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Resumo: O presente estudo tem como objetivo analisar os processos de adoecimento que tem como consequência a hospitalização de uma criança e as implicações que esta traz para ela e para sua família. A análise está fundamentada na Psicologia Hospitalar na pediatria, que é o campo que aplica os conhecimentos da psicologia da saúde nas crianças com problemas de saúde e tem como objetivo prevenir, compreender e tratar problemas psicológicos causados pela internação.  Pensando nos aspectos da internação infantil, a humanização hospitalar busca melhorar a qualidade do atendimento às crianças, fortalecendo os aspectos de cidadania, socialização e interação entre os envolvidos e o profissional responsável. Nesse sentido implementou-se a Lei n º 11.104/2005 que determina a obrigatoriedade de brinquedotecas nas dependências hospitalares que  oferecem atendimento pediátrico, considerando que  o brincar proporciona para as crianças momentos de alegria e satisfação,  bem como uma maneira de elaborar suas dúvidas, conflitos e fantasias construídos a partir do adoecimento e da internação.

Palavras- Chave: criança, psicologia hospitalar, brinquedoteca, hospital.

Introdução

A psicologia como ciência, deve dar uma contribuição para o desenvolvimento da saúde dos indivíduos, atendendo também às necessidades da instituição hospitalar. A atuação do psicólogo no contexto hospitalar depende de sua formação teórica e de sua atenção prática.

O psicólogo é um profissional da saúde que tem um papel clínico, social, organizacional e educacional, buscando promoção, a prevenção, a recuperação do bem-estar do paciente, no seu todo, o que implica que aspectos físicos e sociais são considerados em interação contínua na composição do psiquismo desse mesmo paciente (CAMPOS, 1995).

De acordo com Angerami- Camon (2001), o desafio da psicologia hospitalar é minimizar o sofrimento provocado pela hospitalização, pela doença e sua consequente desestabilização emocional, tanto do paciente como de seus familiares. Sendo que o trabalho do psicólogo vai além do atendimento ao paciente e seus familiares, atuando geralmente nas equipes multidisciplinares, exercendo o papel de interlocutor na relação paciente-família-profissional.

Mas quando se trata de uma criança o desafio, é ainda maior, pois diferente do adulto, o impacto da criança internada no hospital é maior, pois as crianças têm dificuldades para assimilar esta situação, apresentando medo, angústia e ansiedade, fantasias muitas vezes são causadas pela falta de informação adequada, falta de prognóstico ou de tratamento (ANGERAMI-CAMON, 1984). Isso, porque o hospital é um ambiente totalmente desconhecido para ela e muitas vezes ameaçam o comportamento espontâneo da vida diária.

Uma intervenção psicológica adequada requer do psicólogo o enfrentamento de seus medos e incertezas, bem como a ética, maturidade pessoal e profissional, para então trabalhar com o medo do outro, da criança doente, de seus familiares e da equipe de saúde. Dessa forma, o objetivo desse trabalho é descrever a atuação do psicólogo hospitalar no atendimento à criança hospitalizada e sua família, destacando as principais formas de intervenção e atuação do psicólogo frente à criança e também as implicações que a brinquedoteca tem para a criança.

A metodologia utilizada para a elaboração desse estudo foi à pesquisa bibliográfica que é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos (GIL, 1999).

1 O Surgimento do Hospital

A palavra hospital vem do latim “hospes”, que significa hóspede, deu origem a “hospitalis” e “hospitium” que designavam o lugar onde se hospedavam na Antiguidade, além de enfermos, viajantes e peregrinos. Quando o estabelecimento se ocupava dos pobres, incuráveis e insanos, a designação era de “hospitium”, ou seja, hospício, que por muito tempo foi usado para designar hospital de psiquiatria (GONÇALVES e BORBA apud CAMPOS, 1995).

Segundo López (1998), “hospitalizar” é internar num hospital ou clínica, sendo que “hospital” é um estabelecimento, público ou privado, onde se efetuam cuidados médicos e cirúrgicos e onde existem equipes multiprofissionais. Estes cuidados são proporcionados pelos profissionais que trabalham nos hospitais. 

O hospital na contemporaneidade é uma instituição de atendimento à saúde que tem uma finalidade específica e exige dos profissionais um conhecimento específico, para sua atuação junto aos que precisam de assistência no processo diagnóstico-terapêutico (COLLET e OLIVEIRA, 2002).

