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Sena e Silva (2004) remonta a história da Psicologia Organizacional, de como ela se formou e quais foram seus passos antes de se tornar a Psicologia Organizacional que conhecemos hoje em dia.

Duas revoluções mudaram o mundo, principalmente no tocante as relações de trabalho, foram elas a Revolução Industrial e a Revolução Francesa, uma para firmar o modo capitalista e a segunda por questões políticas. Nesse momento também estava começando a desestruturação do sistema feudal e assim surgindo trabalhadores independentes, que criavam seus trabalhos com suas ferramentas. Entretato foi necessário que alguém fizesse a ponte entre o trabalho e o mercado, ou seja, que alguém pudesse vender o produto no mercado. Assim o trabalhador, tido como independente, começa lentamente a sumir.

Com o surgimento da industrialização, os trabalhadores agora começam a ser empregados, eles ainda “tinham” certo controle sobre o produto, que só surgiria dependendo do ritmo de trabalho desse trabalhador.  Entretanto com o surgimento das máquinas, essas interferências foram acabando, já que não era mais o homem que ditava o ritmo de trabalho, mas agora era a máquina.  O homem tinha agora que obedecer ao ritmo da produção maquinal.

Antes do surgimento da Psicologia Industrial, os trabalhadores também estavam se tornando mecânicos, uma vez que as empresas detinham o conhecimento científico e o utilizava de uma forma que controlasse os trabalhadores. Eles, por sua vez, deixavam de pensar e agiam como se fossem maquinas também.

Sena e Silva (2004) mostra que assim como muitos saberes psicológicos, a psicologia industrial se forma no período das duas grandes guerras mundiais. Ela começa a obter seu reconhecimento no ano de 1924. Neste mesmo período foram feitas pesquisas para saber as condições de trabalho e foi nesse ínterim que começou a se pensar em novas formas de se trabalhar.

A partir dos anos 50 a denominação de Psicologia Organizacional começa tomar corpo, a junção dos saberes da sociologia e a antropologia com o da psicologia, influenciaram para o crescimento da psicologia social.

Antigamente a Psicologia Industrial se preocupava com a seleção e recrutamento de trabalhadores e soldados e hoje em dia ela também tem esse papel na instituição, todavia, agora, se busca dar consciência ao trabalhador, que o mesmo tenha noção da sua força de trabalho e quanto ela vale. Tenta acabar com essa visão de que o trabalhador é mecânico, que vem desde a revolução industrial.

Referências:

SENA e SILVA, M. de F. e BRAZ DE AQUINO, C. A. (orgs). Psicologia social: desdobramentos e aplicações. São Paulo: Escrituras Editora, 2004 – Coleção Ensaios Transversais, cap 4, p. 93-113.