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1. Introdução

Realizamos o presente trabalho em uma escola municipal de Passo Fundo para crianças autistas. O trabalho foi realizado nos meses de agosto e setembro de 2012, sendo realizadas três visitas ao local. Os objetivos de nosso trabalho foram: conhecer e compreender a dinâmica das relações de cuidados realizadas pelos professores desta escola para com as crianças portadoras de autismo.

2. Metodologia

Foram feitas três visitas a Escola Municipal de Autistas Olga Caetano Dias em Passo Fundo/RS.

Entrevistas e observações realizadas com as professoras Cleonice e Neura e seus alunos da Educação Infantil.

3. História da Escola Municipal de Autistas Olga Caetano Dias em Passo Fundo/RS

A escola surgiu quando pais de autistas deste município conseguiram na justiça uma liminar para abrir uma escola para essas crianças visto que a APAE não os aceitava. Desse modo, foi fundada em 21 de março de 2001, sendo a 1ª escola para autista do RS. Na época esses autistas já eram grandes (adolescentes e adultos).

Somente a partir de 2011 a escola começou a receber crianças da educação infantil. Sendo que hoje a escola tem cerca de 40 alunos, a partir dos 5 anos até adultos. A criança tem que vir com laudo de autismo para poder ficar na escola.

A escola é mantida pelo Estado (paga aluguel, água e luz) e pelo Município (paga professores, merendeiras e serventes). Neste ano o Município não disponibilizou fonoaudióloga, fisioterapeuta, psicóloga e enfermeira para a escola.

As professoras que conversamos falaram que fazem os cursos com seu próprio dinheiro, que dificilmente o Município ou o Estado pagam seus cursos, bem como estadia ou transporte. “É frustrante saber que o governo não dá apoio necessário para esses alunos...”, “Eu economizo desde o inicio do ano para poder me especializar, pois é importante para mim e para meus alunos” diz a professora Cleonice. As próprias professoras constroem jogos e atividades para os alunos.

3.1 Autismo

O autismo caracteriza-se por uma síndrome comportamentalque compromete o desenvolvimento infantil e apresenta múltiplas etiologias. Os sintomas principais evidenciam-se através de uma dificuldade para relacionar-se com pessoas e situações, de um atraso na aquisição da fala e no uso não-comunicativo da mesma, e de uma insistênciaobsessiva na manutenção da rotina, limitando as atividades espontâneas, além de se evidenciarem nos primeiros 36 meses de vida (SANINI, 2007).

Segundo Margareth Mahler autismo é um subgrupo das psicoses infantis e uma regressão ou fixação a uma fase inicial do desenvolvimento de não diferenciação perceptiva, onde os sintomas são as dificuldades em integrar sensações vindas do mundo externo e interno, e em perceber a mãe na qualidade de representante do mundo exterior. Sendo uma reação traumática a separação materna, sendo o autismo uma defesa contra o desmantelamento do ego (GOLDBERG, 2002).

Quando Kanner (1943) realizou as primeiras observações clínicas sobre crianças com autismo, ele relatou uma ausência de comportamentos que sinalizassem apego, isto é, comportamentos que caracterizam a propensão do ser humano para buscar e manter aproximação com um cuidador em situações de tensão e exploração. Em contrapartida, a sensibilidade materna ao responder a estes sinais(base segura), fornece os pilares para o desenvolvimento social infantil (Bowlby 1969/2002). Bowlby propôs fases para o desenvolvimento do apego que vão desde a orientaçãoe sinais com discriminação limitada da figura de apego até a formação de uma parceria, caracterizada por relações de reciprocidade. (SANINI, 2007)

O autismo origina-se de uma capacidade inata de estabelecer o contato afetivo habitual e biologicamente previsto para as pessoas, enão se exclui a importância da qualidade das relações com o ambiente. (CARVALHO apud GOLDBERG, 2002)

O autismo é considerado como um transtorno do desenvolvimento de manifestação precoce, com início antes dos três anos de idade, e se caracteriza por comprometimento em três domínios: interação social, comunicação (verbal e não verbal) e comportamento, com interesse restrito e repetitivo. Os termos mais utilizados atualmente são: “transtorno autista”, “autismo infantil precoce”, “autismo da infância” ou “autismo de Kanner”. (CUVERO, 2008)

Segundo a ASA (Autism Society of American), indivíduos com autismo usualmente exibem pelo menos metade das características listadas a seguir:

  • Dificuldade de relacionamento com outras crianças
  • Riso inapropriado
  • Pouco ou nenhum contato visual
  • Aparente insensibilidade à dor
  • Preferência pela solidão; modos arredios
  • Rotação de objetos
  • Inapropriada fixação em objetos
  • Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade
  • Ausência de resposta aos métodos normais de ensino
  • Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina
  • Não tem real medo do perigo (consciência de situações que envolvam perigo)
  • Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares)
  • Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
  • Recusa colo ou afagos
  • Age como se estivesse surdo
  • Dificuldade em expressar necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras
  • Acessos de raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente
  • Irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos

É relevante salientar que nem todos os indivíduos com autismo apresentam todos estes sintomas, porém a maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança. Estes variam de leve a grave e em intensidade de sintoma para sintoma.

3.2 Professor – cuidador

De acordo com BEREOHFF apud LOPES, para educar uma criança autista, é preciso levar em consideração a falta de interação com o grupo, comunicação precária, dificuldades na fala e a mudança de comportamento que apresentam essas crianças.

É fundamental o professor entender o perfil individual do comportamento de cada criança e adotar expectativas realistas sobre seu desenvolvimento, implementando assim um plano de educação mais efetivo. (GOLDBERG, 2002)

Estudo realizado por Goldberg (2002) mostra que professores da educação regular enfatizam a promoção do bem-estar social e psicológico da criança com autismo, percebendo a escola, prioritariamente, como fonte de socialização. Os da educação especial, por sua vez, valorizam os processos de aprendizagem e atividades curriculares (em especial leitura e escrita), atribuindo a escola um papel importante na questão do manejo dos problemas de comportamento (relacionamento interpessoal, comunicação e estereotipias) que interferem nesse processo.

O sujeito só pode crescer se houver incentivo constante em sua educabilidade (MEIRIEU apud GOLDBERG, 2002). Jimenez apud Goldberg (2002) afirma que seria conveniente passar do “não consegue” para o “é capaz de”, e completa dizendo que o professor que conhece seu aluno tem um papel importante na identificação de suas necessidades, cabendo a ele, através de uma avaliação, ajudar na identificação das necessidades educativas e seu grau de especificidade. O professor deve visar atingir o aluno integralmente, investigando o nível do aluno, procurando entende-lo, visando oferecer condições para que este se expresse da forma que é capaz, desmantelando assim questões pré-concebidas.

Sabendo que o autista não se adapta ao mundo externo, é preciso que na escola ele tenha uma rotina estruturada, que faz com que ele situe-se no espaço e tempo. O professor também deve fazer parte dessa rotina, compreendendo que a mesma não é uma restrição a sua criatividade. (LANZ apud LOPES)

A abordagem vivencial é outro fator importante na educação destas crianças tão especiais, pois às vezes o trabalho verbal não é o suficiente, onde o contato físico com o autista é de grande necessidade.

Outro recurso que quando usado no momento adequado e seu estilo estiver de acordo trará bons resultados, é a utilização da música, as preferências são sempre para as infantis (ciranda – cirandinha). A canção deve estar sempre de acordo com momentos específicos, tais como a chegada, hora do lanche, higiene, para que a criança possa relacionar a música com a atividade em andamento. (LOPES)

A memória do autista é voltada para o visual, se faz necessário que o educador em suas técnicas, valorize este lado, fazendo com que o aluno observe cores, tamanhos, espessuras, animais, pessoas. Por outro lado a sala de aula deve ter pouca estimulação visual para que a criança não desvie sua atenção da atividade em andamento. O ambiente educacional deve ser calmo e agradável, para que os movimentos estereotipados dos alunos não alterem. (LOPES)

É importante ter uma educação que envolva o autista com seu contexto de vida, deacordo com suas particularidades, para que assim ele possa interagir de forma a se tornar“familiarizado” com aquela situação, ambiente, proporcionando o desenvolvimento real doautista e de suas ações.Uma grande dificuldade na educação dos autistas, porém essencial, é a de reduzir arigidez de sua cognição e sua maneira de agir, diminuindo aqueles rituais próprios e gestos eações esteriotipadas, a fim de que eles consigam desenvolver-se de maneira próxima àscrianças normais. Sabemos que, por não desenvolverem adequadamente sua linguagem eaquisição de símbolos, os autistas acabam não conseguindo se inserir no mundo das outraspessoas, tornando seus próprios mundos sem significados, sendo desse modo: “A função doprofessor é ajudá-las a aproximarem-se desse mundo de significados e proporcionar osinstrumentos funcionais que estão dentro da possibilidade da criança” (COOL apud FELICIO, 2007)