No final do século XVIII, o hospital foi apreendido como instrumento terapêutico. À consciência de que o hospital pode e deve ser um instrumento destinado a curar aparece claramente por volta de 1760, sendo que anteriormente a esse período, os hospitais eram tidos como locais de internação de pobres, doentes e loucos, enfim, de indivíduos marginalizados. Uma espécie de instrumento misto de assistência, exclusão e transformação espiritual, comandado por pessoal religioso como atividade de assistência alimentar e de salvação filantropia e caridade. A partir das novas necessidades impostas pela revolução industrial tornam-se espaços de cura (FOUCAULT, 1998).

Já de acordo com Campos (2005), pode-se dizer que antigamente o hospital era apenas uma espécie de depósito em que se amontoavam pessoas doentes, destituídas de recursos; sua finalidade era mais social do que terapêutica. Assim, a figura do hospital surgiu no ano 360 d.C. Desta forma, a história do hospital começa a ser contada a partir de Cristo, pois, recebendo influência direta da religião cristã, o homem passou a se preocupar com o seu semelhante.

Os primeiros hospitais foram criados como locais de isolamento onde a caridade se exercia como uma prática de cristianismo. Eram locais para pobres, mulheres desamparadas, velhos e doentes crônicos, sob o cuidado de monges e religiosos. Constituíam o último recurso que a caridade oferecia para o paciente pobre. A tecnologia médica disponível só minorava o sofrimento: os pacientes como maiores recursos tratavam-se a domicílio e a relação médico-paciente era independente da organização hospitalar (CAMPOS, 2005).

2  Atenção a Saúde da Criança

As crianças da América colonial nasceram num mundo com muitos riscos para sua saúde e sobrevivência. Eram comuns as epidemias, e não se conhecia nenhum controle ou tratamento. Havia poucos médicos, e somente um pequeno número passava por um treinamento, baseando sua prática em experiências passadas. Os livros que ofereciam informações sobre o cuidado à criança e à alimentação eram escassos e, quando disponíveis, eram utilizados apenas por uma minoria de pais alfabetizados (WHALEY e WONG, 1999).

A atenção clínica oferecida por médicos era limitada às famílias abastadas que podiam viajar para as cidades mais desenvolvidas. As crianças que viviam na área rural eram principalmente atendidas por qualquer membro da família ou por um vizinho competente. As crianças negras escravas só recebiam a atenção à saúde prestada pelos proprietários ou responsáveis. As crianças índias americanas doentes eram tratadas de acordo com a tradição de suas tribos, muitas vezes, o tratamento consistia em uma mistura de remédio, magia e religião. Com a colonização da América, as tribos foram expostas a muitas novas doenças, por vezes fatais (WHALEY e WONG, 1999).

A primeira enfermaria para criança segundo De Conti (1996), foi criada no século XIX e seu ambiente era bastante próximo do ambiente doméstico, e contava com a presença dos pais. Todavia a preocupação com o perigo da transmissão de doenças infecciosas levou a necessidade de isolar as crianças portadoras de enfermidades contagiosas, separar as enfermeiras que cuidavam desses pacientes, esterilizar suas roupas, utensílios e outros cuidados de assepsia. No início do século XX surgiram os hospitais modernos, cuja concepção arquitetônica atendia a dominante preocupação com a infecção inter e intra-hospitalar.

Com o advento da Revolução Industrial, no século XIX, as consequências das doenças da infância, das lesões traumáticas, dos efeitos do trabalho infantil, da pobreza e da negligência tornaram-se amplamente conhecidas. O final do século XIX é às vezes reconhecido como a época negra da pediatria, e a primeira metade de século XX, o despontar da melhoria da assistência às crianças (WHALEY e WONG, 1999).

O estudo da pediatria começa na última metade dos anos 1800, particularmente sob a influência do médico prussiano Abraham Jacobi (1830-1919), que é denominado o Pai da Pediatria. Como muitos outros médicos, ele abriu novos horizontes na investigação científica e clínica das doenças da infância. Uma excelente iniciativa foi o estabelecimento de “estações do leite”, onde as mães podiam levar as crianças doentes para tratamento e aprender a importância do leite puro e sua preparação adequada (WHALEY e WONG, 1999).

Já no Brasil, em termos de serviços de saúde, datam de 1920 as primeiras preocupações com o atendimento à criança aos serviços de higiene infantil. Nesta época, também é regulamentada a licença à gestação, à puérpera, à proibição do trabalho fabril para menores de doze anos e à necessidade de atender as crianças com risco de mortalidade infantil (ZIONI GOMES e ADORNO, 1990).

