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Hoje um dos principais temas de discussão mundial é a exclusão social, essa representada pela desigualdade entre indivíduos de uma mesma sociedade. O objetivo desse artigo e mostrar como o capitalismo esta ligado a tal manifestação.

Para que possamos entender essa relação devemos, partir do elo entre esses elementos. Somos seres sócio-históricos, nossa formação se dá através de um processo cultural que advém ao nosso tempo; aprendemos e nos desenvolvemos através dos dizeres e saberes ancestrais. O que somos hoje está relacionado com o passado de nossa sociedade: seus costumes, crenças e cultura; esses são os responsáveis pela nossa constituição como indivíduos. Além das relações que temos com o nosso passado, há ainda a relação social que temos com os indivíduos. Segundo Araújo (2003, p 156),

O sujeito psicológico é constituído por diferentes dimensões: cognitiva, afetiva, biológica e sociocultural e seu funcionamento se dá a partir das interrelações destas entre si e com o mundo externo físico, interpessoal e sociocultural com o qual o sujeito interage.

O grupo em que nos encaixamos também é responsável por nos moldar; o que nossos pais foram irá influenciar no que nós seremos. Nossa cultura, sociedade, nosso trabalho encontram-se em um conflito de relações. Segundo Sawaia (1999, p 142),

Entendemos as sociedades e os grupos humanos a partir do conceito de “relação”. Relação, como a definimos, é a intrínseca de um ser em direção a outro. Assumimos também o ser humano como “relação”, isto é, como um ser que se constrói e se constitui a partir dos milhões de relações que ele estabelece com todos os seres existentes.

Entender o papel relacional dos homens é fundamental para compreendermos o processo de exclusão, pois a “Relação” é a principal responsável pela formação dos grupos, e assim sendo, pelo processo de exclusão social. A partir desse conceito de relação, podemos entender o quanto ela é importante para a constituição de um grupo.

Outro ponto que devemos compreender para melhor nos situarmos nos processos de exclusão é o capitalismo. Este teve seu início no final da Idade Média e perdura até os dias atuais.

No início da nossa história, o homem sobrevivia através de suas próprias forças: os seres humanos caçavam e se apropriavam dos frutos da terra e, assim, sobreviviam. Com o avanço da sociedade e com a descoberta que se podia plantar e colher, começou-se a dar valor à terra. Assim, surgiram os primeiros senhores de terra, que a utilizavam como forma de poder. O período feudal foi o que mais se destacou com relação ao poder do homem sobre a terra, pois seu mecanismo de funcionamento se baseava na servidão, na vassalagem: o senhor feudal era responsável por ceder o terreno para que a população plantasse e colhesse os frutos advindos dessa terra. Em troca, os servos teriam que pagar impostos aos seus senhores. Os senhores eram a lei daquela terra, tendo eles o poder sobre a vida e a morte de seus servos. Os senhores não eram proprietários só da terra, mas também de todas as pessoas que ali moravam. Esse panorama só vem a mudar a partir da baixa Idade Média, pois, com o avanço da peste negra e com a diminuição do poder da Igreja Católica, o comércio começou a migrar do campo para as grandes cidades. A economia passa a basear-se nas expansões territoriais adquiridas através das guerras as quais, por muito tempo, ganharam cunho religioso.

Dá-se início às Cruzadas. O absolutismo emerge nesse momento: a Igreja concede poder divino aos grandes reis. Esse período foi marcado por grandes transformações econômicas e políticas. Ocorre o surgimento do mercantilismo, no qual se principia a procura por outras formas de enriquecimento. Esse processo nos traz a expansão marítima, com intuito de procurar por metais como o ouro e a prata, com o intuito de se enriquecer a metrópole, surgindo assim, as colônias. Esse momento é crucial para o surgimento do capitalismo, pois, com essa expansão, a burguesia começou a ganhar força e a contestar o poder absolutista. Afinal, nesse momento, era a classe social que fazia a ponte a qual ligava as riquezas aos monarcas da época. Essa classe funcionava como investimentopara os interesses monarcas.

