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Resumo: O presente trabalho tem por objetivo realizar um breve resumo sobre as atividades que foram dadas em sala de aula, tendo como ponto de apoio a apostila viabilizada pela professora. Consiste em uma pesquisa sobre a importância dos grupos e equipes de trabalho dentro das organizações. Para isso, utilizou-se a pesquisa básica, exploratória e bibliográfica. Pretende-se apresentar os conceitos teóricos relacionados ao tema da pesquisa apresentando os grupos de trabalho com atuação variada dentro da empresa.

Palavras-chave: Grupos, Equipes de Trabalho, Psicologia Organizacional, Organizações

1. Introdução

As informações obtidas e relacionadas à forma de integração dos grupos e equipes têm suas peculiaridades. Faz-se necessário uma reflexão e leitura que favoreçam o comportamento das pessoas envolvidas, assim como, a forma de direcionamento que as pessoas tomam dentro desse organismo social e a relação de desempenho desenvolvidas dessa interação.

A apostila dividiu as informações em duas “seções” com intuito de orientar o aprendizado quanto à definição e as características dos grupos. Também como o comportamento coletivo influencia o comportamento individual. Aproveitando situa em um “terceiro momento”, como se dá o processo de motivação, a expressão da comunicação e as situações de liderança.

A segunda parte, denominada “segunda seção”realiza uma breve introdução sobre a definição das equipes, suas características e diferenças. Para que depois possa mostrar aspectos voltados para as tipologias e as etapas de desenvolvimento dos grupos. Ainda podemos ver os “elementos que direcionam o comportamento” dos integrantes das equipes. Por fim destacar-se-á o que diz a literatura científica acerca dos indicadores da “efetividade” das equipes e como manifestam seu desempenho.

2. A Importância dos Grupos

Os homens são seres sociais, portanto, necessitam viver em grupo. Apesar de passar despercebidos para si mesmos que já estão inseridos nesse contexto social. O primeiro grupo a que pertencemos é a família, e aos poucos vamos estendendo a participação no ambiente em que vivemos, como a escola, grupos religiosos e na vida adulta a admissão ao grupo organizacional.

Ao pertencermos a determinados grupos, adquirimos atitudes e comportamentos parecidos que nos molda de uma forma que levam as pessoas a perceber que somos participantes de certo seguimento, que muitas vezes chamamos de estereótipo. Quando isso acontece estamos nos referindo aos comportamentos próprio do grupo a que um sujeito é integrante, onde os participantes apresentam comportamentos parecidos ou semelhantes. Alguns grupos parecem tão homogêneos (com exceção das diferenças individuais) que as pessoas falam, gesticulam e riem da mesma forma, por exemplo.

Fazer parte de um grupo é importante para todo e qualquer indivíduo, mesmo para aqueles que negam isso. Toda pessoa que é integrante de um grupo tem um papel dentro dele. Um papel definido e ativo (ou ativo-passivo ou passivo). Caso tenha que encarar a situação de ser inserido em um novo grupo, como a entrada num grêmio estudantil, nova comunidade, nova escola, faculdade, entre outros, a tensão e a ansiedade diante dessa realidade assusta, porque há uma angústia em se encaixar, procurar semelhantes e/ou aliados. Sair do anonimato é complexo para alguns e para outros é mais uma oportunidade, mas não deixa de ser um desafio.

Todo grupo tem regras, normas, direitos e deveres, que necessariamente não precisam ser colocadas em Atas, mas apenas implícitas. Aos poucos, se reconhece o poder exercido, os benefícios e punição por não cumprir o que já está determinado, qual a forma de participar obtendo sucesso e prestígio ou então sofrer as conseqüências da má participação.

Algo que as pessoas não entendem, seja escola, faculdade, organização ou núcleo familiar, elas é que tem que se encaixar e não ao contrário. O que pode acontecer é entrar para o grupo e tentar transformá-lo o que nem sempre é fácil ou possível. Por inúmeras razões, uma delas é se o grupo está propício a mudanças, a segunda se ele quer mudanças ou se as regras já são tão velhas e arraigadas que não cabe nada novo e o terceiro e último é se as mudanças que a pessoa quer no grupo são realmente necessárias.