As bases da assistência à criança hospitalizada têm-se modificado nas últimas décadas em decorrência dos resultados de pesquisas nas áreas das ciências médicas, humanas e sociais. A partir destas contribuições, desenvolveram-se diferentes perspectivas de como auxiliar a criança no processo saúde-doença e que vêm orientando a prática pediátrica. Sendo que essas perspectivas influenciam a visão dos profissionais sobre o ser criança, o papel da família e da comunidade, os tipos de problemas a serem identificados, os objetivo, a abrangência da assistência, a composição e o inter-relacionamento da equipe de saúde (COLLET e OLIVEIRA, 2002).

A evolução da assistência à saúde da criança caminhou da internação hospitalar, que rompia o vínculo afetivo com a família, para a proposta do alojamento conjunto, que envolve a família na hospitalização, na promoção da saúde e na prevenção de doenças a seus filhos (COLLET e OLIVEIRA, 2002).

3 A Criança e a Hospitalização

Quando um indivíduo está hospitalizado, existe uma ruptura com seu ambiente habitual, que modifica os seus costumes, os seus hábitos e, em geral, a sua capacidade de auto-realização e de cuidado pessoal. Estando num ambiente desconhecido, sentindo insegurança, em primeiro lugar, pela sua doença e, em segundo lugar, por sua história de vida. Tudo ao seu redor é novo e não sabe como deve atuar em cada momento; depende do pessoal que o rodeia como seus familiares e os profissionais da saúde. Outras vezes, devido à complexidade de sua doença, estes pacientes transformam-se em “doentes difíceis” de tratar, já que a sua esperança de cura é a sensação de incapacidade, podem modificar suas reações gerando atitudes de rebeldia ou de abandono, ou ambas. Estes sentimentos podem interferir no quadro clínico, simulando uma “conduta de doença”, que não coincide necessariamente com o estado real da doença (LÓPEZ, 1998).

Ainda segundo López (1998), o indivíduo doente tende a sentir-se indefeso e a abandonar as suas obrigações e responsabilidades, e é nessa altura que se deve agir com cautela, tornando-o participante e também responsável pelo tratamento da sua patologia. Sabemos que o estado de ânimo é muito importante na recuperação do individuo.

Já a doença e a hospitalização de uma criança constituem as primeiras crises com as quais as crianças se deparam. As crianças, em especial durante os primeiros anos de vida, são particularmente vulneráveis a crises de doença e hospitalização, porque o estresse representa uma modificação do estado usual de saúde e da rotina ambiental e as crianças possuem um número limitado de mecanismos de enfrentamento para resolver os estressores (aqueles eventos que produzem o estresse). As reações das crianças a estas crises são influenciadas por sua idade de desenvolvimento, experiências prévias com a doença, separação ou hospitalização, habilidades de enfrentamento inatas e adquiridas, a gravidade do diagnóstico e o sistema de suporte disponível (WHALEY e WONG, 1999).

A internação de uma criança é um dos momentos mais críticos na hospitalização. A hospitalização é considerada uma experiência comumente estressante para a criança e seus pais, na maioria das vezes impondo uma ruptura nos vínculos afetivos da criança com sua família e com o próprio ambiente em que vive (SABATES e BORBA, 1999).

A criança diante da hospitalização pode apresentar sentimentos como medo, sensação de abandono, sensação de punição, que podem desencadear mais sofrimento e dificuldade de intervenção para a equipe. Tudo isso ocorre ao mesmo tempo, mas com intensidades diferentes em cada criança, dependendo da idade, situação psicológica afetiva, rotinas hospitalares, motivo e duração da internação. Sendo essas condições determinam um maior ou menor comprometimento com o tratamento (CHAVES, 2004).

De acordo com Sabates e Borba (1999), a criança pode perceber a hospitalização como um abandono por parte dos pais ou uma punição pelos seus erros, e também apresenta medos e fantasias relacionados ao hospital, e fantasias de morte ou cronicidade, gerando muita ansiedade e angústia que muitas vezes é causada pela falta de informação adequada, falta de prognóstico ou de tratamento. Como resposta a essa situação, a criança manifesta reações emocionais e comportamentos regressivos.

Se a angústia que acompanha a conscientização deste “estar doente” é muito intensa, o indivíduo apela para comportamentos “regressivos”, adotando atitudes do tipo infantil e deixando de usar suas mais nobres qualidades psíquicas, como o raciocínio e o juízo crítico (QUEIROZ, 2003).

