa frente a dificuldade em ter acesso à mãe, pouco ou praticamente estímulo afetivo, educativo ou verbal dos pais e excessiva cobrança dos progenitores relacionada à educação. Competem, também, histórias de abandono, ausência dos pais, separação conjugal e presença constante de conflitos que são característicos desses lares.

A Depressão infantil está diretamente associada aos desapontamentos prematuros e graves vividas pela criança em seu ambiente familiar desde sua gestação até após seu nascimento. A ausência de investimento maternal, lutos, momentos depressivos das mães e a falta de continuação dos cuidados com a criança ou separações dos pais e familiares, podem desencadear uma Depressão infantil (FORNELOS; RODRIGUES; GONÇALVES, 2003)

Fatores genéticos, aspectos comprometidos da personalidade – tais como ausência de autoconfiança e baixa autoestima – e inadaptação social podem ser tidos como causadores da Depressão na infância (ANDRIOLA; CAVALCANTE apud HUTTEL et al., 2011).

O aparecimento de sintomas depressivos na criança é considerado uma condição pouco favorecedora para o seu desenvolvimento. Em crianças e adolescentes, a depressão tem sido associada a comprometimentos no funcionamento cognitivo, familiar, psicossocial e emocional (BAPTISTA, DE LIMA, CAPOVILLA, & MELO, 2006; CRUVINEL & BORUCHOVITCH, 2006; FU I, CURATOLO, & FRIEDRICH, 2000; GOODMAN, SCHWAB-STONE, LAHEY, SCHAFFER, & JENSEN, 2000; HASAN & POWER, 2002; SANTANA, 2008).

Igualmente a Depressão, a Depressão infantil também é um Transtorno de Humor e o fato de a criança ter pouca habilidade na verbalização de seus sentimentos faz com que o diagnóstico fique mais difícil. É crucial se tenha um diagnóstico preciso e coerente, por conseguinte, é importante que se reconheça de forma antecipada bem os sinais (CRUVINEL; BORUCHOVITCH, 2003).

Existem ainda nos dias atuais contestação em relação a depressão infantil, alguns autores acreditam que a depressão na criança assume características diferentes da depressão do adulto (AJURIAGUERRA 1976; LIPPI, 1985), porém existem outros autores que afirmam que a depressão na infância apresenta características muito comuns a depressão do adulto. De acordo com DSM IV (1994), manual frequentemente empregado no diagnóstico de transtornos mentais, a depressão infantil é semelhante a depressão no adulto, de forma que os mesmos critérios de diagnósticos de depressão no adulto podem ser utilizados para avaliar a depressão na criança. Segundo esse manual, os sintomas mais comuns da depressão são: humor deprimido em grande parte do dia falta de interesse pelas atividades rotineiras, alteração de sono e no apetite, perda de energia, alteração nas atividades motoras, sentimento de inutilidade, dificuldade para se concentrar, pensamentos ou tentativas de suicídio.

Apesar de semelhanças diagnósticas, existem muitas diferenças significativas entre depressão infantil e a adulta. Uma diferença clara é quando diagnosticado em crianças, o Episódio Depressivo constantemente é o primeiro, enquanto em adultos, frequentemente, já ocorreram diversos Episódios Depressivos (JEFFREY, 2003).

Frente a isto, é notável que a depressão infantil e adolescente possui alto risco de recorrência se estendendo até a vida adulta, o que aponta a fragilidade deste tipo de amostragem de crianças e jovens para o transtorno (BAHLS, 2002). Porém, por mais que existam estudos que atestam que o transtorno depressivo causa forte impacto sobre as crianças e, mesmo sendo um problema encontrado com frequência na prática clínica, o transtorno depressivo ainda tem sido pouco diagnosticado e estudado, em consequência disso, são poucos os pacientes que recebem um tratamento eficaz (POWELL, 2008).

Pesquisas apontam que a terapia cognitiva comportamental é uma das abordagens que tem apresentado maior eficácia no tratamento do transtorno depressivo, unido a TCC também se destacam a psicoterapia de orientação psicodinâmica e a psicoterapia interpessoal. A TCC é um tipo de terapia que vem sendo extensamente testada e estudada. Segundo alguns autores, mais de 500 estudos científicos evidenciam e comprova a eficiência dessa psicoterapia para diversos transtornos e, entre eles, o transtorno depressivo maior. As razoes pela qual justificam esta afirmação: A TCC apresenta estrutura definida e é limitada no tempo e, essencialmente, faz uso de diversas técnicas de simples aplicação, que são validadas pela literatura (RIBEIRO, 2013).

A psicoterapia infantil tem como objetivo inicial auxiliar as crianças, os pais e cuidadores, quando se é observado algo diferente no desenvolvimento da criança, seja ele de ordem social ou emocional (GARCIA apud BONEBERG et al., 2008).

“É necessário atentar para o fato de que, quanto mais problemas de comportamento (sintomas) a criança apresentar, maior será a probabilidade de um desenvolvimento atípico, visto que a depressão poderá interferir nas atividades associadas à cognição e à emoção” (AMARAL & BARBOSA, 1990. P 35).