3. Os Grupos e a Organização

A figura do “capataz” dentro da organização é falida, já que os bons administradores/gestores encontram formas democráticas e atraentes para lidar com os indivíduos, com a finalidade de promover o bem-estar de todos, assim como do desenvolvimento da organização. O ideal e ter uma liderança participativa em todos os aspectos, pois dessa forma, compreendem-se os diferentes tipos de percepção, desenvolvimento cognitivo, objetivos e valores que pertencem aquele grupo.

Faz-se necessário abrir oportunidades para que as pessoas possam compartilhar suas idéias, convicções, valores, queixas e até opiniões para mudança de algo. Sendo que tudo deve ser bem analisado, compreendido e “editado” para dar retorno ao grupo, favorecendo as relações e as mudanças, caso elas sejam implementadas, cogitadas ou prometidas para o futuro.

4. Comportamento Grupal

As pessoas são moldadas desde o seu nascimento, montam sua personalidade nas interações com a família e os demais grupos citados no capítulo anterior, refletindo assim suas características também e não só as individuais dentro do contexto grupal. Assim, é através dessas particularidades que se posicionam e se expressam dentro do grupo. O desejo de aceitação é inerente ao ser humano, desejamos parecer melhor do que somos diante dos demais, principalmente daqueles que admiramos. Por conta disso, a mudança é sempre algo difícil e complicado, porque não é só a pessoa, mas as circunstâncias que vivem ou que experimentaram dentro grupos dos que a trouxeram até aqui.

Além da vivência nesse grupo atual e a potencialidade do envolvimento, que pode ser de caráter positivo ou negativo, o próprio grupo é maior do que ele. Há comportamentos que uma pessoa jamais demonstraria sozinha, mas quando está envolvida no grupo é capaz de coisas que ela mesma não entende porque os praticou, ou justifica pelo grupo. De forma que para administrar grupos, devemos indivíduos pensar quais são e quem são os indivíduos que o compõe. Essa é uma análise que pode levar ao sucesso ou ao fracasso. Caso desprezemos no grupo alguém que tem uma influência mais significativa que os demais, estaremos dando de frente para o “paredão”, ou para simplificar não conseguiremos administrar nem a nós mesmos.

Entende-se que o grupo tem seus padrões de convivência pré-estabelecidos com suas normas que podem favorecer ou prejudicar os planos de uma organização. Algo bem real que vemos é a organização dos grupos de metalúrgicos na grande São Paulo. O que mostra que não é algo fácil administrar grupos ou gerenciá-los. Assim podemos utilizar a comunicação, que é também um recurso encontrado por eles. Mas o importante é saber negociar, ser flexível e compreender a dinâmica e as queixas do grupo. Pois há casos que a personalidade do gestor mais atrapalha do que ajuda e endurecer nunca foi um bom negócio, ainda mais quando pensamos que sabemos tudo quando não sabemos nada. Além do mais os grupos sofrem influência e passam por transformações. Pessoas entram pessoas saem, os conceitos mudam, se ampliam, desconectam, resistem, abdicam. São muitas as variáveis que o gestor deve lidar num grupo. É importante acompanhar bem de perto a evolução dos grupos e suas influências. Como também se há sofrimento por parte de componentes que afeta a todos. Ou ainda, perturbações da ordem dentro do grupo e como estão as lideranças deles. Alguns teóricos dizem que os grupos se tornam uma só pessoa, como os torcedores de times de futebol, chegando a comportamentos bizarros e inescrupulosos conduzidos pela massa. Extremo a esses há os que defendem que a única forma de mudança grupal é a aprendizagem individual.

5. O Grupo e suas Influências

Há poder e influência nos grupos, para estudá-los é necessário verificar como ocorre a interação social desses indivíduos, sua história e cultura. Através da interação social os indivíduos buscam mudanças em suas atitudes, crenças e práticas. Tentam o ajustamento agindo com influência uns sobre os outros de forma a alcançar seus objetivos. Os papéis dentro do grupo passam por mudanças devido ao poder que um membro exerce sobre o outro, mas sempre haverá a dinâmica do poder e da liderança dentro do grupo.