A criança hospitalizada apresenta quatro manifestações: a fase do protesto, fase do desespero e por último a fase de desligamento. Durante a fase de protesto, as crianças reagem de maneira agressiva à separação dos pais. Elas choram e gritam por seus pais, recusam a atenção de qualquer pessoa diferente e ficam inconsoláveis em suas culpas. Na fase do desespero, o choro para, e a depressão fica evidente. A criança torna-se muito menos ativa, mostra-se desinteressada por jogos e brincadeiras ou por alimentos e isola-se dos outros. Já na fase do desligamento, algumas vezes chamado de negação, superficialmente, parece que a criança finalmente ajustou-se à perda. A criança torna-se mais interessada nas visitas, brinca e até forma novos relacionamentos, porém superficiais. Entretanto, este comportamento é o resultado da resignação, e não um sinal de contentamento (WHALEY e WONG, 1999).

A doença, como toda situação de crise, altera a vida da criança e de sua família. A hospitalização é um fator agravante, que pode constituir uma experiência bastante difícil para o pequeno paciente. Esta vivência pode levar a um amadurecimento e maior desenvolvimento psíquico ou resultar em prejuízo ao desenvolvimento físico e mental.  No modelo de atendimento centrado na patologia, a equipe de saúde aborda, seus pacientes como doença e não como pessoas, gerando uma situação de desinformação e de pouco contato afetivo do paciente como a equipe, o que propicia um aumento das fantasias de mutilação e de morte, bem como das sensações de ameaça e impotência, contribuindo para um estado de maior sofrimento e angústia, às crianças internadas (COLLET e OLIVEIRA, 2002).

Mas quando a proposta de assistência é integral, portanto humanizada, esta experiência estressante pode ser amenizada pelo fornecimento de certas condições, como presença de familiares, contato com outras crianças, disponibilidade afetiva dos trabalhadores de saúde, informação, atividades recreativas, entre outras. A adoção do alojamento conjunto pediátrico é uma das estratégias que possibilitam a redução do estresse emocional (LIMA, 1996).

Engajar-se nestas atividades coloca as crianças em ação, retira-as por um período da função usualmente passiva dos receptores de um fluxo constante de “coisas” que são feitas nelas. Em um ambiente hospitalar, a maioria das decisões são tomadas para a criança; as brincadeiras e outras atividades expressivas oferecem a ela oportunidades  necessárias para fazer escolhas. Mesmo quando a criança escolhe não participar de uma determinada atividade, a enfermeira ofereceu a ela uma escolha, talvez uma dentre muito poucas escolhas reais que ela precisou fazer naquele dia (WHALEY e WONG, 1999).  

Dentre todas as instalações hospitalares, provavelmente nenhuma sala traz mais alívio para os estressores da hospitalização do que a área de lazer ou a sala de atividades. Neste ambiente, as crianças distanciam-se temporariamente de seus temores de separação, perda de controle e lesão corporal. Elas podem trabalhar através de seus sentimentos em uma atmosfera confortável e sem ameaças e da maneira que é a mais natural para elas. Elas também sabem que os limites da área são seguros contra procedimentos invasivos ou dolorosos e contra questões de sondagem (WHALEY e WONG, 1999).

4 A Importância do Brincar

A partir dos aspectos da internação infantil, a humanização hospitalar busca melhorar a qualidade do atendimento dos pacientes com base no conceito de saúde. Faz- se necessário que as pessoas que tenham contato com a criança, saibam que não se deve tratar somente a doença, mas vê-la como um todo, com suas necessidades específicas, como o brincar (CORRÊA, 2007).

 O brincar, para a criança tem importância tanto para o seu desenvolvimento sensório-motor e intelectual como para o processo de socialização, no desenvolvimento e aperfeiçoamento da autoconsciência e da criatividade.  Este brincar também é uma forma eficaz de diminuir o estresse, pois nele a criança deixa livre sua criatividade e reinventa o mundo, explorando seus limites, libera sua afetividade e extravasa suas emoções (COLLET e OLIVEIRA, 2002). O brincar favorece, além da diversão, a expressão dos sentimentos e emoções pelo quais o indivíduo passa. E é brincando que a criança desenvolve o equilíbrio e a reciclagem das emoções vividas, da necessidade de conhecer e reinventar a realidade, desenvolvendo ao mesmo tempo a atenção, concentração e outras habilidades (PAULA e FOLTRAN, 2007).

