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Resumo: BRASIL. País de etnias, de interlocução de culturas, de extremos, de similaridades e de diversidades que formam um grande mosaico sociocultural. Durante a biografia do país, surgiram diversos questionamentos acerca do Brasil, sendo alvo de reflexão de inúmeros literários, antropólogos, sociólogos, psicólogos, historiadores, dentre outros. Porém, tais questionamentos tiveram sempre o intuito de compreender a uma mesma pergunta, que urge enquanto eixo de tal reflexão: Afinal, quem é o brasileiro? Tal questionamento se constitui enquanto uma pergunta histórica, que devido o seu caráter social, suportará sempre novos questionamentos, apresentando diferentes respostas ao longo do tempo. Assim, cada geração, ao formular esta interrogação, encontrará para ela uma resposta, de acordo com inúmeros fatores, subjetivos e socio-históricos, que se entrelaçam na cadeia vital do ser humano. Face ao exposto, esta pesquisa trata-se de Trabalho de Conclusão de Curso que objetivou investigar como o povo brasileiro constrói e manifesta identidades nacionais por meio das suas representações sociais acerca do que é “ser” brasileiro, tendo se buscado ainda: entender os conceitos de identidade nacional e representação social e a relação entre ambos; compreender de que maneira ocorre o discurso dos brasileiros acerca de suas identidades nacionais; compreender de que forma o brasileiro percebe sua nacionalidade; analisar de que forma as identidades nacionais podem estar presente nas formas de agir do cidadão brasileiro; identificar dados socio-históricos brasileiros na construção das identidades nacionais atuais. Para tanto, foi utilizado como metodologia o método Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), sendo uma técnica quanti-qualitativa, que apresenta como fundamento a teoria da Representação Social e seus pressupostos psicosociológicos. Foram entrevistados 51 sujeitos de diferentes regiões do Brasil, sendo 14 da região norte (Belém-PA), 11 da região nordeste (Salvador-BA), 15 da região sudeste (Rio de Janeiro-RJ) e 11 da região sul (Porto Alegre-RS). A coleta de dados se deu a partir da realização de entrevista semi-estruturada, sendo o local da coleta as cidades acima descritas. Destacam-se como resultados que há a predominância do discurso do brasileiro enquanto povo alegre, receptivo e batalhador, que enfrenta o problema da corrupção de quem está no poder. Nessa perspectiva, a corrupção se apresenta aplicada ao outro, especialmente à figura dos governantes, não havendo implicação dos participantes enquanto potenciais agentes transformadores de sua realidade social. Tais discursos configuram as identidades nacionais contemporâneas, mas que estão permeadas por representações sociais de caráter histórico. Portanto, observa-se na maioria dos discursos, independente da região do participante, ideias seculares, construídas ao longo da biografia do país, acerca do que é ser brasileiro, como a alegria, a receptividade, o “jeitinho brasileiro” e a noção de diversidade étnico cultural. Conclui-se que as identidades nacionais estão suscetíveis a transformações no decorrer do tempo, sendo alteradas conforme os fatos sociais e mudanças de paradigmas. Assim, “ser” brasileiro remete à construção e reconstrução de identidades nacionais que serão atravessadas por representações sociais, que permeiam a manifestação de comportamentos, a transmissão de valores e o posicionamento individual frente à coletividade.   

Palavras-chave: Identidade nacional, Representações sociais, Brasil.

Continue lendo: “Ser” Brasileiro:  Representações Sociais das Identidades Nacionais

3.9444444444444                     Avalie este Artigo:

Resumo: Este trabalho tem como objetivo compreender quais os vínculos, contribuições e desafios da Psicologia com a população em situação de rua. O fenômeno considerado população em situação de rua (PSR) é denominado pelo Decreto nº 7.053, de 23 de dezembro de 2009, Parágrafo único – “Grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória”. A idealização desta pesquisa documental, surgiu da necessidade de tentarmos responder: O que se tem feito a essas pessoas, sobretudo a psicologia. Observamos ainda que a (PSR), em nosso país, sofreu várias mudanças ao se entrecruzarem, dessa forma, percebemos a fragilidade dessas relações. O psicólogo precisará abandonar suas convicções morais e religiosas, olhar esse sujeito como ser humano e assim realizar a escuta psicológica eficiente com eles; deverá ocupar eticamente inúmeros espaços para inserir e integrar essa população, apoiando e aprimorando o sistema psicossocial existente, atuando sempre em defesa do sujeito e dos direitos humanos para o enfrentamento da violência física, psicológica e sexual contra essa população. O psicólogo (LANCELOTI, J.), afirma; “estabelecer vínculos é uma aprendizagem possível e uma dimensão humana que podemos desenvolver”. A inclusão de (PSR), nos projetos sociais e acesso ás redes de saúde públicas existentes, se faz necessário. para minimizar o sofrimento dessas pessoas nas ruas. Outro ponto importante; é a prática da Cultura de Paz, fazer valer a Justiça Restaurativa e ferramentas como a Mediação e Conciliação que é um instrumento de intervenção social para mudar a cultura punitiva. Baseamo-nos nas diretrizes apontadas, nos documentos de referência sobre o desenvolvimento mundial, artigos científicos, política nacionais, sociais, redes de saúde pública, projetos e ações. São pessoas que muitas vezes, não sairão das ruas, ainda assim, necessitam de cuidados. Dar-lhes atenção e atendê-los em suas necessidades singulares, é tratá-los com equidade. O método utilizado foi pesquisa documental; assemelha-se a pesquisa bibliográfica e ainda coloca a/o pesquisador/a em contato direto com o material em tratamento analítico e ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetivos da pesquisa acerca do tema.

