3.875                     Avalie este Artigo:

Os pais intelectuais da psicologia foram, sem dúvidas, a filosofia e a fisiologia. Apesar do interesse comum pelas questões relacionadas a interação mente-corpo, sensação-percepção, cada uma destas ciências tinha interesse muito voltado para sua respectiva área. Foi então que o alemão Wilhelm Wundt mudou este ponto, tornando a psicologia uma disciplina independente.

O período foi extremamente favorável, Wundt foi o homem certo no lugar certo: as universidades alemãs se encontravam em um período de expansão e haviam subsídios disponíveis para novas disciplinas, além do mais, o clima intelectual era bastante favorável à abordagem que Wundt advogavam suas propostas foram bem recebidas pela comunidade acadêmica e em 1879 houve a criação do primeiro laboratório formal para pesquisa em psicologia na Universidade  de Leipzig. E então em 1881 Wundt lançou o primeiro jornal voltado à publicação de pesquisas em psicologia.

Wundt é o fundador porque ele casou a fisiologia com a filosofia e fez seu resultado (filho) independente. Ele trouxe os métodos empíricos da fisiologia para as questões da filosofia” (LEAHEY, Tomas - 1987, p 182)

A concepção de psicologia de Wundt dominou o campo por duas décadas e influenciou muitas outras. Mas e qual era o objeto de estudo desta nova ciência? Para Wundt este objeto era o ‘Consciente’, a consciência da experiência imediata.

Wundt então pesquisou incansavelmente por métodos tão científicos quanto os das ciências naturais para estudar a ‘experiência consciente’. E este trabalho duro, aliado a suas idéias provocantes logo lhe renderam seguidores, jovens estudantes interessados nas suas pesquisas.

Muito dos estudantes de Wundt criaram seus próprios laboratórios de psicologia e atraíram estudantes. Um dos estudantes de Wundt, G. Stanley Hall, foi particularmente importante para o rápido desenvolvimento da psicologia na América. Foi o primeiro na América, fundou o primeiro laboratório de pesquisa em psicologia na Universidade Johns Hopkins (1883), em 1891 ele lançou o primeiro jornal Americano de psicologia e em 1892 ajudou a fundar a APA - Associação Americana de Psicologia, sendo seu primeiro presidente.