A brincadeira é um aspecto fundamental na vida de uma criança e um dos instrumentos mais efetivos para controlar o estresse. Como a doença e a hospitalização constituem crises na vida da criança, e como estas situações são frequentemente carregadas de estresses enormes, as crianças precisam desvencilhar-se de seus medos de ansiedades como um meio para lidar com estes estressores (WHALEY e WONG, 1999). 

Ao perceber a relação da criança com o brincar, tem-se a visão da criança hospitalizada, a qual fica distante da sua casa, de seus amigos, do brincar rotineiro de sua infância e sujeita a vários temores e apreensões decorrentes do ambiente estranho em que se encontra, bem como das experiências dolorosas às quais está exposta; tudo isso leva à angústia e ao estresse (COLLET e OLIVEIRA, 2002).

Ainda segundo Collet e Oliveira (2002), diante deste contexto, surge a necessidade de que a criança tenha um preparo especial para minimizar os efeitos estressantes dos procedimentos dolorosos. Dessa forma, pode-se utilizar o brinquedo nos hospitais como um meio de aliviar a tensão e propiciar à criança uma visão mais real do ambiente hospitalar, ao invés de fantasiar o que lhe irá acontecer, como ocorre quando ela recebe as orientações e informações ao internar-se.

A utilização do brinquedo para as crianças hospitalizadas como uma forma terapêutica, com a denominação de brinquedo terapêutico, significa uma sessão de preparo da criança para o que lhe irá acontecer (cirurgia, procedimentos técnicos, como punção venosa, curativos, inalação etc.) mediante a utilização de uma brincadeira que imita situações hospitalares. Tendo como objetivo possibilitar melhor comunicação entre os profissionais da equipe de saúde e a criança-família, propiciando àqueles a compreensão das necessidades e sentimentos da criança. Para a criança, possibilita promover seu desenvolvimento físico, social, moral e psicológico, auxiliando-a a reconhecer o que lhe ocorre, a liberar seus temores e frustrações, sem raiva e ansiedade e a revelar seus sentimentos e pensamentos, propiciando-lhe diversão e espontaneidade e uma forma de reorganizar sua vida diante da hospitalização como um meio de assimilar novas situações e esclarecer conceitos errôneos (COLLET e OLIVEIRA, 2002).

De acordo com Collet e Oliveira (2002), com a utilização da técnica do brinquedo terapêutico, percebe-se que as crianças tornam-se mais cooperativas durante os procedimentos, demonstram compreensão da necessidade de revolta e mágoa contra os procedimentos e com os profissionais que os executaram, passam a ter um relacionamento melhor com as outras crianças e profissionais. Esta técnica também traz benefícios para a equipe de saúde, em especial à de enfermagem, pois os profissionais passam a demonstrar interesse pela técnica, percebem que o tempo gasto para executá-los se traduz em um benefício durante realização do procedimento, pois ele diminui tanto o estresse e o desgaste físico e emocional desse profissional quanto o da criança.

Sabe-se que o tratamento da criança doente, com frequência impõe experiências dolorosas e assustadoras, como injeção, punções, biópsias, curativos, sondagens e outras. Nessas situações, a criança necessita de preparo especial a fim de minimizar os efeitos estressantes destes procedimentos (SABATES, 1999).

Os procedimentos relacionados com o tratamento provocam medo e sofrimento físico à criança, principalmente se não foi devidamente esclarecida e apoiada. Por isso os profissionais da área da saúde não devem deixar a criança ser submetida a um procedimento doloroso sem antes prepará-la para enfrentar construtivamente esta situação. Sem preparo, a criança pode sentir-se desamparada e magoada com as pessoas, e muitas experiências são percebidas como hostis e ameaçadoras. No preparo da criança para procedimentos dolorosos, os profissionais da área da saúde podem intervir com brinquedos, reconhecidos universalmente como uma das formas de comunicação mais efetivas no relacionamento com crianças (SABATES, 1999).

Ainda segundo Sabates (1999) o brinquedo, além de constituir um instrumento de comunicação que favorece o relacionamento com os profissionais da área da saúde e a criança, permite que a criança expresse seus sentimentos, fantasias, medos e conflitos sobre o procedimento a que vai ou foi submetida e ajuda a criança a assimilar a realidade e reduzir a ansiedade. A criança deve ser preparada por um profissional em que  ela confie, podendo ser também um preparo individual ou em grupo.