Palavras-chave: População em Situação de Rua, Moradores de Rua, Crianças e Adolescentes de rua, Psicologia e Justiça Restaurativa.

Continue lendo: Psicologia: Vínculos, Contribuições e Desafios Junto a População em Situação de Rua

3.1666666666667                     Avalie este Artigo:

Resumo: O presente trabalho tem como tema central o processo grupal um tema muito importante na Psicologia Social. Segundo o dicionário Aurélio grupo é um conjunto de pessoas ou de objetos reunidos num mesmo lugar, um conjunto de pessoas que apresentam o mesmo comportamento e a mesma atitude, e com um objetivo comum que condiciona a coesão de seus membros. Vários autores trabalharam com as perspectivas de grupo e nos deteremos as concepções de Kurt Lewin, Loureau, Lapassade, Calderón e Govia, Pichon- Riviere, Silvia Lane, Martin Baró e Freud.

Continue lendo: O Processo Grupal na Psicologia Social

3.3333333333333                     Avalie este Artigo:

Resumo: Escolheu-se a igreja como instituição a ser pesquisada, assim como o seu significado na vida das pessoas que a frequentam; quais as relações entre a religião, a moral, a cultura, a política, a sexualidade das pessoas e suas escolhas ao longo da vida. A igreja, tanto a católica como as outras linhas religiosas, possuem muitas normas, ou melhor, dogmas: os dogmas religiosos, os quais seus fiéis devem seguir obedientemente. Haveria, portanto, uma ligação bastante estreita entre a pertença religiosa e os comportamentos tanto sexuais, morais e culturais que se teria no curso da vida. Nossa pesquisa, através de observações participativas com o grupo de jovens já citado e através de questionário, contendo 27 questões e sendo respondidas de forma dissertativa, pôde chegar a algumas conclusões.

Continue lendo: Religião, Moral, Cultura, Política e Sexualidade

3.6428571428571                     Avalie este Artigo:

Resumo: Este estudo tem como objetivo compreender a temática: Polícia, policial e sociedade. Pautado em um trabalho qualitativo, com intuito de reconhecer as bases do modelo institucional da Polícia, posicionando esta como uma máquina de produção de saber, verdades e subjetividades. Relações cercadas por situações estressantes, riscos e violência, com consequências físicas e emocionais para todos os envolvidos. Para uma contribuição da Psicologia a essa área é fundamental entender de onde fala (Quem é essa Polícia?), quem fala (Quem é o policial?) e a quem fala (Polícia e Sociedade) em prol da construção de uma polícia cidadã baseada nos Direitos Humanos.

Palavras-chave: Polícia, policial, sociedade.

Continue lendo: Isso é Coisa de Polícia, Sim Senhor: Interface entre a Psicologia Policial e a Sociedade

3.7619047619048                     Avalie este Artigo:

Resumo: O presente trabalho teve como objetivos identificar e analisar os conteúdos e a estrutura da representação social do uso da maconha de estudantes de psicologia. A amostra foi constituída por 49 estudantes do segundo período de uma faculdade privada da cidade de Natal, de ambos os sexos e com idade entre 17 a 53 anos. A coleta de dados foi realizada por meio da técnica de evocação livre e foram submetidos à análise por categorias. O resultado mostrou que o significado da maconha para esses sujeitos é fortemente marcado por elementos negativos e reflete o posicionamento dos mesmos frente ao uso de maconha por meio de emoções e atitudes como sofrimento, medo e preconceito. Conclui-se que há a necessidade de mudança de atitude e amadurecimento frente ao tema proposto visando auxiliar na formação profissional desses estudantes e que subsidie suas futuras práticas junto aos usuários da droga e seus familiares.