Os grupos têm influências variadas, uns são compostos por pessoas mais cultas, intelectuais onde o poder da influência é examinado, repensado e “digerido” ou não, outros apresentam uma resistência maior para mudanças. Porém, quando o grupo é coeso, sua influência sobre seus componentes é bem maior. os majoritários são os grupos mais formais, constituídos pela maioria.

Nas Organizações não é diferente, existem grupos minoritários e majoritários. Contudo, devemos lembrar que os indivíduos podem ocupar posição majoritária em um grupo e o contrário em outro. O núcleo central tem maior poder e se vir a se afastar muito pode se desintegrar. Quanto mais próximo ao núcleo mais sólido e resistente às mudanças. As variabilidades e influências nos grupos tende a gerar novos grupos, se transformando e construindo novos realizando modificações na estrutura do grupo. Quanto mais flexível o indivíduo for mais fácil será modificar seu comportamento no grupo ou o poder exercido sobre o mesmo.

6. Equipes de Trabalho

Os grupos dentro das organizações podem alterar o desempenho e a produtividade e consequentemente o desenvolvimento da própria instituição. As equipes de trabalho ou grupos de trabalho tem aumentado nos últimos anos. O primeiro aspecto de uma equipe é que ela tem que ter os mesmos objetivos que são comuns a todos, não só fazer parte de um departamento. O segundo se refere à responsabilidade, ou seja, em quem recai a execução das atividades para atingir a finalidade. O terceiro seria o objetivo compartilhado. Devendo haver um esforço e comprometimento. Segundo Greenberg e Baron (1995) e González e Cols (1996), as equipes e grupos de trabalho tem suas diferenças. Nos grupos, há esforço individual, responsabilidade por resultados individuais, objetivo individual e unidades de trabalho independente. Já as equipes o esforço é coletivo, a responsabilidade é compartilhada por resultados globais, objetivo de trabalho compartilhado e unidades de trabalho semi-autônomas ou autônomas. Quando identificamos essas diferenças dentro da organização fica possível partir de um ponto para favorecer o desenvolvimento e a interação deles.

7. Tipos de Equipes

Identificar os tipos de equipes não é fácil, porque nem sempre as características que observamos podem não ser próprias da equipe. As classificações são diversas e fica complicado chegar a um consenso. Mas há alguns critérios que ajudam na identificação como: tempo, duração, missão, natureza da atividade, a ordem de seus elementos e a finalidade das tarefas.

Na organização podem existir equipes permanentes e as temporárias. Uma que se une em prol de um objetivo temporário e a outra que está na organização e faz parte de um trabalho permanente. No primeiro caso podemos citar as pessoas que são contratadas para a época de natal no comercio e em algumas indústrias ou na páscoa. Os permanentes são os contratados para integrar uma equipe que tem o objetivo de atender ou produzir por período indeterminado, como exemplo uma indústria têxtil ou de móveis. Casos em que estão sempre renovando seus produtos com o intuito de agradar seus clientes e mantê-los. Podemos citar também a indústria automobilística.

Quando o foco é a missão temos as equipes de trabalho. Já para “incrementar a efetividade dos processos organizacionais”, surgem às equipes de desenvolvimento. Os grupos de tarefas, equipes propriamente dita e tripulação surgem quando o elemento da estrutura da equipe é priorizado. Nos grupos de tarefa é enfatizado o cumprimento da tarefa antes que a sobrevivência do grupo. Quando o objetivo é atingido o grupo se desfaz. Nas equipes o elemento mais importante são os indivíduos e o sucesso da inter-relação deve ser favorável para cumprir as tarefas necessárias. Já as tripulações o mais importante é o objetivo, vindo em segundo a tecnologia que geralmente é complexa.

O modo de classificar se as equipes são temporárias ou permanentes se refere à duração e ao objetivo. Essas não são as únicas formas de classificação, sendo preciso realizar uma pesquisa maior.