O preparo da criança antes de ser submetida ao procedimento doloroso possibilita que ela mobilize suas forças interiores para enfrentar a situação estressante e aumente a tolerância ao desconforto, embora, mesmo preparada, a criança possa não mudar imediatamente de comportamento, podendo manifestar reações de choro, recusas verbais ou motoras. É muito importante a participação dos pais antes, durante e após o procedimento, pois eles são a fonte de segurança para o filho (SABATES, 1999).

5 O Psicólogo nas Instituições Hospitalares com Crianças

De acordo com o órgão que rege o exercício do profissional de Psicologia no Brasil, o CFP (2003), o psicólogo que possui especialidades no ambiente hospitalar, tem seu papel centrado nos âmbitos secundário e terciário de saúde. Resumindo, ele atua em Instituições de saúde, realizando trabalhos como: atendimento psicoterapêutico, grupos psicoterapêuticos, grupos de psicoprofilaxia, atendimentos em ambulatório e unidade de terapia intensiva, pronto atendimento, enfermarias em geral, psicomotricidade no contexto hospitalar, avaliação diagnóstica, psicodiagnóstico, consultoria e interconsultoria.

Conforme Rodriguez-Marín (2003), simplificadamente o trabalho do psicólogo no hospital aborda seis tarefas básicas: Função de coordenação, que implica nas atividades com os funcionários do hospital; Função de adaptação e ajuda, em que o Psicólogo atua intervindo no processo de recuperação e adaptação do paciente internado, com qualidade; Interconsulta, quando interage com outros profissionais atuando como consultor, para um melhor trabalho com o paciente; Função de enlace, que visa à intervenção e realização de programas com outros profissionais para modificar ou instalar comportamentos mais agradáveis ao paciente; Função assistencial direta, são as intervenções realizadas diretamente com o paciente; Função de gestão de recursos humanos, que visa melhorar os serviços dos profissionais da organização.

Chiattone (2000) ressalta, contudo, que, na maioria das vezes, o próprio profissional da Psicologia não possui entendimento de quais são suas tarefas dentro da instituição, porém o Hospital também não apresenta conhecimento no que diz respeito ao  que esperar desse profissional. Quando o psicólogo atua restritamente com um olhar clínico tradicional e não é bem sucedido em sua atuação como esperava, isso pode gerar dúvidas quanto à eficácia, fidedignidade e cientificidade de seu trabalho. Assim, conforme a autora, esse distanciamento real da instituição e uma má adequação da assistência por um suposto saber, acarretam em experiências mal sucedidas no Hospital.

A atuação do psicólogo no hospital é dirigida à minimização do sofrimento provocado pela hospitalização, sendo que o psicólogo tem atuação e participação, muitas vezes decisivas na realidade hospitalar. Sendo seu atendimento determinante para o alívio significativo do paciente em seu processo de sofrimento e dor. A vida que agoniza nos hospitais certamente tem na atuação do psicólogo o bálsamo capaz de cicatrizar-lhe as chagas, e até mesmo de revitalizá-la (ANGERAMI, 2004).

A contribuição da Psicologia no contexto da saúde, notadamente no âmbito hospitalar, foi de extrema importância nestes últimos anos para resgatar o ser humano para além de sua dimensão físico-biológica e situá-lo num contexto maior de sentido e significado nas suas dimensões psíquicas, social e espiritual (PESSINI & BERTACHINI, 2004).

Para Angerami (2001), o papel do psicólogo hospitalar será desenvolvido a partir de encontro com o paciente, no sentido de resgatar sua essência de vida que foi interrompida pela doença e consequente internação. Fundamentada numa visão humanística com especial atenção aos pacientes e familiares, a psicologia hospitalar considera o ser humano em sua globalidade e integridade, única em suas condições pessoais, com seus direitos humanos definidos e respeitados. Em sua atuação o psicólogo deve observar o ouvir com paciência a linguagem verbal e não-verbal dos pacientes, já que ele é quem mais pode oferecer, no campo da terapêutica humana, a possibilidade de confronto do paciente com sua angústia e sofrimento na fase da hospitalização, buscando superar os momentos de crise.