Palavras-chave: Representações Sociais, estudantes, drogas, maconha.

Continue lendo: Representações Sociais de Estudantes de Psicologia Sobre o Uso de Maconha

3.2962962962963                     Avalie este Artigo:

Resumo: Este artigo sugere uma reflexão teórica acerca da construção de vínculos na comunicação criativa, inserida no modelo de identidade grupal; conforme os teóricos Delors (1988), Csikszentmihalyi (1996), Sternberg e Lubart (1999) e Amabile (1999) o processo dialético no desenvolvimento da expressão criativa tem como dimensão de crescimento, o sentido de aceitar as diferenças intra-grupais. Maslow (2000), Alencar (2002), Arieti (1976), Schwartz (1992) e Guilhardi (2002) falam que a criatividade é uma habilidade necessária, que promove o bem-estar, relacionada à oportunidade de refletir, propor, interpretar e avaliar as circunstâncias sociais, principalmente na questão do afeto humano que é desigual. Cerna (1999), Torrance (1005), Necka (1992), Hunter (2004), Rickards e Jones (1991) enfatizam os diferentes níveis de criatividade relacionados com as diferenças de condições em relação às complexas circunstâncias sociais como barreiras internas à expressão da capacidade pessoal para criar, aonde é preciso ter vontade para escolher amar,combater o sentimento de insegurança e vazio relacional, lutando contra crenças e valores pessoais que restringem a amplitude de idéias perceptivas auto-imaginativas, cujas incertezas se transformam em egoísmos. Perrenoud (1995), Talbot (1993), Chiavenato (2007), Conde (1995) e Wechesler (1999) falam dosistema de recompensa e punição que induzem à pouca facilitação do processo de criatividade e do fato de que o indivíduo precisa ter motivos, meios e oportunidades, numa inclusão grupal como um modo de viver criativo, valorizando a eficácia numa interação dinâmica lúdica. Winnicott (1971/1975), Gadotti (1991), Zanella et al (2003), Nicolescu (1999) e Snyders (1988) falam da construção de vínculos, que transcendem a “concretude” da existência física pelo diálogo que comunica uma exigência prática de humildade, dentro de possibilidades e limites das relações sociais visando articular o pensamento complexo na necessidade e na vontade de sentir as necessidades dos outros, cujos conteúdos despertados pelo prazer estão relacionado ao amor. Sampaio (2000), Santin (1994), Nowak (1994), Bee (1994/1997), Codo (1999), Mauco (1986), Saracho (1991) e Katz (1978) falam do empobrecimento na relação pessoal, da perda da felicidade, da alegria de viver, da incapacidade de brincar, da infertilidade da fantasia e da falta de imaginação e de impulso lúdico, pela carência do jogo simbólico para desenvolver o social e o cognitivo, contextualizando ações e palavras inseridas na educação afetiva que condiciona o comportamento, o caráter e a atividade cognitiva, aonde o problema que está sendo trabalhado é subitamente percebido sob um novo ângulo e reestruturado. Moscovici (1995), Jollivet (2000), Lazzaratto (2002), Habermas (1984), Drucker (1981), Berger e Luckmann (1992) e Magalhães (2001) afirmam que a aproximação ou afastamento na interação entre pessoas; no significar de percepções e distorções, implica na necessidade de manter constante a energética do sistema relacional pela produção criativa e afetiva da memória, que necessita do sujeito criativo, cujo papel com os outros; opera construção, compreensão e confirmação da visão baseada no direito envolvendo o poder de operar mudanças a partir da criação de realidades envolvendo a necessidade de dar e receber apoio, comunicação e contato, numa diversidade de interação envolvendo diferentes situações para integrar diferenças, gerando unidade.

Palavras-Chave: Criatividade, Identidade, Unidade

Continue lendo: Relacionamentos Interpessoais: da Criação de Vínculos aos Processos Comunicativos

4.0857142857143                     Avalie este Artigo:

Resumo: Este artigo tende em vislumbrar o suicídio na sua dimensão social. Desse modo, portanto, preconizando acerca de suas informações basilares como: a etimologia da palavra, a epidemiologia, os motivadores e os métodos utilizados; ademais, as compreensões distintas por parte de teóricos, as contribuições do Sociólogo Émile Durkheim, ressaltando também os três tipos de suicídios por ele propostos, e a influência que o social exerce para o seu desencadeamento.

Palavras-chave:  Émile Durkheim, Social, Suicídio.

Continue lendo: Suicídio: Um Homicídio de Si Mesmo