A partir da segunda metade do século XVIII, ocorre a Revolução Industrial e com ela dá-se início ao processo de liberalismo, pensado por Adam Smith. O capitalismo vende a ideia do trabalho e da liberdade: todos os seres são livres para fazerem o que quiserem mas, para tal, necessitam de dinheiro e, para isso, faz-se necessário o trabalho. Então podemos dizer que nossa liberdade está atrelada ao trabalho. O referido sistema tem como pilar de sustentação dois pressupostos: o primeiro é a competição - mecanismo este que permite que o capitalismo esteja sempre em evolução; pois, quanto mais há competição, mais nos aperfeiçoamos. A partir da Revolução Industrial, esse processo ficou mais claro e, ate hoje, podemos perceber que nossa evolução faz com que o capitalismo perdure. Outro processo que é responsável pelo sustento do capitalismo é o consumo, fator este que nos impulsiona a querer mais. Se há uma justificativa para a competição, aí está o consumo. Precisamos ser os melhores para que possamos consumir mais; sempre queremos ter os melhores carros, celulares e roupas. Nossa liberdade é apenas simbólica, é uma ideia que alivia o peso do trabalho, pois, se não trabalharmos, não conseguiremos meios para nosso sustento.

Para entendermos melhor o capitalismo, podemos citar um trecho da obra de Marx (1975, p. 89,90)

(...) O trabalhador afunda ao nível de mercadoria, torna-se a mais destruída das mercadorias. (...) Torna-se mais pobre quanto mais riqueza produz. (...) Torna-se a mais barata das mercadorias quanto mais mercadorias cria. À medida que aumenta o valor do mundo das coisas, ocorre em proporção direta a desvalorização do mundo dos homens. (...) O objeto produzido pelo trabalho confronta-o como se fosse algo alienado, uma força independente do seu produtor. (...) O trabalhador põe sua vida no objeto; mas agora sua vida não mais pertence a ele e sim ao objeto. (...) A alienação do trabalhador em relação ao seu produto significa não apenas que seu trabalho se tornou um objeto, uma existência externa, mas que existe independentemente, como algo que lhe é alheio e que se torna uma força que o confronta; a vida que ele conferiu ao objeto o confronta como algo hostil e alheio. (...) Quanto mais o trabalhador produz, menos tem para consumir; quanto mais valores cria, mais desvalorizado se torna; quanto melhor a forma do seu produto, mais deformado o trabalhador; quanto mais civilizado seu objeto, mais bárbaro o trabalhador (...) Se o trabalho produz para o rico coisas maravilhosas, para o trabalhador ele produz privação. O trabalho produz palácios, mas para o trabalhador, favelas. Produz belezas, mas para o trabalhador, deformidades.

Podemos compreender como é o nosso ritmo de vida e como o capitalismo nos consome; vivemos sempre competindo contra o mundo, precisamos sempre ser ou estar entre os melhores. Somos reféns de nosso estilo de vida, do nosso consumo, não produzimos mais conhecimentos como em outrora, mas sim sobre formas de consumir.

Ao longo da minha formação, em particular no ensino médio, ouvia-se muito sobre o mercado de trabalho e como tínhamos que ser os melhores. Escutei de um professor uma metáfora entre as notas obtidas em provas e um copo de água. Nessa figura linguística, o professor me convidava a imaginar um copo de água cheio, onde eu estaria no fundo; as notas seriam a medição do copo, sendo que zero seria onde eu estava e dez, a sobrevivência, ou seja, para que conseguíssemos sobreviver, teríamos que tirar sempre dez. Refletindo sobre essa metáfora, podemos perceber que somos preparados para competir desde cedo. A competição em nossos dias se dá de forma tão intensa que é comum a exclusão de grandes grupos. O mecanismo que nos leva a competir também nos leva a excluir, pois, ao competirmos, geramos vencedores e vencidos.