O psicólogo no âmbito hospitalar busca a conscientização de todos os profissionais para o trabalho multiprofissional. Ajudando cada profissional a ter claras suas funções, definindo seus objetivos, facilitando a comunicação entre os membros da equipe, sendo, muitas vezes, o interlocutor entre os membros da equipe e com os pacientes e familiares. O psicólogo buscará alertar os profissionais para a necessidade do conhecimento das atividades dos outros membros da equipe, trocando informações e buscando atender o mais completamente possível o paciente. Sendo conveniente junto à equipe multiprofissional, que o psicólogo discuta os casos ou situações emergentes no ambulatório e enfermaria, visando melhor compreensão da situação do paciente, criando espaço para as manifestações emocionais do paciente e sua família (CAMPOS, 1995).

A criança hospitalizada precisa ter um atendimento psicológico que impõe ao profissional o desafio de considerar o impacto emocional do adoecimento e da internação infantil, que deve ser compreendida a partir da ótica da criança e da família, uma vez que a hospitalização favorece a separação da família, gerando ansiedade, raiva, ciúmes, enfim, sentimentos diversos e difíceis de conter (NIGRO, 2004).

Essas angústias são intensificadas quando os pais tentam esconder da criança sua real condição, para poupar as crianças, mais há também, a tentativa de poupar, inconscientemente, uma parte infantil de si. A criança por sua vez, não deixa de perceber o que de fato acorre (ABERASTURY, 1984).

Quando uma criança se remete a uma internação, vários efeitos psicológicos podem ocorrer: depressão, ansiedade, negação da doença, regressão, autoestima negativa, solidão, reações de culpa e sensação de punição etc. Esses efeitos e reações dependem da subjetividade de cada um, de sua situação sócio-familiar, econômica e do tipo da enfermidade. E a psicologia hospitalar, respeitado as limitações decorrentes da doença, procura suprir as necessidades não só orgânicas, mas também as que se referem ao psicológico e educacional da criança (SOUSA et al, 2008).

A psicanálise de crianças, a observação direta, a observação indireta através de grupos de pais e mães, mostraram que as crianças percebem fatos que o adulto lhes oculta. Isto ocorre com crianças muito pequenas e com crianças maiores. Muitas vezes o adulto não percebe porque a criança nem sempre o expressa através de palavras. Em troca recorre à linguagem mímica ou não verbal porque não dispõe ainda de outra. Entretanto, os maiores, que em sua atividade cotidiana falam fluentemente, também apelam, às vezes, para jogos, desenhos ou mímicas para expressar fantasias dolorosas (ABERASTURY, 1984, pg. 129).

Durante a hospitalização, a criança tem suas atividades interrompidas como as brincadeiras e a sua vida escolar, havendo privação da companhia dos familiares e dos companheiros.   E para neutralizar ou eliminar os efeitos adversos da hospitalização algumas, técnicas de assistência tem surgido com a finalidade de proporcionar experiências de atividades construtivas à criança internada como, salas de recreação, brinquedoteca, classes hospitalares ou oficina psicopedagógica (VITORINO et al 2005).

De acordo com Souza (2004), existem atualmente nas instituições hospitalares unidades de terapia intensiva pediátricas, neonatais ou mistas (neo-pediátricas).

A UTI-Neonatal é o local que os bebês recebem cuidados intensivos 24 horas por dia, tanto da equipe médica como da enfermagem. Para controlar o quadro clínico do RN e seus sinais vitais, é necessária a utilização de aparelhos, como os monitores cardiorrespiratórios, ventiladores mecânicos, oxímetros, fototerapia, entre outros (Baptista & Dias, 2003, p. 36).

Conforme o autor já citado acima, o Psicólogo deve ter conhecimento de tudo que cerca a criança, saber do prognóstico e diagnóstico, medicamentos, intercorrências e riscos. Atuar como facilitador no vínculo das crianças com os pais e dos mesmos com a equipe de saúde. É imprescindível que o Psicólogo avalie o estado emocional da criança e de seus familiares, e possa intervir da melhor forma possível no momento em que a crianças esteja passando pelo processo de internação e adoecimento. Compreender o impacto da internação e do adoecimento para ambos, as possíveis crenças e fantasias acerca do quadro clínico, é algo de extrema importância na adesão ao tratamento, pois todos os fatores citados podem interferir no quadro clínico.

Segundo Nigro (2004), tanto os adultos quanto as crianças sofrem durante a internação. Além do sofrimento gerado pela própria doença, é necessário considerar também o sofrimento provocado pelos procedimentos médicos, alguns incômodos, outros dolorosos, porém necessários. Os argumentos lógico- racionais da medicina, dos adultos, dos médicos, dos pais ou dos enfermeiros pouco significam para a criança internada, cuja vontade é pular, correr, brincar enfim, divertir-se e não permanecer acamada, quieta, ou ligada aparelhos.