A utilização da Experiência de Aprendizagem Mediatizada como uma das formas de inteirar-se o indivíduo com seu meio, consiste na transformação de todos os estímulos através de um mediatizador que os criterize, organizando-os e modificando-os para uma melhor interpretação do universo que o rodeia e noqual ele está inserido, proporcionando condições para uma melhor qualidade em seu desenvolvimento intelectual. A mediação conceitua-se como um processo pelo qual se desenvolve uma interação entre um indivíduo com funções cognitivas deficientes ou insuficientes com outro indivíduo que já possua um conhecimento experiente com visão intencionada para provocar modificações ou aperfeiçoamento de tais funções cognitivas. De modo que essa mediação seja compreendida como o resultado combinado da exposição direta do indivíduo com o meio e à experiência de aprendizagem mediatizada, que tem seu planejamento e avaliação desenvolvidos pelo mediatizador, que deve estar sempre atento às necessidades do indivíduo que será mediatizado. (ORRÚ)

O ato de conhecer seu aluno, de participar de sua vida e de atribuir atenção às suas necessidades específicas, contribui, imensamente,para mediatizar o processo de ensino e aprendizagem. (ORRÚ)

É fato que, colocar o autista numa instituição pode trazer muitos conflitos internos eaté mesmo problemas emocionais para os pais. Muitos deles costumam ter a sensação de queestão deixando seus filhos de lado, como se houvesse um sentimento de culpa; isso porque já existe em nosso mundo um sentimento ligado à rejeição do filho deficiente. O autista, como jádito, apresenta-se distante das outras pessoas, e isso já traz para os pais uma sensação de rejeição e até abandono. Assim, com a culpa já latente em seus sentimentos, os pais buscamreter seus filhos, sendo esta atitude uma necessidade para não se sentirem pior. Com tudo, osprofissionais necessitam desenvolver um trabalho com os pais a fim de que eles possam teroportunidade de tirarem suas dúvidas e resistências para que o afastamento de seus filhostraga benefícios não só a eles, mas à família também. A educação, portanto, precisa estarintimamente ligada à socialização e integração dos autistas, pois o contato com os professorese com as crianças da escola será fundamental (GAUDERER apud FELICIO, 2007)

A escola realiza reuniões com os pais para repassar informações e procedimentos necessários e adequados para o desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno autista.

As professoras relataram que os pais tendem a infantilizar esses filhos e não esperam progressos, até porque “às vezes, é mais cômodo colocar fralda e deixar dormindo... Mas a gente quer educar, dar limites, porque sabemos que nunca se esgotam as possibilidades de crescimento dessas crianças” diz a professora Cleonice.

“É um desafio todo dia” diz a professora de psicomotricidade Neura.

3.3 Propostas educacionais para o autista

É fundamental a preparação do pedagogo através de um programa adequado de diagnose e avaliação dos resultados globais no processo de aprendizagem, já que a criança especial se caracteriza pela falta de uniformidade no seu rendimento, levando-se em consideração o nível de desenvolvimento da aprendizagem que geralmente é lenta e gradativa. Portanto, caberá ao professor adequar o seu sistema de comunicação a cada aluno, respectivamente.

Antes de chegar à sala de aula, o aluno é avaliado pela supervisão técnica, para colocá-lo num grupo adequado, considerando a sua idade cronológica, desenvolvimento e nível de comportamento.

As turmas são formadas por três (03) a cinco (05) alunos, no máximo, sob a responsabilidade da professora, e um auxiliar que é de grande precisão, para haver um funcionamento no ensino regular, é dada atenção especial à sensibilização dos alunos e dos envolvidos para saberem quem são e como se comportam esses alunos portadores de necessidades especiais.

Com todo esse processo, a criança pode reagir violentamente quando submetida ao excesso de pressão e diante disso, é preciso levar em conta, se o programa está sendo positivo, se precisa haver outras mudanças, algo que não prejudique a ambos. O professor precisará ter uma postura que não seja agressiva, muita paciência, transmitindo segurança e controle da situação, e, acima de tudo, muito amor pelo que está fazendo.