8. Fases de Desenvolvimento das Equipes

Existem estágios de desenvolvimento das equipes, que não necessariamente segue um padrão ou passos definidos, podendo passar por uns e depois voltar antes de ir para outro. Podemos citar cinco etapas: 1) Formação; 2) conflito; 3) Normatização; 4) Desempenho; 5) Desintegração.   Na formação se inicia os contatos entre os membros, identificação, forma de contribuir com os objetivos da equipe. O conflito se dá através do processo de ajuste ou negociação. O que depende das características de personalidade e cada um.

Porém, o conflito não quer dizer que será sempre como uma “guerra”. Pode ser apenas disputa, discordância entre eles. Já Normatização é um termo utilizado para revelar as relações mais próximas entre os componentes, o diálogo espontâneo, troca de informações e tolerância diante de opiniões opostas. O Desempenho é o quarto estágio que indica a evolução da equipe nas suas tarefas e objetivos alcançados. A forma que encontraram para sobreviver a todas as adversidades e chegar ao sucesso. A Desintegração se dá quando as equipes formadas alcançaram seus objetivos e não existe mais razão para que os membros continuem juntos ou ligados.

9. O que Afeta a Estrutura das Equipes

Existem elementos que afetam a estrutura das equipes de trabalho. Uma delas são as normas que regem o comportamento e o desempenho dos membros e a tolerância com o sucesso ou fracasso de cada um. São diferentes das regras de uma organização por serem estabelecidas de forma informal. Outra seria a forma como são apresentados os papéis atribuídos aos participantes dentro da equipe. Pois o papel atribuído deve ser desenvolvido de forma aceitável.

Realizando aquilo para o que foi proposto. Sendo que esse papel pode não ser espontâneo. Existe ainda o prestígio ou status que se alcança. Que pode ser interpretado como um reconhecimento social dado a um membro. Isso pode trazer conseqüências positivas ou negativas. O prestígio geralmente leva aos objetivos, enquanto o contrário pode colocar obstáculos ao desempenho e a realização.

10. Efetivação

Os autores abordam e defendem que os processos sociais que cercam a execução do trabalho, “devem manter ou incrementar a possibilidade da equipe sobreviver, para a realização das etapas subseqüentes do trabalho”. (apostila). Dizendo que o processo produtivo tem critérios determinados para sua efetivação. Sendo prematuro dizer que uma equipe é efetiva se ela atingir o estágio da desintegração.  Então, para sua efetividade os critérios fundamentais seriam: obter resultados positivos no trabalho em si, nível de satisfação alcançado pelos integrantes e a sobrevivência da equipe.

Somente a partir da definição, as equipes podem manter um esquema dinâmico de interações. É importante também, ver o cenário em que está inserida.

Não há receita de sucesso, mas sabemos que toda equipe deve ter suporte para passar por todas as adversidades e mesmo assim conseguir atingir seus objetivos e promover a satisfação de seus componentes. Esse suporte não é só material, qualitativo ou quantitativo, mas também a nível social.

11. Conclusão

A aula em si foi bem mais ampla que esse breve artigo. Os aspectos que envolvem os grupos e equipes de trabalho são vários e diferentes como os indivíduos que a compõe. Fazemos parte de grupos e de equipes desde que nascemos, embora nessa pesquisa o assunto explorado seja o da Organização, fazer parte é uma necessidade humana. Estamos sempre tentando nos encaixar. Às vezes são mais fáceis, outras mais difíceis, contudo é uma busca. O apoio do grupo ou da equipe naquilo que realizamos em prol de todos é alimento para nosso eu, para renovar as nossas forças para continuar lutando pelo que se quer atingir. São muitos estágios para crescer, se efetivar, construir ou reconstruir, mas o importante é pertencer e saber que já realizamos algo positivo está realizando ou vamos realizar. Bom é estar em paz consigo mesmo e com os grupos que pertencemos. Dar o melhor em prol de todos que no fundo é um retorno certo para nós mesmos.

Referência:

Menezes, Anésia Sá dos Santos, Msc. 2012. Apostila do Curso de Psicologia Organizacional e do Trabalho. Disciplina: Grupos e Equipes de Trabalho nas Organizações.