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Trata-se de uma abordagem fenomenológica terapêutica fundamentada nas descobertas do alemão Bert Hellinger.

Bert Hellinger é nascido em 1925, na Alemanha, e formou-se em Filosofia, Teologia e Pedagogia. Como membro de uma ordem de missionários católicos, estudou, viveu e trabalhou durante 16 anos no sul da África, dirigindo várias escolas de nível superior. Posteriormente, aprofundou seus estudos e pesquisas tornando-se psicanalista e, por meio da dinâmica de Grupos, da Terapia Primal, da Análise Transacional, de diversos métodos hipnoterapêuticos e demais técnicas desenvolveu sua própria Terapia Sistêmica e Familiar a qual denominou: Familienstellen (respectivamente: “O lugar da Família/do Familiar”, traduzido para: Constelações Familiares, no Brasil).

A constelação familiar se baseia no uso de representantes neutros para representar membros da família ou grupo social do cliente e trabalhar um tema específico trazido por este último.

Na terapia familiar sistêmica, trata-se de averiguar se, no sistema familiar ampliado existe alguém que esteja emaranhado nos destinos, escolhas, crenças, de membros anteriores desta família. Isto pode ser trazido à luz por meio do trabalho com as Constelações Familiares. Trazendo-se a luz os emaranhamentos, a pessoa consegue se libertar mais facilmente deles – ela passa a ter consciência do que age no seu sistema e a ter a opção da escolha sobre seu próprio destino.

Há uma dinâmica silenciosa e sutil atuando sobre todo sistema familiar, em sua história, em seus acontecimentos, em sua cultura e linguagem própria. Tal dinâmica atua sobre todo e qualquer sistema, e segue leis próprias as quais Bert Hellinger observou em seu trabalho empírico fenomenológico.  Hellinger então diferenciou e apontou as leis que atuam sobre o sistema familiar e iniciou diversas reflexões expostas em seus diversos livros publicados mundialmente. Quando tais leis dinâmicas são desobedecidas, ignorada ou rompidas, geram maior “pressão”, “peso”, “tensão” sobre o sistema, sobrecarregando as relações dos membros internos ao mesmo. Tal tensão pode recair mais sobre um membro específico do sistema, adoecendo-o ou conduzindo a um tipo de escolha, crença, postura e/ou comportamento. Na constelação familiar, se olha para este sistema e para a posição e postura de cada membro e como tais interagem sobre e entre si – buscando, por meio de gestos, reposicionamentos e falas, alcançar a leveza e ordem, perdida no sistema.

Da mesma maneira como esta abordagem terapêutica tem trazido luz aos relacionamentos familiares, também tem sido útil para empresas e organizações, que por representarem um grupo organizado de pessoas, tornam-se um sistema. Por meio das constelações organizacionais se tornam visíveis soluções para um sistema com “problemas”.

Procura-se então, no sistema soluções que incluem e levem adiante. A solução inclui a ordem, aonde cada qual tem seu devido lugar, aonde sente-se bem, aonde sente-se leve. Caso alguém não se sinta bem em seu lugar, então, via de regra, relacionamentos internos ou particulares precisam ser esclarecidos. Este esclarecimento pode ocorrer durante o trabalho de constelação sistêmica organizacional.

Alguns dos temas que comumente são abordados pelos constelandos/clientes em uma sessão individual ou workshop:

  • Relacionamentos com familiares (pai, mãe, marido/esposa, filhos, avós, tios);
  • Acontecimentos familiares marcantes (adoções, perdas, doenças psiquiátricas, mortes precoces, assassinatos, suicídio, abortos, entre outros);
  • Relacionamento interpessoal (sexualidade, amantes, parceiros amorosos e sexuais, amigos, colegas);
  • Problemas de saúde (dores crônicas, obesidade, depressão, câncer, problemas cardíacos);
  • Envolvimentos com drogas, alcoolismo, tabagismo;
  • Conflitos profissionais com chefes, colegas, empresas;
  • Questões empresariais e administrativas (abertura de empresa; fracasso X sucesso; perda financeira; dificuldades na liderança; mudanças de carreira; recolocação profissional).

Numa constelação familiar pode-se participar como cliente (que é chamado de constelando). Este leva um tema especifico para ser trabalhado na dinâmica do sistema, ou como simples observador. Tais posições em si já trazem alguns benefícios, entre os quais destaca-se:

Como constelando: a colocação de um tema ou situação específica gera um movimento interno da parte dos representantes que desvenda e traz à luz uma dinâmica desconhecida desencadeando (junto do cliente) um processo de cura.

Como representante: ser escolhido como representante leva à vivência de situações que causam diversas associações e percepções de semelhanças com o sistema da pessoa escolhida, desencadeando um processo de cura;

Como observador: o simples fato de estar presente e observar o trabalho desenvolvido pode desencadear um processo de cura;

A abordagem apresenta uma vasta gama de aplicações práticas e devido aos seus efeitos esclarecedores no campo das relações humanas promove entre outros:

  • Melhoria das relações familiares;
  • Melhoria das relações interpessoais nas empresas;
  • Melhoria das relações no ambiente educacional.

Sobre o autor:

René Schubert – Psicólogo Clinico e Psicanalista em São Paulo.

Twitter: Rene_Schubert / Home - Page: http://www.reneschubert.blogspot.com/

Referencia Bibliográfica

Bert Hellinger & Gabriele ten Hovel: Constelações familiares – o reconhecimento das ordens do amor. Editora Cultrix, São Paulo, 2001
Bert Hellinger: No centro sentimos leveza. Editora Cultrix, São Paulo, 2006
Bert Hellinger: Ordens do Amor. Editora Cultrix, São Paulo, 2007
Instituto Bert Hellinger Brasil : http://www.institutohellinger.com.br/principal/
Bert Hellinger Home-Page: http://www.hellinger.de/
Instituto de Filosofia Pratica: http://www.spelter.de/
Psicólogo Rene Schubert: http://www.reneschubert.blogspot.com/