A importância do ensino estruturado como no método TEACCH (Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Deficiências relacionadas à Comunicação). Onde devemos ter em mente que, normalmente, as crianças à medida que vão se desenvolvendo, vão aprendendo a estruturar seu ambiente, enquanto que as crianças autistas e com distúrbios do desenvolvimento, necessitam de uma estrutura externa para aperfeiçoar uma situação de aprendizagem.

3.4 Observações cuidados primários na escola visitada

  • Professoras precisam direcionar o aluno, dar apoio físico, verbal, contenção e limites, auxílio no banheiro;
  • Desenvolvimento da motricidade fina;
  • Iniciar, executar e concluir atividades, guardar material e passar para outra atividade;
  • Estímulos (caminhar, mastigar/comer, olhar, falar, banheiro, etc.);
  • Estímulo da convivência e socialização (ensino de regras sociais);
  • Abraço, contato físico e visual;
  • Quadro de rotinas para habituá-los as atividades;
  • Fala direta (comer, andar, pegar...);
  • Nomear objetos, espaços, atividades, pessoas (sempre);
  • Verbalizar e explicar o que é certo e errado e por que;
  • “Mão sobre a mão da criança” para ensinar como fazer;
  • Trabalhar a “espera”;
  • Trabalha com comandos normativos e orientativos;
  • Conquista da independência e autonomia (ensinar atividades do dia a dia);
  • Incentivar, parabenizar e gratificar moralmente as atividades corretas e finalizadas.

O educador que faz uso das agendas individuais, organiza o dia de seu aluno na ordem dos acontecimentos utilizando símbolos visuais como "pistas" para a previsibilidade e compreensão significativa do que ocorrerá. Para o aluno não verbal, esse recurso é como uma ferramenta, uma prótese, pois, devido a sua maior habilidade de compreensão se dar de forma visual, os objetos e situações dispostos a partir de símbolos visuais adquirem um significado mais expressivo. (ORRÚ)

3.5 Características observadas nas professoras/cuidadoras da escola de autistas

  • Alta tolerância a frustração (“Quando estão em crise tentamos de tudo e nada dá certo, mas quando dão retorno é compensador, não tem dinheiro que pague” Cleonice)
  • Ser amorosa e firme ao mesmo tempo;
  • Tolerar desgaste emocional e físico;
  • Muita força de vontade (quando os autistas estão em crise eles mordem, batem, agridem, mas mesmo assim “temos que querer ajudar aquele ser humano que está ali” Neura)
  • Persistência;
  • Repetição (instruções);
  • Gosto pelo trabalho;
  • Buscar aperfeiçoamento;
  • Paciência;
  • Ser continente (emocional e fisicamente)

3.6 Alunos autistas

V.G, 5 anos

  • Caminhou aos 3 anos
  • A professora o está ensinando a deixar as fraldas
  • Há 1 mês ainda não conseguia segurar objetos
  • É muito resistente em fazer os trabalhos propostos
  • Quando relutaem fazer a atividade sempre é importante ser estimulado, sempre que começaruma atividade é importante concluir mesmo que relute em não continuar, quando acaba a professora o gratifica com um brinquedo eletrônico que a criança gosta.
  • Na sala de Educação Física cumpre um circuito que envolve subir e descer em uma escada caminhar em linha reta e em cima de uma passarela e encaixar ou jogar uma bola em algum alvo, como cesta de basquete ou algum recipiente para finalizar o circuito. Esta atividade é muito importante, pois ajuda a criança a caminhar manter o equilíbrio, segurar jogar, ter noções básicas de motricidade.
  • Professora relata que ele precisa de apoio físico e verbal o tempo inteiro
  • Toma medicações muito fortes para as convulsões
  • Segundas e terças-feiras vai à escola de autistas e nos demais dias em uma escola da rede pública, onde tem uma assistente para ajudá-lo nas tarefas
  • Fica nervoso e bate o pé ritmicamente

A., 5 anos

  • Vai à escola de autistas 1 vez por semana e na escola do município os demais dias
  • É muito produtivo
  • Grau mais leve de autismo
  • Muito apegado a mãe, o pai que fez o “corte” e o trouxe para escola
  • A. chora pedindo pela mãe, finge ligar para o pai
  • Quando completa as tarefas a professora lhe dá por alguns instantes um brinquedo que ele gosta muito e traz consigo sempre

3.7 Temple Grandin:

Temple Grandin conseguiu quebrar a barreira do autismo.