O processo de exclusão tem seu período mais agudo na atualidade, favorecido pelo atual modelo econômico, mas é o mesmo e antigo, oriundo de tempos remotos. Entender o processo hoje requer entender sua história, ou melhor, como se originou e como veio se desenvolvendo com o passar das eras.

A exclusão tem seus primeiros relatos na Grécia antiga onde escravos, mulheres e estrangeiros não eram percebidos pela sociedade, ou seja, não tinham os mesmos direitos que os homens nascidos gregos e nem dos aristocratas gregos. E esse processo era dado como algo natural.

O termo exclusão social começou a ser utilizado na França, por volta de 1974 com a publicação do livro Les Exclus, de autoria de Lenoir. O livro retrata como o crescimento econômico estava, naquela época, criando uma nova categoria na França, uma categoria de desempregados que passaram a viver à margem da sociedade. A partir desse momento, o tema passou a ser abordado de forma diferente. Segundo Campello Lavrador (2005, p 115).

O termo exclusão é geralmente utilizado para designar uma gama de pessoas e de situações, como: idosos, deficientes, mulheres, crianças e jovens, negros, loucos, índios, gays, minorias étnicas, desempregados, “inempregáveis”, vagabundos, mendigos etc. Também é considerado como sinônimo de pobreza, de marginalidade, de discriminação, de desigualdade, de injustiça e de exploração social.

Para abordamos esse tema, usaremos a obra de alguns autores, como Robert Castell (1998), que utiliza a noção de desfiliação para determinar os processos de exclusão. Para esse autor, é o termo que melhor se encaixa, pois a exclusão seria vista como uma desfiliação do individuo da sociedade, podendo o mesmo chegar a total alienação social. Segundo Castell (1998), a exclusão social está ligada ao desenvolvimento econômico, ao nível de empregos criados e à capacitação dos trabalhadores. O trabalho não é apenas uma forma de sobrevivência, mas sim uma forma de fortalecer vínculos com as camadas sociais nas quais os trabalhadores se encontram. Hoje nos organizamos a partir do nosso trabalho; o trabalho serve como referência, somos rotulados pelo trabalho que exercemos; nossos méritos estão no trabalho que desenvolvemos e a falta dele nos coloca à margem da sociedade. Aqueles que não possuem trabalho são excluídos.

Outro questionamento que devemos levantar: por que a sociedade aceita que alguns grupos, tidos como iguais, sejam alvos de ações excludentes? Como e por que aceitamos tal fato?

Para começarmos a entender o porquê de tanta omissão, vamos levantar algumas teorias que estão relacionadas com o processo de exclusão.

A primeira, desenvolvida por Dollardet (1939), conhecida como teoria de frustração-agressão, traz como premissa o poder exercido pela frustração em nosso julgamento. O fato de não atingirmos os objetivos traçados faz com que nos sintamos frustrados; e esse sentimento nos faz reagir de forma agressiva em relação ao que nos frustrou, quando a fonte de frustração é mais poderosa ou desconhecida. A tendência é que desloquemos nossa raiva para alvos menores e com uma maior fragilidade. Esse fenômeno é conhecido por ‘bode expiatório’. Para o mesmo, nem sempre o comportamento é totalmente agressivo, podendo manifestar-se através de comentários de cunho preconceituoso. A história nos mostra certas ocasiões em que esses fenômenos se sucederam. Na Alemanha no período em que Hitler buscava o poder, o país se encontrava em uma grave crise financeira, a autoestima do povo era baixa, então Hitler começou sua campanha desviando a raiva e as frustações de seu povo para outra etnia, ele conseguiu com que o povo alemão acreditasse que eles eram a raça superior. No período referido, a estratégia de Hitler foram as propagandas nas quais as imagens de judeus eram associadas às de ratos, à avareza. Com isso, desviou-se o alvo da frustração alemã para o grupo judeu.

