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Como em todas as demais escolas do pensamento, a psicologia da Gestalt também sofreu suas críticas e também contribui tanto para algumas escolas que surgiram mais a frente, como também influenciou a psicologia em si.

Os críticos da psicologia da Gestalt alegavam que a mesma tratava do problema como se ele não existisse, pois a organização dos processos perceptuais não era visto como um problema científico, apenas se dizia que ela existia e por existia deveria ser apenas aceita.

Os psicólogos experimentais afirmavam que a teoria da psicologia da Gestalt era muito vaga e que seus conceitos básicos não eram rigorosamente definidos. Os psicólogos da Gestalt rebatiam alegando que como em toda ciência jovem a teoria ainda é incompleta, mas não vagas.

Muitos também afirmaram que o trabalho experimental da Gestalt era inferior aos trabalhos da psicologia behaviorista por conta dos poucos dados quantitativos e não passíveis a análise estatística. Porém os psicólogos da Gestalt sustentaram que seus trabalhos tiveram menos dados quantitativos que as outras escolas, pois se deveria trabalhar com os dados qualitativos.

Alguns psicólogos também alegavam que a psicologia da Gestalt utilizava teorias fisiológicas que eram pobremente definidas.

O movimento da Gestalt contribui quanto ao que se refere à percepção, a aprendizagem, o pensamento, a personalidade, a psicologia social e a motivação. Os seus maiores princípios não foram absorvidos pelo principal pensamento psicológico, porém a psicologia da Gestalt deixou sua marca permanente na psicologia.

Muitos aspectos da psicologia cognitiva contemporânea devem sua origem à psicologia da Gestalt.

Referências:

KIYAN, Ana Maria Mezzarana. E a gestalt emerge: vida e obra de Frederick Perls. Sao Paulo: Altana, 2001.

RODRIGUES, Hugo Elidio. Introdução a gestalt - terapia: conversando sobre os fundamentos da abordagem gestaltica. Petropolis: Vozes, 2000.

SCHULTZ, Duane P.; SCHULTZ, Sydney Ellen. História da psicologia moderna. 16ed. Sao Paulo: Cultrix, 2002