Andriola e Cavalcante (1999) destacam que não é possível existir uma única definição sobre a depressão infantil, o que é possível se afirmar é que está se trata de uma perturbação de ordem orgânica que engloba variáveis biopsicossociais.

4. Considerações Finais

A infância é considerada um momento na vida da criança, onde não existem problemas, preocupações ou responsabilidades, apenas a inocência de ver e viver a vida no modo da criança, porém a depressão nessa fase cada vez mais crescente no contexto contemporâneo traz comprometimentos significativos, com prejuízo na esfera emocional e cognitiva que influenciam diretamente no desenvolvimento infantil, afetando não só a criança, mas também sua família e o grupo ao qual se relaciona.  É de extrema importância que seja realizado um diagnóstico precoce para auxiliar para uma intervenção adequada.

Um outro fator importante no contexto da depressão infantil é a relação de afetividade entre crianças e adultos, pois a contemporaneidade tem trazido grandes tecnologias e facilidades ao nosso dia a dia, porém tem afastado as relações afetivas familiar, pois a forma como a criança é tratada é que fornecerá a ela informações sobre quem ela é e como ela é, pois os progenitores ou os cuidadores funcionam como espelhos para a criança, na formação da sua identidade. Várias pesquisas e de diversos autores concordam que a depressão tornou-se o mal maior da sociedade contemporânea. (TEODORO, 2010).

Os estudos realizados até o momento sugerem que a Terapia cognitivo- comportamental tem auxiliado de maneira efetiva no tratamento da Depressão infantil, transtorno este que tem atingido cada vez mais um considerável número de crianças na nossa sociedade contemporânea, no qual pensamentos, emoções, crenças e atitudes do paciente são revistos e reeducados, para que os comportamentos disfuncionais sejam modificados e novos comportamentos sejam aprendidos. Os pacientes que estão submetidos à Terapia Cognitivo Comportamental apresentam resposta significativamente mais duradoura do que os pacientes cuja depressão foi tratada com medicações.

Além da intervenção em TCC, é necessário que seja realizado um acompanhamento com os pais e com todos que estejam diretamente relacionados a criança, pois neste momento é necessário toda ajuda e compreensão para superar os obstáculos e se preparar para a vida. Uma criança quando criada em um lar onde haja amor, respeito e afeto acreditara mais nela própria e saberá lidar melhor com os contratempos do caminho.

Quanto aos sintomas depressivos apresentados na infância citados neste artigo, conclui-se que apresentam múltiplos fatores determinantes. Assim, as estratégias usadas nas intervenções não devem se basear apenas no rótulo “depressão”, nem em um modelo em que se deixe de analisar funcionalmente os comportamentos envolvidos. Além disso, a depressão infantil apresenta suas especificidades que diferem da depressão do adulto, dessa forma, requer análise e intervenções específicas. Nesse sentido, a Psicoterapia Comportamental Infantil, têm demonstrado grandes contribuições ao estudo da depressão infantil. Parte da identificação de fatores decisivos em sua história de vida, o que possibilita questionar sobre o desenvolvimento de padrões de comportamento que fazem parte de uma variedade de respostas mais amplas denominadas depressão.

A temática ainda é recente, já que até a década de 1970 acreditava-se que sua ocorrência fosse inexistente ou muito rara nessa fase da vida, porém com o passar dos anos foi ganhando espaço e foi reconhecida formalmente a existência da depressão em crianças e adolescentes. Atualmente está patologia representa um alto e progressivo predomínio na população geral e de acordo com estudos poderá nas próximas décadas substituir as cardiopatias e os problemas de saúde atuais da população. Em consequência a isso o transtorno vem se tornando uma das principais preocupações em saúde pública (BAHLS, 2002).

Deste estudo concluiu-se que a temática depressão, ao longo do tempo, foi redefinida conforme foram se aprofundando os estudos sobre o tema, é foi possível perceber a importância em se estabelecer um diagnóstico preciso para que sejam evitados erros que comprometam a autoestima, os relacionamentos sociais e o desempenho escolar da criança. Desta forma diante deste quadro assustador estando ciente dos problemas acarretados pela depressão, principalmente quanto ao desenvolvimento cognitivo e emocional, faz-se necessário um tratamento precoce que possa evitar maiores comprometimentos no repertório comportamental da criança.

Por fim, foi possível concluir com esse estudo que há uma relação entre depressão e o contexto familiar contemporâneo, e que faz-se necessário mais estudos e pesquisas a respeito do assunto. É recomendável um investimento no preparo de professores dos pais e familiares com problemas emocionais de seus filhos visando uma reformulação e flexibilização nas relações afetivas. Depressão é uma patologia que pode se manifestar de várias formas. E estas manifestações vão depender de como a criança lidará com suas emoções.

Sobre os Autores:

Gabriela Teodoro Reche - Acadêmica/pesquisadora do curso de Pós-Graduação-Capacitar.

Érika Leonardo Souza - Professora do curso de Especialização em Terapia Cognitiva Comportamental-Capacitar; Pós-Doutoranda em saúde coletiva – Departamento de medicina preventiva-UNIFESP.

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