Outro fator que poderia explicar o porquê da omissão social diz respeito ao experimento desenvolvido por Lerner (1980), onde ele define o mundo como algo justo onde cada indivíduo “colhe aquilo que  planta”, ou seja, onde todas as pessoas tem aquilo que merece. Não é incomum hoje termos ainda esse tipo de pensamento. Quando vemos uma mulher se prostituindo, um mendigo pedindo esmola ou viciados pelas ruas pensamos que eles tiveram a sua chance e não souberam aproveitar. Não pensamos na história de vida desses indivíduos; preconceituosamente, julgamos apenas que eles desperdiçaram oportunidades e por isso merecem seus flagelos. Myers (1999, p. 402) explica melhor essa teoria.

Esse fenômeno de mundo justo reflete uma ideia que costumamos ensinar aos nossos filhos, de que o bem é recompensado e o mal, punido.

Daí é um pulo para presumir que aqueles que têm êxito devem ser bons e aqueles que sofrem devem ser maus. Esse raciocínio permite que os ricos considerem sua riqueza e os pobres, seu infortúnio, como justamente merecido.

Esse pensamento nos dá uma falsa segurança, nos faz pensar que vivemos em uma sociedade justa onde aqueles que se dedicam conseguem galgar degraus sociais. Mais que isso: essa crença dá sentido à existência humana, causando uma relação entre o que se faz e o que se recebe, justificando o investimento no futuro como uma espécie de troca onde se receberá pelo investimento que se vai fazer.

Essa teoria se mostra falha, pois, basta pensarmos como o mundo é injusto, e quantos se dedicam, porém, não conseguem oportunidades de ascensão social e profissional; quantos estudam dia e noite e não conseguem passar no vestibular. Onde estará a justiça para essas pessoas? Onde estará o mundo justo para as pessoas que nascem com necessidades especiais e não têm a mesma condição de competir com os outros indivíduos?

A exclusão está ligada às diversas questões sociais encontradas hoje em nossa sociedade, questões essas que nos norteiam e nos levam ao passado, no qual as sanções a indígenas, negros e a pessoas que se encontravam com alguma diferença, sejam de ordem psíquica ou física, eram tidas como algo natural. Essa questão serve para nos mostrar o vínculo existente entre o passado e o presente, e hoje continuamos seguindo o modelo de indiferença. Continuamos a excluir, não de forma transparente como em outrora, mas ainda excluímos: trabalhadores de classes mais pobres, como garis, faxineiros, serventes de obras, porteiros, entre outras classes cujo trabalho é baseado mais em força física. Podemos citar como exemplo a gafe cometida pelo jornalista Boris Casoy que, no final do ano passado, após a exibição de um clipe de boas festas da emissora Bandeirantes, sem perceber que o microfone estava ligado, fez um comentário ofensivo e preconceituoso sobre os garis que desejavam feliz ano novo.

O Trabalho e Suas Multidiversidades

O papel do trabalho na vida do homem é bastante significativo, pois age como mecanismo de exclusão e também de mudança. O trabalho não tinha tantos prestígios em tempos passados. Para Lopes (2009), o trabalho não era visto com tanta importância em períodos mais antigos. Na Grécia, o trabalho era relegado aos escravos, e assim também se fez na Idade Média, quando o mesmo era desprestigiado pela sociedade. Esse panorama só vem a mudar com o começo da Revolução Industrial e com a percepção de que o trabalho poderia ser visto como objeto de mudança, como forma de migrar entre classes. Para Marx (1975, p. 372).

O trabalho, em primeiro lugar, um processo em que ambos, o homem e a natureza, participam, e no qual o homem, de sua livre vontade, inicia, regula e controla as relações materiais entre si próprio e a natureza (...) logo, ao atuar no mundo externo e ao modificá-lo ele muda, ao mesmo  tempo, a sua própria natureza. Desenvolve as suas forças adormecidas e compele-as a agir em obediência ao seu poder.