Hoje, ela tem pós-doutorado em veterinária. É especialista em neurociência e dá palestras no mundo inteiro para pecuaristas sobre como criar o gado, respeitando os animais. Ela desenvolveu um projeto de curral cheio de curvas, que reduz o estresse dos bois, antes do abate. Temple teve a ideia de copiar o método de vacinação das vacas e criou a máquina do abraço, recriada em um filme que conta a história dela. Ela controlava a pressão da máquina, ficava ali até 20 minutos, uma vez por semana, e saía relaxada. “A pressão acalma. Não funciona com todo mundo. Por outro lado, fazer carinho levemente com a mão lhe causa medo”, diz.

Temple Grandin descobriu ainda uma característica parecida com a dos animais. A tese dela é que a mente de um autista funciona como a de um animal. Medo é a principal emoção. "Animais estão sempre alerta. Antes de tomar antidepressivos, eu estava sempre olhando assustada, prevendo perigo."

4. Considerações Finais

Tomando as palavras de Rivière apud Orrú:

“Esta tarefa educativa é provavelmente a experiência mais comovedora e radical que pode ter o professor. Esta relação põe à prova, mais do que nenhuma outra, os recursos e as habilidades do educador. Como ajudar aos autistas a aproximarem-se de um mundo de significados e de relações humanas significativas? Que meios podemos empregar para ajudá-los a comunicarem-se, atrair sua atenção e interesse pelo mundo das pessoas para retirá-los do seu mundo ritualizado, inflexível e fechado em si mesmo?”

Percebemos ao longo deste trabalho que as cuidadoras-educadoras que acompanhamos desempenham brilhantemente seu papel na vida de cada uma dessas crianças que com elas tornam-se seres humanos mais adaptados ao mundo externo e assim potencializam suas habilidades e desenvolvem-se adequadamente podendo ter uma vida social “normal”.

Referências:

CARLLA, Daniela. O pedagogo na educação da criança autista. Disponível em: <http://www.webartigos.com/artigos/o-pedagogo-na-educacao-da-crianca autista/4113/#ixzz25Z7oNM26 >  Acesso em: 05 set. 2012.

CUVERO, Mariza Matheus. Qualidade de vida em cuidadores de crianças e adolescentes com autismo. Uberlândia: 2008 Disponível em: <http://www.webposgrad.propp.ufu.br/ppg/producao_anexos/022_Marizadissertacaofinal[3].pdf> Acesso em: 02 set. 2012.

FELICIO, Viviane Cintra. O autismo e o professor: um saber que pode ajudar. Bauru: 2007. Disponível em: <http://www.fc.unesp.br/upload/pedagogia/TCC%20Viviane%20-%20Final.pdf> Acesso em 02 set. 2012.

GOLDBERG, Carla. A percepção do professor acerca do seu trabalho com crianças portadoras de autismo e síndrome de down: um estudo comparativo. Porto Alegre: 2002. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/5434> Acesso em: 30 ago. 2012.

GRANDIN, T. Temple responds to questions. Disponível em: <http://www.templegrandin.com/> Acesso em: 04 set. 2012.

LOPES, Daniele  Cento. Técnicas utilizadas na educação dos autistas. Disponível em: <http://scholar.googleusercontent.com/scholar?q=cache:JsvcRMKRynAJ:scholar.google.com/+T%C3%A9cnicas+utilizadas+na+educa%C3%A7%C3%A3o+dos+autistas&hl=pt-BR&as_sdt=0> Acesso em: 02 set. 2012.

ORRÚ, Silvia Ester. A Formação de Professores e a Educação de Autistas. OEI-Revista Iberoamericana de Educación (ISSN: 1681-5653)

SANINI, C.; FERREIRA, G.D.; SOUZA, T.S. & BOSA, C.A.  Comportamentos indicativos de apego em crianças com autismo. Psicologia: Reflexão e Crítica, 21(1), 60-65.  Porto Alegre: 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/prc/v21n1/a08v21n1.pdf >  Acesso em: 30 ago. 2012.

BLOG.  GloboRepórter – Temple Grandin. In: Sou mãe de Autista. Disponível em: <http://soumaedeautista.blogspot.com.br/2011/12/globo-reporter-temple-grandin.html> Acesso em 04 set. 2012.

FALANDO DE AUTISMO, DANDO VOZ AO SILÊNCIO. Disponível em: <http://falandodeautismo.com.br/site/caracteristicas> Acesso em: 04 set. 2012.