Comumente a hospitalização traz consigo transtornos em todas as fases da vida, sendo potencialmente traumática na infância, com prejuízos da saúde mental que permanecem mesmo após a alta hospitalar. Quando uma criança entra no processo de internação, o seu curso de desenvolvimento, a sua forma de ver o mundo tem continuidade, sendo que muitas vezes uma série de alterações pode acontecer na rotina e na vida da criança e de sua família. A criança é afastada de sua vida cotidiana, do ambiente familiar e submetida a um confronto com a dor e a limitação física (MITRE e GOMES, 2004).

Com o brinquedo a criança traduz o real para a realidade infantil, diminuindo o impacto provocado pelo tamanho e força dos adultos, suavizando o sentimento de impotência da criança. A atividade lúdica possibilita a criança transferir não apenas interesses, mas também fantasias, ansiedade e culpa a outros objetivos além de pessoas. Havendo uma representação de suas angústias, medo, ansiedades e desejos favorecendo a superação de conflitos e frustrações (CHEIDA, 2005).

Entendendo o brincar como uma função básica da criança foi implantada a Lei nº 11.104/2005, que determina a todos os hospitais que ofereçam atendimento pediátrico contar, obrigatoriamente, com brinquedoteca nas suas dependências. A mesma lei define brinquedoteca como um espaço provido de brinquedos e jogos educativos, destinada a estimular as crianças e seus acompanhantes a brincar (DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO, 2005).

Na brinquedoteca as crianças podem aprender a compartilhar brinquedos, histórias, emoções, alegrias e tristezas sobre a sua condição de hospitalização, além de desenvolverem os aspectos de socialização e cidadania. E as atividades lúdicas auxiliam na compreensão e elaboração da situação de exceção que a criança vive no hospital, minimizando os aspectos negativos e possibilitando maior inclusão da mesma na instituição (PAULA e FOLTRAN, 2007).

Considerações Finais

O psicólogo profissional da saúde tem um papel clínico, social, organizacional e educacional, como áreas de atuação que abrangem a Psicologia Preventiva e de Tratamento. Quando uma pessoa está internada, vários modos de manifestações e conduta se expressam. Por isso além do atendimento cirúrgico, medicamentoso e das diferentes terapias, há a necessidade de atendimento psicológico, tanto ao paciente como aos familiares. Muitas vezes se perde uma cirurgia, ou um trabalho terapêutico é inócuo, devido à falta de colaboração, interesse e motivação do próprio paciente. E o atendimento psicológico faz com que o paciente se perceba melhor e participe de modo efetivo e produtivo na sua melhora e no uso de seu potencial, colaborando com os profissionais que o atendem (CAMPOS, 1995).

A partir desses conceitos, pode-se concluir que a Psicologia tem importância em todas as situações relacionadas à saúde do ser humano, e o psicólogo, como um profissional da promoção da saúde, atua tanto na prevenção como no tratamento. O psicólogo, visando o relacionamento humano saudável, procura dialogar com o paciente, seus familiares, num trabalho com as comunidades e com a equipe de saúde. E na sua atuação dentro do hospital, como um profissional da saúde, envolvendo o indivíduo e as áreas sociais e da Saúde Pública, buscando sempre o bem-estar individual e social, utilizando também informações das áreas da Medicina, Enfermagem, Serviço Social, Nutrição e outras áreas afins (CAMPOS, 1995).

Diante do contexto apresentado, podemos concluir que a atuação do psicólogo no âmbito hospitalar é fundamental, pois juntamente com a equipe multiprofissional estará contribuindo na melhora da qualidade dos atendimentos aos pacientes e seus familiares. E também podendo acompanhar o paciente nesse momento de sua vida, em que a dor, sofrimento, angústias, medos prevalecem, pode ajudar a encontrar a melhor maneira de enfrentar e vivenciar a doença. No atendimento à criança, o psicólogo a partir de atividades lúdicas ou através do brinquedo pode proporcionar à criança descontração e momentos de alegria, e assim sua permanência no hospital será muito mais fácil, e seu desenvolvimento e cura serão favorecidos.

Durante o processo de adoecimento o psicólogo desempenha importante atuação dentro do contexto de humanização hospitalar, uma vez que trata o paciente como pessoa, como todos os seus sentimentos que a internação pode lhe causar. É um olhar como um todo, e não mais como apenas um doente, ou uma parte deste ser.

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