A partir desse fragmento podemos constatar como o trabalho foi fundamental para a manutenção do crescimento industrial e individual das diversas camadas sociais existentes. Com esse movimento emerge o desejo dos trabalhadores em mudar a natureza humana, que até o momento era vista como inalterada. Esta nova perspectiva vê o trabalho como uma forma de liberdade.

O trabalho se relaciona com a identidade, de forma tão intensa que passamos a pensar o trabalho como parte de nossa identidade, pois o mesmo está relacionado ao tipo de classe social na qual nos inserimos e ao grau de  importância que galgaremos  na sociedade.

Hoje entendemos que o trabalho age como mecanismo de mudança, propiciando oportunidades a diversos indivíduos. O trabalho é gerador de oportunidades, mas também de exclusão; a dualidade que envolve o trabalho é vista com muita clareza em nossa sociedade.

Podemos pensar em um antigo mito grego que fala sobre um deus cujo nome era Hefesto. Esse deus foi banido do Olimpo por ser feio e manco. Por isso se refugiou em um vulcão onde passou o resto de sua vida. Ele ganhou destaque por sua habilidade e destreza em moldar o ferro e em fabricar jóias, entre outros apetrechos, para os deuses. Graças a isso, ele foi integrado ao plantel dos deuses e convidado a voltar ao Olimpo.

A partir dessa história, conseguimos entender como, através do trabalho, poderíamos ser inclusos, independentemente de nossas diferenças. A problemática se apresenta, porém, quando pensamos que o mercado de trabalho cada vez mais seleciona, fazendo com que haja menos oportunidade e mais competição, ou seja,mais ainda gera-se exclusão.

O desemprego hoje é um dos piores mecanismos excludentes, pois aqueles que não trabalham carregam um grande estigma, são rotulados de vagabundos, preguiçosos, entre outros adjetivos. O desemprego é tido por Castell (1998), conforme já foi dito, como fenômeno pelo qual o indivíduo se desfilia da sociedade, pois este perde sua identidade social.

O mercado de trabalho acirra competição: aqueles que não conseguem entrar acabam passando pelo processo de exclusão e, quanto maior a demora deste processo, pior é a situação. Segundo Chiavenato (1998), o recrutamento e seleção de trabalhadores devem ser utilizados com critério. Aqui caberia a seguinte frase: “a pessoa certa para o trabalho certo”, ou seja, o mercado de trabalho segrega as pessoas, distingue-as e as seleciona de acordo com suas funções e experiências. Assim, forma-se um gargalo no mercado de trabalho, onde poucos conseguem passar.  A dificuldade aumenta para quem possui deficiências ou se diferencia dos padrões sociais, seja por etnias, gêneros ou por valores culturais.

Podemos concluir que os processos que norteiam a exclusão se atrelam ao capitalismo e às diversas formas de trabalho, trabalho esse observado como agente de mudança que pode tanto incluir indivíduos como excluí-los.

Referências:

ARAÚJO, U.F. A dimensão afetiva na psique humana e a educação em valores. São Paulo: Summus, (2003).

CASTEL, R. As metamorfoses da questão social: uma crônica do salário. Rio de Janeiro: Vozes, (1998).

CHIAVENATO, I. Recursos Humanos “O capital humano das organizações”. São Paulo: Atlas, (1998).

LAVRADOR, M.C.C. Processos de exclusão e inclusão social. São Paulo: Paulus, (2005).

LERNER; M. J. Belief in a just world: A fundamental delusion. New York: Plenum Publishing Corporation. (1980).

MARX, C. Manuscrito econômico-filosófico e outros textos escolhidos. Rio de Janeiro: Abril Cultura, (1975).

MYERS, D. Introdução a Psicologia Geral. São Paulo: LTC, (1999).

SAWAIA, B. As artimanhas da exclusão. Rio de Janeiro: Vozes, (1999).